Akai Ito (Fio Vermelho) - Primeira Temporada
52 Capítulo 52 - A poção proibida
Notas iniciais
No dia seguinte seria o Aniversário de Nanami.
Chizuru tinha se mantido ocupado toda à tarde. Por incrível que pareça, ele não estava mais se sentindo estranho como de manhã, a poção que havia tomado estava fazendo um bom efeito, ele pensava.
Foram feitos balões e bandeirinhas coloridas para enfeitar todo o centro da Vila de Akai, além de que os Ninshins estavam empenhados desde manhã em fazer todo o banquete, os guerreiros em fazer a caça e preparar o churrasco.
— Pelo jeito, esta será uma festa das grandes. Vocês sempre são assim, tão festeiros? -— Megume perguntou a Chizuru com um sorriso suave enquanto terminava de colar papel crepom em um dos balões.
— Nós não éramos tanto assim… Porém depois de que Kensuke se casou, tudo pareceu mudar na Vila. Até mesmo os aldeões parecem mais felizes. — Chizuru explicou contente. Ele amava esse clima de união que estava sentindo, ver a alegria estampada nos rostos alheios, sendo que há cerca de um ano atrás se viam todos indiferentes e tremendo de frio.
— Eu gosto daqui, Chizu… É agradável. As pessoas são gentis comigo, e os pais de Maiko me tratam muito bem. — Megume comentou, terminando seu balão e conseguindo outro. Ambos estavam sentados na escadaria da casa de Maiko, preparando alguns balões. Um conjunto de crianças pequenas brincava com fitas de papel crepom metros à frente.
— Fico feliz que os pais dele te tratem bem. Você sabe… Antes eles queriam que Maiko se casasse com o Alfa… Pensei que eles não seriam assim tão amistosos com você. — Chizuru falou.
Megume soltou uma risada baixa. — Você não os conhece, Chizu. Os pais de Maiko são muito amorosos… Maiko me contou que ele fugiu por causa de sua rebeldia, mas que seus pais apenas desejavam o melhor para ele. E uma questão era que até eles acreditaram que Maiko era um ninshin, o que era completamente o contrário.
Chizuru corou, ele mesmo jurava que Maiko era um Ninshin, porque ele nunca tinha visto alguém que se parecesse tão delicado e fosse um Varão.
— Vocês terminaram os balões meninos? — Shou apareceu carregando uma caixa repleta de enfeites. Chizuru e Megume balançaram a cabeça negativamente. — Vamos precisar deles logo, então se puderem agilizar.
— Claro! Não falta muito. — Respondeu Chizuru. Ele congelou no local com o olhar de Shou. Ele parecia encará-lo muito desconfiado.
— Parece que esta manhã alguém entrou em meu consultório quando eu estava fora… Tinha deixado aberto porque foi somente cinco minutos fora… Mas parece que alguém tomou uma poção minha. — Shou comentou, colocando a caixa para baixo em um dos degraus da escada.
— Uh… — Chizuru corou naquele momento, mas ele não iria dizer nada. Talvez Shou fosse brigar com ele pelo que fez. — E que poção… Tomaram?
— Foi uma única poção… — O olhar de Shou viajava entre Chizuru e Megume, mas ele sempre parecia queimar mais em Chizuru. — Uma poção de acasalamento… Bem, eu espero que ele passe bem. É uma poção proibida. — Sorriu amplamente resgatando sua caixa de enfeites e saindo. — Não esqueçam de terminar isso logo.
— Okay! — Megume acenou e depois olhou para Chizuru. — Neh Chizu… Quem será que fez uma coisa dessas? Eu não entendi o que Shou quis dizer com poção proibida.
Nem Chizuru entendeu o que significava, mas não parecia bom. Ele estava se sentindo bem agora, então o que diabos aquela poção poderia fazer de mal a ele? E se ela apagasse sua libido para sempre? Sendo incapaz de fazer amor com Seiji?
— Oh… — Chizuru empalideceu com o pensamento. — Megume, você pode terminar estes? Eu lembrei que tinha algo que precisava fazer… E bem, depois nos falamos! — Chizuru saiu, driblando as caixas com os balões e seguiu correndo através das pessoas.
