Akai Ito (Fio Vermelho) - Primeira Temporada

37 Capítulo 37 - De volta para casa


Notas iniciais
Hannah: Olá todos. Mais um capítulo quentinho para todos. Eu e Mi estavamos pensando em uma ideia e queremos sabe opinião de todos, pois dependera de vocês se faremos ou não. Pensamos em fazer dois lemon: primeiro Kensuke estaria na forma de lobo e o segundo estaria meio forma (pelos, focinhos, garras, dentes e tal...). Bem, eu acho diferente e exótico, mas queremos saber o que acham. Imenso beijos e boa leitura!

Nanami olhou ao redor por uma última vez, enquanto caminhava com Kensuke para fora do palácio oriental. O Imperador estava com Eiji e seus filhos a espera do Alfa para uma breve despedida.

Como era de se esperar, estavam Seiji e Yamato que viajaram até ali somente para escoltá-los de volta. Eles pareciam alegres em vê-los, além de curiosos por ver Masao. Pena que não ficariam para conhecer o lugar, mas futuramente poderiam vir se a paz se mantivesse entre as duas espécies.

— Foi um prazer tê-los em minha casa. Agradeço mais uma vez por terem acolhido Sayuri em sua Vila. — O Imperador falou respeitavelmente a Kensuke que sem hesitar, apertou a mão do homem e sorriu para ele muito mais pessoalmente do que profissional.

— Igualmente foi um prazer! Sayuri terá o melhor em minha terra, tenha certeza disso. Obrigado por nos deixar esses dias, foi uma experiência refrescante, não me esquecerei de seu povo. — Kensuke devolveu de uma forma um tanto informal, percebendo os ombros tensos de Yoshikazu cederem e ele parecer aliviado.

— Feliz que tenha gostado de nossa cidade. Sempre serão bem vindos aqui! Claro que espero que venham nos visitar novamente, estaremos de braços abertos.

— Eu digo o mesmo, a próxima vez será você e sua família a nos visitar. —Kensuke acenou para Sayuri e Ryo que ficariam para mais uns dias, e foi comprimentar Eiji e os príncipes gêmeos.

Nanami um pouco mais atrás, saiu de sua distração para perceber que Yoshikazu estava olhando para ele com as mãos para trás, um tanto analisador.

— O-Obrigado. — Nanami agradeceu com suas bochechas corando e um pequeno sorriso. — Todos foram muito gentis comigo dessa vez… Só cuide para que ‘aquele homem’ não tente fazer maldades com mais ninguém. — Nanami referiu-se a Hachiro, que estava em cárcere enquanto esperava por seu julgamento.

Yoshikazu assentiu e sorriu de leve. Vendo Nanami afastar-se e abraçar Sayuri apertado, e como esperava de seu filho, o mesmo chorou por ter que ficar longe por um tempo.

— Eu ficarei até meu sobrinho nascer… Parece que virá antes do tempo pela condição de Shu-chan… Vou estar ao lado dele pra transferir forças! Torça para que tudo dê certo, sim? — Sayuri agarrou as mãos de Nanami apertando nas suas. — Sentirei muito a sua falta nessas duas semanas que virão… Mande um abração para o Chizu-chan!

— Hehe… Mandarei. — Nanami riu ao que sentiu seus olhos picar em lágrimas, mas ele se segurou. Não queria ficar longe de Sayuri, parecia um tormento. Seu melhor amigo era para todas as horas. — Cuide bem de todos… E se cuide também… Sentirei sua falta.

— Oh, meu lindo! — Sayuri puxou Nanami e abraçou-o tão apertado para deixá-lo roxo, e beijou o rosto dele. — Nos veremos em breve!

— Sim!

Kensuke subiu na carruagem com Nanami ao seu lado. Eles acenaram antes de entrar, e Seiji tomou as rédeas dos cavalos para comandar o veículo. Yamato trocou para sua forma de pantera acinzentada e caminhou um pouco mais afastado e atento pela segurança do grupo.

Eles tinham saído bem cedo em viagem de volta. Yamato e Seiji trocariam de posição vez ou outra para melhor aproveitamento da viagem.

