Akai Ito

23 Nossa primeira vez.


Notas iniciais
Como diz o título, vai rolar hentai. Levanta a mão quem queria ver a primeira vez deles!
Boa leitura!

__PDV KIM__

Esta noite Mello pediu para Leila ir dormir no “quarto principal” e nos ceder o quarto. É óbvio para mim que ele fez isso com segundas intenções, mas não me recusarei a fazer isso. Ele me quer deste jeito e eu também o quero. Neste exato momento, não me importa o que os outros pensarão ou não. Não ligo para o fato de que Near entenderá o que vai acontecer esta noite assim que Leila entrar no quarto para nos substituir. Eu apenas... Quero isso. É mais do que natural, na nossa idade, querermos ir além dos beijos e abraços no nosso relacionamento.

Ainda dentro do banheiro do quarto que tem sido usado por Leila, deixo que a toalha caia por meu corpo já seco. Olho-me no espelho por um instante, avaliando meu próprio corpo. Não sei se poderia chamar a mim mesma de desejável. Ao menos não para os padrões mundanos de hoje. Sou estranhamente magra e pequena, de forma que jamais cheguei a acumular gordura nos seios, que só tem volume quando em comparação com minha altura. Tenho o quadril relativamente cheio também. É um alívio para mim ter a constituição física mais próxima da de uma garota escocesa do que da de uma inglesa. Ao menos tenho alguma carne nas pernas e nas nádegas. Visto uma camisola velha e meio puída e uma calcinha branca simples. É difícil de me vestir, uma vez que meus dedos tremem.

- Ok... Tudo bem. – Sussurro para meu próprio reflexo corado. Saio do banheiro e encontro Mello já deitado na cama, o tronco completamente nu. Coro ainda mais.

- Vem. – Pede, abrindo os braços para mim. Estremeço ao me deitar sobre seu peito e ser abraçada por ele. Logo sou presenteada com um longo beijo e meu coração fica em dúvida entre acelerar e parar enquanto nossos lábios se movem vorazmente e nossas línguas travam batalhas dentro de nossas bocas.

Suas mãos logo passam a tocar todo o meu corpo, investigando-o e buscado algo. Este “algo” parece ter sido achado quando ambas as mãos param em meus seios.

- Mello... – Deixo um gemido escapar. Infelizmente, acho que isso foi mal interpretado.

- Se não quiser, está tudo bem. Só me diga agora.

- Eu realmente quero fazer isso. Só estou um pouco nervosa.

- Não fique, Kath. Está tudo bem. Eu te amo. – Nossos lábios se colam novamente e suas mãos voltam a escorregar por meu corpo, fazendo inúmeros arrepios percorrerem minha coluna e me causarem arrepios no pescoço. Sinto seus dedos segurarem a barra de minha camisola e começarem a puxá-la. – Posso? – Pede. Fico ainda mais vermelha, com medo que ele não goste do que há por baixo das minhas roupas.

- Sim. – Sussurro. O tecido que cobre meu tronco é rapidamente retirado e eu me seguro nos lençóis para conter o impulso de cobrir meus seios com os braços. Estremeço de prazer, desejo e medo ao ver os olhos de Mello contemplarem cada milímetro de meu corpo. – Mello... – Suspiro ao sentir seus lábios muito próximos de meu pescoço e suas mãos se apertarem ao redor de minha cintura.

- Kim... Você é tão linda! – Sussurra ao meu ouvido, fazendo-me sentir algo próximo a sensação de levar um choque. Mas é bom. Seus lábios tocam meu pescoço e o beijam suavemente antes que sua língua o molhe.

- Mihael! – Um gemido alto me escapa. Não importa. Todos já sabem o que estamos fazendo, não é mesmo? Sinto seus dentes acariciarem a pele macia e frágil que cobre minha garganta. Os arrepios que sinto se iniciam no pescoço e percorrem cada um dos meus nervos até chegarem as minhas coxas, cada um de meus pelos se eriçando e meus músculos em dúvida entre contrair e relaxar. – Ah! – Posso sentir o calor de sua mão próximo a meu já rígido seio esquerdo, querendo me tocar. Um de seus dedos circula a área mais sensível, causando reações imediatas de minha parte mais íntima, que começa a ficar úmida. – Mihael...

- Isso... Geme o meu nome, Kath. – Pede, deixando-me vermelha.

