Akai Ito (Fio Vermelho) - Primeira Temporada
59 Capítulo 59 – Coroação em Masao
Notas iniciais
Capítulo 59 – Coroação em Masao
Aquele dia amanhecera encantador e radiante, todos acordaram cedo e trabalhavam arduamente. Mas as marcas da última guerra ainda eram presentes em vários dos corações e em suas memórias.
A dor pela perda ainda era presente, mas as pessoas se esforçavam para seguir em frente. Sayuri e Nanami cuidaram de Chizuru, sempre buscando animá-lo.
Kensuke mergulhou no trabalho – havia muito a fazer – mas a noite era nos braços de seu gatinho que encontrava alento.
Nanami a cada dia criava mais afinidade com seus papais, recuperando todo o tempo perdido, e claro, contava com a ajuda de Misaki e Shou para dar lhe dicas de como ser um papai. Chiba era muito apegado a ele, e tímido perto das demais pessoas, e por alguma razão, ele ainda não falava. Nanami não permitia que ninguém o destratasse ou o fizesse se sentir indesejado. E claro, o Alfa anunciou para todos que ele e Nanami adotaram aquela criança – e mentiram com a história de que a tinham encontrado na floresta, pois era segredo que aquela criança na verdade era o temido Oni Tiger.
A casa do Alfa ficava no lado oeste da Vila de Akai, às margens da floresta e a dois passos de um belo lago. Kensuke havia conseguido recuperar os móveis e utensílios – já que sua casa fora a única que ficara salva da destruição – e Nanami e Misaki se empenharam em arrumar tudo naquelas duas semanas. Embora fosse longe, foi cansativo as viagens diárias para lá e voltas no mesmo dia.
Kensuka havia saído cedo com alguns sentinelas para esquadrinhar as floretas ao redor da cidade – conhecendo e remarcando todos lugares.
Naoki e Key haviam ido à caverna sagrada, pois estavam criando um novo feitiço de proteção para Akai Ito, a fim de que ninguém com um intuito mau ou sorrateiro pudesse entrar em seus domínios. Era algo difícil e levaria tempo para ser concluído.
Chizuru tinha ido brincar com algumas crianças no galpão projetado para estudos e ensinamentos. Como os pais estavam todos ocupados na reconstrução da vila de Akai, alguns ninshins ajudavam no cuidado dos pequenos.
Sayuri havia saído com Ryo. Os dois tinham viajado para Masao, pois seria um dia importante para os gatos. A coroação do novo Imperador. O casal Alfa de Akai havia sido convidado, mas dado a situação da vila deles, tiveram que recusar presença, prometendo uma visita futura.
Nanami ficara em casa sozinho, já que Misaki saiu para ajudar Shou arrumar a clínica medica. Que era maior e bem mais equipada do que antes.
O gatinho terminou de ajeitar a faixa de seu kimono, e saiu do quarto em sentido ao berçário ao lado do seu. Quando abriu a porta, sorriu para Chiba. O pequeno estava deitado de bruços no futon e desenhava no caderno de desenhos com o giz de cera que Naoki deu a ele.
— Bom dia, meu lindinho. Vamos tomar um banho? — Nanami pediu suavemente. Aprendia no dia a dia que cuidar de uma criança não era uma tarefa fácil, mas que demandava tempo e dedicação.
Chiba ergueu o olhar, ele largou o giz e se sentou na cama, ainda encarando Nanami.
— Vamos logo! — Nanami aproximou-se do menino como se fosse pegá-lo, mas antes mesmo que o loirinho segurasse sua mão, Chiba se levantou rapidamente e saiu correndo para fora do quarto. — Venha cá! Precisa tomar um banho.
Nanami saiu correndo atrás dele e pelo caminho deparou-se com as roupas infantis jogadas no chão, enquanto via um Chiba nu correndo o máximo que podia para longe dele. Em segundos, os dois estavam fora da casa, correndo em meio a vila em reconstrução.
— Chiba! Venha aqui já! Não pode ficar nu. — Nanami o gritou. Ele correu o máximo que conseguia, mas o menino parecia ser mais rápido do que suas pernas aguentavam.
Todos ao redor sorriam para a cena, mas não ousaram atrapalhar a travessura da criança.
Nanami tropeçou algumas vezes, mas não chegou a cair. Quando estava pronto de desistir, braços fortes rodearam Chiba e o levantou resmungando do chão.