Todo o caminho Nanami foi conversando com Kensuke sobre como as coisas eram em Masao e a diferença com Akai. O Alfa bem que tinha percebido a diferença em ambas as culturas, porém não foi algo que o desgostou, ao contrário, apenas serviu de deixá-lo mais curioso.

Não demorou em que Nanami encostasse à seu ombro sonolento. Kensuke envolveu um braço ao redor dele, pressionando o corpo menor contra o seu. Nanami dormiu profundamente, eles demorariam em chegar, provavelmente somente no dia seguinte, portanto uma soneca cairia bem. E Kensuke aproveitou para cochilar um pouco também.

No sonho de Kensuke, foi como uma reprise das principais cenas em que participou enquanto esteve em Masao. Ele se atentou a uma lembrança em especial, sendo uma conversa que tivera com Amano quando estavam sozinhos enquanto se recuperava do ferimento em seu ombro. Nanami havia dado uma pequena saída para buscar o almoço e Amano ficou trocando as bandagens de seu ombro.

Doutor... Eu gostaria de perguntar-lhe sobre um assunto que me tem intrigado ultimamente. O Alfa dos lobos começou. Amano jogou as bandagens já usadas de lado e rancou as luvas depois de ter terminado.

Sim, claro! Ele respondeu respeitosamente e parecia nervoso também.

Eu ouvi Sayuri comentar com meu irmão, que é um Ninshin também, sobre o cio dos gatos. Gostaria que me explicasse mais sobre como é. Pediu sériamente. E mesmo que envergonhado, Amano tinha que responder, ele era um médico afinal, isso era um assunto que ele tinha que explicar, mesmo que o deixasse nervoso.

Hum, sim... Sobre o cio... Acontecerá em alguns dias. Falou e Kensuke teve seus olhos enormes. Estava tão perto assim? Eu examinei Nanami quando ele chegou a nossa cidade e ele me contou que nunca passou por essa fase... Claro, ele ainda era muito novo... Mas agora com a idade de treze anos, é possível que aconteça.

Kensuke estava prestes a ter um colapso. Ele colocou as mãos na testa e escovou seus cabelos longos para trás, perplexo. Ele não tinha pensado que teria que lidar com isso tão breve. Apesar de que de alguma forma estava ansioso por isso. Vai entender...

E... Ele pode ter...

Quer dizer filhotes? Amano sorriu sonhador amando saber que Kensuke estava preocupado com o assunto. Nanami parecia tão especial, e era muito notável o quanto Kensuke o amava. Não tem que se preocupar com isso agora... Um gato ninshin só pode procriar com a idade de quinze anos. Antes disso não há risco para que aconteça, o corpo ainda não está preparado para uma criança, ele somente irá sentir os sintomas do cio.

Oh... Kensuke quase se sentiu decepcionado. Era claro que ele gostaria de ter bebês com Nanami, mas tinha que admitir, seu gatinho ainda era muito novo para isso. As vezes ele se sentia culpado por ter tomado a inocência do pequeno.

Ou talvez não.

Nanami ainda mantinha sua inocência, ele era o amor doce de Kensuke, terno e gracioso.

E como esse "cio" dos gatos funciona? Indagou curioso.

Amano apenas sorriu, mas balançou a cabeça. Você irá descobrir em breve. Vai ficar tão enfeitiçado... Eu vou levar suas bandagens, espero ter respondido suas dúvidas. Até mais! Recolhendo seu material, Amano saiu rapidinho, deixando Kensuke solitário no quarto.

O mesmo coçava seu queixo... Morrendo de curiosidade. Ansiedade fazia parte dele agora.

— Ken-chan? — Nanami chamou seu nome pela décima vez. — Kensuke?!

— Que? Oi? — Kensuke saltou no banco da carroagem com olhos arregalados.

— Está tudo bem? Estava murmurando algumas coisas estranhas enquanto dormia. Teve um pesadelo? — Nanami perguntou preocupado.

Kensuke se sentou com coluna ereta e olhou para fora da janela, reparou que o sol sumia no horizonte e que a carruagem curvou saindo da estrada e entrando por outro trajeto.

— Estou... Acho que dormi demais! Comeu algo? — Indagou ao loirinho preocupado.

Nanami acenou com a cabeça. — S-sim... Você parecia bem cansado, então o deixei dormir. — Falou esticando os braços acima da cabeça. — Está bem calor aqui dentro... Queria sair um pouquinho.

