Ah, Será Que Eu Mereço?
4 Eu aceito...
Notas iniciais
Acho que eu cochilei, pois abri meus olhos e já estava quase no fim da tarde.
Pensei que estava sozinha quando viro de deparo-me com Damon me olhando, ele não fala nada, só me entrega roupas e sai... Eu apenas grito um “obrigada”.
(Roupas que o Damon comprou: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=49390870&.locale=pt-br)
A roupa era bonita e confortável e eu já havia decidido que iria embora amanhã de manhã. Eu ainda estava sentada no sofá quando o tal Stefan chegou, me olhou e caminhou até mim.
- Me desculpe por hoje cedo. – Disse ele. – Damon não vem sendo fácil.
Eu acenei com a cabeça.
- Onde posso dormir? – Perguntei.
- No quarto que estava, se quiser. – Disse ele.
- Irei embora amanha de manhã, então você poderia, por favor, me dar o número de alguma conta bancária para que meus pais possam depositar o valor do que foi gasto comigo? – Pedi.
- Amanhã? – Perguntou ele sentando-se do meu lado. – Damon ficará chateado.
- Não acho, ele nem olha para mim. – Respondi triste.
- Faz muito tempo que Damon não trata ninguém como te tratou. Muito tempo em que ele só mata e não salva. – Disse ele e saiu de perto de mim.
Eu fiquei pensando naquilo enquanto subia para o quarto. Não tinha uma roupa com a qual dormir, então tomei um banho e coloquei novamente a blusa do Damon. Eu me sentia extremamente atraída por ele, mas isso deveria ser por ele ter me salvado, não é? Andei até o quarto novamente e encontrei minha varinha em cima da cama. Sorri. Ficar sem minha varinha era quase tão ruim quanto ficar sem um braço.
No dia seguinte me arrumei e me preparei para descer. Eu iria embora, já havia decidido isso. Cheguei à sala de estar e encontrei Damon bebendo, ou melhor, se entupindo de bebidas.
- Com licença. – Eu chamei.
Ele me olhou por algum tempo e eu sustentei seu olhar.
- Bom dia. – Disse ele.
- Bom dia, só vim me despedir de você. – Falei.
- Despedir? Vai embora? – Ele fez pouco caso.
- Vou sim. Já estou melhor, obrigada por tudo. – Agradeci e ia em direção à porta.
Eu pisquei e de repente Damon estava na minha frente. Eu segurei um grito que ameaçava sair da minha garganta.
- Nunca mais faça isso! Meu coração ainda pode parar de bater, certo? – Disse meio histérica.
Damon ergueu as sobrancelhas e riu.
- Melhor você não ir. O sol. – Disse ele.
- Eu já tentei, o sol não me machuca, só incomodou meus olhos. – Respondi e como que para provar o que disse andei alguns passos até a janela, onde tinha sol.
Para a minha surpresa assim que os raios de sol tocaram minha pele uma queimadura apareceu e eu gritei.
- Isso não aconteceu antes! – Exclamei assustada.
- Eu sabia... – Disse ele me puxado para longe da janela.
- O que? – Perguntei observando as queimaduras sumirem.
- Quando você está perto de mim isso piora. – Disse ele e me soltou andando para longe de mim.
- Damon! Nós resolveremos isso... – Disse.
- Você não entende! Eu estraguei sua vida e... – Começou ele.
- Você quem não entende. Eu iria morrer, você aparecendo lá ou não. Você me salvou duas vezes. Eu não me importo em estar diferente! – Falei interrompendo-o.
- Desculpe. – Falou e virou-me as costas novamente.
Ah, sério? Agora vou ter que ficar aqui.
- DAMOOOOOOOOOOOOOON. – Gritei e em menos de 3 segundos ele estava parado na minha frente.
- Aconteceu alguma coisa? – Perguntou ele olhando para os lados.
- Não, só preciso de papel, caneta, envelope e alguém que possa sair no sol. – Respondi sorrindo.
Ele bufou e resmungou algo como “anã chata”, acho que falava de mim, mas nem dei bola. Andou até uma mesa que havia na sala e abriu uma gaveta que até agora eu não havia notado, pegou um bloco de papel, uma caneta e me entregou.
- Toma, depois levo para o correio. – Disse ele e sorriu de lado para mim.
- Você pode ir no sol? – Perguntei curiosa e indignada.
- Posso, esse anel – ele mostrou um anel de pedra azul no dedo – me protege.
Eu não falei nada, apenas sentei no sofá e comecei a escrever. 5 minutos depois a carta estava pronta.
“Queridos papai e mamãe,
Eu resolvi passar as férias na casa de uns amigos, sei que não se importarão, voltarei para casa alguns dias antes das aulas começarem. Está tudo bem comigo, encontrei esses amigos antes de ontem de noite e resolvi ir passear com eles.
Com carinho, Silena.”
Entreguei a carta ao Damon e este começou a ler ela.
- Ei, que invasão de privacidade! – Repreendi.
Ele nem fez questão de me olhar. Assim que acabou de ler me encarou e disse:
- Sério que seus pais vão aceitar isso?
- Sim. Eles não se importam muito para onde eu vou. Sempre saio sem eles. – Respondi.
Ele saiu de casa e quando voltou já estava de tarde. Fiquei a manha toda sozinha, é.
Ele me olhou e andou até mim.
- Olha, eu ferrei com a sua vida, então o mínimo que eu poderia fazer é te dar isso.
- Disse ele me entregando uma caixinha.
Eu a abri e vi um anel de ouro branco e uma pedra azul realmente maravilhosa. Haviam diamantes ao redor. Era lindo.
- Eu não posso aceitar... Deve ter sido caríssimo. – Respondi.
- Foi caro e trabalhoso. Mas ele impede que o sol te queime. – Disse ele colocando o anel no meu dedo.
- Eu aceito. – Disse fingindo emoção.
Ele me olhou confuso e perguntou:
- Aceita o que?
- Casar com você. – Disse e ri em seguida.
- Piadista. – Disse e riu. – Vem, temos que fazer algumas compras.
Ele foi me puxando até fora de casa e o sol realmente não me machucou mais.
Ele tinha uma ferrari. Tipo... uma ferrari preta.
- Que carro. – Disse.
- Gatinha, eu tenho que ter diversão e prazeres na minha existência. – Disse e sorriu,
- Exibido. – Disse e sorri. – Vamos para onde?
- Comprar roupas para você. – Respondeu.
- Mas eu perdi meus cartões e cheque.
- É por minha conta.
- Vocês parecem ter muito dinheiro. – Falei.
- Nós temos, séculos vivos. – Comentou ele. – Mas você também parece vir de uma família burguesa.
- Você sabe que eu sou uma bruxa, certo? – Perguntei e ele assentiu e então continuei. – Então, eu tenho o sangue puro, ou seja: só ancestrais bruxos. As famílias antigas possuem muito dinheiro.
- Eu notei pelas roupas que você usava quando te encontrei na rua. – Disse ele aéreo.
- Na rua? Mas você me encontrou naquela maldita floresta com... – Não conclui a frase, não queria falar no desgraçado.
- Eu vi você na rua, estava caçando e passei por você, mas percebi a varinha embaixo das suas vestes. Bruxas são perigosas. – Disse ele.
- Você iria me matar, não é? – Perguntei olhando para frente.
- Provavelmente, não sou nenhum santo. – Respondeu.
- Mas me salvou, e é isso que importa. – Falei.
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