Airon: A Extinção

3 A Chave para a Desagonia


Notas iniciais
Alguns são oque você vê. Outro usam mantos de Personalidade.

Voltávamos do Refeitório para a aula, eu e George. Eu não parava de pensar um minuto na garota. Eu pressentia que eu era obrigado a falar com ela. É como se o destino estivesse me obrigando, e tenho certeza que irá me levar a algo.

Nós entramos na sala e logo um aluno novo foi apresentado à turma.

– Bom pessoal- diz a professora- esta é Annie Spector e é sua nova colega de classe, por favor, tratem ela bem, ela vem de muito longe. — Sorri a professora- Por favor Annie, sente-se ali. — Aponta ela para uma classe do meu lado. Annie anda até a classe, para em frente a ela e levanta a cabeça. Ela revela novamente seus olhos, mas de repente, eles estavam azuis normais. Ela senta e logo pega o caderno.

Eu fico com os olhos arregalados que já lhe entregava a pergunta : "Seus olhos não eram amarelados?". Ela me encara e sorri fechado novamente, logo se vira para seu caderno

Logo depois de uma explicação sobre a matéria nova , a professora nos passa alguns exercícios, e aproveito o momento e tento puxar assunto com Annie.

–Ei, seus olhos não eram amarelos?

Ela me olha rapidamente- Como assim? Sempre foram azuis.

–É que aquela hora... Ah, deixa pra lá.

Ficamos quietos um tempo, mas logo ela pergunta- Ei, seu nome é Jeb, certo?

–Jebbet, na verdade. Mas chame só de Jeb, por favor.- Nós rimos ao mesmo tempo.- O seu é Annie, certo?

–Sim, estranho mas sim. — Ela força um riso.

– Olha...Me desculpa falar assim tão repentinamente mas você não me é estranha.

Ela dá um risinho- Oque tenho de familiar?

–Eu não sei, parece que você já falou comigo ou eu te vi na rua. Olha não dê bola para isso não- eu rio com a mão na nuca..

A professora nos chama a atenção e logo paramos de conversar, mas, quando estava eu fazendo os exercícios sobre consciência, conseguia ver o caderno da Annie já pronto, e ela rabiscando no lado da folha, pensativa

O sinal bate e logo saímos para irmos para nossas casas, eu e George pegamos nossas bicicletas e fomos para frente da Carl Jaeger, e vi, novamente, Annie. Ela estava atravessando a rua na faixa, que então pulou um grande portão.

– Jeb...- Fala calmamente George- Acho bom você não se meter com aquela garota, ela parece ser o problema em pessoa.

– Não se preocupe jovem, estou apenas tentando fazer amizades.- Dou de ombros- George, quando ela pechou em mim, por acaso vistes os olhos dela?

– Ah... Não. A franja tapou. Por quê?

– Nada não. Deixa para lá.

Minha cabeça agonizava por uma resposta. Eu tinha certeza que vi olhos amarelos, aquela garota tinha olhos amarelos! Mas na classe, eles estavam azuis. Como não queria tumulto nem que me chamem de retardado, escolhi deixar quieto o assunto e não prosseguir, sabendo que a própria Annie havia discordado.

–Mas, de qualquer forma, devem ser amedrontadores... — George faz cara de preocupado- você não está pensando em segui-la, né?

– Não George, hoje não. Quero ir para casa e descansar.- Olho para ele- Mas um dia eu vou, e vai ser essa semana.

– Eu não entendo o seu motivo de seguir alguém que nem conhece, vai ver é até um estuprador.

– Azar, eu não tenho culpa se estou sendo forçado a fazer isto.- Começo a pedalar- Vamos ver quem chega primeiro.

– Prêmio?

– Ah... Uma chantagem?- ergo a sombrancelha.

Ele ri- Cinco chicletes ou nada.

–O.K.... — faço um riso junto — Vamos logo que está anoitecendo.

Começamos a pedalar muito, mas muito rápido até o condomínio. Mal esperava para dormir e amanhecer, para eu poder falar melhor com a estranha do dia. Ela provavelmente tem algo para me falar, pelo jeito que me trata.

–Não!!- Grita George atrás de mim quando paro a bicicleta em frente ao portão- Menos cinco chicletes para mim... Uma chantagem?

Eu rio- Não, amanhã quero eles na minha mão.- Abro o portão- Boa noite Cara.

Ele me abana, e logo entramos nos nossos prédios. Enquanto subia no elevador, me olhava no espelho. Eu mesmo penetrei nos meus próprios olhos. Annie também consegue a mesma façanha. Será que são os olhos claros de mais?

Desço do elevador: Oitavo andar, meu apartamento fica no fundo do corredor à esquerda. Chego, abro a porta e me atiro no sofá. Meus desenhos todos estavam encima da mesinha de centro.

Como eu tive Amnésia, o doutor disse que o melhor jeito era eu desenhar tudo que me despertasse interesse durante meu dia, assim, eu ajudaria meu cérebro a relembrar esse acontecimento. Eu realizo esse ritual faz uns nove anos já, e eu já consigo retratar perfeitamente oque eu quero.