Kensuke olhou pela janela da carruagem suficiente para falar com seu beta: — Seiji, vamos parar em algum lugar para passar a noite. Todos precisamos esticar as pernas!

— Faremos isso Alfa! Tem um lago aqui perto é será perfeito para descansarmos! — Seiji gritou de volta.

Kensuke voltou a se sentar corretamente ao lado de Nanami e acariciou os cabelos claros. — Logo, bebê!

Nanami achegou mais perto do companheiro e esfregou-se contra o braço dele, como o gatinho manhoso que é. Sem se dar conta, Nanami ficou ronronando.

— Nanami? — Kensuke chegou meio preocupado.

— Uhh... — O pequeno murmurou, mas não parou de esfregar-se no marido. — Neh Ken-chan... Quero tomar um banho... Está calor... E me sinto meio estranho... — Falou com a voz manhosa.

Kensuke o olhou meio sem entender. Tudo bem que estava abafado dentro da carruagem, mas não chegava a ser tão calorento assim como seu gatinho afirmava. Isso o deixou um pouco preocupado.

Nanami remexeu sobre o banco e apertou suas pernas juntas. Ele sentia-se tão confuso e com medo. Realmente não compreendia o que estava acontecendo. Ele estava dolorido. Todo o seu corpo parecia que era uma grande bola de fogo sensível.

Para seu alivio o veículo parou, e sem esperar por alguém abrir a porta ou Kensuke falar algo, Nanami simples correu para fora da carruagem como se tivesse um formigueiro dentro dela e correu para dentro da floresta.

— Nanami? Volte aqui! — Kensuke gritou para seu esposo, mas esse tinha sumido em meio às árvores.

— Não acho que ele devia andar sozinho por ai, pode ser perigoso. — Yamato disse visivelmente preocupado e agora na forma humana.

— Eu vou atrás dele. Acendam uma fogueira e vejam se preparam algo para comermos. — Kensuke ordenou. O Alfa retirou suas roupas sem se importar com sua nudez e deixou a transformação o pegar, e em segundos se encontrava na forma de um grande lobo negro.

O lobo correu para a floresta e seguiu o perfume doce. Nanami normalmente tinha um cheiro maravilhoso, mas dessa vez parecia mais forte e sedutor... Era como se aquele perfume o seduzisse.

Em seu caminho, Kensuke encontrou as peças de roupa de Nanami espalhadas pelo trajeto, e isso fez um medo se instalar em sua alma, que algo tivesse raptado seu pequeno e feito algo cruel com ele.

O lobo pulou sobre alguns arbustos somente para cair no chão em suas patas e encarar a cena mais sedutora e comprometedora. Era uma clareia rodeada por um manto de flores e uma cachoeira pequena, mas o que atraiu sua atenção foi um Nanami nu e com as mãos tocando sua ereção.

— Nanami? — Kensuke o chamou cauteloso ao que aproximou.

— Quente Ken-chan... Meu corpo parece ferver... E... Não quer abaixar... Minha ereção... Dói... Faça parar... — Nanami pediu choroso ao que pequenas gotas de lágrimas formavam no canto de seus olhos.

Rapidamente Kensuke voltou a forma humana e aproximou-se do seu gatinho, de forma que se ajoelhou de frente para ele. O Lobo ergueu a mão pra tocar a face do loirinho, mas esse encolheu como tivesse medo de ser tocado.

— Ei, tudo bem... Sabe que jamais iria lhe machucar.

Nanami negou com a cabeça. — Não é isso... Eu sinto como fosse explodir e se Ken-chan me tocar... Não poderei me segurar. — Murmurou incerto. — Por que me sinto assim? Nunca me senti assim antes.

Kensuke lembrou-se de sua conversa com Amano, que os gatos entravam no cio em uma determinada epoca. Pela forma que Nanami agia, a carência denunciada em seu corpo e o cheiro enlouquecer, significava que seu pequeno tinha entrado nessa fase.

— Tudo bem... É normal... Você agora é considerado um Ninshin adulto... — Kensuke explicou.

Nanami o olhou com curiosidade ao que parou suas mãos que até agora apertavam sua ereção na base. — Adulto?