- Mihael... Mihael... AHH! Mello! – Sua mão agora aperta meu seio com força, fazendo-me gemer realmente alto. Como já disse, não importa o volume de meus gemidos, pois todos já sabem o que está acontecendo neste quarto. Sabem desde que Mello pediu para Leila nos ceder sua cama por esta noite. – Mello... ah... AAH!

Chega... Recuso-me a chegar ao meu limite antes de tê-lo dentro de mim. Rolo para ficar sentada no colo de Mello. Posso sentir sua excitação roçar em mim, ainda que através de minha calcinha e de suas roupas. Beijo seus lábios novamente, mordendo suavemente sua língua e seu lábio inferior. O rastro de mordidas desce também por seu pescoço.

- Isso é bom... – Suspira. Deixo que minhas mãos trêmulas escorreguem até sua calça e a puxem para baixo, deixando o louro só de cueca. Acaricio o volume no tecido, fazendo-o trincar os dentes para não gemer muito algo. – Kath... – Faço de novo, desta vez mais lenta e demoradamente. – Kath! – É quase divertido ver como ele leva seu orgulho a sério. Tiro sua roupa íntima, ficando ainda mais vermelha ao ver sua intimidade pular para fora. Pergunto-me se ele está rindo por dentro ao observar minha óbvia e ridícula inexperiência quando deitada em uma cama. Aperto seu membro suavemente e deixo que meus dedos se movam por sua extensão, excitando-o ainda mais. – Kat... KATH! Mais... – Volto a beijar seu pescoço. – Mais... Mais para baixo... – Implora. Sinto-me congelar. Ele quer que eu... Kami-sama... Ok. Respiro fundo e desço os lábios por seu peito, beijando cada milímetro de sua pele até chegar a sua intimidade. Dou uma longa lambida antes de, temerosamente, colocar na boca. Deixo que minha língua faça movimentos circulares ao redor de seu membro. – AAAAHHH! Continue... – Repito o ato várias vezes antes de começar a fazer movimentos de sucção. Começo devagar e aumento a velocidade conforme os gritos de Mello me imploram, esquecendo-se de seu orgulho. – Isso, Kath... Isso! Ah! Mais... – Não é tão ruim quanto achei que seria. É agradável ter Mello deste jeito... É bom sentir que ele é meu.

Alguns instantes se passam enquanto chupo o membro de Mello, deixando-o cada vez mais excitado e desesperado por mais. Às vezes murmura palavras ininteligíveis entre um gemido e outro.

- Kath... Eu vou... AAAH!

- Hmmmm!!! – Assusto-me. O sêmen de Mello esguicha dentro de minha boca, fazendo-me quase engasgar. Surpreendo-me com o fato de o gosto ser... estranhamente bom.

– D... Desculpe... Não consegui avisar... Vou entender se quiser cuspir isso. – Diz ofegante. Observo seu corpo se contrair quando deixo que seu esperma escorra por minha garganta, fazendo um som de engolir. – Kim... – Ele volta a ficar por cima de mim, arrancando minha calcinha e me deixando completamente nua. Abro as pernas devagar, expondo minha feminilidade. – Como você está molhada!

- Bem, eu... – Sinto quase todo o sangue de meu corpo subir ao meu rosto enquanto minhas mãos perdem todo o calor.

- Shh. – Ele me interrompe com um beijo. – Não precisa ficar assim, pequena. – Um de seus dedos entre em contato com meu clitóris, massageando-o e fazendo ondas elétricas tomarem conta de meu sistema nervoso enquanto meu corpo se contrai sem o meu comando e gemidos altos e agudos fogem por meus lábios, delatando o prazer que toma conta de mim.

- M-Me-Mello! C-Contin-n-nue... – É tudo o que consigo falar. É deplorável ser incapaz de pronunciar uma palavra sem gaguejas, mas por outro lado... Isso é tão bom! Os lábios do louro se apossam dos meus, beijando-me intensa, demorada e desesperadamente, revelando luxúria, paixão e amor. Imagino que Mello esteja lendo “pânico”, “nervosismo” e “virgindade” em meus lábios. Logo sua boca desce até um de meus seios, lambendo-o e chupando-o com força. Arrepios tomam meu corpo e gemidos tomam o ar. Seus dentes acariciam meu peito e sua língua puxa meu mamilo para dentro de sua boca. – Oh... Sim... Faça mais... Ah... – Peço. Seus lábios sugam a área mais sensível de meu tronco, fazendo-a ficar rígida e mais sensível. Repentinamente, uma dor aguda me toma. Seus dentes se fecharam ao redor de meu mamilo. – AAAHHH! – Ele abre a boca, trazendo alívio. Logo coloca boa parte do meu peito em sua boca e volta a chupar. – ISSOOOO!!! — Tal carícia é alternada com mordidinhas nas laterais de ambos os seios, que jamais estão livres. Quando sua boca não está dando o tratamento adequado a um dos lados, a mão está.