Megume permaneceu desentendido. — Tudo bem… Ele não parecia tão legal. — Concluiu.
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Isamu se escondeu atrás de uma árvore, enquanto os seus olhos de lobo altamente perceptíveis visualizavam a Vila.
Todos pareciam estar preocupados com algum serviço, inclusive os sentinelas pareciam tranquilos já que não havia cheiro ou movimentos ao redor da Vila que os deixassem em alerta. Foi um erro que eles baixaram a guarda, mas a deixa certa para Isamu iniciar o seu plano.
De qualquer forma, mesmo com todos apostos e em guarda, ele poderia entrar tranquilamente. O dom que ele tinha agora permitia isso. Aquela bruxa maldita tinha lhe dado uma boa vantagem de trabalhar para ela agora. Isamu sabia muito bem como se vingar de cada maldito aldeão daquele vilarejo, e claro, ele queria levar Akai abaixo, transformá-la em ruínas, porque foi bem assim, que esses malditos transformaram sua vida.
Isamu deslizou de trás da árvore e olhou para o céu, ao mesmo tempo uma ventania começou e enquanto ela passava por ele, Isamu já havia se transformado em outro ser em questão de segundos.
— Ual… Isso realmente é surpreendente. Magia pode fazer tudo. — Ele zombou de sua aparência. Agora certamente era hora de fazer o inferno acontecer.
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Nanami olhou para Kensuke com um biquinho.
— Você vai ter que sair de novo, Ken-chan?
Kensuke suspirou, terminando de amarrar a faixa em torno da cintura e se checou no espelho.
— Sim. Meu pai me espera para uma reunião. — Kensuke explicou, indiferente. — Mas pedirei a Chizuru para lhe fazer companhia até a noite. Amanhã teremos um evento importante de política, portanto se cuide e fique preparado.
— Waaah! — Nanami rolou no futon frustrado. — Não quero ir em um evento de política danado! É tão chato! — Resmungou, sua voz abafada pelo travesseiro. — Quero só sair com você, Ken-chan… Dar um passeio, fazer alguma coisa legal.
— Pense positivo, vai ser bacana. — Kensuke se aproximou do futon, ajoelhando-se e se inclinou para dar um último beijo suave em Nanami. — Eu vou me indo. Seja um bom menino e não fique andando por ai. Chizuru já vem ficar com você… Agora preciso ir. — Kensuke se levantou e foi até a porta. — E saia dessa cama, seu kimono vai amarrotar, e este fica muito bonito em você.
Nanami sorriu, se levantando com um pulo. Ele correu para Kensuke e o abraçou, sentindo-o acariciar suas orelhinhas. Sua cauda balançou feliz para cima e para baixo.
— Nos vemos à noite, bebê. — E então Kensuke saiu do quarto, fechando a porta.
Nanami voltou para o futon e suspirou. Ele não sabia porque Kensuke estava o fazendo prometer não sair de casa, nem para passear com os amigos. Estariam eles em alguma espécie de confronto? Porque para querer mantê-lo seguro. Nanami estremeceu com o pensamento, arrancando para sair do quarto, porém Chizuru estava bem lá no mesmo momento.
— Oi, Nanami! — Ele entrou no recinto empurrando Nanami para uma posição mais afastada e fechou a porta. — O que estava querendo fazer?
— Vocês estão guerreando, é isso? Por isso não me querem lá fora! Por isso vai ter reunião de política com todos amanhã! — O gatinho falou desesperado.
Uma sobrancelha de Chizuru arqueou, reunião de política? O que diabos Kensuke tinha inventado? Ele era muito ruim de mentir, mas Nanami parecia ser ruim de desconfiar também.
— Não é nada disso, gatinho. — Massageou os ombros tensos de Nanami. — A reunião de política é apenas uma formalidade que acontece todos os anos. E Kensuke somente está muito ocupado com os assuntos do nosso pai, nada que seja preocupante para você ou para mim. — Explicou Chizuru docemente. Ele reparou bem como as feições de Nanami aliviaram, ele só não esperava que o gatinho branco fosse lhe abraçar.