— Sim, está no cio Nanami... — Kensuke disse carinhosamente. Ele retirou as mãos de Nanami de seu pênis e gentilmente fez o pequeno deitar de costas contra a grama fofinha. — Me permita cuidar de você...

— Eu vou sobreviver? — Nanami perguntou em sua ingenuidade.

— Sim, você irá meu bebê lindo... Vou levá-lo ao céu. — Kensuke falou roucamente, o perfume e a beleza de Nanami o estava deixando imensamente excitado.

Nanami mordeu o lábio para abafar o clamor de prazer. A temperatura do corpo sólido de Kensuke era demais tentador para ele, o fazia desejar unir-se mais e mais ao marido, ao ponto de se fundirem. O calor aumentou na virilha de Nanami. Nanami olhou fixamente para Kensuke e molhou os lábios.

Com um favor totalmente desconhecido, Nanami empurrou Kensuke de forma que esse caísse deitado de costas no gramado. O lobo olhou divertido e manteve-se imóvel esperando ver o que o gatinho faria.

Nanami sentiu o seu pênis endurecer mais ainda e ele lançou um olhar faminto ao que percorreu preguiçosamente avaliando Kensuke. Seus dedos doíam para tocar cada pedacinho do maior.

— Vai ficar somente olhando? — O moreno provocou, amando o ronronar que Nanami soltou em resposta.

O loiro grunhiu, ao que rastejou sobre a perna de Kensuke para se colocar entre suas coxas. Ele lambeu os lábios e agarrou a base do pênis do marido, vendo que seus dedos não conseguiram sequer rodear totalmente a dureza. Ele massageou com seus dedos sobre a glande bulbosa espalhando o pré-sêmem ao mesmo tempo. Seus dedos pressionaram na pequena fenda no topo da cabeça e ele ouviu um estrondo baixo, um gemido saindo do peito de Kensuke.

O cheiro da excitação do homem encheu os pulmões de Nanami, fazendo água na boca por apenas um gosto, e se seu corpo se achava quente, agora era mais ainda.

Ansiando para provar o gosto de Kensuke, Nanami colheu algumas gotas do líquido claro com o dedo indicador e o levou a boca. Ele gemeu profundamente, tornando-se ainda mais viciado no sabor de Kensuke.

— Que gatinho safado. — Kensuke falou divertido.

Nanami o olhou provocativo e inclinou passando os lábios em torno do pau grosso de Kensuke, novamente, empurrou o pau de Kensuke para o fundo da sua garganta, o máximo que foi capaz, deixando seus músculos relaxar.

O gato chupou suavemente quando ele moveu sua boca de volta da glande, saboreando a cabeça sensível com a sua língua, mergulhando na fenda novamente.

— Nanami! — Kensuke gemeu, seus dedos agarraram nos cabelos de Nanami, mas ele não protestou contra o que estava acontecendo ou se afastou.

— Estou me divertindo aqui, Ken-chan... Não me apresse... — Nanami resmungou, e rapidamente voltou a chupar a dura ereção. A sua língua traçou cada lado do pênis densamente grosso do homem. As bochechas de Nanami cavaram dos lados quando ele sugou a grossa ereção de Kensuke ainda mais em sua boca, balançando a cabeça para cima e para baixo.

Não demorou em que os quadris de Kensuke começassem a se mover, empurrando-se e dirigindo seu pênis na boca de Nanami.

Nanami lambeu e chupou com gula, como fosse um delicioso soverte, e o seu preferido.

Kensuke gemeu e estremeceu, fazendo o gatinho amar cada segundo de sua degustação. As costas de Nanami se arquearam quando uma eletricidade percorreu seu corpo e seu próprio pênis balançava entre suas pernas, dolorido para ser tocado.

Mais e mais gemidos deixaram a boca de Kensuke, e seus quadris empurraram para frente, dirigindo seu pênis profundamente dentro da boca de Nanami.

Nanami tomou mais do pau de Kensuke em sua boca, contribuindo para que o Lobo gritasse e por fim alcançasse seu prazer, quando gozou e inundou a boca e a garganta de Nanami com o líquido quente.

Nanami engoliu cada gota saboreando o gosto salgado. O pequeno abriu a boca deixando o pênis amolecido deslizar para fora, ao que se moveu até ficar de quatro sobre Kensuke, com as mãos apoiadas no chão lado a lado da cabeça do lobo.

