Ai no yoru 愛の夜
7 Noite difícil -parte 2
Notas iniciais
Sasuke a viu assim que ela entrou no hall, Sakura não o notara, e alguma coisa no jeito dela o fez acelerar os passos. Um amigo uma vez o descreveu como “uma coisinha encantadora”.
Pequena e com cabelos rosa, com olhos verdes contrastando com o cabelo rosa e a pele de porcelana, ela certamente parecia uma boneca... exceto pela boca. Carnuda, sensualmente curvada, a boca Sakura era um milagre delicioso feito para sorrisos... e beijos.
Agora aquela boca estava apertada numa linha reta. Ela parecia tensa, como se desviando de um golpe invisível. Sasuke praguejou baixinho enquanto se aproximava.
Era impossível associá-la a palavra “derrota”, mas era como Sakura parecia... Derrotada. E certamente não estava vestida para jantar.
Os pais dela...?
_Sasuke: Oque aconteceu?- demandou ele a dois metros de distancia.
Ela piscou como se não o reconhecesse. Então numa brava tentativa de se mostrar alegre como sempre, disse:
_Sakura: Oh, algumas coisas, mas não é o fim do mundo.
Nada aconteceu com Kizashi e Mebuki então. Escondendo seu alívio, Sasuke murmurou com mais calma:
_Sasuke: Conte-me.
As mãos no colo de Sakura ficaram tensas. Sem anel, ele percebeu.
_Sasuke: O que...
_Sakura: Bem, acho que mencionei que ficaria com uma amiga, mas isso foi cancelado.
Sasuke ouviu a explicação e assentiu quando ela terminou.
_Sasuke: Então... o que você vai fazer?
Ela mordeu o lábio inferior. Sasuke sentiu- se enrijecer em apreciação daquela boca suculenta. Ora, convidá-la para sair tinha sido uma má ideia; nunca deveria ter sucumbido ao impulso questionável.
Levando- se, Sakura respondeu:
_Sakura: Estou tentando conseguir um voo de volta pra casa.
_Sasuke: E?
_Sakura: Até agora, sem sorte, mas continuarei tentando.
Sasuke franziu o cenho.
_Sasuke: Então você tem uma semana para passar em Tóquio?
Ela maneou a cabeça.
_Sakura: Não.
_Sasuke: Por quê?
_Sakura: Não tenho dinheiro para isso_ admitiu Sakura, erguendo o queixo para fita-lo de nodo desafiador. –Preciso ir pra casa.
Agora não era a hora para pressioná-la sobre a falta do anel de noivado. Ele devia aos pais dela cuidar de Sakura.
_Sasuke: Podemos discutir nossas opções durante o jantar. Vamos.
Após um momento de hesitação, ela balança a cabeça.
_Sakura: É melhor não Sasuke. Eu não estou vestida...
_Sasuke: Tudo bem. Nós comeremos na minha casa.
Sasuke a viu vacilar, e sentiu uma estranha onda de triunfo quando ela assentiu.
_Muito bem- concordou Sakura, como se estivesse muito cansada pra continuar protestando. Mas quando se levantou, fez uma observação final:- Sasuke, eu provavelmente não serei uma companhia muito boa.
_Sasuke: Por quê?
_Sakura: Oh, nada importante. –A voz estava mais forte, mais como a Sakura que ele conhecia.
Você está mentindo. E irá me contar o que está havendo antes que a noite termine, pensou ele. A Sakura de que Sasuke se lembrava não teria deixado uma mudança de planos afetá-la dessa maneira.
_Sakura: Vou subir e trocar de roupa. Não levarei mais de dez minutos.
_Sasuke: Você está bem assim- disse ele.
Após dar uma olhada para o próprio traje, ela falou em tom de voz usual:
_Sakura: Irei trocar de roupa.
Com ombros eretos, Sakura atravessou o hall para o elevador. Apesar de pequena, pensou ele, excitado novamente, ela era perfeitamente proporcional. Jeans surrados mostravam pernas bem torneadas, e a blusa cor-de-rosa marcava cada curva dos seios e quadris, assim como a bonita cintura estreita.
Sasuke não era o único olhando-a. O recepcionista, um rapaz bem jovem, também seguia o progresso dela com interesse. Uma onda de raiva pegou Sasuke de surpresa.
