Akai Ito

2 Oculto na Escuridão


Notas iniciais
Não acho que o capítulo ficou lá grande coisa. Sabe aqueles dias em que não se sente inspirado e bate aquele desânimo... mas ao mesmo tempo sente que precisa atualizar aquela fic? Foi um dia desses. Mas, apesar de tudo, espero que tenha ficado bom (pelo menos um pouquinho).

Lentamente, ela abriu os olhos, indecisa se deveria ou não fazê-lo.

A primeira coisa que lhe chamou a atenção foi um borrão branco, que desapareceu tão rápido quanto surgira, deixando-a na dúvida se não havia sido fruto de seu devaneio.

Cirucci grunhiu — ciente do veneno que aos poucos se alastrava por suas veias, enfraquecendo-a cada vez mais .

Ainda de joelhos, apoiou as mãos no chão, buscando equilíbrio. Quando ergueu o olhar, foi agraciada com a visão de um corredor vazio; nenhum sinal de seu perseguidor. Nas laterais da estrada, que só agora percebera não ter saída, havia um conjunto de prédios —todos com janelas; e apesar do fato, nenhuma luz acesa.

Ela tentou imaginou o porquê; mas seu corpo desabou antes que o raciocínio se desse por completo. O torso recaiu a frente dela e dessa vez seus membros foram incapazes de impedi-lo, suas pernas sendo forçadas a seguir a trajetória, agora esparramadas no chão.

—Maldito... onde está? — sua voz saiu num sussurro, abafada pelo ardor.

Cirucci esticou os braços, o corpo ereto e as pernas dobrando-se.

— Maldito Szayel... maldito corpo humano... maldito imbecil... — resmungou com a voz rouca enquanto arrastava-se pela sarjeta.

E logo, a familiar sensação de vigilância havia retornado.

Mesmo que não mais pudesse vê-lo, havia alguém ali.

— Arrankar? — uma nova voz se fez conhecida, tendo origem por detrás de si.

Cerrou os punhos com força e sibilou de forma perigosa, intencionalmente soando grosseira:

— Quem é o maldito que está aí?!

O estranho inclinou-se sob ela, seu hálito quente roçando a pele exposta de seu pescoço, causando-a involuntários arrepios.

— Sou...

A voz se tornou mais lenta, quase como se fizesse suspense ao revelar-se.

A visão limitada que tinha dos rastros de luz na estrada deserta, vacilou, tremeluzindo e então tornando-se clara novamente — a cada cerrar de pálpebras perdendo parte de seu brilho.

Vagarosamente, captou fragmentos do discurso — letras, sílabas... nada que, separadamente, fizesse sentido. Tentou se opor à voz, ordenando que se calasse, exigindo respostas claras.

Mas, antes que pudesse, seus sentidos se renderam.

A semi-consciência lhe escapou e todo seu mundo se resumiu em escuridão.

Notas finais
... E então? O próximo capítulo terá interações reais (sem a Cirucci inconsciente). Ah... aos poucos a identidade do perseguidor será revelada. Espero que tenham gostado. Até a próxima o/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.