Eu me lembro na época que eu não sabia...

"Doutor, oque ele desenhou?"

"Bom Sra. Lyer, parece uma espécie de amuleto ou algo assim... Existe algum item que ele goste? Um colar ou algo do gênero?"

"Sinceramente senhor, eu não lembro. Acho que não."

"É alguma lembrança esquecida no tempo então. Bom, pelo menos a primeira."

"Ele vai ficar bem? Acha que ele pode esquecer?"

" Pelo mais que o tempo passe Sra.Lyer, sinto muito lhe informar que o passado passa mas é dificil esquecer algo assim. Se ele desenhou, quer dizer que é algo que ele considera importante."

Essa é a lembrança mais antiga que tenho na cabeça.

Como já disse, fui encontrado debaixo de uma árvore e com amnésia grave. Minha mãe adotiva, Max, me encontrou lá quando passeava no bosque BrotherWood. No primeiro dia ela me levou ao médico para tentar entender e resolver. Mas nada de evolução até hoje: Continuo tendo sonhos esquisitos com memórias esquecidas, do qual apenas consigo ver um rosto ou um objeto na maioria das vezes e, como ritual, desenho para não esquecer.

Este tal amuleto foi meu primeiro desenho, e o desenho até hoje, só que em mãos, cenários diferentes.

Max sempre viveu comigo, mas quando eu tinha uns dez anos de idade ela acabou se separando do meu pai por motivos que até hoje não sei. Com isso, vivi com meu pai durante toda a vida. Ele era guarda pesado de uma Floresta Preservada aqui na cidade chamada BrotherWood, mas antigamente era um soldado do exército americano, como sniper, e era muito reconhecido até acidentalmente atingir uma garotinha em uma guerra em mais ou menos 2001. Logo os invejosos usaram como motivo de retirá-lo do cargo e, com peso na consciência, decidiu viver mais perto de nós, sua família. Em 2009, foi convocado para outra Guerra e nunca mais voltou, mesmo sendo encerrada em 2011. Nós tentamos contatar o governo ,mas a única vez que nos atenderam disseram que ele havia ficado por lá pois ainda havia conflitos.

Quanto a minha mãe, mesmo com meu pai ausente, ela não retorna para casa, por isso desde os meus doze anos vivo sozinho, emancipado. Aos sábados ela me visita e fica à tarde comigo. Quando está feliz, ela lava minha louça e roupas. Quando não, você sabe.

Hoje era uma Quinta-Feira, estava ansioso para o sábado para falar com ela sobre Annie e, até esse dia chegar, eu já peguei alguma outra informação da garota.

Fui Dormir, ansioso pelo dia de amanhã. Eu pensei na hora: Será que a Max conhece a Annie? Eu tinha tantas possibilidades na cabeça, mas que Annie não era estranha eu tinha certeza absoluta.

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O diabo desperta novamente, mas eu já estava acordado pois minha perciana não cobre todos os raios de sol. Mas nada me deixava estressado, eu estava muito iluminado com oque estava para acontecer.

Quem me visse naquele momento provavelmente me receitaria remédio.

Me arrumei o mais rápido possível, me troquei e fiz todo o ritual do café que já disse, só que acabei comendo um pão normal desta vez. Eu estava muito apressado. Mesmo.

Quando estava para sair, eu não encontrava a chave de casa. Eu havia saído vinte minutos antes do meu normal, então tive tempo para encontrar a chave. Felizmente, a chave estava na minha caixa de correio: à umas duas semanas eu deixei a chave encima do carro, fui embora, voltei e ela estava dentro da minha caixa de correio. Alguém a pegou e a colocou ali. Então tive sorte.

Fechei a casa e peguei a bicicleta na garagem. Desta vez George não estava lá, oque era estranho, porque ele me espera as vezes uns trinta minutos na frente do condomínio.

Ele podia estar doente , ou sem chicletes para me dar, porque certamente o forçaria a tirar um chiclete da bunda. Cinco, na verdade.

Acabei indo sozinho, sem reparar em nada no meu caminho. Estava completamente cego pelo futuro.

Depois de quase atropelar umas duas pessoas, chego na universidade. Mas , de repente,mal abro o portão e Annie aparece no horizonte, vindo em minha direção.

– Jeb, preciso falar com você. Por favor.

–Annie? Oque está havendo?

Ela para na minha frente e levanta a cabeça, revelando seus olhos extremamente azuis.

– Você sofreu de amnésia no passado?

Notas finais
OQUE SERÁ QUE ELA IRÁ DIZER? AEOOOO Tudo bem jovens? Bom, desculpa a demora mais ai vai o 3° capítulo da história. Agora possivelmente irá demorar mais por que estes eu já tinha escrito, agora vou ter que escrever os outros.... Acho que apenas aos fins de semana a partir de hoje! Sabiam que eu desenho também? Tenho até uma página! https://www.facebook.com/gotoarting/?ref=ts&fref=ts BEJO BEJO!