— Onde pensar que vai?! — Kensuke o repreendeu com sua voz firme. Chiba se remexeu querendo sair de seus braços, mas o Alfa o manteve firme em seu abraço.
Nanami parou diante de Kensuke, e apoiou as mãos nos joelhos enquanto arfava profundamente. — Seu... Seu menininho atrevido... — Disse apontando para Chiba, que caiu em uma gargalhada gostosa, divertido com o estado consado em que deixou Nanami.
— O que aconteceu com vocês? — Kensuke perguntou encarando de maneira engraçada o esposo.
Nanami fez um bico adorável com os lábios. — Eu estava para dar um banho em Chiba-chan... Mas de repente ele fugiu de mim e arrancou suas roupas fora. Nunca vi alguém gostar tanto de ficar nu. — Nanami contou com uma sobrancelha arqueada.
Kensuke encarou o pequeno que aninhou contra seu peitoral forte e rodeou seus ombros com os braços gordinhos. — Vocês dois merecem umas boas palmadas. — Falou divertido, para então inclinar-se para frente e beijar o topo da cabeleira loira. — Vamos!
— Já vai para casa? Não tem que rastrear a área? — Nanami indagou curioso.
— Nós já fizemos... Resolvi tirar o resto do dia para ficar com vocês. — Respondeu o Alfa, segurando Chiba com apenas um braço, sua outra mão segurando a de Nanami. A pequena família seguiu então para o lar deles.
— Será que podemos usar o banheiro da sauna? Tomaríamos um banho os três. Seria tão legal! — Nanami sugeriu animadamente.
Kensuke sorriu. Ele amava a inocência e seu jeitinho meigo. Agradeceria para sempre a seu pai por obrigá-lo a se casar com aquela fofura.
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Calma e alegria tomavam conta de todo o reino de Masao. Bandeirolas, balões e flores decoravam em comemoração aquele grande evento. Enquanto os cidadãos festejavam, a sala do trono do castelo era ricamente decorada nas cores dourado, vermelho e branco, cores que simbolizavam a família real.E todos os membros da nobreza, generais, conselheiros e clérigos, se achavam em suas roupas impecáveis.
O sacerdote maior ocupava o altar trajando sua túnica branca com bordados prateados, e todos os objetos sagrados necessários para a cerimônia que ocorreria.
A orquestra começou a tocar suavemente uma música, e todos giraram para encarar a porta. A porta pesada de madeira de cerejeira se abriu, e suspiros de admiração ecoaram.
O primeiro casal a adentrar era o ex-imperador e o ex-general. Yoshi mostrava sua imponência nos trajes elegantes nas cores azul Royal e celeste. Ele estava de braços dados com Eiji – que diferente do que costumava usar – vestia uma calça preta justa em seu corpo e sobre ela uma blusa vitoriana branca, com um casaco de cauda longa na cor azul Royal. Seus cabelos castanhos soltos e decorados com uma jóia de safira.
Eles não haviam se casado oficialmente, mas todos os consideravam um casal. Por incrível que pareça, a população dos gatos aceitou bem a relação deles, considerando que Eiji sempre tivera o respeito e admiração de todos.
Entre sorrisos, eles seguiram pelo tapete vermelho e colocaram-se do lado direito do altar.
Atrás deles seguiram o filho caçula e seu esposo. Sayuri se achava mais belo e fofo que nunca. Os cabelos ruivos impecavelmente arrumados e decorados por jóias douradas. Um kimono verde floresta com bordados dourados, e o kimono inferior de algodão em verde cana. E Ryo estava digno do belo príncipe gato. Usava um kimono preto, e trajava duas katanas no alforje em sua cintura.
Os gatos tremeram um pouco de medo diante do lobo, mas apenas porque não eram costumados, pois não havia mais aquele imenso ódio ou medo da outra raça.
Eles seguiram pelo tapete vermelho e se colocaram no lado esquerdo do altar. Logo atrás, veio o novo general Roan, e seu noivo Amano. Roan era sorridente e poderoso na armadura de general, e Amano estava acanhado, porém seguiu de braços dados com seu noivo. Eles se colocaram no lado esquerdo também, próximos a Ryo e Sayuri.
Para então, o casal esperado entrar. Yunsuke e Shuichi se achavam vestidos de kimonos vermelhos com detalhes brancos, e o que diferia um do outro era o bordado. Que Yunsuke era uma cor lisa e o de Shuichi tinha bordados em fio dourado.
Shuichi tinha em seus braços o pequeno Yuuri, que vestia roupinhas brancas e sorriu para todos, ganhando suspiros por ser tão meigo.
