Akai Ito
11 Declarações.
Notas iniciais
Bem, este capítulo tem o tão esperado momento NearxLeila ou, como "batizou" o Ino-kun, Neila! Curtam aí o momento kawaiilidade! (Palavra derivada de "kawaiisidade", inventada pela minha amiga, aqui no Nyah conhecida como Halmina)
Bem, boa leitura! Aproveitem aí!
__ PDV NEAR__
Com as esperanças renovadas depois do que minha irmã me contou, saio de seu quarto e quase corro pelo corredor até o quarto da pequena ruiva. Na verdade ela não é mais tão pequena assim, mas eu ainda penso nela como frágil e infinitamente menor do que todos nós.
Bato na porta e espero ansiosamente que ela abra. Será que eu devo mesmo contar a ela? Ou será loucura? Será que Kim se enganou? E se foi apenas para me dar coragem para me declarar? Não. Kim jamais faria algo assim comigo... Eu estou com medo! Sim, medo! Eu, Near, Nate River, estou em pânico com a ideia de me declara para a minha melhor amiga, que é quatro anos mais nova que eu.
Mal tenho tempo para pensar em uma forma de afastar o terror antes que a menina abra a porta. E, mesmo depois de conseguir pensar em algo, não consigo por em prática. Um sorriso tímido se forma no rosto da ruiva quando ela abre a porta.
- Near? O que está fazendo aqui? – Pergunta ela um tanto surpresa.
- Olá. – Respondo, sem conseguir pensar em outra coisa para dizer. Meu extenso vocabulário parece ter me abandonado repentinamente.
- Entre. – Ela abre espaço para que eu passe para seu quarto. – Não tenho nada para comer, mas podemos esperar a hora de jantar...
- Eu preciso falar com você, Leila. – Interrompo-a.
- Sobre o quê? Não vai me tirar do caso, vai? Quer dizer, eu sei que sou nova mas se eu não fizer isso, quem serei eu? Se vocês morrerem e eu não, porque fiquei fora do caso, eu...
- Não estou te tirando do caso Kira, Leila, embora eu queira fazê-lo. – Tranquilizo-a, erguendo a palma da mão para pedir que se cale. – Respeito sua vontade.
- Então...
- Bem... Talvez seja melhor você se sentar. Não sei que tipo de reação você pode ter ao que te contarei agora. – Sinto minha voz um tanto sombria. Quase mórbida.
- Aimeudeus! Alguém morreu, não foi? Mello? Ele se matou afinal de contas? Foi por causa da Kim... Ele ainda a amava, não é? – Ela deduz errado novamente. Não que isso me surpreenda. Lembro-me que, antes de Mello se declarar para ela, minha irmã não fazia a menor ideia e não adivinharia isso nem mesmo se todas as pistas lhe fossem dadas. Quando se trata de amor correspondido, as pessoas duvidam mesmo que a verdade esteja diante de seus olhos.
- Não, Leila, não é isso. Não sei nada sobre o que Mello fez recentemente ou deixou de fazer, mas não acho que ele tenha se matado. Teimoso demais para morrer antes que... Deixa para lá. Mas vou lhe pedir que pare de tentar adivinhar, você está me fazendo questionar sua posição no ranking de substituição do L.
- Então me diga logo o que aconteceu! Há algo que eu possa fazer a respeito? Está tudo bem com você? – Pergunta preocupada enquanto se senta sobre o colchão, começando a enroscar os dedos delicados no edredom florido.
- Eu... Não sei se está tudo bem comigo. – Digo com sinceridade.
- O que houve?
- Estou nervoso.
- Por quê? Algum problema?
- Eu... Via isso como um problema até agora há pouco, quando Kim conversou comigo sobre isso. Mas não sei se você vai ver isso como um problema.
- Diga logo o que é! – Exclama, assustando-me um pouco com sua voz um tanto infantil.
Respiro fundo, buscando recuperar a coragem que parece ter me abandonado, assim como fez minha voz. É como se minha língua estivesse paralisada, como se as cordas vocais não conseguissem produzir mais som algum. E se ela me rejeitar? E se não me amar? E se estiver enganada? Mas... E se não rejeitar? E se me amar? E se não estiver enganada? Foda-se, se eu me machucar, ao menos posso dizer que tentei. Não tenho nada a perder. Convencendo-me do que acabei de dizer a mim mesmo, fecho os olhos e cuspo as palavras para fora de minha boca.
- Leah, eu estou apaixonado por você. – Abro os olhos para ver sua reação. Os lábios grossos estão abertos, formando uma pequena exclamação silenciosa. Os olhos azul-marinhos estão arregalados e com um brilho surpreso no fundo cor de safira. Mas não exatamente surpresa, é mais como... Felicidade, uma alegria quase inexplicável.
- Near... – Ela parece não estar realmente acreditando no que eu disse há menos de um minuto. – E-eu t-também t-te a-amo.
