19h
- O obochama está demorando, onde será que ele está? — fala o mordomo olhando para o relógio. — Espero que esteja chegando.

No jardim
- Yuki-chan, onde você está morando mesmo?
- Estou morando em Tokyo, depois do acidente dos meus pais ficamos eu e minha irmã lá.
- E como está a Arisa-chan?
- Ah, ela está bem.
- Hum, você podia ter trazido ela ne.
- Minha tia falou que era para eu vir sozinha.
- Hum. A Manami está cuidando dela então?
- Hai, ela está na casa da Manani obasan.
- Olha Yuki-chan! Você se lembra desta árvore? Você e meu neto costumavam brincar aqui.
- Hontou? Não me lembro.
- Sou ka? Já faz tempo ne.
- Hum, ne Mori-san, eu conheço o seu neto então?
- Hai, vocês costumavam brincar aqui nas férias. Eram as duas crianças mais lindas deste mundo, quer dizer vocês ainda continuam bonitos ne.
- Arigatou. — fala Yuki envergonhada.
- Mori-sama o obochama acabou de chegar.
- Oh, então vamos jantar agora? — Mori-san.
- Kashikomarimashita! Vou mandar colocarem a mesa. — Suzuki-san.
- Hum, vamos Yuki-chan. Quero ver como será o reencontro de vocês.
- Hai.

Os dois vão para a sala de jantar, onde havia um rapaz de costas para eles.
"Nossa esse cabelo, acho que já vi em algum lugar e essa roupa fui eu quem desenhei e dei para o Jun, será que ele deu para alguma pessoa?" pensava Yuki.
- Jun, que bom que chegou meu neto! — fala Mori-san abraçando o rapaz.
- Dichan, o que aconteceu? O senhor está bem? — fala Jun ignorando totalmente a presença da garota.
- Estou bem sim, quero te apresentar a sua noiva, já combinei tudo com os seus pais.
- O que? Eu não vou me casar com alguém que eu nem conheço! — fala Jun meio bravo.
- Comporte-se Jun, ela está aqui.
- Onde?
- Ali atrás. Você se lembra da Yuki?
- Yuki?
- Jun? Você é o neto do Mori-san?
- Hum, e você é a minha noiva?
- Acho que sim ne.
- Parece que vocês se lembram muito bem um do outro ne.
- Dichan, eu não posso me casar com a Yuki, ela está apaixonada pelo meu melhor amigo.
- Já está decidido! Até marquei o dia do casamento.
- Dichan, não!
- Posso falar? — Yuki — Eto, por quem eu estou apaixonada Jun?
- Hum? — Jun olhando para ela.
- Por quem eu estou apaixonada?
- Pelo Nino, eu sei, não precisa disfarçar.
- Como você sabe se eu nunca falei uma coisa dessas?
- Oh está até parecendo uma briga de casal. — Mori-san fala para o mordomo.
- Pelo seus gestos e pela cara que você faz ao ver ele.
- Que cara? O Nino é meu amigo, assim como todos do Arashi.
- É diferente Yuki, eu não vejo você saindo sozinha com o Aiba ou o Sho ou o riida.
- Jun eu não saio com eles, porque todos tem seus compromissos não é? O Nino é o único que fica em casa jogando videogame sozinho.
- Ah dichan eu vou embora!
- Não vai não, o jantar já vai ser servido.
- Hai, wakatta. — fala Jun sendo obediente.
- Ne Mori-san, eu também sou contra este casamento, não tem muito sentido nos casarmos e ficarmos brigando pelo resto de nossas vidas, não é?
- Não, eu sei que vocês serão felizes juntos.
- Dichan! A Yuki está certa, isso não é uma boa idéia.
- Mas quando pequenos vocês eram tão próximos, dificilmente brigavam.
- Os tempos mudam Mori-san.
- Jun, você se lembrea de quando conheceu a Yuki?
- Uhum, no shopping, depois que uns doidos nos trancaram lá.

