Ainda te amo

Prólogo

Depois do enterro da minha esposa, cheguei a casa. Meus pais e minha irmã ficaram preocupados comigo. Agora minha razão de viver é a minha pequena filha, a Sarah me deu uma coisa tão linda, a razão da minha vida. Fui para o quarto da Hana, ver com ela estava. Tão pequena, fique a admirar minha filha. Fui ao meu quarto, meus pais sabiam que precisava ficar sozinho, para por as idéias no lugar. Tudo no quarto lembrava a Sarah, minha amada esposa. Na penteadeira, estava tudo como era antes de sua morte. Em uma das fotos minha e da Sarah, tinha uma que trazia boas lembranças que é do pedido de casamento, e atrás daquela foto a Sarah escreveu a mão, um poema que declamei a ela antes do pedido do casamento, é um poema de um poeta português, Luís Vaz de Camões.

Amor é um Fogo que Arde sem se Ver

Amor é um fogo que arde sem se ver;

É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se e contente;
É um cuidar que ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

O poema era ideal, para o momento que me trás alegrias, mas hoje deixa meu coração amargurado e triste. Mas hoje eu viverei pela única razão da minha vida, que é a minha filha.

Notas finais
Proximo capitulo em andamento, espero que gostem. É bem dramatico, mas é bonito.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.