Aishiteru

5 Tudo ao seu tempo


.P.O.V. Korini.

Estava escurecendo e eu não queria realmente acampar, não conhecia o pedaço onde nós estávamos, e também, percebi que um dos ninjas da areia era uma Kitsune, ela não parecia ameaça, mas eu não sabia quantas caudas ela tinha, além disso, Kitsunes tem muito mais poderes que Bakenekos, o que poderia ser um problema.

Além disso, ela não era a única, uma outra Kitsune nos escoltava de longe, e eu fiquei pensando se elas eram parentes ou algo do tipo, me virei para o Kiba, que estava me encarando, com uma expressão confusa.

– Korini, eu percebi uma coisa... — ele começou. — Nós estamos fora já faz dois dias, não?

– Hai. — concordei.

– Bem, aquele cheiro de magia, que eu senti na floresta, ainda está em você. — completou, se aproximando.

– Ahn... bem... é que... tudo ao seu tempo!

– Ah, claro, tudo ao seu tempo. — ele suspirou, irritado.

– Repetir o que eu acabei de falar é extremamente desnecessário. — comentei. — Mas tudo bem.

Ele riu fraco e se afastou, indo falar com a Kurenai-sensei, eu me aproximei dos ninjas da areia, ansiosa, eles estavam conversando sobre alguma coisa relacionada com uma tal de Nakata, o garoto, Kanküro, parecia feliz com isso, mas a Temari não estava muito contente.

– Ela é nossa amiga, foi até bom ela ter vindo também. — sorriu o garoto.

– Você só fala isso porque é apaixonado por ela. — a menina resmungou.

– Que mentira! — exclamou, irritado e envergonhado.

– Nossa, desculpe por jogar a verdade na sua cara, mas, nós não estamos indo para a Aldeia da Folha para ficar de namorico, estamos indo para... — a garota se virou e viu que eu estava bem atrás deles. — a prova Chunin! — completou, pensei que ela fosse falar alguma outra coisa, ela parecia querer falar outra coisa.

Kurenai-sensei faliu que nós iríamos acampar, já que estava ficando escuro, então, um de nós teria que ficar de guarda, enquanto os outros dormiam, depois, trocariam de turno, para que o que ficou de guarda pudesse dormir, eu me ofereci para o primeiro turno, afinal, não iria dormir de qualquer jeito.

– Não, Korini, pode dormir, eu fico no primeiro turno. — falou Kiba, do meu lado. — E eu posso ficar a noite toda, não tem problema.

– Bem, eu não vou dormir de qualquer jeito. — sorri, vitoriosa. — Eu não consigo dormir esse horário, só vou pegar no sono bem mais tarde.

No fim, ficou decidido que o Kiba ficaria no primeiro e no segundo turno, já que ele insistiu por um tempão, estou começando a achar que ele só fez isso para mostrar que consegue, eu achei engraçado, afinal, eu não iria dormir, acho que ia comer alguma coisa, esperei todos dormirem e me levantei, me afastando um pouco. Essa parte do caminho já tinha árvores, então, obviamente, teria pássaros, me transformei em Bakeneko e comecei a tocaiar um pequeno rouxinol.

De repente, senti a presença de outro Bakeneko próxima ao acampamento, voltei rapidamente para lá, mas, no meio do caminho, parei, ao ver o Kiba, espanado, olhando para um Nekomata alaranjado, Nekomatas são Bakenekos de duas caudas, ou seja, era mais fraco do que eu, já que tenho três caudas. me aproximei deles e percebi que o Nekomata estava prestes a atacar, entrei no meio deles e sibilei, ninguém encosta nos meus amigos.

– Saia de perto da Korini, seu humano desprezível. — o Nekomata sibilou, furioso.

O conselho dos animais místicos deve ter mandado esse membro para me afastar dos humanos, mas eu não voltaria a ser um Bakeneko normal, não mesmo.

– Kiba, sai daqui, agora, e tenta não acordar ninguém. — sussurrei, ainda na minha forma de Bakeneko.

– Mas, quem é você, afinal? — ele perguntou, no mesmo tom.

– Não importa agora, você tem que sair daqui!

Ele não se moveu, então, o Nekomata avançou, eu consegui acertá-lo nas costas, mas ele virou para mim e arranhou o meu rosto, fazendo um corte da minha bochecha até a parte de cima do meu olho, aquilo deixaria uma bela cicatriz, mas não era hora de pensar nisso. Consegui afugentar o Nekomata, mas aquilo me cansou, então, eu tive que parar um pouco e descansar.

– Korini... é você? — perguntou Kiba, se aproximando.

– Você ainda está aqui, seu baka?! — exclamei, irritada.

– Espera, como assim? — ele estava bem confuso, e aquilo me fez rir. — Você é uma Bakeneko? Desde quando?!

– Deixe isso quieto, vamos voltar. — eu virei uma humana novamente.

– Ei, o que foi isso? — ele perguntou, encostando no lugar onde o Nekomata tinha me arranhado.

– Um arranhão. — respondi. — Agora, vamos voltar logo, eu preciso passar um remédio nisso.

Ele assentiu com a cabeça e nós começamos a andar de volta, mas, no meio do caminho, eu comecei a me sentir tonta, minha vista começou a escurecer e as árvores começaram a girar.

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Abri meus olhos bem devagar, para me acostumar com a claridade, olhei em volta, eu estava deitada em um dos sacos de dormir do acampamento, e tinha uma pessoa do meu lado, percebi que meu olho direito, que havia sido arranhado, estava tampado com um curativo, me virei para ver quem estava do meu lado e me deparei com o Kiba, me sentei e sorri, meio envergonhada.

– Não se preocupe, eles ainda estão dormindo. — ele comentou, olhando para o lado. — Acabou de amanhecer, eu pensei que você fosse ficar desacordada mais tempo.

– Já estou bem, mas, o que é isso no meu rosto? — apontei para a bandagem.

– Ah, eu... fiz um curativo, estava sangrando muito, deve ter sido por isso que você desmaiou. — ele sussurrou. — Eu trouxe você pra cá e fiquei esperando você acordar.

– Ah, obrigada. — murmurei, olhando em volta. — Que desculpa eu vou dar pra eles? Que eu bati o rosto em uma árvore?

– Korini... aquilo foi real mesmo? — ele perguntou, ansioso. — Porque eu acho que a minha ficha ainda não caiu, como assim, você, um Bakeneko?

– Bem, é, mas, não fale para ninguém, por favor. — pedi, angustiada. — Seria horrível, eu teria que voltar para a floresta, e teria que viver como um Bakeneko normal, e...

– Ei, calma, tudo bem. — ele sorriu. — Vai ser legal ter um ser místico na equipe.

Notas finais
Hai = Sim Baka = Idiota Yo = Oi Ohayo = Bom dia
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.