- O que? Do que você está falando? — Mori-san.

- Longa história, depois eu conto para o senhor.

- Então você não se lembra dela, a Yu-chan?
- Yu-chan? A Yuki é a Yu-chan? Usoo! — fala Jun espantado.
- É a Yuki é a Yu-chan, agora se lembrou ne, você me disse que queria casar com ela, apesar de ser um pedido de criança havia muita sinceridade quando você disse que a amava.
- Dichan, não fale essas coisas para ela.
- Hum? Por que não? Ela tem que saber seus verdadeiros sentimentos.
- Eto... eu não me lembro do Jun quando pequeno. — fala Yuki sem graça.
- Não sabia que você é a Yu-chan, Yuki. — Jun.
- Acho que você teve algumas memórias apagadas depois do acidente do seus pais. — Mori-san.

- Pode ser, mas eu me lembro desta casa, do senhor e do Suzuki-san, mas não me recordo do Jun.
- Deve ser algum trauma, afinal vocês eram bem unidos e o acidente foi logo depois de vocês descobrirem que não se veriam mais. — Mori-san.
- Tipo o que aconteceu em HanaDan? — fala a menina se lembrando do seu dorama fovorito.
- Acho que sim, nós estávamos muito chatiados com a nossa separação, eu lembro de ter chorado por semanas depois que você foi embora.
- Gomen por não me lembrar disso.
- Tudo bem Yuki, eu já me acostumei com você não se lembrando de mim. Deve ser coisa do destino mesmo, acho que ele não quer que a gente fique junto Yuki, afinal você sempre se esquece de mim, dichan vamos jantar e acabar logo com isso.
- Gomen ne Jun.
- Já falei que não me importo, vamos comer! — Jun estava chatiado, Yuki ou seria Yu-chan, foi seu primeiro amor e continuava sendo o amor da vida dele, era doloroso para o rapaz saber que ela nunca lembrava dele, apesar de saber que ele era muito importante para ela.
- Jun! — Yuki segurava a mão dele. — Temos que conversar, Mori-san, nos de licença por alguns minutos, por favor.
- Hum, tudo bem, podem conversar a sós, vou jantar e dormir, está ficando tarde para este ojisan ficar acordado. Jaa ne — fala o senhor.
- Jaa ne Mori-san, shitsureishimasu! — fala Yuki levando Jun para o jardim.

No jardim
- Precisamos conversar sobre o que aconteceu! Eu mereço uma explicação pela nossa separação ne?
- Eu já expliquei tudo que tinha para ser falado foi falado, então não há motivos para essa conversa.
- Jun! Você nem fala mais comigo, nós antes de tudo éramos amigo não?
- Gomen Yuki, mas é uma facado no peito conversar com você depois de tudo que aconteceu.
- Mas somos amigos então por favor volte a falar comigo pelo menos, não estou pedindo para voltarmos.
- Hum, mas as coisas serão diferentes daqui para a frente ne.
- Não me importo, se você estiver comigo tudo ficará bem Jun.
- Hum, ne Yuki, você ainda me ama?
- Que pergunta repentina essa hein?
- Me responda eu quero saber.
- Hai, eu ainda te amo, apesar de tudo você é uma pessoa super importante para mim.
- Hontou?
- Hai, não mentiria sobre isso Jun, não faz sentido eu fazer uma coisa dessas ne.
- Hum.
- E você ainda sente algo por mim?
- Claro que sim, sempre te amei e agora que sei que você é o meu primeiro amor, fiquei mais feliz ainda.
- Ne, você pode me contar sobre a nossa infância? Onegai Jun!
- Hai, wakatta.