Quando o casal alcançou o altar, ficaram de frente para ele e de costas para os demais presentes. O sacerdote tomou a frente e começou entoar um cântico de língua antiga, então todos reverênciaram.
O cântico seguiu por alguns minutos, até que uma criança entrou segurando uma almofada e sobre ela repousava uma linda coroa de ouro. O sacerdote a benzeu com um líquido especial e depois indicou para Yoshi aproximar-se.
— Por gerações, a família real tem cuidado e zelado por nosso povo. Doando-se e até mesmo se sacrificando para que possamos viver com decência, honestidade e harmonia... — O sacerdote ditou. — E a coroação é um marco de uma nova Era que começa e esperanças que se renovam.
Yoshi se aproximou e tomou a coroa real seguindo até Yunsuke. — Concedo a você, meu filho, a honra de ser o regente maior... Ciente de suas responsabilidades e o compromisso com o povo de Masao.
Yunsuke se ajoelhou como o cavalheiro que era, e inclinou a cabeça. Todos seguraram a respiração quando Yoshi repousou sobre sua cabeça dele, a coroa real.
Outra criança entrou com outra coroa, mas esta menor, Yoshi tomou a coroa e aproximou-se de Shuichi – o qual se ajoelhou como esposo, ainda segurando Yuuri nos braços – e inclinou a cabeça.
— Lhe dou a honra de se tornar o consorte real! E quem será o pilar e a força do Imperador, que zelará pelo bem de toda nação. — Disse com a voz carregada de emoção. Repousou a coroa na cabeça de Shuichi, e então ajudou seus dois filhos a levantarem. Com carinho, beijou a testa de cada um deles, e depois tomou o neto nos braços e seguiu para se colocar de pé ao lado de Eiji.
O sacerdote se aproximou e entoou um curto cântico, para então ordenar que o novo casal real se virasse para a assembléia. — Saúdem vida longa aos Imperadores Yunsuke e Shuichi.
Todos se ajoelharam em reverência aos seus novos governantes.
Sayuri enxugou as lágrimas no canto de seus olhos.
Ryo o encarou preocupado. — Está tudo bem?
— Sim... Foi tão lindo, Ryo. — Sayuri falou com um sorriso. Ele arrastou o marido quando todos se levantaram, para serem os primeiros a abraçar os novos regentes. — Parabéns!
— Oh, Sayu-chan! Fico tão feliz que veio. — Shuichi recebeu os cumprimentos. Ele e Sayuri se abraçaram bem apertadinho, enquanto Ryo apertou a mão do cunhado.
Quando Sayuri se separou do abraço com Shuichi, seguiu para abraçar Yunsuke. — Jamais faltaria a este momento tão especial para todos.
Eles se afastaram para permitir que as demais pessoas os cumprimentassem.
Ryo aproveitou a chance e tomou a mão do esposinho na dele, o guiando para fora do salão. Eles seguiram pelo corredor. — Onde estamos indo? Ainda tem a festa... — Sayuri protestou, porém Ryo não lhe disse nada e continuou o puxando para longe.
Eles passaram por vários corredores, que fez Sayuri se sentir perdido, mesmo tendo crescido naquele castelo. Começou a questionar se estavam mesmo perdidos, até que Ryo soltou sua mão e abriu uma pesada porta dupla de pintura branca. A segurou indicando com a cabeça para o ruivinho entrar, e esse sem entender, entrou.
Sua respiração falhou e seus olhos arregalaram. Virou-se para encarar seu amado, e este sorria docemente. — O que...?
— Me pergunto como meu docinho se esqueceu que dia é hoje. — Ryo zombou quando trancou as portas atrás dele. Aproximou-se de Sayuri e ergueu uma mão até seu rosto, acariciando a bochecha rosada dele, enquanto a outra mão segurou sua cintura fina.
— Hoje? O que tem hoje? — Perguntou sem entender. Perdeu-se nos belos olhos do lobo, ao que sentiu seu corpo arrepiar.
Ryo virou Sayuri de costas para ele, fazendo suas costas ficarem contra o seu peitoral forte, ao que rodeou sua cintura. Apoiou seu queixo no ombro delicado e murmurou baixinho. — Aqui nesse jardim de inverno... Quero te dar meu presente.
Sayuri franziu as sobrancelhas. — Presente? Por qual motivo?