— Obrigado Chizu-chan… Você é um amigo tão bom! — Nanami abraçou-o apertado em sua cintura. Chizuru, embora de olhos arregalados, o abraçou de volta, corando sutilmente. — Você é um bom sogro!
— Sogro?! — Ele se afastou olhando nos olhos confundidos de Nanami. — É cunhado!
— Oh! — Nanami exclamou surpreso. — Eu ainda me perco nesses nomes. — Não era nada grande para se perder, mas Chizuru teve que rir. — Chizu-chan, porque você está corado?
Chizuru piscou diversas vezes, então se afastou para olhar no espelho. Suas bochechas estavam fortemente rubras como Nanami tinha dito, mas ele não entendeu porque. Também estava se sentindo aquecer e um formigamento estranho em seu baixo ventre.
Então ele se lembrou.
Aquela poção!
— Na-Nana-chan… Te-Tenho que ir verificar uma coisa… E depois eu volto! — Ele falou atropelando as palavras para correr fora do quarto e fechou a porta atrás de si.
Sabia muito bem o que significava ter seu corpo quente como estava, e esse rubor queimando em suas bochechas. Ele tinha sentido isso no momento em que tinha visto Seiji, diversas vezes, mas Chizuru havia fugido sempre para evitar que os sintomas se agravassem.
Mas por que agora…? Com Nanami! E ele nem tinha se lembrado da vez em que tinha visto seu irmão com o gatinho fazendo coisas no quarto.
— Santo Pai dos lobos… — Murmurou desesperado para se acalmar, o que já não iria ser possível, mas as sensações pareciam piorar naturalmente.
— Chizuru! — Seiji apareceu no corredor com um amplo sorriso de felicidade ao ver seu noivo ali, tão lindo naquele kimono lilás, aqueles saltinhos de madeira e os cabelos sedosos soltos. — Estava com Nanami?
— Ahm… — Chizuru se perdeu, sem saber o que dizer, ele trombou em uma mesinha de canto fazendo com que um vasilhame de vidro caísse e se estilhasse em mil pedacinhos. Ele gritou com o estrondo do vidro se chocando contra o chão, e no susto correu para fora.
— Hei, Chizuru! — Seiji gritou espantado. — O que diabos…? — Nem ele estava entendo o que estava acontecendo com Chizuru ultimamente.
— O que houve?! — Nanami abriu a porta, espiando para fora com medo.
— Chizuru deixou cair um vaso. — Seiji sorriu para Nanami, a fim de confortá-lo. — Kensuke pediu para você não sair até ele voltar. Pode fazer isso?
— Uh, sim? — Nanami se fechou novamente no quarto. Ele não parecia estar tão a favor de ficar sozinho e trancado em um quarto. Seiji não o culpava, mas sabia que a alegria dele amanhã seria maior.
Mas agora, onde Chizuru tinha ido?
Seiji empinou seu nariz farejando, notando um aspecto estranho no cheiro de Chizuru. Algo não ia bem certamente, ele só não esperava seu lobo agir por si próprio e se transformar em seu animal, correndo corredor a fora, e longe de casa, atrás do cheiro de seu noivo.
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Yamato suspirou depois de um dia corrido de trabalho, estava anoitecendo e ele merecia um bom banho, um jantar quentinho e um bom carinho de seu amado.
Entrando agora em sua “casa” e não apenas refúgio, a pantera cinzenta abraçou Shou por trás, enquanto o mesmo terminava com os últimos preparativos do jantar.
— Humm, cheira muito bem a comida, mas não mais delicioso do que você… Eu poderia viver apenas de me alimentar de você… — Yamato disse sensual próximo ao ouvido de Shou.
Shou grunhiu se contorcendo feliz. — Mas seu estômago não diz a mesma coisa. Vamos sentar e comer! — Shou empurrou Yamato para uma cadeira e correu para chamar Minky, gritando por ele.
