Ah, com os Marotos

37 Consequências de campeão


Notas iniciais
OEE, como vocês estão, kridos? espero que bem. Esse cap. não saiu beem do jeito que eu queria, mas até que ficou legalzinho. Espero que gostem :3

Além de ganhar a Taça de Quadribol, James também ganhou um prêmio como melhor apanhador, isso significa que nada iria abala-lo naquele momento, nem mesmo quando o time da Grifinória fez com que ele batesse a cabeça no portal para a Torre, já que ele estava sendo erguido pelos jogadores desde o campo do quadribol. Ao chegaram à Sala Comunal, tudo estava decorado, como se os grifinórios já soubessem que a vitória seria deles. Quando Lily comentou isso com James, ele simplesmente respondeu, abraçando-a de lado:

–Quando se tem um apanhador como eu, tudo já está preparado.

–Sua modéstia me impressiona, James. –Lily revirou os olhos e recebeu um beijo cálido do namorado enquanto este a puxava para um canto da sala.

Do outro lado da Torre, Marlene dançava junto a um grupo pintado de vermelho e dourado, entre elas Dorcas, com uma garrafa de hidromel na mão. Sirius a observava de longe, com o cenho franzido, até que deu um tempo na conversa com Marcus e foi até Lene.

–Olá batedora que dizem ser melhor do que eu, vulgo Lene.

–E ele chega com suas ironias. –disse Dorcas ao lado de Lene, que continuava a dançar música ao fundo, mas parou para revirar os olhos e retrucar Sirius:

–Se isso foi um parabéns, eu agradeço só se você me deixar em paz. –então voltou a dançar enquanto dava mais um gole em sua garrafa e encarando Sirius em forma de desafiá-lo a continuar a falar.

–Você sabe que isso não vai acontecer. –Sirius arqueou uma sobrancelha em resposta de que ele adora desafios, mas Lene simplestemente revirou os olhos novamente e se virou para continuar a dançar, porém, como dito acima, Sirius adora desafios, principalmente quando eles são dificeis.

–Poderia me deixar agradecer por ter brilhado no meu lugar lá no jogo. –ele sussurrou no ouvido da garota, que parou de dançar, estremeceu e se voltou para Sirius, com um sorriso cínico.

–Sim, eu poderia, mas eu tenho respeito ao meu namorado, coisa que você não com nenhuma de suas, ahn, ficantes. –falou Lene, amarrando a cara para o garoto em sua frente, que soltou sua risada mais parecida com latido.

–Caraca, você é pior que a Lily. Você fez cursinho de patadas com ela?

–Ah, falando no meu namorado, olha ele lá. –Lene ignorou a replicação de Sirius e apontou para algum ponto na multidão. Sirius se virou rapidamente, não acreditando que Lene faria aquilo, mas assim que achou o ponto para qual Lene apontava soltou um audível palavrão para quem quisesse ouvir. Regulus, com seus cabelos pretos pouco acima do cabelo e seu rosto pálido, estava parado próximo ao portal da Mulher Gorda, olhando em volta, provavelmente procurando por Lene, que sorriu satisfeita para Sirius e fez menção de sair dali, mas Sirius a segurou pelo braço.

–Lene, você convidou um sonserino para festa da Grifinória? –indagou Sirius, sem tirar os olhos do irmão nem soltar o braço de Lene.

–Sirius, primeiramente, me solta. –pediu Lene, dando um tapa na mão do menino, que a soltou. –Segundo, se eu não tivesse cobrido sua burrada, nem estariamos tendo essa festa.

–Larga de ser orgulhosa.

–E terceiro, ele é meu namorado, mesmo sendo sonserino, pois ninguém nunca reclamou quando trazia garotas até da casa dos quinto do inferno. –Lene jogou o cabelo na cara de Sirius quando se virou e saiu, pisando duro até chegar a Regulus.

Sirius suspirou fundo e Remus se aproximou dele, dando risadas abafadas. Ele parou ao lado do amigo, olhando, também, diretamente para Lene.

–Almofadinhas, isso está pior que o casalzinho James e Lily. –observou Remus, dando tapinhas nas costas do garoto ao seu lado.

–Você fala isso porque sua namorada nunca te deu patadas e, muito menos, tapas. –reclamou Sirius, revirando os olhos e pegando um whisky de fogo na mesa mais próxima enquanto Remus observava Dorcas dançar.

–Eu sou um cara de sorte. –falou o lupino, aceitando um copo de bebida de Sirius. –Ei, onde está o Pontas? –perguntou depois de um tempo.

–Ele está se agarrando com Lily. –respondeu Dorcas, logo atrás dele, mas sem parar sua dança. Sirius franziu o cenho para ela e Remus deu um selinho roubado nela antes de irem procurar James. E, como Dorcas dissera, ele estava aos beijos com sua ruiva perto da lareira, ainda apagada.