Os olhos verdes analisaram o local. A porta havia dado para um jardim interno que ele não se lembrava. O chão era coberto por gramas verdes e fofinhas, haviam arbustos, flores de várias cores e algumas árvores podadas. Era como estar em uma floresta tropical, mas ainda dentro do castelo. Nunca soube daquele local antes.
Ryo soltou uma risada. Ele tomou a mão de Sayuri e o levou até o meio do jardim, no local aonde havia um tapete de pele branca e uma cesta organizada. Fez Sayuri se sentar sobre o tapete e sentou-se à frente dele.
— Esta será nossa comemoração íntima... E amanhã, comemorará com sua família e depois com Akai. — Ryo falou seus planos.
Ele se inclinou para frente e mordiscou o lóbulo da orelha de Sayuri, para então sussurar: — Feliz aniversário.
Os olhos de Sayuri arregalaram e seu coração falhou o compasso das batidas. Sentiu-se tão estúpido. Com tudo o que aconteceu recentemente, realmente havia esquecido totalmente de seu aniversário.
— E-eu...
— Eu sei, se esqueceu. Por isso pedi ajuda a seu pai... E ele ofereceu este local para nossa pequena comemoração particular. Somente nós dois. — Disse Ryo atencioso.
Sayuri sorriu docemente e jogou-se nos braços do marido, fazendo com que ambos caíssem deitados, com Ryo de costas para o tapete felpudo e Sayuri sobre ele.
Sem muita reserva, Ryo deixou com que uma de suas mãos apertasse os quadris de Sayuri, sendo que a outra mão apertou a carne aquecida de seu pescoço ao que o arrastou beijos devassos por sua boca, face e descendo até os ombros, ao que terminou em uma mordida onde o ombro se reuniu com a bainha da gola do kimono.
Seus corpos se contorceram juntos, esfregando-se mutualmente, em uma fúria sensual. Os olhos de Sayuri foram afixados nos olhos hipinotizantes do lobo, e nele viu todo o amor e devoção voltada para si.
Ryo se moveu de forma que os mudou de posição, deixando Sayuri abaixo dele, enquanto pressionava o corpo menor com dele.
Sayuri gemeu quando sentiu o sangue continuar a correr para seu pênis. Aquelas mãos fortes puxaram o laço de seu kimono, e com precisão, abriu todas as camadas das vestes, até encontrar a pele pálida e sedosa.
Ansioso para eliminar os tecidos que atrapalhavam, ele retirou sem cuidado suas próprias roupas, e logo seus peitos pressionaram um contra o outro.
Sayuri sentiu a grossura impressionante da ereção de Ryo contra seu baixo ventre, o que o fez estremecer com a necessidade.
Não demorou em que os seus lábios se tocassem, e os seus quadris pressionassem um contra o outro, esfregando-se em um ritmo constante.
Ryo soltou um suspiro suave que roçou sua respiração quente contra seus lábios desejosos, e logo suas línguas se emaranharam. Sayuri se abriu para ele e permitiu que viesse a violar sua boca. O príncipe gato choramingou em meio ao beijo, mostrando sua carência por mais.
Ryo, ciente de toda a necessidade de seu esposo, escorregou a mão ao seu lado esquerdo e para baixo em direção ao seu estômago, ao que logo alcançou a ereção dele que começava a ganhar vida.
— Ahhh... Ryo... — Sayuri gemeu lindamente e seus cílios vibraram quando se sentiu ser tocado lá.
Os olhos de Sayuri se abriram para olhar seu lobo, e ele se viu perdido dentro deles. Timidamente, ele levantou as mãos e as deixou cair sobre a ampla extensão do peitoral de Ryo. As pontas dos dedos arrastaram, através das costelas, pelo seu tanquinho.
A voz de Ryo era rouca e cheia de desejo quando ele pronunciou um único comando. — Eu te quero tanto...
— Sim... Sou todo seu... — Sayuri lhe respondeu com a face rubra. — Ryo... — Murmurou, com a voz entrecortada de forma audível. — Eu... Eu quero você...
Ryo rosnou com dominância primal. — Toque-me. — Ordenou.
Sayuri corou, mas obedeceu. Quando Ryo saiu de cima dele, o ruivinho se sentou diante dele. Corado, ele fechou os dedos sobre a grossa base, ouvindo um rosnado por parte dele, que o fez arrepiar.
Ansioso, ele moveu seu pulso para cima e ergueu o punho sobre a carne dura como granito. Brincou com sua glande inchada e cutucou a fenda de onde borbulhada pré-sêmen. Sayuri apertou os dedos suavemente, sentindo todo o calor.