Nossos beijos e carícias se prolongam até um ponto no que estou implorando por mais. Imploraria de joelhos, se tivesse a capacidade de abandonar os toques de Mello por um segundo que fosse. Sinto um dos dedos de Mello circular minha entrada e me penetrar lentamente, arrancando-me um grito. Ele move o dedo dentro de mim lentamente, fazendo-me gemer com cada vez mais frequência. Sinto outro dedo me penetrar e não consigo me impedir de gemer de dor e me retrair, afastando-me dele.

- Kath... O que foi? Fiz algo errado? Você não quer? Se você não quiser eu posso... Dar um jeito nisso. – Seus olhos descem por um segundo até encontrarem o próprio membro, que já está rígido novamente.

- Eu... Isso é realmente bom demais e eu quero muito fazer isso. É só que... Ninguém nunca me tocou assim antes. – Seu rosto toma uma expressão irritada. Ele está bravo comigo por ter me guardado para ele?!

- Você realmente está me comparando àqueles que já te tiveram desta forma? – Pergunta rispidamente. Dou um tapa de leve em meu próprio rosto, chocada com o quanto ele pode ser alienado quando quer. Ou quando está com ciúmes.

- Meu deus! Como foi que você chegou ao nível de segundo melhor do Wammy’s? Ainda não entendeu?

- Entender o quê? – Ele está realmente ficando irritado comigo. Mello, a pessoa que fica irritada nos piores momentos.

- Que... Eu não estou te comparando a ninguém, Mello. Eu disse que ninguém nunca me tocou do jeito que você está me tocando agora.

- Hã? – Não é possível que ele não esteja se fazendo de desentendido apenas para eu dizer com todas as letras.

- Esta é a minha primeira vez.

- Snowdrop... – Ele parece ter congelado ao se sentar na cama, ainda de frente para mim. – Desculpe. Não deveria ter feito isso. — Ajoelho-me para conseguir ficar da sua altura e seguro seu rosto, virando-o para mim. – Eu deveria ter sido mais gentil e cuidadoso... Desculpe se te machuquei. – Suspiro. Mello se sente culpado por causa das cicatrizes que encontrou em meus pulsos e, agora, pede desculpas mesmo que não tenha feito nada de ruim.

- Eu me guardei para você, Mello. Eu realmente quero. Só... Seja gentil, ok?

- Meu deus, Kim... Depois de todos estes anos...

- Eu nunca conseguiria amar outra pessoa depois de você. E só poderia fazer algo assim com alguém que eu amasse e em quem confiasse. – Beijo-o brevemente antes de concluir. – Você demorou tanto que eu estava começando a achar que ia acabar morrendo intocada.

- Desculpe-me, senhorita.

- Está tudo bem. Você está aqui agora. Eu te amo. – Prendemos um ao outro em um beijo voluptuoso. Aos poucos, seu corpo vai se deitando sobre o meu novamente. – Quero você... Agora.

- Acho meio injusto ter um orgasmo a mais...

- Não quero chegar ao meu limite antes de você estar dentro de mim.

- E se doer?

- Eu não me importo. Por favor... – Ao invés de me penetrar, ele volta a massagear meu clitóris. – AH! Mello!! Não me faça... Ah!

- Só quero te deixar mais molhada. Para entrar mais fácil.

- Mello! V-vai... Logo!

- Certo. Serei o mais cuidadoso que puder, mas não posso garantir nada. Se sentir dor e quiser parar, me avise e eu vou parar.

- F... Farei... Isso...! – Não consigo parar de gemer por um segundo que seja. Estremeço ao sentir o membro de Mihael se aproximar de minha intimidade e, bem devagar, começar a entrar em meu corpo. – Aih... Ain... – Começo a realmente sentir dor. Ele para por um instante. – Não... Não pare... Continue. – Sinto seu membro escorregar por algum lugar que me faz delirar. Por fim, todo o seu membro está dento de mim. Devo admitir que não é a coisa mais agradável que já senti, já que o... Adereço de Mello não é nenhum palito de dentes. É doloroso ser invadida desta forma, mas o fato de ser o meu louro melhora tudo.