Capturou os olhos do garoto, e ficou totalmente satisfeito quando ele enrubesceu e voltou a se ocupar com o computador. Sasuke transferiu seu olhar para dois outros homens. Rapidamente, eles abandonaram a vista interessante e desapareceram dentro do bar.
Satisfeito, Sasuke reprimiu sua fria desaprovação, e esperou.
Sakura olhou para o vestido verde... um pouco amassado depois de ter sido usado na noite anterior, Mas era o único que possuía. Sasuke de alguma maneira a convencera de que estaria melhor na presença formidável dele do que sentada sozinha num quarto de hotel, perguntando-se por que seus únicos relacionamentos sérios tinham acabado com o homem que ela amava, ou pensava amar, deixando-a.
O sentimento amargo a gelou. Ela lutou contra o impulso de se despir e entrar debaixo das cobertas. Isso não ia adiantar... se conhecia alguma coisa sobre Sasuke era sua determinação férrea. De um jeito ou de outro, ele a tiraria do quarto.
Mas a perspectiva de comer lhe causou náusea, uma náusea que aumentou quando o elevador começou a leva-la para baixo.
No momento em Sakura viu Sasuke, dominante e muito sério, conseguiu um sorriso. O qual ele não retornou. Com a cabeça erguida, ela o encarou com a mesma intensidade, e uma estranha alteração aconteceu no ritmo do seu coração.
_Sakura: Eu só trouxe um traje para a noite- disse ela. Por que sua voz estava... rouca e hesitante?
_Sasuke: E daí? Você está bonita- murmurou ele calmamente e pegou-lhe o braço. –Suponho que viajou apenas com uma sacola de mão.
O toque dos dedos quentes lhe enviou um arrepio na coluna. Sakura quase tremeu e precisou de uma quantidade considerável de autocontrole no tom casual que um amigo usava com o outro:
_Sakura: Infelizmente, não. Eu esperava ficar aqui por uma semana, e é inverno desse lado do equador, de modo que tive que trazer roupar quentes. Eu não tenho um lar em cada capital, com armários cheios de roupas feitas especialmente pra mim.
_Sasuke: Nem eu- replicou Sasuke, gesticulando com a cabeça para o porteiro.
_Sakura: Praticamente.
Ele deu um sorriso.
_Sasuke: Eu tenho duas casas.
_Sakura: E qual delas você chama de lar?
Por um momento, ela pensou que ele não fosse responder, mas Sasuke finalmente disse:
_Sasuke: A casa em Auckland.
Estranhamente aquilo a confortou, enquanto Sasuke a guiava para o carro.
Uma vez dentro do veículo, ele a fitou.
_Sasuke: A parte da notícia de sua amiga, você deve um bom dia?
_Sakura: Pela maior parte, foi ótimo, obrigada. — Sakura o fez rir, relatando um pequeno incidente num parque envolvendo uma mulher obesa e uma criancinha, e aos poucos a tensão se dissipou.
Ela até pensou: Eu posso me manter inteira por uma noite toda.
Uma vez que entrasse no avião, poderia desmoronar, se precisasse. Ninguém a conheceria ali, portanto, ninguém se importaria se ela passasse a viagem inteira chorando.
Mas antes teria de trocar sua passagem...
Sasuke falou:
_Sasuke: Eu liguei para minha assistente particular enquanto você se arrumava. Há uma possibilidade de uma viagem imediata para Nova Zelândia. Talvez ela telefone enquanto estivermos jantando.
_Sakura: Oh... Sasuke, é muita gentileza sua, mas não precisava fazer isso. Sua pobre assistente deve estar praguejando agora.
_Sasuke: Duvido, ela ganha muito bem, e já está acostumada a ser chamada sempre que preciso dela.
Sakura imaginou uma mulher de meia-idade supereficiente, silenciosa e esperançosamente apaixonada por seu empregador.
_Sakura: A noite?- perguntou ela sem tentar esconder seu ceticismo. – Obviamente ela não tem família.
_Sasuke Pelo contrário, ela tem dois filhos pequenos, o marido é quem cuida da casa e das crianças.
Sakura: Muito moderno.
O carro estava diminuindo a velocidade numa rua tranquila , repletas de lindas casas em estilo georgiano, e então parou...
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