Akai Ito
1 Prólogo.
Notas iniciais
Bem, isso é só um prólogo mostrando como a Kim estava 3 meses depois de Mello ir embora... A fic não passará mais no Wammy's House, esta provavelmente será a última vez em que entraremos neste orfanato nesta fanfiction, e mesmo assim não escrevi muito com eles lá dentro... Bem, talvez haja uma última cena com eles no orfanato.
_____PDV KIM_____ (3 MESES DEPOIS)
Dor, preocupação, saudades. Esses são os três sentimentos que ficam eternamente presos em meu peito, torturando-me pela eternidade. Sim, pela eternidade, porque jamais conseguirei esquecer meu louro. Mesmo sabendo que ele não me ama, eu ainda o amo, isso é inegável.
Nos últimos três meses, minha vida tem sido uma mentira. Minto para Ino, Íris e Ushio, dizendo que estou bem; Minto para Near dizendo que vou ficar bem. Minto até para mim mesma, dizendo que conseguirei esquecer Mello. Que idiotice! Eu posso até mesmo não pensar nele ou tentar transformar meu amor pelo chocólatra em amargura, mas jamais me esquecerei dele. Jamais esquecerei que o amo agora, e muito menos pararei de me preocupar com ele. Bem, mas eu prometo para mim mesma que jamais admitirei para Mello que ainda o amo, caso o encontre outra vez. Mesmo que... Não. Isso não vai acontecer. Mello não me ama. E jamais de amará novamente.
Hoje faz três meses que Mello saiu. Eu, depois de três semanas na enfermaria vivendo de alimentação intravenosa, finalmente consegui voltar a comer. E, por causa dessas semanas, eu parei de me cortar. Ter encontrado as marcas em meus pulsos, além dos desmaios constantes, foi o motivo para Near me forçar a ir me internar. Finalmente percebi que não gostava de me cortar, que era tudo psicológico. Eu apenas pensava que gostava porque era algo que desviava minha atenção de Mello e, para mim, qualquer coisa que fizesse isso já era suficiente. Agora eu desisti disso e tento achar outras formas de me distrair.
Esta tarde eu passarei com Íris. Vamos ao cinema. Ter uma tarde entre amigas, para esquecer um pouco de Mello e Matt. Apesar o ruivo ter deixado bem claro que ainda ama minha amiga, mesmo mantendo algum contato, ela sente saudades e está triste. Sentindo-se sozinha, acho.
Saio do chuveiro e coloco a roupa íntima por baixo de uma calça jeans e uma blusa de mangas compridas. Depois cubro-me com um casaco pesado e coloco minhas velhas botas. Íris já está pronta, esperando-me enquanto lê um livro. Ela se levanta e nós saímos juntas do quarto.
Vamos para o mesmo cinema de rua no qual fomos da primeira vez que saímos todos juntos, quando Matt me pediu para ajudá-lo a conquistar Íris.
- Por favor, nenhum filme de romance. – Minha boca solta antes que eu possa fazer qualquer coisa para impedir. Filmes de romance me lembram de Mello. Mello me deixa triste. Associar Mello à dor. Esta tem sido minha técnica. Evitar tudo e qualquer coisa que possa me lembrar de Mello. Assim eu passo menos tempo triste, embora a dor já tenha se tornado quase rotineira. Ainda assim, minha técnica consegue afastar um pouco disso. Não mais do que 5% da dor, mas qualquer coisa já me é suficiente.
- Tudo bem, Kim. Também não estou com ânimo para romances. – A morena sorri. – Matt também diz que anda meio deprimido. – Então uma pergunta passa por minha mente. Sei que isso vai me machucar muito, mas ainda assim, eu preciso saber.
- Íris... Você... Tem alguma notícia do... dele?
- Bem... Quando ele foi embora eu mandei uma carta para o Matt pedindo que ele o xingasse de todos os palavrões que conhecesse. Entende? Pelo que ele fez com você. Matt disse que Mello tinha chegado bem e que não podia fazer isso por mim. – Conta-me Íris. Baixo os olhos, mas forço-me a levantá-los novamente e engulo o choro.
- Obrigada... Mas não precisava ter feito isso. – Murmuro. – Bem, vamos entrar logo.
Íris assente. Compramos ingressos para um filme de ação, como naquela vez. Acho que foi uma ideia pior do que um filme romântico, uma vez que não consegui parar de pensar em como aquele primeiro filme havia sido horrível e em como Mello estava sentado ao meu lado. Em como seu calor irradiava ao seu redor, aquecendo-me também.
Vamos para o ponto de ônibus e nos sentamos para esperar. Lembro-me, então, daquela vez em que saímos juntos, na minha segunda tarde aqui depois de voltar do Japão. Mello me manteve o tempo todo colada nele naquele dia. E repetiu várias vezes que me amava... E disse que queria passar o resto da vida comigo. Mentiras e mais mentiras, no fim das contas. Olho novamente para o chão e, desta vez, não tento conter as lágrimas.
- Kim... – Começa Íris.
- Não... Não fale nada. – Imploro. Se ela falar, me sentirei ainda mais fraca. Eu deveria ter sido forte e segurado o choro.
- Por que está chorando agora? Passei o dia todo tentando não te fazer pensar no Mello... O que deu errado?
- Nada, Íris... Você não fez nada que me lembrasse dele... É que simplesmente tudo tem este efeito sobre mim. Ainda tenho que achar um jeito de evitar esse tipo de reação.
- Finja.
- O quê?
- Finja. Finja que o odeia, Kim. Assim, algum dia, talvez pare de amá-lo. Eu jamais te diria para fazer isso se não fosse algo emergencial. Mas, sinceramente, nada mais está funcionando, então finja que o odeia e, enquanto isso, pense em como se convencer a realmente não gostar mais dele. Me desculpe, Kim, mas acho que este é o único jeito.
- Íris eu... Eu... – Isso... Como eu poderei sequer fingir que odeio o meu louro? Mas preciso tentar. Não há outra opção, como disse Íris. – Ok.
- Quer falar sobre o motivo de estar chorando?
- É o ponto de ônibus... Teve uma vez que eu e Mello saímos, quando eu voltei do Japão, e ele... Ele me sentou no colo dele... E nós passamos quase o dia inteiro colados. Me senti parte de um daqueles casais de filmes românticos que sempre vi em filmes... Mas foi bom, mesmo assim. E eu me lembro que começamos a conversar sobre como gostávamos de ficar daquele jeito, sabe? Eu deitada no peito dele e ele me abraçando... Como eu gostava disso... – Sinto um pequeno e breve sorriso surgir em meu rosto. O primeiro em muito tempo.
- Entendo... Bem, o Mello mentiu para você durante tempo demais, Kim. Se você se autovaloriza um pouco que seja, pare de pensar nele, por mais que tenha sido feliz com aquele louro desgraçado que te fez sofrer tanto. Estou falando isso como sua amiga, Kim. Você precisa esquecer. Mesmo. – As palavras da morena são duras, mas verdadeiras. A partir de hoje, agirei como se odiasse Mello. Até que eu realmente o odeie.
- Hm... Hai! – Digo, selando uma promessa que faço para mim mesma.
Entramos no ônibus e voltamos para o Wammy’s House.
Notas finais
Bem, deixem reviews e nos vemos em breve! Beijos!
Sayonara!
- Ushio.
Fale com o autor