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1 Prólogo.
Notas iniciais
Domingo, 16 de fevereiro de 1978, 16h00min.
— É um parque bonito. Mãe, pai, vocês vão me levar? — perguntou Isabel, admirando o parque, a poucos metros de sua casa, pela janela.
— É claro, Isabel. Quando vai querer ir? — respondeu Susan, sentando-se ao lado de George, seu marido e pai de Isabel.
— Vamos amanhã! — Isabel disse com animação, abrindo um grande sorriso no rosto.
— Amanhã não podemos — afirmou George enquanto comia os salgadinhos de queijo sem gosto algum, nos quais, no entanto, era viciado.
— Mas eu quero ir amanhã! — Isabel esbravejou, levantando-se.
— Isabel, nós não podemos. Seu pai trabalha e chega tarde, não tem tempo de... — Susan foi interrompida pelos gritos histéricos de Isabel.
— Não, não! Eu quero ir amanhã e nós vamos amanhã!
— Isabel, se acalme. Nós vamos noutro dia, eu juro que vamos! — Susan e George se levantaram para tentar acalmá-la.
— Não encostem em mim! — ela gritou, arremessando o pequeno vaso de vidro com flores amarelas no chão.
— Para, Isabel, para! — George disse, segurando os braços dela de modo bruto, visto que a menina já estava se debatendo com muita força e chegando a causar machucados em seu pai e até nela mesma.
Susan e George “arrastaram” a garota para seu quarto e a fizeram dormir. Agora, falavam sobre a condição de sua filha.
— Ela já tem vinte e quatro anos e não consegue se controlar. Temos que levá-la a um psiquiatra! — sussurrava George à Susan, na sala.
— Ela não precisa de um psiquiatra! — a esposa respondeu.
— Isabel tem ataques de histeria desde sempre, ela não tem comportamentos normais e você sabe disso. Temos de arranjar um psiquiatra pra ela e... — George descontinuou pelo barulho de batidas que ecoavam pela casa.
Susan correu no quarto pra ver o que era: Isabel estava batendo sua cabeça contra a parede.
— Me desculpe, mãe, eu estava errada. Me desculpe! — soluçando, ela dizia, as palavras sem muita dicção.
— Não, filha, está tudo bem. Vem, vamos deitar e eu durmo com você, nesta noite. — Susan a abraçou e deitou-se na cama junto à garota. — Eu estou aqui, e não vou sair do seu lado, nunca.
Susan e George, a partir desse momento, perceberam que o estado de sua filha só iria se agravar, e tomaram a decisão de lhe arranjar um psiquiatra: Harry White.
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