Aham, é amor

2 Pensando demais e ficando sem graça


Notas iniciais
Segundo capítulo da fanfic. Espero que curtam =D

PERCY (Point of View)

Tudo bem, tudo bem. Não sei explicar o que é isso que eu estou sentindo. Ao ver Annabeth, minha nova vizinha, pela primeira vez senti meu coração bater mais rápido, sem nenhuma razão. Ela tem longos cabelos loiros, e lindos olhos cinzentos, que intimidam, mas ao mesmo tempo chamam atenção... Ela é diferente de todas as garotas que eu já conheci... Ela é perfeita... Será que existe esse negócio de amor à primeira vista?

PERSEU! PARE DE PENSAR ASSIM, ELA É APENAS SUA NOVA VIZINHA! – a parte racional do meu cérebro falava, enquanto a outra parte tentava me mostrar novamente na imagem daqueles olhos cinzentos e...

– Percy, tudo bem? – minha mãe pergunta, preocupada.

– Ahn?

Eu estava tão afundado em meus pensamentos que nem notei, mas já havia chegado em casa e entrado na cozinha. Minha mãe olhava para mim agora com uma expressão divertida no rosto.

– Que sorriso bobo é esse, Perseu? – ela sorriu. Droga. Ela não podia ter me visto assim!

– Ahn?

Usei essa expressão pela segunda vez para responder e fazer uma pergunta. Eu devo estar ficando cada vez mais estúpido com o passar do tempo...

Minha mãe voltou a sorrir.

– Parece que meu filhinho está gostando de uma certa loira, que agora é vizinha nossa... – ela disse, ainda sorrindo. É tão bom assim rir da cara dos outros quando estão nessa situação?

– N-nada a ver, mãe! – falei, senti meu rosto esquentando – Eu não estou gostando de ninguém!

– Sei... – ela disse, aproximando-se de mim – Ela é mesmo muito bonita.

– Espera, como você... – eu tentava formar uma frase, mas minha mãe interrompeu.

– Eu ajudei a mãe dela mais cedo, plantando algumas flores no jardim deles. – ela explicou, de braços cruzados – E então eu conheci Annabeth. Como eu já falei, ela é muito bonita, além de educada... Eu aprovo...

– MÃE!!! – gritei, agora eu estava vermelho igual um tomate.

Mas em parte eu tenho que concordar... É só pensar nela que a imagem dos seus olhos cinza voltam à minha mente... Sem querer, estava novamente me afundando naqueles pensamentos.

– Está vendo! Você está mesmo apaixonado pela Annabeth. – minha mãe sorriu, vitoriosa. Eu precisava dar um jeito de não entrar em transe só de pensar nela. Isso poderia dificultar as coisas...

– E-EU NÃO ESTOU APAIXONADO PELA ANNABETH! – gritei. Na mesma hora me arrependi de ter gritado. Olhei nervoso para trás, com medo de que Thalia trouxesse Annabeth logo agora... Minha prima só serve para isso mesmo, arranjar momentos constrangedores para mim. Felizmente, apenas meu irmão Tyson olhava assustado para mim, ainda sentado naquele sofá na sala, assistindo Rambo.

– Tudo bem, tudo bem! – disse minha mãe, sorrindo e erguendo as mãos.

Eu ainda sentia meu rosto esquentando.

– Mas... Tem certeza? – ela perguntou, sorrindo bastante por ver meu rosto naquele estado.

– C-claro! – gritei de volta.

– Tudo bem, não vou te forçar à admitir isso agora... – ela falou. Sei que está ficando estranho, mas ela ainda estava sorrindo. Zoar com a cara do filho adolescente deve ser muito bom mesmo... – Você avisou à Thalia que o almoço está quase pronto?

– Uh, sim.

– E o que ela disse?

– Ela já está vindo... – falei – E a Annabeth vem também.

Minha mãe voltou a sorrir. Eu sou mesmo estúpido! Já havia largado esse assunto, e agora eu mesmo trago de volta. Estúpido, estúpido, estúpido! Três vezes mais estúpido! Estúpido elevado à décima oitava potência e... Vocês já entenderam o grau da minha estupidez, imagino...

