Aishiteru
2 Capítulo Dois.
Notas iniciais

A vida de Sasuke nunca fora mais a mesma.
Fugaku ficou inconsolável, passava noites e noites bebendo, ou em bordeis sempre acompanhado de mulheres, ou fazendo vexame nas festas da alta sociedade, nunca mais pisou em sua empresa.
Itachi, como filho mais velho, teve que assumir a direção, mesmo sendo alvo de chacotas, de velhos empresários do mesmo ramo, ele seguiu estudando, ele realmente tinha talento para aquilo.
Sasuke passava maior parte do seu dia fora de casa, não suportava ficar ao lado de seu pai, tinha vergonha do que ele havia se tornado, trazendo prostitutas e fazendo festas que duravam até altas horas da madrugada, os dois sempre brigaram muito.
...
Em uma noite de quinta-feira, Sasuke chegou em casa, ele vestia um comprido sobretudo preto, touca cinza, e carregava sua guitarra nas costas.
Ele acabará de entrar em uma banda com amigos de faculdade, ele cursa contabilidade a um ano, é claro seu contra gosto, a pedido de Itachi, para que ele assumisse um cargo de importância na empresa.
Sasuke vai até seu quarto, guarda sua guitarra, e então desce até a sala, e liga a televisão. Alguns minutos depois pode ouvir passou vindos da escada, logo pode ver seus pai, acompanhado de uma mulher, da qual já sabia a profissão, era uma das prostitutas de seu pai.
_Já lhe disse pra não trazer prostitutas aqui. Disse Sasuke se levantando do sofá.
_Hahaha, é bom que se acostume, porque essa, será sua nova mãe. Disse Fugaku rindo ainda mais.
_Você é um lixo, fraco! Grita Sasuke.
_Vá embora seu moleque! Diz Fugaku, com um tom sério. Sasuke o encara surpreso, nunca pensou que seu pai o expulsaria de casa, e assim ele fez, então Sasuke abre um sorriso sincero e diz:
_Obrigado, pai. Então ele corre ainda sorrindo em direção ao seu quarto arrumar suas coisas.
Sasuke se sentia tão bem, tão leve, ele havia se livrado de seu pai, foi como tirar um piano das costas, agora sim, ele deixaria o passado para trás.
Quando Sasuke abriu a porta e casa, da de cara com Itachi.
_ O que é isso vai viajar? Disse Itachi sorrindo.
_Vou sim, para bem longe daqui!
_Boa sorte. Diz Itachi puxando o irmão e dando um grande abraço.
_Pra você também, baka.
. . .
A manhã era congelante, típica de Liverpool, menos de 8°C.
Eu caminha apressadamente até a cafeteria onde trabalhava de segunda a sexta, por um salário mísero, 10 libras por hora. Sim eu sei, é pouco, mas dá para sobreviver, ainda mais sendo uma imigrante, órfã e ilegal no país. Sim imigrante ilegal, desde meus doze anos, quando meus pais tiveram a grande ideia de vir para cá, em busca da tão sonhada ''vida melhor''. Bom, não foi bem assim, menos de dois anos em Liverpool, meus país foram mortos por radicais que eram contra a imigração para o país, eu pude fugir ... mas estou sozinha agora, viva, porém só.
Não exatamente, pra falar a verdade, depois da morte dos meus país, conheci uma mulher, chamada Carmen, ela também era ilegal no país, se não me engano do México, algo assim. Ela assim como eu, sobreviveu a o ataque dos radicais.
Vendo minha situação, ela me abrigou e cuidou de mim, também me ensinou o básico, quase um tutorial de ''Como se viver em Liverpool''. Umas das coisas que me ensinou foi a cozinhar, especialmente bolos, tortas e coisas do tipo, e assim consegui o emprego na Cafeteria, eu cozinhava, ajudava a servir, e na limpeza.
_Bom dia Hinata! Hinata é uma amiga, na verdade foi ela quem me indicou para esse emprego, ela já era empregada ali, e assim facilitou para que eu fosse contratada. Ela tem um bom coração, sempre ajudando a quem pode, desde pássaros a mendigos, é realmente um amorzinho.
_Bom dia Karin! diz ela sorrindo.
_Então, teve resposta da faculdade? Perguntei curiosa, ela não parava de falar nessa faculdade a semanas, estava muito ansiosa, eu tinha medo que tudo desse errado e ela se frustrasse, porque assim como eu, ela não tem condições de pagar nem a comida daquele lugar ...
_Ainda não ... Diz ela, cabisbaixa e com um ar triste.
_Hinata ...
_Não tudo bem, não vou desanimar, é a chance de mudar minha vida, e se eu não tentar não vou conseguir! Ela diz voltando a sorrir abertamente. Bom, ao trabalho!
Vesti meu uniforme, o avental, todos os funcionários deviam chegar meia hora antes, para adiantar os pratos e organizar as mesas, exatamente as 8:00 horas abrimos.
Estava distraída servindo um cliente, quando um homem, me agarra por trás ...
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