Ele não aguentava mais. Ele tinha que ter Ryo. — Eu quero meu presente de aniversário. — Exigiu em um sussuro, tendo as bochechas coradas e o coração pulsando como louco.
Delicadamente, ele se afastou e moveu-se. Deitando-se de costas no felpudo tapete e se arqueando. Ele abriu suas coxas e deu a Ryo uma visão clara do que era dele.
O lobo rosnou de novo.
Como o predador que era, ele aproximou-se e se ajoelhou entre as pernas abertas de Sayuri.
— Sim... Tudo o que meu ruivinho desejar. — Ryo falou com um sorriso malicioso.
As mãos fortes pegaram as pernas abaixo da articulação dos joelhos e as espalhou mais amplo, contribuindo para que Sayuri gemesse por estar tão exposto.
Sayuri se inclinou para frente e Ryo foi a sua busca, de forma que suas bocas esbarraram em um beijo escaldante.
Sayuri se contorceu quando sentiu uma pressão contra sua entrada. Ryo estava escorregadio devido o pré-sêmen que vazou, mas ele não empurrou diretamente por todo o caminho. Enquanto suas línguas emaranharam, e eles se esfregavam um contra o outro, ele balançou lentamente esfregando-se contra aquele casulo delicioso, o lambuzado em preparação.
Sem quebrar o beijo, ele empurrou para trás, e logo voltou a fazer pressão àquela caverna de calor. Diante dos movimentos de seus quadris, aos poucos foi relaxando os músculos enrrugados de Sayuri, até a cabecinha de seu pau quebrar o primeiro anel de resistência.
Sayuri gemeu e sua respiração engatou quando a ponta daquela dureza abriu espaço dentro de si. Suas garras afiadas de gatinho arrastaram pelas costas musculosas, como amparo para queimação inicial.
A cada centimentro que o grosso cumprimento de Ryo entrava em Sayuri, o fez bombear mais e mais, desejando se aprofundar em único golpe dentro de seu amado, mas fora gentil.
Quando finalmente estavam inteiramente unidos, ambos suspiraram em deleite. O beijo foi quebrado por um gemido pesado de Sayuri que de forma irregular fugiu-lhe dos lábios.
Incapazes de se conterem por muito tempo, Ryo se afastou dele até que apenas a coroa permaneceu dentro de seu corpo, e em seguida, ele o encheu de novo com uma estocada profunda e dura, com todo o comprimento de seu pênis.
Sayuri gemeu manhosamente e agarrou-se ainda mais àquele corpo quente. Não demorou em que seus corpos entrassem em um rimo perfeito e desfreado. Suas bocas sempre procurando uma pela outra e os gemidos tornando-se mais alto e intenso.
— Ohhh... Ryo... Eu... — Sayuri murmurou em desejo.
— Eu... Estou... Está tão delicioso... Meu gatinho ruivo... — Ryo murmurou de volta, ofegante. Ele praticamente dobrou o corpo de Sayuri ao meio e martelou arduamente em sua bunda.
— Ryo... Eu vou...
— Venha para mim, bebê. — O beta rugiu enquanto transou mais descomunal com o ruivo.
Mais algumas estocadas, e Sayuri derramou-se completamente. Suas garras marcaram mais ainda as costas do lobo, e seu grito ecoou por aquele pequeno paraiso. Sua mente ficou totalmente em branco e seu coração parecia prestes a explodir.
O ritmo se construiu, e diante da reação de seu esposo, Ryo não era capaz de ver mais nada ao seu redor. Em uma estocada profunda, sua semente jorrou e disparou profundamente em Sayuri. O gatinho podia sentir seu interior pintado com o sêmen do outro.
Ryo desabou em cima dele, fraco e trêmulo.
— É pesado... — Sayuri choramingou, agora um pouco mais concentrado.
Ryo sorriu e ergueu o corpo, encarando os belos olhos do príncipe. — Feliz aniversário amor.
Sayuri sorriu emocionado. — Eu quero mais do meu presente...
Ryo sorriu. — Tudo que meu pequeno desejar!
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Key estava adorando sua nova estadia em Masao. Bem, ele não se sentia feliz pelo fato dos lobos terem perdido praticamente tudo, menos suas vidas, mas tinha que adimitir, Masao era uma cidade linda.
Claro que ele não pretendia ficar morando aqui, já que era devoto a Naoki em aprender magia e além de estar profundamente agradecido pelas coisas que ele lhe fez no passado. Naoki era como um mestre de sua mesma idade.
