Akai Ito

18 Decisão.


Notas iniciais
Oyasumi, minna-san! Estou postando hoje, para a vossa alegria! *Palmface*
Bem, não tenho muito a dizer... Neste capítulo terá um PDV do Akira, para quem gosta... E ao longo da fic terá um lemon (talvez mais de um... U_U), mas eu não sei escrever lemon, de forma que pedirei para a minha amiga Halmina, que é incrivelmente fujoshi (Ok, eu tbm sou... Só que leio fanfics, não mangás yaoi...kkk) Quando eu for postar o lemon avisarei nas notas iniciais e colocarei nos avisos. Kisu!
Bem, boa leitura...

__PDV ÍRIS__

Estamos novamente na mini sala de investigações da casa de Halle. Gevanni foi enviado para o Japão para observar as coisas pelo ponto de vista de lá. Uma mulher chamada Kyomi Takada começou a fazer o papel de Demegawa no programa que passa ao mundo a mensagem de Kira. Isso é simplesmente desprezível.

Os dedos de Matt dançam pelo teclado enquanto ele busca informações as respeito da vida da moça. Seus braços se esticam para trás e se dobram, as mãos apoiando a cabeça quando ele finalmente consegue acessar os dados da mulher.

- Kyomi Takada, sexo feminino, 24 anos, 1.66m. Sangue tipo AB e aqui está uma foto dela. – Matt imprime as informações e lança um olhar de escárnio para os outros agentes, que ainda não conseguiram chegar nem perto de onde meu namorado chegou. – Amadores. Ah, e ela estudou com Yagami Raito na faculdade.

Kim está em outro computador, traçando o perfil da mulher através do programa de televisão, que passa em um telão colocado no meio da parede.

- Oyasuminasai. Eu sou Kyomi Takada e este é o News 6. A partir de hoje as palavras de Kira serão repassadas ao mundo com clareza através de mim.

- Vadia... – Resmungo, esticando-me no chão. Mello morde um chocolate com força. Depois quebra dois pedaços ainda não mordidos e me entrega.

- Toma, Arco-Íris... Acredite, isso acalma. – Aceito o doce e o coloco na boca distraidamente. Sim... Até que acalma.

- Obrigada... Mas ela continua uma vadia. – Suspiro enquanto o gosto amargo e doce se espalha por minha boca. Matt vem se sentar ao meu lado, pondo minha cabeça em seu colo.

- Não me diga... – Kim se espreguiça, quase derrubando o computador, que é segurado pela pequena Leila. – Arigatou gozaimasu, Chibi-chan. – A albina recoloca o computador no colo e volta a trabalhar. – Bem, temos até agora que Kyomi Takada é uma apoiadora de Kira. Ela é confiante nas próprias ações e não segue Kira por medo, como faziam os que nos atacaram no outro dia. – Um suspiro agudo toma o ar. – Estudou com Yagami Raito na faculdade... Provavelmente tiveram alguma coisa juntos, de forma que não seria difícil fazer contato. De fato, não é improvável que ela venha a se tornar o quinto Kira, se é que já não o é. E o possível relacionamento com Raito a tornaria alguém do tipo “garotinha apaixonada”, tornando-a facilmente manipulável. Raito certamente se aproveitará deste lado dela, se necessário. Mas boa parte disso é só hipotético.

- Não... A probabilidade de você estar certa é de 45%, Kim. Temos que tomar cuidado com Takada e, se possível, removê-la do jogo. Ela pode acabar se tornando uma peça importante na investigação do caso Kira.

- Sim... Temos que ficar de olho em Takada. – Concorda Mello, que tem um olhar sombrio no rosto.

- O que foi? – Kim se preocupa ligeiramente. Suspiro. Quando é que ela vai aceitar que vai acabar voltando para o Mello?

- Nada, Snowdrop... Só pensando. – Outra mordida no chocolate. – Continue. O que mais descobriu a respeito de Takada-sama?

- Usando termos em japonês, Mello? Não esperava isso de você. – Ushio entra na sala seguida por Ino. Às vezes a comparo com aqueles dois personagens de um anime que ela me mostrou, Vampire Knight... Como eram mesmo os nomes deles? Ah, sim. Rima e Shiki.

- Algum problema com isso, Violeta? Achei que fosse japonesa... Deve ser até bom ouvir um pouco da própria língua.

- Hai... Quando essa pessoa tem menos sotaque e fala a frase inteira em japonês. – Ela soa entediada enquanto se senta no colo do amigo.

- Bem, que se foda... De qualquer forma, Aizawa instalou aquela câmera e a escuta na casa do Yagami, não? – Suspira o louro.

- Sim... Temos plena capacidade de observar o que se passa lá. – Near responde, agachado diante de uma construção de dados. O louro pega um par de fones de ouvido e os conecta com o computador para o qual a informação obtida na casa dividida por Misa Amane e Yagami Raito. – Vamos observar um pouco o que se passa por lá. – Kim se aproxima dele e pega um dos fones de ouvido. Suas sobrancelhas se erguem ligeiramente quando ela começa a escutar.

