Notas iniciais
Ainda decidindo de vai ser uma história do bem... ou do mal...

Olhou para cima, percebeu que estava claro. Devia ter dormido. Foi se ajeitar. “O que é isso?”. Ela conseguia se mexer. Estava solta.

Levantou-se. Doeu. Sentou novamente. Todo seu corpo doía. Estava fraca. Com fome, e sede. Como um choque se lembrou. Colocou a mão no pescoço. Nada bem. O sangue havia secado, mas o ferimento continuava lá. Que dor.

Ouvira um barulho. Fingiu dormir. O que mais poder fazer? Sentiu algo em seu pescoço. Algo gelado. Um pano? Alguém tentava lhe ajudar? Ficou confusa. E assustada.

A porta bateu. Ela pulou da cadeira. E agora? Continuava assustada. E com dor, muita dor. Olhou em volta. Não conseguira ver direito na noite anterior. A sala não era tão pequena como tinha pensado, a sombra tinha escondido grande parte do lugar e ao fundo, havia uma cadeira. Atrás dela, na parede, outra janelinha. Uma vigia? Um vulto. Um vulto se mexera, agora sumira.

A menina se perguntava se tinha alguém a observando. Sentiu um calafrio.

Seria o menino? Estava assustada demais para pensar. Iria matá-la? Se iria, por que já não tinha o feito?

De repente a vigia se torna uma porta. Não tinha entendido como, mas surgiu um jovem por de trás. Não era o mesmo menino. Talvez fosse mais velho, mas a menina não conseguiu prestar atenção. Estava com medo. Não conseguia ver o rosto do rapaz, uma sombra atrapalhava. Mas conseguia ver seus cabelos loiros, ondulados. E seu corpo. Era forte, bem forte.

Começou a se aproximar da jovem. Notou o medo dela, parou e inclinou seu rosto. Estava olhando para ela. A garota se concentrava para ver seu rosto, mas não conseguia. Nem percebeu que seu próprio rosto estava assustado, na claridade do dia. O menino se virou e rapidamente saiu da sala, fechando a porta. Ouvia-se um barulho. Pessoas discutindo? Não conseguia ouvir palavras, mas pareciam nervosos, bravos.

O que acabara de acontecer? Iria morrer? Ou viver? A garota confusa se perguntava sem conseguir entender. Quem será o jovem dono de um rosto anônimo?

Adormeceu. Talvez de cansaço, ou de dor. Talvez até de susto, de medo.