Minutos depois, com o trio reunido à mesa, saboreando o jantar.
— Sabe Yama-chan… — Shou começou a contar, vendo seu marido prestar atenção as suas palavras. — Essa manhã um ninshin entrou em meu consultório e tomou um gole de uma poção minha sem meu consentimento. — Shou riu com o estremecimento de raiva de Yamato.
— Ninguém pode fazer isso! É perigoso!
— Eu sei… Mas sabe que poção esse ninshin tomou? — Falou divertido. Yamato piscou em dúvida. — Justo a poção de Acasalamento.
— E…?
— E… Essa porção é capaz de fazer um ninshin entrar de novo no cio. — Shou teve que rir, porque Yamato quase cuspiu sua comida e engastou, tomando goles e goles de suco para acalmar.
— Pai, o que é cio? — Minky perguntou com a boca repleta de batata.
Shou corou totalmente seu rosto, sem saber como responder. — Eu não devia ter te contado agora. — E foi Yamato que riu mais até ficar roxo.
— Minky, querido, é um período que os casais fazem bebês. — Yamato explicou gentil, afagando os cabelos de Minky. O mesmo arregalou os olhos surpresos e depois passou a comer indiferente.
Shou suspirou de alívio. Mas ele tinha uma leve impressão de quem tinha feito isso. Só não conseguia encontrar uma razão do porquê.
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Estava anoitecendo quando Chizuru correu o máximo que suas pernas podiam aguentar. Ele não viu para onde estava indo, ele só queria estar o mais longe possível do aroma de Seiji, mas este não queria deixá-lo, o estava seguindo!
Chizuru não sabia o que fazer, ele queria chorar em desespero. Seu pé torceu e ele caiu de joelhos com uma sandália quebrada. Desesperado, ele deixou o outro par, correndo descalço, tentando seu máximo para despistar Seiji.
Será que seu noivo não podia entender que ele queria estar só? Longe de tudo e de todos? Porque o perseguia!?
Seus pensamentos se tornaram brancos quando um lobo gigantesco o derrubou, o fazendo escorregar na grama abaixo dele.
Seus olhos arregalaram e seu nariz captou o cheiro de Seiji no lobo, seu coração disparou ainda mais rápido, como se fosse sair pela boca.
— Me deixe… Você não pode estar aqui! — Chizuru chiou, escorregando para trás e se dando conta de onde estavam. Ele se levantou olhando ao redor do anoitecer. As estrelas surgiam e a lua era minguante e bonita no centro. Eles estavam naquele campo que era reservado somente para o casal. — Vá embora… — Sussurrou com a voz quebrada.
Seiji se transformou e estava ofegante. — Você… O que diabos está acontecendo com você, Chizu-chan? — Indagou preocupado. Conforme ele ia se aproximando, Chizuru se afastava dele, esfregando-se em seus braços como se com frio, sua expressão lhe dizia algo completamente diferente.
Chizuru parecia tão… Excitado.
— Você está bem?
— Não! Não estou bem! — Ele gritou de volta com raiva, porém terminou com um suspiro resignado. — Estou ardendo… Eu preciso… — Enfim ele parou de recuar, caindo ajoelhado no chão como se suas pernas tivessem perdido a força.
Seiji não pensou duas vezes, ele correu para socorrer seu noivo. Caiu ajoelhado a sua frente e ergueu o rosto dele. As mãos de Chizuru imediatamente vieram a nele, agarrando suas vestes e com olhos suplicantes o fitando.
— Nã-Não sei… O que está acontecendo comigo… — Ele falou entrecortado, suspirando como se o simples fato de tocar Seiji fosse reconfortante.
Mas Seiji sabia exatamente o que estava acontecendo. A cada respiração, ele inalou o doce aroma de Chizuru, que não estava como normalmente era. Era instigante, convidativo… Ele cheirava maravilhosamente bem, e o lobo de Seiji uivou de alegria, louco para que reivindicasse logo seu companheiro.
Seiji não podia acreditar que isso estava acontecendo. Seu coração acelerava no simples olhar que Chizuru lhe dava, a expressão que ele detinha no rosto estava deixando-o louco. Seiji não sabia se podia passar dessa sem fazer nada.