- Vou esperar um pouco antes de começar, ok? – Diz. – Relaxe. Me avise quando a dor parar completamente. Esperamos. A cada segundo que se passa minha excitação aumenta e o membro de Mello me causa mais prazer, mas a dor não para. Quero que ele se mexa... Agora! Cada instante se arrasta enquanto minha necessidade aumenta e desejo cada vez mais senti-lo se mexer. – Ah... Você é tão... Apertada...

- M... Mexa-se. – Peço.

- Parou? – Desconfia.

- Não. Mas não importa. – A primeira estocada é lenta, hesitante. Não dói muito. Suspiro de prazer, abraçando-o com força. — M… Mais… — Peço. Ele massageia meu clitóris, tentando me focar no prazer.
Mais beijos para abafar a dor e o prazer que insistem em tentar escapar por meus lábios. A dor desaparece e eu relaxo. Mello então começa a me estocar um pouco mais forte, gemendo ao se sentir pressionado por minha vagina. Deve ser mesmo apertada… Os movimentos machucam, mas não tanto. Mesmo porque, sinto que agora somos um só. Eu estou fazendo sexo pela primeira vez com a pessoa que amo, mesmo que tenha me deixado. Isso não dói. — Mais fundo! — Exijo. Quero senti-lo melhor. Uma estocada forte e funda me faz gritar quando Mello deposita o membro inteiro em minha intimidade com força e continua com os movimentos.

- Isso é bom... Kath...! – Não sei se o louro realmente sabe o que está dizendo, mas é bom ouvir isso dele. Deixa-o parecendo tão estranhamente vulnerável e... Sexy!

- Mello... – Sinto que algo vai acontecer... eu acho que este é meu limite... Eu vou... – Eu acho que... Vou... AHN!

- O q-quê?

- Acho que vou gozar! – Grito ao mesmo tempo em que minha vagina se contrai repetidas vezes em alta velocidade. O prazer desesperado aumenta a cada segundo, levando-me ao clímax. – AAAHHHHHH! Hm... Mello... – Deliro. Olho para Mello. Agora suas estocadas são mais fundas, fortes, rápidas e desesperadas e... Deus... Acho que vai acontecer de novo. – MELLOOOO!!

- Eu também!

- Não me importo que seja em mim. – Sussurro. Mello grita ao mesmo tempo em que um líquido muito quente se espalha dentro de mim ao mesmo tempo em que minhas contrações param, causando-me uma estranha sensação de calma e relaxamento. O corpo do louro cai sobre o meu, nossos lábios se encontrando novamente. – Isso foi... Agora a palavra não me vem...

- Fantástico. – Completa. Sim... Foi fantástico. Faço que sim com a cabeça.

- Meu irmão vai ficar furioso. – Resmungo. Está começando a ficar difícil não dormir.

- Sim. Mas valeu a pena. – Sussurra. Faço que sim com a cabeça para concordar. Meu louro me abraça com força, sem jamais deixar de me olhar nos olhos. – Você não liga? Para tudo o que fiz… aqueles que matei…?

- Acho errado você ter feito coisas deste tipo. Me deixa triste. Mas eu te amo e o perdão é parte do amor.

- Sabe, Kath, se alguém me dissesse que existe alguém mais doce e gentil que você, jamais acreditaria. – Trocamos outro beijo.

- Mello?

- Hm?

- Você... Como foi a sua primeira vez? – Pergunto. Quero saber quem e como tocou o meu louro.

- Bem, eu não esperava esta pergunta. Vejamos... Não aconteceu há muito tempo. E... A garota também não era muito experiente, mas foi realmente muito bom. – Estremeço de ciúmes. Odeio quem quer que seja. – Acho estranho ter perdido a virgindade com uma garota virgem depois de todas as prostitutas que mandaram para meu quarto em meus tempos de mafioso.

- Todas as o quê?! – Enfureço-me.

- Eles queriam que eu transasse a todo custo por algum motivo. Uma vez até me trancaram no mesmo quarto que o Matt, porque acharam que tínhamos alguma coisa. – Defende-se. Ok... Meu lado fujoshi até gostaria disso, se Mello não pertencesse única e exclusivamente a mim, ao menos no quesito relacionamento romântico, e Matt à Íris.

- Foi uma delas?