Flashback
- Jun obochama a visita acabou de chegar, vamos lá fora ver. — Suzuki-san abrindo a porta do quarto.
- Suzuki-san por que eu tenho que ir? Não posso ficar aqui brincando com meus bonecos?
- Jun obochama, seu avô quer que conheça os amigos dele.
- Ah, mas então só vai ter velhos, não quero!
- Jun obochama, vamos se não você não vai comer os doces.
- Ah, Suzuki-san! Eu quero!
- Então vamos, depois você pode comer.
- Haaaai. — o menino corria para a sala de visitas.
- Oh Jun que bom que desceu, esta é Hirano Yuki, neta do meu amigo. — Mori-san mostrando Yuki para o neto.
- Hajemashite Hirano Yuki desu, yoroshiku onegaishimasu ne!
- Boku wa Matsumoto Jun desu, douzo yoroshiku onegaishimasu.
- Vocês podem ir brincar agora, vamos ter uma conversa de adultos agora ne Keiti. — Mori-san falando com o amigo.
- Vá se divertir um pouco Yuki. -Keiti, o avô de Yuki.
- Hai, wakatta ojichan. — fala a garota indo atrás de Jun.
- Parece que eles vão se dar bem ne. — Mori-san.
- Seria bom ne, se eles ficarem juntos vamos fazer parte da mesma família ne. — Hirano-san.
- Uhum.

No quarto de Jun.
- Você gosta de carrinhos?
- Nunca brinquei com isso. — Yuki segurava seu ursinho de pelúcia favorito.
- Sério? Então vamos brincar é muito divertido.
- Mas isso é para meninos, não é? Vou brincar com o Pin-chan. — Yuki colocando o ursinho no chão.
- Ah, qual o problema de ser brinquedo para menino? Você vai gostar!
- Ok, vou tentar.
Os dois começam a brincar, apostavam corrida, brincavam de bater os carrinhos até que a conversa de seus avôs terminaram.

- Suzuki-san, leve alguns doces para as crianças, eles devem estar com fome. — Mori-san.
- Kashikomarimashitta. — fala o mordomo levando biscoitos, pedaços de bolos e suco para eles.
- Ah, bolo de chocolate! — Yuki falava com brilho nos olhos.
- Você gosta de chocolate Yu-chan?
- Uhum, eu amo choco. — respondia a garota pegando um pedaço do bolo, enquanto isso Jun pegava um de seus chocolates que guardava no quarto.
- Toma, para você! Este é um chocate delicioso que minha mãe trouxe de viagem. — Jun entregando a embalagem para a menina.
- Arigatou Jun nii-chan.
- Iie, agora vamos comer esses doces?
- Haaai. — e os dois comem os doces até todos eles acabarem.
- Ah, oishikatta ne. — Jun.
- Hum.
- Jun obochama e Yuki ojouchama, os avôs de vocês estão chamando.
- Hai Suzuki-san, já estamos indo. Vamos Yu-chan. — Jun pegava a mão da menina.
Jun descia rápido a escada, fazendo com que a gorota tivesse que sair correndo para acompanhá-lo, mas acabou tropeçando em seu próprio pé, torcendo o seu tornozelo.
- Itai! — gritava a menina mexendo na perna.
- O que foi Yu-chan?
- Acho que machuquei aqui. Tá doendo. — Yuki apontava
para o tornozelo.
- Consegue andar?
- Acho que sim. — Yuki se levanta, mas acaba caindo novamente.
- Pode deixar, sobe nas minhas costas.
- Não precisa Jun nii-chan, eu consigo fazer isso sozinha. — Yuki tentava se levantar novamente, mas cai de novo.
- Vem! — Jun coloca a menina nas costas. — Pronto agora dá para irmos, vou pedir para o Suzuki-san cuidar da sua perna. — Jun leva a menina até onde estavam os adultos.

Fim do flashback.