Chizuru tinha entrado no cio. Seiji queria se questionar como isso era possível, sendo que o período de Lua de Sangue tinha acabado.
Ele não podia se controlar, o cheiro era sublime e irresistível. Chizuru se aproximou mais e esfregou-se em seu corpo, beijando a linha da mandíbula de Seiji até seu pescoço. O próprio Seiji se arrepiou com o toque quente e suas mãos não poderiam ficar paradas com a beldade lhe instigando tanto, Seiji segurou firme com as duas mãos o rosto de Chizuru e sua língua trabalhou em lamber os lábios de seu noivo, para então penetrar em sua boca pequena e doce.
O beijo começou experimental, saboreando o gosto um do outro, porém Chizuru não mais podia se conter a somente isso, ele queria mais, queria ser devorado. Portanto o beijo se tornou desejoso, faminto, em que Seiji devorava a boca de Chizu com ganância, com ardor.
Eles se separaram do beijo molhado para se olharem fixamente, os olhos de Seiji além de desejo e maliciosidade, mas igualmente era carregado de amor, assim como os olhos de Chizuru, apesar da excitação e luxúria, havia inocência.
Seiji sabia que Chizuru era virgem, ele tinha a total certeza disso, porque confiava plenamente em seu amado. Mas mesmo que ele soubesse que estava quebrando todas as promessas, desistindo de todo o mundo ao redor, ele não poderia deixar essa oportunidade escapar. Chizuru precisava dele em sua melhor fase, necessitava de seu carinho, de seu toque e do seu amor. Ele não deixaria isso correr fora quando era o seu maior sonho.
Ele não podia pensar em outra coisa que desejasse tanto, que amasse tanto como o seu lobinho branco único.
As mãos pequenas e quentes lhe tocaram o peito, alisando sobre a yukata que usava. Chizuru parecia desesperado em liberar o tecido do corpo de Seiji. Assim como Seiji estava apressado para deslizar fora o laço do obi que sustentava o kimono lilás de Chizuru.
A noite sobre eles caía tão bonita, com o brilho das estrelas e a lua minguante brilhante, que mesmo menor do que o normal, iluminava todo o campo florido, e aquele casal que se amava.
As roupas se espalharam sobre as flores, formando um leito improvisado, onde Chizuru foi posto deitado, enquanto Seiji estava de joelhos, olhando e admirando aquele corpo tão lindo e tão delicado, acima do que era em suas fantasias mais profundas.
A pele alva de Chizuru refletia à luz fraca da lua, seus mamilos doces como dois picos durinhos, além das curvas delicadas de um corpo esguio. O rosto de Chizuru refletia puro prazer, desejo para ser tomado por Seiji.
— Você parece tão comestível… — Seiji se inclinou para frente, sua língua lambendo toda a extensão do pescoço, para então ceder beijinhos em uma bochecha de Chizuru. — É tão lindo Chizu-chan… Sempre desejei tê-lo… Sempre quis tomá-lo neste lugar, e você está realizando para mim hoje.
— Pare Seiji… Oh não! — Chizuru gemeu com as mãos grandes e ásperas pelo trabalho duro de Seiji deslizarem apalpando cada pedaço, desde seu tórax até seu quadril, contornando suas curvas, provocando com os dedos sua virilha. — Me tenha Seiji… Te quero tanto… — Ele não resistiu em implorar, tentando inutilmente abafar seus gemidos com a mão, mas Seiji a tirou fora e beijou-o novamente, um beijo molhado e excitante, fazendo Chizuru pegar fogo, seu quadril inclinar para frente, esfregando sua dura ereção na coxa de Seiji.
— Tão doce, quero entrar em você…
— Seiji, seu idiota… — Chizuru tentou arranhá-lo, mas acabou por acariciá-lo feliz. Os beijos tinham descido até seu peito.