— Eu quero mais... Eu preciso... — Pediu choroso, sentido que iria explodir se o outro não o tocasse agora.

Nanami ficou tenso quando braços fortes rodearam o seu corpo e dessa vez ele que fora jogado de costas contra o chão. Ele abriu os olhos e encontrou Kensuke olhando de volta para ele.

— Me deixe cuidar de ti! — Ele sussurrou ainda entorpecido pelo prazer que seu gatinho cedeu a ele.

Nanami sorriu timidamente. — S-sim... Eu preciso... — Ele ficou admirando o moreno, quando esse gentilmente separou as suas pernas e então segurou abaixo das costas e as ergueu de forma que pudesse coloca-las apoiadas sobre as coxas grossas de Kensuke.

Então, Nanami gemeu longamente quando sentiu o toque dos dedos explorarem a entrada secreta entre as bochechas de sua bunda.

— Você me quer aqui? — Kensuke perguntou provocativo.

— S-sim... Mais... Me toque mais... — Nanami implorou ao que sua cabeça balançava de um lado para o outro, tamanha sua angustia em querer o toque de seu lobo. Suas costas arquearam quando um dedo deslizou pelas pregas de seu casulo.

Kensuke franziu a testa. Ele sentiu aquela parte do corpo de Nanami úmida, e considerou se isso era devido ele estar no cio, e de alguma forma seu corpo alto se preparava para o acasalamento.

O Alfa se recriminou mentalmente por ter esquecido o óleo para preparação, e rezou para que o corpo de Nanami realmente tivesse algum lubrificante natural. Kensuke levou os dedos a boca e chupou três deles, os deixando bem umedecidos, para então voltar a brincar com a entradinha de Nanami.

— Não enrole Kensuke... Ande logo... Ahhhh... — Nanami pediu.

— Logo! — O Alfa respondeu.

Nanami arqueou e gritou quando Kensuke deslizou um dedo em sua bunda. Sua cabeça rolou para trás. Um sentimento atravessou seu corpo como um raio, seu pênis entrou em erupção e sêmen jorrou de seu pênis em jorros brancos. Nanami podia sentir seu pênis esfregando contra Kensuke quando o homem se estirou ao lado dele, e foi a sensação mais maravilhosa do mundo.

Kensuke considerou que tinha amenizado o desejo de seu pequeno até puderem voltar para o acampamento, mas ele enganou-se, pois quando olhou para Nanami, viu que mesmo tendo gozado o pequeno ainda se encontrava sustentando uma dura ereção.

— O que?! — Kensuke falou incerto. Pelo visto seria morto de tanto sexo, se Nanami continuasse a ter essa disposição.

— Por favor... — Nanami implorou.

Ele se arrastou novamente para cima do loiro. — Meu gatinho insaciável. Eu quero que você me monte. Mas primeiro preciso prepará-lo.

Nanami gemeu em protesto quando Kensuke rolou para longe dele, até que se viu sendo tocando gentil e direcionado a ficar de quatro no chão, de forma que o Alfa tivesse melhor acesso para estirá-lo.

Nanami lambeu os lábios repentinamente secos, antecipando o que estava por vir. Ele observou Kensuke colocar-se atrás dele, e umedecer os dedos novamente, então levar os dedos a sua bunda, justamente ao casulo picante e quente.

Kensuke estendeu a mão e arrastou os dedos entre as nádegas de Nanami, fazendo o que pequeno estremecer em expectativa.

— Aaahhh! — Nanami gritou quando os dedos pressionaram contra a sua abertura sensível e então empurraram dentro. Kensuke deslizou seu dedo dentro e fora um par de vezes antes que ele pudesse encaixar um segundo dedo ao lado do primeiro. Nanami não podia impedir-se de empurrar de volta contra os dedos o invadindo. Só se sentia muito bem.

— Kensuke... — Nanami gemeu em protesto quando Kensuke tirou os dedos.

Kensuke então se colocou deitado de costas. — Agora, suba em mim. — Ele pretendia deixar Nanami guiar as coisas, assim, o pequeno teria tudo que queria. Normalmente Kensuke não cedia o controle para ninguém, mas Nanami era sua exceção, afinal ele era seu amor.