- Foi assim que nos conhecemos.
- Eu desde sempre te dando trabalho ne Jun.
- Hum, fazer o que ne. — Jun ria.
- Ne Jun.
- O que foi?
- Aishiteru!
- O que você está falando menina? Eu sei que você gosta do Nino.
- Eu gosto dele, mas ele é só meu amigo, eu realmente te amo Jun, não consigo viver sem você, por isso eu vou aceitar a proposta do seu avô.
- Yuki, não fale assim, você está enganando a si mesma.
- Jun, porque você não entende o que eu falo? Eu te amo de verdade! Depois de tudo que aconteceu, não teve um momento em que não pensei em você.
- Eu também Yuki, pensei em você todos esses dias que estivemos separados. Me perdoa?
- Perdoar o que?
- Por eu ter sido um ciumento e ter falado coisas horríveis para você, mas é que eu te amo demais e não queria que nada de ruim acontecesse com você.
- Jun agradeço por se preocupar comigo, mas por causa disso eu sofri tanto, por favor nunca mais faça um coisa dessas!
- Hum, de agora em diante pensarei mais nos seus sentimentos.
- Hai, agora que estamos acertados, que tal jantarmos? — Yuki
- Hum, pode ser. — Jun pega na mão de Yuki e a leva para a sala de jantar.
Os dois jantam e conversam mais um pouco, Jun sugere que a menina durma na casa de seu avô, afinal já estava tarde.
Ela dorme no quarto de Jun, o mesmo quarto onde ela brincara de carrinho pela primeira vez, no mesmo quarto onde eles se tornaram amigos.
- Ne Jun, você está chatiado comigo ne? — pergunta Yuki que estava deitada na cama do rapaz.
- Não Yuki, agora dorme! — fala Jun que estava dormindo no chão.
- Pode falar eu sei, sempre te magou.
- Quem disse isso?
- Sua expressão... Quando eu falei que não lembrava de você quando pequeno foi a mesma que você fez depois que eu acordei do acidente.
- Talvez eu tenha ficado um pouco triste, mas já passou.
- Tem certeza?
- Uhum, agora dorme!
- Jun, fala a verdade você está bravo comigo.
- Já falei que não. Dorme Yuki!
- Ai, não precisa falar assim também ne. — Yuki se vira.
- Gomen Yuki. — Jun se levanta e vai até a garota.
- Nem vem.
- O que foi? Eu não fiz nada.
- Você está bravo comigo, eu sei.
- Já falei que não, meu amor.
- O que? Você me chamou de amor?
- Acho que sim, gomen é que meio que eu tinha acostumado a te chamar assim.
- Own, seu lindo. — Yuki o abraça.
- Para com isso! Vai dormir!
- Ok, dorme aqui comigo. Estou com medo de dormir sozinha.
- Por que? Você já está bem grandinha ne.
- Mas Jun..
- Hai, hai. — Jun.

Yuki já abria espaço para Jun se deitar.
- Você sabe que tenho medo de dormir na casa dos outros.
- É eu sei, desde de pequena você é a mesma Yu-chan.
- Fazer o que algumas coisas não mudam nunca.
- Por que será que eu nunca percebi que você é a Yu-chan?
- Não sei, vai ver que eu mudei um pouco, eu era mais gordinha e bochechuda ne.
- Uhum, tinha um bochecha totalmente apertável.
- Você gostava de apertar a minha bochecha?
- Até gostava, mas sua pele sempre foi sensível, se eu apertava você ficava toda vermelha e começava a ter alergias, era engraçado, mas você sempre chorava falando que estava horrível, parecendo um monstro, mas ainda assim eu te achava fofa, correndo para lá e para cá procurando o Suzuki-san, com os cremes e pomadas anti-alérgicas para passar no rosto. Bons tempos aqueles ne. — falava Jun que ainda estava sentado na cama, o rapaz olha para a menina que já havia pegado no sono.
- Oyasumi meu amor. — Jun dava um beijo na testa de Yuki.
Os dois dormem juntos na mesma cama, mesmo Jun sendo maior que aquela cama de criança ele permanecia ali com Yuki que dormia tranquilamente, como se todos os seus problemas já estivessem resolvidos, o que ela não sabia era que só estavam começando.