- Leila... O que fazemos? – Pergunto à ruivinha ao me sentar a seu lado na cama e abraçar seus ombros. Ela está fria e um pouco trêmula, mas parece se derreter com meu toque, deitando a cabeça em meu peito. – Quer dizer... Você tem treze anos, eu tenho dezessete. Se você tivesse dezoito e eu vinte e dois... Seria mais fácil de a sociedade aceitar, porque não pareceria pedofilia tanto quanto parece agora.
- Bem... conta alguma coisa se considerarmos que a sua idade mental é muito menor do que a sua idade cronológica? Porque você é incrivelmente infantil.
- Desculpe, mas quem era mesmo que me procurava para aprender a montar quebra cabeças direito? – Desafio-a.
- Claro! Quando eu tinha sete anos. – Ela faz uma pequenina pausa antes de continuar. – Além do que, se você tivesse mesmo dezessete anos de idade, não gostaria de mim da forma que gosta. – Sua entonação é quase que... triste. Acaricio os cabelos brilhantes da ruiva e, em seguida, passo os dedos também por seu rosto.
- Então fico contente por não ter realmente dezessete anos, porque não sei o que seria de mim se eu não te amasse. E eu realmente te amo muito, Leah. Nunca senti isso antes, eu apenas sei que é amor. E... Mesmo considerando o problema da idade, se for o que quer, eu vou esperar por você.
- Near... Eu não quero te prender a mim desta forma. Quer dizer... E se você se apaixonar por outra pessoa?
- Se todos os “e se’s” da história tivessem sido escutados, os humanos nunca teriam sequer criado o fogo. – Digo as palavras mais sábias que jamais pronunciei. – Leila, se não tiver que ser, não será. Mas eu quero arriscar, Leila, porque, como já disse, eu te amo.
- Eu também te amo, mas...
- “Mas”...
- Tenho medo! – Exclama, me abraçando e fechando os olhos. Fecho meus braços ao seu redor com força.
- De quê?
- Disso! De estarmos errados! E se estivermos errados, Near? Isso já me machucou tanto...
- Já me machucou também, mas é tudo incerto! Se pudéssemos saber quando vai dar errado, poderíamos prevenir. Mas não podemos. Então o jeito é arriscar. Então, vou te deixar tomar esta decisão. Você quer ficar comigo agora, quer que eu te espere por alguns anos, ou quer simplesmente esquecer que isso aconteceu?
- Eu não quero fingir que a coisa mais importante na minha vida aconteceu... – Ela elimina uma das opções, deixando apenas duas. – Minha vontade é ficar com você agora, mas... Eu sou tão mais nova que você!
- Não importa. Não é como se eu fosse fazer alguma coisa com você, o que sinto é amor, não desejo e nem nada assim. Só decida de acordo com o que o seu coração quer, não o seu cérebro. Vou te pedir para esquecer o que a sociedade pensa agora. Esqueça a questão ética, pense com o coração.
- Near... Eu te amo e... Não quero mais esperar. – Ela decide, trazendo um profundo alívio para meu ser.
Abraço-a ainda mais forte e acaricio seus fios de cobre. Uma ideia passa por minha mente, mas acho que seria demais fazer isso sem pedir permissão antes.
- Leah... Tudo bem se eu te beijar? – Peço, sentindo-me envergonhado.
- Bem... Tudo bem. Pode me beijar, se quiser. – Ela diz, ganhando um tom ainda mais sério.
Devagar, levo meus lábios para perto dos dela, um turbilhão de emoções passando por seus olhos e por minha mente. Seguro seu rosto de leve, erguendo um pouco seu queixo para que ela olhe em meus olhos. Sem nenhum de nós jamais piscar, toco nossos lábios levemente. Não nos atrevemos a mover os lábios, e tampouco a separá-los. Apenas os pressionamos um contra o outro enquanto nos olhamos profunda e intensamente.
Muito tempo se passa antes que nos separemos, Leila ficando vermelha como um carvão em brasa. Volto a fazê-la deitar a cabeça em meu peito, acariciando o rosto claro e delicado. Beijo seu cabelo, fazendo-a suspirar.
- Acho que temos que ir jantar agora. – Digo depois de algum tempo, quebrando o silêncio.
- Aham. – Concorda a garota com uma voz sonolenta. Ela dormiu? – Nossa... Estava quase dormindo aqui. – Declara enquanto se espreguiça, respondendo minha pergunta. – Hm... Talvez devêssemos manter isso só entre nós, ao menos, sei lá, até eu fazer aniversário. Acho que soaria menos estranho e nos incomodariam menos.
- Sim. Se quiser. – Quem se importa com manter em segredo ou não? É ainda melhor não ter uma relação muito pública. Assim não comentam ou incomodam com piadas... Em especial neste caso, quando as piadas seriam sobre pedofilia. – Na verdade, acho melhor mesmo fazer isso.
- Sim... – Ela se levanta e estende a mão para me ajudar a me erguer. – Vamos logo, estou morrendo de fome.
Notas finais
Gostaram? Faltou alguma coisa? Exagerei em algum ponto?
Bem, serei breve, pois daqui a pouco vou comer.
Deixem reviews, aí, minna-san!
Arigatou gozaimasu!
Beijos! Daisuki!
- Ushio.
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