Nanami corou fortemente, mas o desejo em si falou mais alto, então ainda que desajeitado, ele montou a cintura de Kensuke, pegou a ereção do marido e a direcionou ao meio de suas nádegas.

Ele plantou os pés no chão para dar suporte e gemeu quando a glande tocou sua a sua abertura apertada. Lentamente se abaixou quando Kensuke colocou as mãos nos seus quadris. E continuou abaixando-se até o fundo do poço.

— Sim... Tão apertado... — Kensuke gemeu.

Nanami corou mais forte.

Mesmo que fosse casado com esse Lobo ha mais de seis meses, ele ainda ficava envergonhado na intimidade, contudo, a carência de seu corpo nesse momento o fez esquecer um pouco dessa timidez.

Ele apoiou as mãos no peito de Kensuke, e começou a se mover para cima e para baixo, sem coordenação no início até que ele encontrou o seu ritmo.

— Oh oh... Isso é tão bom. — Nanami chorou longamente.

As mãos de Nanami tremeram quando as apoiou nos ombros de Kensuke, estabilizando seu corpo. Seu corpo vibrou quando as mãos de Kensuke tocaram suas coxas, as apertando, subiu por seus quadris até que os dedos passaram a apertar os mamilos sensíveis.

— Meu lindo gatinho... Tão gostoso... Isso! Cavalgue em mim. — Kensuke incentivou sedutoramente.

Os quadris de Nanami pareceram ganhar vida própria diante das palavras do Alfa, movendo mais e mais, com gula querendo levar tudo do Lobo dentro dele.

— Eu quero... Quero mais... — Nanami pediu.

Kensuke assumiu o controle das estocadas, e passou a impregnar mais força e velocidade. Os seus gemidos misturaram com os de Nanami, tornando uma sinfonia ardente de prazer e amor.

Nanami realmente podia sentir o pau de Kensuke crescer dentro dele, o enchendo plenamente. Kensuke agarrou os seus quadris, e seu pênis tocou cada pedacinho de dentro da bunda de Nanami, o levando ao limite.

As costas de Nanami arquearam e seu grito percorreu toda floresta, quando o prazer explodiu novamente por todo seu corpo. Seu canal estreitou ao redor da ereção do marido, no que da fenda de seu próprio pênis o líquido perolado jorrou com força, caindo em todo estômago e peitoral de Kensuke.

Ele precisou de mais algumas estocadas, mas logo estava igualmente rugindo de prazer e preenchendo o casulo de Nanami com seu quente gozo.

Nanami se inclinou para frente e procurou pela boca de Kensuke. As suas bocas se chocaram em um beijo quente e lento, que denunciava tudo que sentiram naquele momento.

— Meu doce gatinho... — Kensuke disse quando quebraram o beijo. Os seus olharem se encontraram, e mais que desejo, havia amor e devoção neles.

— Eu... Estou... — Nanami caiu sobre o corpo do marido, apoiando a cabeça no peito de Kensuke, e deixou-se ouvir o coração desse pulsar, servindo para acalmá-lo. — Só preciso de alguns segundos... E me recupero...

— Estou vendo que terei de saciar alguém a noite toda. — Kensuke falou divertido, mas gemeu, quando Nanami esfregou em seu corpo enquanto ronronava. — Nanami, comporte-se.

— Ah... S-sim... — O pequeno respondeu, no que apoiou uma das mãos no chão e levantou o corpo. Ele gemeu quando a ereção amolecida de Kensuke saiu de dentro de seu corpo. Ele sentiu o sêmen escorrer de seu buraco e seguir manchando suas pernas. — Acho que preciso realmente de um banho. — Falou de forma fofa.

Kensuke sorriu. Seu gatinho era tão fofo e adorável. — Uhh... Podemos tomar um banho juntos... E brincar mais um pouco.

— Sim! — Nanami disse animado, e sua ereção começava novamente a ganhar vida.

Kensuke fechou os olhos e pediu aos deuses que lhe dessa energia para realmente saciar todos os desejos de seu esposo, pois essa coisa de cio parecia insaciável.

–oo0oo-

A escuridão cobria o pequeno quarto no quartel dos soldados. O corpo magro, mas sutilmente adornado por músculos, remexeu inquieto sobre o leito. As cobertas foram empurradas, e o peitoral subia e descia mediante a respiração ofegante.

