Aishiteru
2 Mais um dia comum
Ao perceber que era tudo um sonho Enma se deitava na cama novamente um pouco triste e pensativa, relembrando do ocorrido em seus sonhos sem acreditar que aquilo era realmente só um sonho.
Ouviu-se então batidas na porta de seu quarto e uma voz feminina e gentil.
— Enma hora de acordar! – Abria a porta uma bela jovem.
Sem dizer nada Enma continuava pensativa e relembrando de Koiji, antes que pudesse sentir alguma coisa, a bela jovem chegou aos ouvidos de Enma:
-Enma hora de ir pra escola!- A bela jovem gritava no ouvido de Enma.
Enma se assustava e caia da cama, logo se levantava e olhava para a jovem misteriosa, a jovem tinha cabelos longos e escuros, olhos azuis e não parecia que estudava, era a irmã mais velha de Enma a Aieka. Os pais de Aieka e Enma viviam viajando a negócios, eles são grandes empresários, sustentam as filhas a longa distancia, a mais velha, a Aieka, administra tudo quanto é quantia que seus pais mandam e cuida de Enma que é a mais nova.
-Anda logo Enma, se arrume estou indo pro trabalho! – Aieka dizia isso seriamente pondo uma de suas mãos na cabeça de sua irmã Enma.
— Está bem, calma eu vou me arrumar, eu já estou descendo – Enma dirigia a palavra a sua irmã com uma cara emburrada retirando a mão da mesma de sua cabeça.
— Então está bem, o café está na mesa, vou pegar a papelada no meu quarto e esperarei no carro. – Aieka avisava a irmã dando-lhe um beijo em seu rosto junto com um belo sorriso indo fazer o que tinha dito.
Enma começava a se arrumar as pressas, desceu as escadas e foi em direção a cozinha onde encontrara ovos com bacon, os seus favoritos. Logo após tomar seu café, Enma pegava suas coisas da escola e ia em direção ao carro de sua irmã.
Ao entrar no carro Aieka sorria para Enma e lhe dava um dinheirinho para o lanche:
— Obrigada Aieka, eu te amo irmã! – Agradecia Enma a sua irmã dando um beijo em seu rosto.
— Você é uma garota estranha tem 17 anos e diz que ama sua irmã de 25, hum... Você está virando lésbica não né? – Aieka perguntava de uma forma que se aparenta estar apenas brincando.
— Aieka você é má, eu apenas estou te agradecendo, mas só por isso não agradeço mais! – Virava o rosto em direção a janela.
Ao chegar em frente a escola de Enma, Aieka se despede de sua irmã e vai em direção ao trabalho. Enma sempre antes de entrar em sua escola respirava fundo, porque ela era uma das rejeitadas por ser um pouco estranha, ao passar pelo portão principal, Enma olhava para todos os lados e via como todos estavam a olhá-la, Enma pensava que todos achavam que ela tivesse alguma doença por ser um pouco pálida, ao chegar em sua sala ia até o fundão e encostava na parede. Ela sentiu como se alguém estivesse a olhando do pátio e ao virar seu rosto e olhar pela janela não viu ninguém, ela achou estranho mais resolveu deixar aquilo pra lá, a mesma suspirou e pensou “é só mais um dia comum”.
Enquanto isso, Aieka estava um pouco preocupada, pois ao chegar em seu trabalho havia uma carta em cima de sua mesa, era uma carta de seus pais que dizia:
”Vamos te visitar neste fim de semana para sabermos se você ainda continua a cuidar bem de sua irmã, caso contrario ela irá com agente para a Europa e você ficará sem noticias dela.” Ao ler Aieka amaça a carta e joga fora, pensando consigo mesma “idiotas que não confiam em mim...”
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