— Não me chame assim quando estou fazendo amor com você, bebê. — Seiji provocou, lambendo atentamente a um mamilo durinho, fazendo Chizuru estremecer ainda mais e gemer ao seu toque. — Seus mamilos são sensíveis… Que gostoso.
— Cale… Idiota! Nnn! — Seiji voltou a xingá-lo, mas terminando com um gemido profundo. Seiji havia separado suas pernas bem abertas e passou a alisar suas coxas internamente.
— Você está sendo mal educado Chizu-chan… — Seiji beijou o queixo de seu noivo, deu-lhe um selinho em seus lábios inchados e avermelhados, terminando com um leve morder no lábio inferior. — Vou te dar o meu pau… Bem gostosinho…
— Seiji! — Chizuru gritou o seu nome. Ele não tinha costume algum de ouvir certas palavras, e saindo de Seiji, isso o fez estremecer inteirinho. — N-Não diga essas coisas…
— Você é tão doce, bebê. — Seiji desceu seus lábios úmidos por todo o abdômen de Chizuru, lambendo o umbigo pequeno e então finalmente parando para admirar aquele pênis durinho, de tamanho mediano e cabecinha rosada que pingava gotas e mais gotas de pré-sêmen. Vendo aquele líquido perolado escorrer por toda a extensão.
Chizuru parecia estar além da excitação. Como se fosse gozar a qualquer instante.
Seiji deixou sua língua sair, e provar direto na cabecinha o sabor de seu amado, o doce e picante sabor de Chizuru, não resistindo em tomá-lo profundamente em sua boca, deliciando-se com o grito de prazer que Chizuru deixou escapar. Seu corpo inteiro arqueou, aquele quadril arredondado empurrando para frente, Chizuru querendo sentir mais daquela boca, daqueles lábios quentes, daquela língua úmida em seu pênis, porém Seiji se foi antes que ele atingisse o prazer sublime.
— Se-Seiji!! — Chizuru gritou em frustração, mas seus olhos se arregalaram quando seu amado tocou seu doce buraquinho com a língua. Chizuru foi à loucura, arqueando-se e uma de suas mãos agarrando os fios loiros de Seiji, como se pedindo por mais daquela língua. — I-Isso é tão… Tão estranho… Por que estou tão… Quero gozar, mas não posso… — Lamentou com um choramingo de filhote.
Fez Seiji derramar rios de pré-sêmen em seu pau. — Oh céus Chizu… Eu não vou sobreviver… — Seu controle estava indo por água abaixo.
Os dedos de Seiji circularam a entradinha rosada de Chizuru. — Olhe só querido… Você está tão molhado aqui em embaixo… Isso é coisa de ninshin, ou será o cio? Você está engolindo meus dedos. — Dois deles já tinham escorregado para dentro do calor quente e apertado. Chizuru apresentava uma lubrificação natural, e sua entradinha virgem parecia mais lasciva e preparada para levá-lo. Apesar de que Seiji não teve como não esticá-lo pelo menos por um tempo, sendo que era a primeira vez de seu doce companheiro.
—Ah… Uh… Pare… Isso está tão… Tão bom!
E como ele estava pedindo para parar?
Seiji sorriu, um sorriso de pura felicidade ao saber que ali estava ele reivindicando o amor de sua vida e tomando-o para si com todo o gosto.
Seus dedos se foram e Seiji tomou seu mastro na mão, acariciando-o levemente e então apertando sua base, impedindo-o de perder antes mesmo de iniciar.
— Oh Chizu… Você é tão lindo… Tão gostoso que quero devorá-lo. Te quero sempre, a todo momento. — Seiji se colocou ajoelhado entre as pernas de Chizuru, posicionado. Ele se inclinou para frente beijando todo lugar possível.
Seu pênis grande e grosso beijou aquela entradinha doce e se esfregou nela. — Eu quero… Preciso de você Chizu… — Não queria que a primeira experiência de Chizuru fosse dolorosa. Seiji estava dando o melhor de si para não ultrapassar seus limites, fazer direitinho. A cabecinha adentrou na cavidade quente fazendo Chizu ofegar.
