Akasha, a primeira filha da lua

1 ✦ Capítulo Único


Notas iniciais
Lá estava eu vagando no Google quando encontro essa foto na capa, então me veem uma ideia e a escrevo rapidinho. Sou de fazer bastante isso Rs' Boa leitura!

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A lua tocou o ponto mais alto do céu, dando vida à forma de relevo qual Akasha subia com dificuldade, erguendo as barras do vestido negro que se elevava pelas suas belas curvas até chegar ao espartilho azul marinho. Seus pés descalços e machucados doíam de uma forma intolerável, e a vampira quase poderia ouvi-los pedindo um tempo, um descaso. Isso se eles pudessem.

Akasha queria poder parar, mas a montanha seguia reta, sem pedra ou rocha qual se esconder do povo do vilarejo a poucos metros atrás, armados por pedras, paus e até mesmo mosquetes.

Seu grande erro deveria ter sido desobedecer a seu criador, acreditar que os humanos poderiam aceita-lá como ela era se a vampira os salvasse daquela carnificina planejada para um futuro tão próximo que a mesma sonhava acordada com os gritos e pedidos de socorro. No entanto, a mulher não se arrependia.

Ela os salvou, lutou como nunca pensou que poderia fazer contra a própria raça. O próprio clã. Akasha caiu, levantou e continuou. O vilarejo estava intacto graças a ela, mas seu corpo apresentava cortes profundos que sangravam sem parar. Ela precisava saciar sua sede, seja de um coelho ou de um pássaro... Mas a vampira não iria, porque a cada lesão que as pedras faziam em seus pés uma realidade se mostrava.

Akasha poderia dizimar os mortais mesmo estando ferida. Seu sangue era puro, vindo de um mestre real, qual não estava ali, porém também não morreu. Contra um vampiro com o porte dele, ela não possuía chances e certamente fecharia os olhos para a morte... Conheceria o verdadeiro inferno para pessoas sem alma como ela.

A mulher podia arrancar cabeça por cabeça dos corpos daqueles que a seguiam, entretanto ela não iria. Não os defendeu para que no fim os matasse. Eles apenas eram ingênuos, pobres crianças ingênuas e assustadas com o que não conheciam... Aquilo era compreensível.

Akasha não machucaria suas crianças, deixaria-as viver e aprender que nem tudo o que é diferente, necessariamente, é ruim.

O pico da montanha a apresentou o fim de sua fuga, e ela levantou os olhos para a lua cheia no céu. O vento parecia circular seu corpo e brincar com seus cabelos azuis. Akasha sabia o que sua mãe desejava.

Ela fechou os olhos e rodeou o pingente – do formato do sol – em seu colar.

— Assim como a lua se renova a cada mês, meu sangue se renovará no próximo século. Em um novo corpo... Em uma nova mulher da próxima geração. E isso não ira parar. Nunca. O meu ciclo nunca possuirá um fim. — Ao terminar, retirou o colar e jogou-o na cachoeira a frente, que contornava as laterais da montanha.

Abriu um sorriso contente ao perceber que as estrelas foram deixada a mostra pelas nuvens negras, que desapareciam aos poucos. Foi quando seu coração sentiu a perfuração por trás com algo pontiagudo e que a queimou por dentro. Akasha caiu de joelhos, perdoando aqueles humanos por seus atos espontâneos.

Notas finais
E ai?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!