- Não. – Mello me olha com um sorriso estranho. – Como eu disse, a garota era virgem.

- Ok... Então... – Sinto o sangue voltar ao meu rosto, mas desta vez de raiva ao invés de vergonha.

- Era uma menina bastante ciumenta, incrivelmente bonita e mais adorável do que chocolate. – Ele pisca lentamente. Meu coração para. Ele... Ele sentia alguma coisa por ela.

- Você... A amava?

- Ainda a amo.

- Bem... Não tenho o direito de interferir nos seus sentimentos. – Baixo os olhos, engolindo o choro. Seus dedos puxam meu queixo para cima, fazendo com que nossos olhares se encontrem.

- Por que está assim? – Ele se aproxima para me beijar, mas viro o rosto.

- Ouvir isso me deixa um pouco triste. – Admito. – Mas não posso mudar o que sente. Se... quiser ir atrás dela, eu vou entender.

- Minha bobinha ciumenta. – Ele me agarra e me beija sem jamais tirar um sorriso de divertimento do rosto. – Você é a única que eu amo. Nunca fiz nada com nenhuma outra pessoa. – Outro beijo. – Mas foi muito bom, ao menos para dois noobs nesta área.

- Aham... – Após ter minha crise de ciúmes aplacada, volto ao tom manhoso e sonolento. Acho que ainda estou em êxtase após dois orgasmos em menos de dois minutos. Forço meus braços a se moverem, arrastando-me pela cama até que eu fique deitada sobre o peito do louro. Ele me acaricia até que eu pegue no sono, ainda deitada sobre ele. – Eu te amo. – É a última coisa que digo antes de mergulhar na inconsciência.

Sonho com os beijos de Mello.

*** Na manhã seguinte...***

__PDV NEAR__

Não é que eu não soubesse que isso aconteceu ontem. Eu apenas não estava preparado para entrar no quarto e encontrar minha irmã deitada, nua e dormindo de conchinha com Mello. Lembro-me da noite passada, quando escutei Kim gritando de prazer e pedindo para o louro ir “mais fundo”. Estremeço, querendo esquecer o que ouvi.

- Mello... – Suspira minha irmã, ainda adormecida. Ela rola para ainda mais perto do namorado, revelando algo vermelho no colchão. Suponho que seja seu sangue virginal, já seco e preso nos lençóis. Por um instante, penso sobre a hipótese de deixá-los dormindo, mas Kim reclamará depois. Pergunto-me se devo chamá-los gentilmente ou apenas chutá-los para fora da cama. Caminho até a janela e abro a cortina, deixando que a luz entre. – Hm... Near... Feche isso... – Resmunga a garota.

- Acordem e se vistam... – Peço calmamente. – Vocês têm meia hora.

- NEAR! – Kath finalmente se dá conta do que está acontecendo. Ela se senta na cama, escondendo o corpo com o edredom.

- Albino! – O louro se põe a frente dela.

- Er... Eu poderia dizer que minha boca é um túmulo, mas todos já sabem o que aconteceu. Er... Espero que tenha sido divertido e que vocês consigam tirar todo este sangue dou colchão. – Não posso impedir uma piada. Kim olha para o lado e encontra a mancha vermelho-amarronzado que denuncia o fato de ela ter sido tocada pela primeira vez. Seu rosto fica vermelho e ela geme de nervosismo ao esconder o rosto no ombro de Mello.

- Albino irritante... – Kim coloca uma camisola que estava jogada na cama e vai para o banheiro. Pouco depois escuto a água ligar. Fico parado, sem saber o que fazer. Não demora para que Kim volte ao quarto vestindo a roupa que usava ontem. Ela ainda está vermelha. Mello se veste e se deita na cama novamente. – Estou cansado... – Resmunga.

- Eu não preciso saber o quanto se cansaram depois de fazerem... – Engasgo com a palavra, corando.

- Sexo? – Completa o louro. Kim lhe dá um tapa de leve. – Ai... – Geme.

- Vem, Mello. – Pede ela. – Preciso comer alguma coisa e você também.

- Ok. – Sussurra, beijando-a vorazmente ante de sairmos.

Sentamo-nos na mesa. Íris encara Kim de um jeito estranho. De vez em quando os olhos se mexem, assim como os de minha irmã. Estão se comunicando através dos olhos! Íris deve estar perguntando cada detalhe da noite.

Notas finais
Gostaram? Espero que siim! Comentem!
Kissus da Ushio! Aishiteiru!