— Ahnn… — Chizuru ergueu melhor as suas pernas contra o peito, seus dedos de moveram contra seus próprios mamilos, beliscando-os avidamente, enquanto Seiji o penetrava pouco a pouco, até que todo aquele mastro enorme estava confortavelmente posto naquele canal quente e acolhedor.
Seiji respirou profundamente sentindo ganas de empurrar forte contra o seu prazer, mas ele foi gentil e esperou, esperou aquela careta que Chizuru fazia se transformar de volta em uma feição doce e prazerosa.
Ambos ofegantes, Chizuru gemendo a cada estocada dentro dele, e Seiji grunhindo de alegria enquanto o empalava-o suavemente e doce. Seiji queria que aquele momento fosse doce para Chizuru, assim como para ele mesmo.
O prazer dos dois foi se construindo gostoso. Seiji entrava e saía daquele lugarzinho doce, se esfregando em Chizu e sentindo-o se esfregar nele. Ambos querendo impor seu cheiro à sua alma gêmea.
Chizuru estava completamente perdido naquele mar de sensações luxuriosas. E apesar do prazer e desejo, ele sentia seu interior queimar de amor. Embora seu cérebro lhe dissesse que estava tudo errado, que não podia ser daquela forma, em seu coração era certo, completamente certo o que estavam fazendo.
— Você é meu Seiji… — Murmurou em meio a gemidos, sentindo seu pau ser embalado por uma das mãos de Seiji e acariciado ao mesmo ritmo em que era empalado. — Te amo…
— Eu também te amo, querido. — Seiji sentiu seu final próximo, ele viu os olhos de seu lobinho brilharem em fendas, gotículas de lágrimas se juntando nos cantos e sua boquinha pequena aberta, suspirando a cada estocada, os gemidos mais doces como uma canção para Seiji, uma canção de amor. — Oh meu bebê, goze pra mim… Goze bem gostoso em mim.
Não precisou pedir mais, Chizuru gritou para o alto o nome de seu amado. Creme branco espirrando entre eles, e Seiji rosnando por ter seu pau pressionado, Chizuru ordenhando-o nas ondas de espasmos, sendo impossível Seiji não gozar profundamente. Seu sêmen o preenchendo profundamente.
Chizuru tinha sentido estrelas por debaixo as pálpebras, parecia que ele tinha mergulhado em um mar de arco-íris. As sensações que o percorreram foram mágicas, deliciosas e ele não deixou de terminar com um longo gemido depois que seu corpo relaxou do prazer descomunal.
Seiji nunca antes se sentiu tão bem como agora. Chizuru certamente tinha nascido para ser dele. Ele era todo dele. Ele sempre seria seu.
— Tão doce… — Beijou lentamente seu rosto, para se afastar, seu pênis escorregando livre e sêmen escorrendo para fora. Chizu murmurou um “eu te amo” e se aconchegou em seu abraço. Ambos embalados no pós-orgasmo em um abraço amoroso, onde trocavam carinhos inocentes e beijos suaves.
Seiji estava eternamente grato aos céus pelo presente que lhe deram. Ele iria mais do que tudo fazer Chizuru feliz e estava mais do que certo de que tomaria a responsabilidade pelo que fez. Não foi culpa de nenhum deles, mas foi impensável e irresistível.
Chizuru adormeceu com os carinhos de Seiji e em seus braços quente. Foi a melhor sensação de toda a sua vida. Agora ele tinha encontrado a verdadeira felicidade, e por ela, ele faria qualquer coisa.
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Nanami cantarolava uma suave canção enquanto colocava na mesa os alimentos para o jantar. Estava orgulhoso dele mesmo, vinha melhorando e apreendendo muita coisa ultimamente. Com as aulas que Sayuri, Chizuru e Shou lhe davam, estava aprendendo a escrever e ler, cozinhar, os afazeres domésticos, como se comportar e a história dos lobos e gatos. Demorou para ele pegar o jeito, mas agora via o resultado.