O homem de cabelos negros que seguiam até a metade das costas, se sentou ao que afrouxou o lanço de seu kimono de dormir, deixando o tecido branco mais folgado, mas isso não amenizou o calor que sentia.

Apoiando uma das mãos no futon, o general se levantou, porém ao dar o primeiro passo, cambaleou e quase caiu no chão. Conseguindo manter-se de pé no último instante, ele voltou a andar ainda que incerto e seguiu a cômoda no quarto. Eiji abriu uma pequena caixa feita de bronze e talhada com desenhos geométricos.

Os olhos do general arregalaram-se quando procurou dentro da caixa e não achou o que buscava. Com medo, passou a procurar em cada canto do quarto, mas não havia nenhum sinal dos remédios.

— Merda! Eu me esqueci de comprar. — Eiji murmurou derrotado. Como um gato Ninshin, ele sabia dos perigos se ficasse sem suas pílulas naquela data. Depois que seu marido havia falecido, ele sempre as tomava corretamente, mas com toda loucura do casamento e a prisão do conselheiro Hachiro, havia se esquecido totalmente. — Estou ferrado...

Ele caiu sentado no chão e escondeu a face entre as mãos. — Isso, Amano... O noivo de meu filho poderá me ajudar. — Disse convicto. Eiji levantou-se do chão, pegou uma camada de kimono na cor preta e vestiu por cima de seu yutaka de dormir e saiu do quarto.

Eiji precisava ser rápido, afinal estava no alojamento dos soldados, cheio de gatos que seria rapidamente atraído por seu perfume de acasalamento, não poderia permitir encontrar com nenhum deles.

Rapidamente deixou o alojamento e seguiu pelo jardim, ao que entrou nos corredores do castelo. Sabia que Amano estava hospedado no castelo por causa do príncipe Shuichi, que não estava bem àqueles últimos dias por causa da gravidez.

Quando chegou na metade do caminho, Eiji teve que parar e encostar na parede. Seu corpo parecia pegar fogo e o ar não chegava rápido o suficiente em seus pulmões. Após anos contendo o cio através de remédios, parecia que agora vinha com mais força do que antes, ou pelo fato que não lembrava mais como era.

— Eu preciso... — Ele murmurou incerto. Eiji fechou os olhos e tentou se acalmar.

Perdido em sua vã tentativa de controla-se, não reparou que alguém se aproximou dele, somente se deu conta quando o seu braço foi puxado e chocou-se contra um corpo mais firme.

— O que...? — Ele abriu os olhos, e se deparou com um dos seus soldados, mas precisamente um dos alunos que ainda estava em treinamento. — O que pensar estar fazendo...? — Eiji grunhiu e tentou afastar-se do soldado, mas esse parecia incrivelmente mais forte do que ele.

— Olá General... Não devia andar por ai nesse seu estado. — O jovem disse ao que ele abraçou Eiji pela cintura e trouxe o corpo para mais perto do seu. — Por que não me deixa acabar com seu sofrimento? Sei que é um Nishin, e sou muito qualificado para saciar cada um dos seus desejos...

Eiji sentiu o medo crescer dentro de si. — Não... Me solte imediatamente... Ahhh... — Ele gemeu quando o soldado torceu um dos seus mamilos por cima da yutaka.

— Eu sei que precisa disso... Apenas me deixe...

— Tire suas malditas mãos dele, agora! — Uma voz firme ecoou pelo corredor.

O soldado assustado afastou-se do general e na presa caiu de bunda no chão. Sua face ficou pálida enquanto encarava o imperador. — Eu... N-não... Eu juro...

— Suma daqui antes que corte seu maldito pênis fora. — O Imperador gritou furioso. Ele havia saído para verificar seu filho Shuichi, e se deparou com Eiji sendo abusado pelo maldito soldado.

Eiji arregalou os olhos ao ver seu grande amor ali na frente dele, o salvando. A temperatura de seu corpo pareceu aumentar e tudo pareceu girar.

Continua...

Notas finais
Miky-san: Obrigada por lerem, espero que tenham gostado! Foi bem quente e amamos escrevê-lo! Até a próxima, boa semana!