- Kami-sama...

- Como uma mulher com uma mentalidade dessas pode ser o segundo Kira?

- Sim... Ela está muito mais preocupada com sua relação com Raito do que com o trabalho. A parte mais triste é que ele obviamente está mentindo descaradamente para ela a respeito de seus sentimentos. – Minha amiga volta a suspirar. — Mello... Ela realmente sabe que é o segundo Kira ou deram um jeito de fazê-la esquecer?

- Não sei, Snowdrop... E como diabos sabe que é mentira?

- Bem... Em primeiro lugar, nenhum namorado realmente apaixonado passaria cinco dias fora de casa, deixando a garota com outra pessoa... Ciúme é algo completamente incondicional, infelizmente. Em segundo lugar... não é possível que alguém realmente fosse querer manter um relacionamento sério com alguém tão idiota como Amane Misa. – A explicação de Kim é longa e baseada nos próprios sentimentos, mas faz sentido.

- Não sei não... A Misa é uma garota muito bonita. – Brinca Mello, fazendo mais uma piada com os ciúmes de minha amiga, que agora tem os lábios franzidos e as mandíbulas fortemente pressionadas uma contra a outra. Depois os dedos do chocólatra afagam os cabelos brancos de Kim, acalmando-a. – Brincadeira, pequena.

— Acho que a identidade de Kira mudou de novo... – Ino suspira do outro lado da sala, ainda com Ushio no colo.

- Com base em que você tirou esta conclusão, Ino?

- Antes, Kira queria julgar os criminosos por si só, como que para ganhar todo o crédito.

- Ser um tipo de deus. – Ushio fecha os olhos tranquilamente ao continuar a frase do amigo.

- Sim. Agora Kyomi Takada disse que ele não poupará aqueles que não fizerem a sua parte. Este Kira não quer todo o crédito, ele quer o próprio bem do mundo, embora seja um tanto obcecado. Possivelmente ele agia sob as ordens do Kira original até recentemente, mas desta vez agiu sozinho. – Ino completa o raciocínio. De fato, o garoto é mais inteligente do que eu jamais havia pensado antes. Interessante.

- Faz sentido... Isso nos põe buscando por dois Kiras e meio.

- E meio?

- Sim... Até onde sabemos, Kyomi Takada não possui o poder do Death Note. – Explica-se o albino. – De qualquer forma... Temos que ir para o Japão. Halle... Pedirei que se infiltre no círculo de Kyomi Takada. O resto de nós... Precisaremos achar um lugar para ficar.

- Akki-san me ofereceu a casa dele ontem... Não contei nada, ele descobriu.

- Ichinose Akira. – Reflete o garoto. – Você confia nele? Ele tem algum relacionamento?

- Ele é casado com Furukawa Ken. Nenhum dos dois apoia Kira. Akira é um bom detetive. – Mello desce os olhos até a ex-namorada, que deixa a cabeça cair em sua direção. – De qualquer forma, confio nele. E Ken... Ele nunca teve o perfil de alguém que apoiaria os atos de Kira. Ainda assim, tenho que falar com eles. Vem, Mello... – Ela levanta e puxa o louro pela mão e sai da sala antes que alguém a questione.

- Alguém quer fazer o favor de me contar o que há entre eles? – A voz de Near perde o tom frio, ganhando uma legítima curiosidade e até mesmo irritação.

- Bem... Talvez eles tenham iniciado um tipo de amizade colorida. – Sugere Ushio

- Ou realmente voltado. Ou talvez sejam mesmo amigos normais.

- Que coisa mais sem graça. – Ri Ino, imediatamente levando um tapa da companheira.

- Anata wa baka desu! – Bem, de acordo com a Kim, “baka” significa idiota... E acho que “anata” significa “você”. A Ushio deve estar xingando o Ino. Meu japonês não é exatamente o melhor, mas consigo entender o suficiente... E, já que vamos para o Japão, é melhor eu ficar de olho nas conversas de Ino e Ushio. – Bem... Nia-kun... – Ela deixa o sotaque se apoderar de sua fala quando fica nervosa. – Em algum momento, durante nossa estadia no Japão, precisarei de alguns dias para ir ao Brasil com Ino-kun... Resolver algumas coisas.

- Fala do homem que matou seus pais? – Near responde sem sequer se virar para olhá-los. – Não pude deixar de ouvi-los conversando alguns dias atrás.

- Não pretendo mata-lo nem nada. Preciso apenas fazer algo que prometi a mim mesma algum tempo atrás.

- Sim... Creio que permitirei que façam uma pequena pausa, desde que não se arrisquem muito e que voltem logo. São importantes para a investigação e... São meus amigos, não desejo mais perdas entre nós. – Desta vez, o garoto dirige os penetrantes olhos verdes para os dois.

__PDV AKIRA__

Kim e Mello aparecem novamente do outro lado da câmera. Jamais pararei de me surpreender com o quanto minha antiga amiga mudou desde que a vi pela última vez, seis anos atrás.