Naquela tarde, Sayuri lhe ensinou a escrever novas palavras e passou um novo livrinho – claro que era pequeno e sendo uma história infantil, fácil para leitura, mas isso deixava Nanami feliz. Pois quando tivesse seus filhotes – um futuro pouco distante – seria capaz de ler para eles histórinhas antes de dormir.
Após sua aula com Sayuri, passou a tarde brincando com seus dois gatinhos de estimação – Lobo e Preciosa – e depois jogou xadrez com seu pai Naoki, enquanto Misaki preparava um lanchinho para eles. Foi uma tarde gostosa.
Mas ao cair da noite, Naoki levou Misaki para um passeio no lago, e Nanami esforçou para fazer o jantar. Ele estava satisfeito. Tinha feio yakisoka com carne, croquetes de batata recheado, salada colorida e suco de pêssego. Ok! Talvez os alimentos não combinavam entre si, mas tinha acertado no tempero.
Colocou a travessa com os croquetes na mesa e roubou um bolinho. Gemeu ao mastigá-lo. Feliz, correu para o armário a fim de colocar os pratos, talheres e copos na mesa. Logo Kensuke, seus pais, Seiji e Chizuru estariam em casa. Ah sim, e o ancião, pois Nanami pediu a Sayuri para convidá-lo.
Sayuri! Ainda sentia a falta de seu amigo. Ok! Viviam juntos, mas não era a mesma coisa agora que Sayuri tinha sua própria casa, mesmo que fosse do ladinho. Isso! Amanhã iria preparar um jantar bem gostoso e convidaria Sayuri e Ryo. Adorava a casa cheia, para quem cresceu praticamente sozinho.
— Nana-chan!? — A voz máscula de Kensuke soou a partir da entrada da casa, contribuindo para que Nanami corresse para ir receber o marido. O gatinho loiro jogou-se sobre os braços do amado, com um largo sorriso.
— Bem-vindo de volta Ken-chan! Senti sua falta. — Falou esfregando o rosto contra o peitoral forte do amado, como o gatinho que era.
Kensuke apertou os braços ao redor do amado. — Obrigado lindo... Senti sua falta também. Como foi seu dia?
Nanami se afastou o suficiente para encarar os olhos do amado. — Ah, foi bem legal... Mas ruim ao mesmo tempo. Não gosto ficar trancado em casa o dia todo... Mas Sayuri veio me ver... Estudamos... Chizu sumiu... À tarde joguei com papai Naoki! Ele tem me ensinado xadrez... E fiz lanchinho com papai Misaki... E depois dormi... Ah, e brinquei com os gatinhos! — Nanami disparou em falar, mas parou quando Kensuke colocou o dedo indicador sobre seus lábios.
— Calma... Não vou fugir. Teve um dia lindo, pelo visto. — Kensuke sorriu. — E aqui cheira bem...
— Fiz o jantar. Sozinho e não queimei nada. — Nanami disse orgulhoso. — Oh... Vá tomar seu banho, logo comeremos.
Kensuke acariciou a face de Nanami. — Estou orgulhoso de ti... Tem se esforçado e aprendido muitas coisas.
Nanami sorriu feliz. Adorava agradar Kensuke. — Sim... Eu também. Ah, já preparei seu banho. Estou terminando de colocar a mesa. Meus pais logo estarão aqui. Convidei seu pai para jantar.
Kensuke soltou uma risada sonora. — Pelo visto alguém anda animado. Que tal juntar-se a mim no banho?
Nanami corou e acenou.
Não faria mal dar uma escapadinha com seu lobo.
Kensuke tomou Nanami em seus braços, carregando-o como uma donzela, no que seguiram para o quarto deles. — Amanhã quero que separe o seu kimono mais lindo.
— Para o compromisso político? — Nanami perguntou.
— Sim, será a tarde... Quase ao cair da noite. — Kensuke disse. Não gostava de mentir para Nanami, mas era para uma boa causa. Ainda não podia acreditar que seu pequeno não comentou sobre próprio aniversário. Sayuri tinha razão, como Nanami não era acostumado a comemorar, não se lembrava. Porém eles iriam fazer seu aniversário ser inesquecível. Seu pequeno merecia.
Continua...
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