Ele tinha que adimitir que tirou a sorte grande ao acompanhar Naoki. Afinal, Akai tinha ninshins lindos e graciosos, e em Masao, além de haver ninshins que eram umas gracinhas, havia também garotas.
Key não tinha uma única preferência, ele podia estar com qualquer um. Não era como se ele estivesse esperando encontrar o companheiro certo. Mas certamente, queria só se divertir.
Com o seu passado obscuro, suas lembranças dolorosas, das quais ele não conseguia sacrificá-las. Key se conformou com a vida que levava e com o quão patético ele era.
Após deixar um dos bordéis, esfregando seu rosto com um lencinho para retirar todas as marcas de batom, Key saiu para a rua um pouco bagunçado. Ajeitou sua yukata negra, em sinal de eterno luto, e vestiu as sandálias que até pouco segurava em uma das mãos.
— Talvez chega por hoje? — Perguntou a si mesmo, e depois de rir sozinho, sem estar bêbado, ele balançou a cabeça. — Eu deveria encontrar mais companhia. — E então ele saiu pelas ruas abarrotadas de Masao, olhando ao redor e admirando as porções de ninshins nas lojas, nas barracas, trombando com ele, além das garotas que viviam rindo como se o estivessem lhe convidando. Key estava amando seus passeis diurnos.
— Ei rapaz... — Uma voz meticulosa lhe chamou atenção. Key olhou ao redor, não sabendo de onde provinha. — Você mesmo, venha cá.
Key estreitou os olhos e franziu as sobrancelhas, achando muito suspeito aquela senhora vestindo um capuz, em uma barraca, provavelmente de adivinhação, lhe chamar.
— Vamos, venha cá que há algo muito importante que tenho para te dizer.
— Olhe senhora... — Key se aproximou, coçando a nuca. — Se for para se oferecer em ler minha mão, obrigado, mas já tenho alguém que faz isso por mim de vez em quando.
— E embora o seu mestre seja um mago... — A velha senhora trouxe Key para dentro da barraca. Ela tinha um semblante tranquilo e parecia uma senhora de bem. —- Ele não pode prever tão bem o futuro quanto eu. Ou melhor, dizendo, ele não pode prever profecias como o Ancião de Akai fazia.
O queixo de Key caiu. — A senhora... Pode prever profecias? — Este era um dom que normalmente pertencia aos idosos, na maioria, escolhidos pelos deuses de suas espécies.
— Eu sonhei com você, meu rapaz. Esta noite. E em meu sonho, eu tinha de encontrá-lo exatamente neste lugar, a essa hora. — Ela se sentou em uma almofada e jogou ossos secos de um saco, sobre a pequena mesinha de frente dela. Key, cauteloso, se sentou, mas não deixava de olhá-la desconfiado. — Eu não costumo ter essas previsões sempre. É algo raro de acontecer, por isso preciso que escute bem, porque depois que eu contar a você, esquecerei cada palavra que disse.
— O que?! — Key não entendeu essa última parte. — Como assim esquecer?
A velha mulher não deu ouvidos e simplesmente disse.
— Há uma nova tribo que chegará em torno de dois meses. Essa tribo irá se esconder e ninguém saberá dela até uma pessoa o encontre. Essa pessoa está destinada a ser sua alma gêmea. O fim do fio vermelho que ainda permanece vazio do outro lado. Não diga nada a ninguém, não discuta com essa pessoa quando ela precisar de sua ajuda. E não a rejeite, pois seu coração ferido, nada se compara ao coração vazio de seu companheiro.
Key estava de olhos esbugalhados. Ele tentou cortar a mulher, mas ela simplesmente estava no automático.
— Você terá duras provações, mas não irá se arrepender de nada, pois terá sua recompensa. — Depois que a senhora terminou, ela simplesmente continuou a fitar Key e então sorriu. — Gostaria de um pouco de chá, senhor? São doze moedas de ouro pela sua consulta. Em que posso ajudá-lo?
Key novamente teve seu queixo caído. Aquela mulher era louca.
— E-Eu... Eu tenho que ir. Obrigado por tudo! — Depois de jogar as moedas para ela, ele se levantou e correu para fora da tenda, andando o mais rápido em direção aonde sua vila acampava.
— Será que foi algo que eu disse? — A senhora riu como se nada tivesse acontecido há minutos atrás.
Key, por sua vez assustado, o fez querer não vir a Masao tão cedo de novo.
Continua...
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