- Ohayou, Ki-chan! – Sorrio para ela, meus olhos instintivamente buscando a velha pedra roxa que ela carrega presa a um colar prateado em seu pescoço.

- Ohayou gozaimasu, Akki-san. – Sorri minha amiga. Mas logo os lábios rosados e cheios cobrem os dentes, matando o soriso. – Precisamos da sua ajuda.

- Com o quê? – Ken entra no quarto e se senta a meu lado. Estremeço. Jamais deixarei de estremecer diante da presença de Ken. Meu marido olha para o monitor e quase dá um pulo. – Caramba, Kim! Nunca achei que fosse te ver de novo!

- Ohayou, Ken-senpai! Como vai?

- Tudo bem...

- Então... Disse que precisavam de algo. O que é, Ki-chan? – Pergunto à albina.

- Lembra que alguns dias atrás ofereceu sua casa como QG? Estamos indo para o Japão.

- Opa! Esperem aí! QG? – A meu lado, Ken se surpreende.

- Hai... Posso contar a ele ou isso deve ficar em segredo? – Os olhos violetas da garota que outrora foi minha maior confidente e amiga transbordarem de dúvida.

- Acho que devo perguntar ao meu irmão. – A garota se levanta e sai do campo de visão da câmera, deixando-nos na companhia do Mello.

- Então... – Ken quebra o silêncio constrangedor que se faz. – Você é o namorado da Kim, não é? Ela ficava olhando uma foto sua durante a aula às vezes.

- Eu era. – O louro anarquista não parece realmente ter vontade de falar conosco. – E você eu não conheço. Só conheci a Sayu e você, Akira. – Seu japonês, de fato, não é exatamente o melhor, embora ele possa manter um diálogo de nível intermediário sem se enrolar muito. Talvez até mesmo uma conversa que utilize termos mais, digamos, refinados.

- Hai... Sou o Ken, marido dele.

- Eu disse que não gostava da Kim. – Fecho os olhos logo após de lançar-lhe um olhar vitorioso, mas não deixo passar o ciúme que transborda de seus olhos negros.

- Ok... – Minha amiga volta para a conversa, interrompendo o início da resposta de Mello.

- Near disse que está tudo bem contar. Estamos trabalhando na investigação do caso Kira. Akki-san ofereceu sua casa como QG e pretendemos aceitar a oferta. – Explica-se a garota.

- Oh... Yoshi. – Ken responde friamente. Ao menos ele não está bravo. – Nós ficaremos honrados de receber pessoas de tamanha importância na nossa casa a qualquer momento a partir de hoje. Avisem quando chegarem aqui. – Meu marido passa, então, o telefone de nossa casa.

- Arigatou gozaimasu. – Kim sorri novamente. – Jya ne, Akki-san... Ken-senpai. – Sua cabeça se curva suavemente em nossa direção, a franja branca cobrindo completamente seu rosto.

__ PDV USHIO__

É triste olhar para seu melhor amigo e ver que ele ainda se culpa por algo que não fez. É triste pedir que ele pare de se culpar e alegar que ele é inocente apenas para ser chamada de mentirosa, ainda que eu ganhe um beijo a cada vez que sou ofendida desta maneira. Ao menos hoje Near permitiu que, quando acharmos o assassino de meu pai, saiamos da investigação temporariamente para irmos atrás dele.

Tento ajeitar-me na cadeira, mas falho. Fico me remexendo por um longo tempo antes de me levantar e ajeitar a saia curta que usei para fazer um cosplay da Ryou alguns anos atrás. Sempre rio de mim mesma e meu “otaquismo”, mas o que posso fazer?

- Onde vai, Shio-chan? – Pergunta Ino-kun ao me ver levantar da frente do computador.

- Dar uma olhada nas coisas da sala de investigação. Vem comigo? – Sorrio e lhe estendo a mão. Ele me segue.

Chegamos ao mesmo tempo que Mello e Kim, que vêm com boas notícias.

- Akira e Ken nos aceitaram em sua casa. Poderemos usá-la como QG. Quando pretende partir, Ne-Ne?

- Depois de amanhã, se possível for. – O albino sorri. Mordo meu lábio inferior com força. Não voltei ao Japão desde que saí de lá... Como estará meu lar depois de tanto tempo?

- Ok. Ken disse que estarão disponíveis para nos receberem em qualquer data a partir de hoje. – Informa minha amiga albina.

- Nós vamos para o Japão depois de amanhã?! – Sinto um sorriso tomar meu rosto. – Não acredito! Estou tão ansiosa! – Pulo algumas vezes, logo sendo segurada por Ino.

- Sim, Shio-chan. Agora pare de pular igual a uma pipoca, ou vai derrubar alguma coisa importante.

Obedeço-o, sentando-me no chão para continuar a observaçãoo da casa de Amane Misa e Raito-kun. Não consigo pensar nele como Kira. Para mim, sempre será o Raito-kun, irmão mais velho de minha amiga. Um velho amigo.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim!!! Reviews, onegai!
Continua valendo aquele negócio que eu falei dos termos em japonês.
Kisu! Jya ne! Daisuki, minna-san!
- Ushio