– É sério? – Oh Deus, ela falava, e ainda estava sorrindo!

– Sim... A Thalia a convidou... – falei, olhando para baixo.

– E você gostou disso...

– Ah mãe! Tanto faz! – falei – Dá licença, vou pra piscina!

– Calma, estressado! – agora que ela sorria mesmo...

Deixei a cozinha irritado e ouvi minha mãe sorrindo.

– Só um mergulho, Percy! – ela gritou enquanto eu andava pela sala – Está quase na hora do almoço comigo, com a sua namorada e com a sua prima!

– ELA NÃO É MINHA NAMORADA! – gritei de volta, sem olhar para trás. Agora eu estava tão vermelho que qualquer tomate teria inveja de mim... Mas ela ainda sorria! Céus!!!

Peguei uma toalha qualquer que estava jogada no sofá na sala, e saí de casa rapidamente, indo para o quintal dos fundos. Ao chegar, tirei a camisa e me joguei na piscina com o calção que estava usando mesmo, pois ele era bem leve.

Fiquei muitos segundos sentado, dentro da piscina. Uma parte dela era bem funda, o que permitia eu fazer isso. Eu não sabia como fazia aquilo, mas não sentia dificuldade em passar o tempo em baixo d’água, imóvel. Era o lugar onde eu mais conseguia pensar...

Foi aí que voltou à minha mente a imagem do sorrido dela... Não! Eu tenho que afastar esses pensamentos! Eu nem a conheço direito...

Mas de nada adiantou... Continuei pensando nela, tanto que imaginei ter ouvido aquela doce e suave voz, passando por aqueles lábios rosados que ela tinha...

Foi aí que eu percebi que eu não havia apenas imaginado.

– Thalia! Ajuda! – ela dizia, desesperada.

– O que aconteceu?! – ouvi a irritante voz da minha priminha que rouba cartões de memória.

– O Percy... – dizia Annabeth, enquanto eu subia à superfície – Ele estava sentado, e eu pensei que ele estivesse se afogando e... – sorri ao sair da piscina, antes dela terminar a frase. Quando ela olhou para mim, eu notei suas bochechas ficando vermelhas... Olhei para onde ela estava olhando e soube a razão: eu estava sem camisa. Também fiquei sem graça, um pouco vermelho. Thalia notou e sorriu.

– Ah, não liga. – disse Thalia, respondendo à frase incompleta de Annabeth – Ele é mesmo um animal, por isso fica muito tempo embaixo d’água.

– Ah Thalia, vai se fod... – eu ia dizendo, quando minha mãe me interrompeu.

– Annabeth, Thalia! – ela falou, aproximando-se – Que bom que chegaram!

Annabeth reprimiu um sorriso, e eu também. Minha mãe também sorria (não me diga!), mas não parecia ser pelo mesmo motivo. Apenas Thalia ficou sem graça, olhando para mim.

– Olá Sra. Jackson. – falou Annabeth, ainda tentando sorrir.

– Olá tia. – respondeu Thalia.

– Percy me falou que Thalia lhe convidou para almoçar conosco, Annabeth. – falou minha mãe – Fico muito feliz por você ter aceitado.

– Eu que agradeço. – falou Annabeth, sorrindo aquele sorriso lindo...

PERSEU! – a parte racional do meu cérebro funcionava novamente. Balancei a cabeça, tentando afastar esses pensamentos. Notei que ainda estava sem camisa, então corri para a espreguiçadeira e peguei a toalha, me enxuguei à medida do possível e vesti novamente minha camisa.

– Vamos indo, o almoço está pronto! – falou minha mãe – Depois vocês podem voltar para cá e ficar a tarde inteira conversando. – completou minha mãe, olhando para mim e em seguida para Annabeth.

Não pudemos deixar de ficar sem graça. Thalia notou novamente, e começou a sorrir. Ela ainda me paga... Mas eu estava feliz, pois aquela criatura havia convidado Annabeth para almoçar conosco, então pelo menos uma coisa boa que Thalia fez por mim em toda vida. Digo, coisa boa pra todos nós! Ao menos podemos nos divertir e... Ah, você entendeu o que eu quis dizer.

Notas finais
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