Aishiteru Toushiro
1 One-shot
Notas iniciais
Eu achei meio melosa, mas fazer o que.
A única frase entre parênteses, é um comentário dessa autora baka, porque eu não resisti.
Espero que gostem e boa leitura.
Olhou-o, e suspirou, estavam naquele parque, meio sem assunto, ele já tinha terminado o que tinha pra fazer aquele dia, ela voltou a fitar o chão. Não tinha escolha, era agora ou nunca
– Aishiteru...Toushiro. -suspirou, iria falar tudo de uma vez- Mas não posso te prejudicar, isso seria injusto, egoísta! — não o deixou interromper — Não diga que eu sou imatura, ou que não sei o que estou falando, a distância vai me dilacerar, mas eu não posso deixar que o meu sentimento interfira no seu trabalho ou no que você é. — ela estava cabisbaixa- Eu quero muito que você continue vivendo como sempre viveu, mas eu precisava dizer isso, eu precisava expor o que sinto, não podia deixar isso me torturando. -”O que estou dizendo? Quem disse que ele ao menos gosta de mim?”- Eu posso não ter você nunca, porém vou ter como consolo que não deixei de te contar, não deixei de deixar claro o que você é pra mim. E se você me der licença, eu realmente... -“não consigo dizer mais nada”- Eu vou para minha casa.
Ele fitou-a como se ela tivesse acabado de dizer o que ele mais queria ouvir, mas também estava bravo, como ela podia pensar que ele era tão estúpido a ponto de pensar que ela vale menos que o trabalho dele, que idiota, não, não era culpa dela, ela só estava com medo, medo e preocupação, como ela podia pensar tanto nos outros e esquecer de si mesma, ela devia estar tão mal...
A morena virou-se praticamente sem forças, não olhou-o nos olhos, nem sequer fitou sua face, ele não havia respondido, ela devia ter esperado uns 3 minutos, pareciam ter sido séculos, mas ele não respondeu, tudo que se ouvia ali era o silêncio, ela estava triste tudo que queria era ir pra casa, e pela primeira vez em anos, chorar, chorar desesperadamente e sozinha. Mas sua partida foi impedida por uma mão em seu pulso, seguida de um abraço na cintura, ela não resistiu, não tinha forças.
O grisalho puxou-a para si, abraçando-a, foi impulsivo ele não conseguia mais se controlar, aproximou seu rosto do dela, podia sentir a respiração descompassada, os batimentos estavam a mil, ela não resistia, pelo contrário, ela queria aquilo, ele também, mas nenhum dos dois tinha mais nenhum controle, eles aproximaram os rostos lentamente, e quando os lábios se tocaram ele se sentiu bem, como se quisesse aquilo há anos, mas não soubesse.
Ela estremeceu, de inicio era apenas um selinho, porém ela queria um beijo melhor, um que ficasse na memória, nenhum dos dois nunca haviam beijado alguém, então não poderiam se julgar, ela abraçou-o pelo pescoço, aprofundando mais o beijo, ele apertou mais sua cintura,deletando qualquer espaço entre ambos, ela abriu espaço para a língua, ele aceitou, ambos não sabiam o que estavam fazendo, mas eles sentiam-se tão bem, que não se rejeitaram em sequer um segundo. O oxigênio havia acabado – "merda" foi o pensamento de ambos-, não se separaram, apenas descolaram os lábios, para poder respirar, ela encostou a cabeça em seu peito, e ele pôs a cabeça acima da dela, eles não se descolavam, não podiam, não conseguiam. Estavam arfando pela falta de ar, ambos corados, o que tinha acontecido ali? Ou melhor o que estava acontecendo? Eles não disseram uma palavra tanto pela falta de ar quanto pela vergonha. Ela raciocinou o que tinha acabado de fazer, tentou desvencilhar-se de seus braços mas ele não deixou, ela olhou-o.
– Tou...shi...ro...
– Baka, você achou mesmo que eu não gostasse de você? Ou que meu trabalho fosse mais importante que você?- seu tom era calmo mas bravo, como ela podia pensar aquilo?- Isso poderia ser um insulto...
– Toushiro...eu...
– Não precisa ficar assim, eu não estou bravo, só não consigo imaginar porque pensou isso de mim...
– Eu só...eu...me desculpe...
– Em? Você é engraçada...Karin, não pensou um momento só em como você se sentiria? Em como você ficaria? Se alguém tem que pedir desculpas aqui fui eu, por passar essa imagem tão egoísta pra você...
Ele continuou abraçando ela, e ela abraçou ele de novo, nunca devia ter soltado, mas começava a escurecer...
– Temos que ir... está ficando escuro...
– Eu...não quero...
– Hum...eu também não...mas seu irmão me mata se você estiver tarde em casa...
– Ichi-nii- comentou com um tom bravo, mas convencido.-Ok, mas amanhã você não está mais aqui né?
– Na verdade estou em missão, vou ficar aqui até o soutaicho nos chamar de volta...
– E-eh?...Soka...quer passar esse tempo lá em casa?-(não pensem besteira seus pervertidos u-ú)- Q-quer dizer...ah você entendeu...
Ele deixou escapar uma risada, como ela podia ser tão fofa?
– Você consegue andar?
– Hum?
– Você estava com as pernas bambas...
– Ah...aquilo? É que eu estava nervosa...
– Não está mais?- sorriu de canto
– Baka...-ficou mais vermelha
– Vou considerar como sim...-pegou-a no colo.
– O-oe!- ela continuava nervosa, ele nem sequer corado estava- Me larga!
– Vai dizer que consegue andar?
Ela se calou, com uma cara emburrada, mas ainda sim corada.
– Ah vamos, agente passa na sorveteria ok?- sorriu para a garota em seus braços.
Ela abriu um largo sorriso, como ele podia saber exatamente o que ela queria?
Ele ficou fitando-a, com o sorriso mais bobo do mundo, e então partiram para a sorveteria.
Notas finais
Dicionário:
Aishiteru: Eu te amo
Onegai: Por Favor
Soka:Entendo/Então
Corar:Ruborizar/ficar vermelho feito um tomate.
Baka: Idiota
Oe: Ei
Acho que é só isso, jya ne o/
Fale com o autor