–Ora, ora, ora. Isso daqui ainda é horário nobre, crianças. –falou Sirius, jogando uma almofada no casal, que, mesmo relutantes, se separaram.

–Quem é você mesmo para falar de horário nobre, Sirius? –perguntou uma ruiva brava, sentando no colo do namorado para dar espaço aos outros, que queriam se sentar.

–E essa cara de quem comeu e não gostou, Almofadinhas? –perguntou James, pegando uma garrafa de hidromel ao lado da poltrona.

–Isso é porque a Lena deu mais uma patada nele. –explicou Remus, recebendo um tapa na nuca.

–Ela está apenas com ciúmes. –disse Sirius, se espalhando na poltrona. –E o Rabicho? Onde se meteu.

–Não mude de assunto, Almofadinhas.

–Peter subiu faz pouco tempo. Ele não aguenta nem uma garrafa de Hidromel inteira. –falou Lily, deitando a cabeça no peito de James, que deu uma risada para a versão não monitora da ruiva.

–Ui, e você aguenta mais que uma garrafa de Hidromel? –indagou Sirius, arqueando uma sobrancelha.

–Depois reclama que a ruiva passa influência de patadas para a Lena. –disse Remus, colocando os cotovelos apoiados na perna enquanto James sussurrava alguma coisa no ouvido de Lily, que corou feito os cabelos e cobriu o rosto com as mãos, fazendo James sorrir malicioso e dar-lhe um beijo na bochecha. Por fim, Lily se levantou e puxou a mão do namorado, o guiando até as escadas do dormitório feminino.

–Epa! Vocês não acham que são jovens demais para terem filho? –gritou Sirius, vendo o casal sumir de vista no meio da multidão dançante.

***

A festa na Torre da Grifinória rendeu uma boa consequência para os campeões: a ressaca. Muitos levantaram da cama pouco antes do almoço, outros nem se encontravam em suas camas e, sim, jogados na Sala Comunal em um sono profundo.

–Meu Merlin! Isso daqui está uma sujeira. –disse Lily quando estavam passando pela Sala Comunal no dia seguinte, em direção ao Salão Principal, não para o café da manhã, mas sim para o almoço.

–Ah, falou a senhorita “aguento mais que um copo de Hidromel”. –replicou Sirius, arrumando sua capa e apertando a gravata do uniforme enquanto recebia um olhar nada legal de Lily, que foi abraçada de lado por James.

–Por que ainda estamos em Hogwarts? Que dizer, nossas aulas já passaram e os N.I.E.M’s foram feitos. O que ainda temos de fazer aqui? –perguntou Peter do nada quando chegaram ao Salão Principal, local onde a mesa da Grifinória se encontrava em estado de sono.

–Não fale isso, Pettigrew. Eu sentirei falta de Hogwarts. –retrucou Dorcas, fulminando discretamente Peter pelas costas.

–Isso mesmo, Rabicho. Não fale besteiras. –completou Remus, se sentando à mesa.

–Ei, só está faltando a Lena aqui. –James reparou, semicerrando os olhos para a mesa. Dorcas e Lily trocaram um sorriso pervertido, mas nada falaram e deixaram que a mente “inocente” dos meninos descobrissem o que fosse necessário.

James não se importou e recomeçou a falar sobre a vitória do dia anterior enquanto comia sob os olhares cansados das meninas. Estavam quase terminando a refeição quando um aluno do segundo ano apareceu ao lado deles, meio tímido, meio elétrico.

–Ahn, você é o Potter, não é? –perguntou o menino, olhando para James por cima do ombro de Sirius, que o encarava.

–É claro. –respondeu Sirius por James.

–Almofadinhas, pare de ser grosseiro. –pediu Remus, pegando seu suco de abobóra.

–A professora Minerva me mandou lhe avisar que seu troféu de melhor apanhador já está na Sala de Tro... –o menino mal acabara de falar que James já saiu correndo, puxando a mão da namorada, sendo seguido pelos outros até a sala onde tanto limpara cada troféu.

Eles entraram e fecharam a porta lentamente, procurando pelo troféu de James e quando o próprio encontrou, soltou um gritinho de felicidade.

–Pare de frescura, Pontas. –cortou Sirius, empurrando o amigo de leve para poder ver melhor.

–Cale a boca, Almofadinhas. –disse James sem tirar os olhos do troféu. –Ele é tão lindo. –o menino se aproximou mais, quase grudando o rosto no vidro que protegia seu precioso e depois olhou para Lily, que sorria como se um filho tivesse realizado um grande feito. –Sabe, ruiva, isso quer dizer que o meu filho irá polir o troféu do pai. Isso me deixa orgulhoso. –Lily diminuiu o sorriso e deu um soco leve no ombro de James.

–Vocês são muito apressadinhos. –Remus falou, rindo junto a Sirius.

–Ok, ok. Me deixem admirar o meu bebê.

Notas finais
Gostaram ou não? Mereço reviews? Well, bjão para vocês e até o próximo ;)