Agridoce de vida
4 CAPÍTulo 4
Notas iniciais
Gente, eu prometo que vou continuar postando e provavelmente de de segunda!! Me perdoem mas tô toda atrapalhada
— É tudo que eu quero! Você tem noção do quanto eu quero esquecer tudo que aconteceu, depois de todo essa ano eu só preciso de um recomeço eu preciso de uns boys novos. É tudo que eu quero.— O que ela tinha passado esses últimos dois anos era muito esgotante. — Então fechou, vish já é 7:10 a gente podia ir indo né? Pq acho que é um pouco longe. — Vamos pegar um Uber então. — Não, sem Uber! sem isso. Eu vim aqui para me reencontrar, para fazer diferente. Se fosse para ficar fazendo as mesmas coisas eu nem saia de SP. — Tá okay, tá estressada?— Clarisse falou de um jeito irônico. — Não, desculpa é que eu vim com para cá com um único objetivo: Esquecer e Mudar. Eu quero esquecer tudo que me faz sofrer e mudar o rumo que minha vida está indo. — Pior que eu tenho que concordar com você, eu quero ser mais sorridente, ser mais alegre. Deixar o passada no passado, construir um futuro diferente. — Enquanto conversávamos estávamos indo em direção a casa, o melhor de Floripa é que é tudo plaino. — Quando estamos na escola planejamos toda uma vida: Faculdade, Namorado, Emprego... A única coisa que falam é que vai ser difícil mas que um dia se fizermos todo o possível a gente vai alcançar nossos sonhos, mas ninguém diz quanto tempo vai demorar e que entre esse tempo vai vir coisas inesperadas, ninguém diz que quando nos acharmos que estamos num beco sem saída é porque já estamos nele há muito tempo, ninguém diz que a parte mais difícil vai ser descobrir quem nós somos, o que queremos para nossa vida, eles parecem que se esquecem que é um saco essa fase. Que além de termos que lidar com a parte profissional teremos que lidar com os desafios emocionais e que cada vez mais quem deveria cuidar e educar a gente está cagando para isso, e tudo que nós lemos no Facebook e um trilhão de outras redes é que temos que sermos felizes sozinhas que temos que estar contentes em ficar sozinha e quando você não fica assim você se sente culpado, achando que você não é uma boa companhia, mas sabe? Que se Dane isso, que se Dane. Eu não gosto de ficar sozinha, eu gosto de companhia, gosto de ter alguém pra mandar mensagem logo que eu acordo. Gosto de carinho, gosto de romance então que se Dane todo mundo, eu não vim aqui para agradar todo mundo. Eu vou fazer o que eu estiver bem e que se Dane. — Caramba, está mais aliviada? Foi um desabafo e tanto. Mas eu concordo plenamente com você. Mas agora é esquecer que vida nova. Tínhamos chegado na casa, entramos era pequeno, mas era confortável. Colocamos nossas malas no quarto, e fomos tomar banho. Depois que tomamos banho, colocamos a roupa de praia, a Clarisse tinha um corpo legal, peitos médios quadril proporcional então colocou um biquíni que desenhado meio laranja. Eu tinha muita vergonha do meu corpo por isso coloquei um maiô vermelho com desenhos geométricos. Já estávamos prontas, pegamos nossas carteiras e saimos para a rua. Fomos para a praia da Santa Joaquina era uma das mais bonitas da cidade, deitamos na areia e ficamos nos bronzeando enquanto o sol ficava mais forte para irmos para a água. Passamos a tarde entre ficar na areia, entrar na água e comprar comida na praia. Quando era 16:00 resolvemos ir para casa nos arrumar para a balada. Voltamos andando, quando chegamos em casa a Clarisse foi para o banho e eu fiquei mexendo no celular e lembrei que não tínhamos feito comida e eu estava começando a ter fome, então gritei: — Clarisse, estou indo na padaria comprar pão. Estou começando a ter fome. — Tá bom. Peguei minha carteira e fui até a padaria que ficava na esquina da casa. Ela era em um estilo neoclássico, parecida com uma que tinha na Marechal Deodoro, a padaria Palmeiras, eu a Clarisse amávamos a pizza de 5 queijos que tinha lá. Sempre que podíamos comíamos lá. Fui até o balcão e um rapaz loiro, alto de aparentemente 23 anos me atendeu: — Boa tarde, a senhorita quer fez o cardápio? — Sim, Por favor. — Estava olhando o cardápio, percebi que ele estava me olhando.— Tem alguma coisa no meu rosto? — Bah, como você é ignorante! — Ele respondeu em um tom de ironia. — Desculpa, não quis ser grossa. É que sei lá, você ficou me encarando. — Nossa, você é muito desconfiada. Só estava olhando. Não pode?
— Poder até pode, mas não é muito legal, né! Você sabe disso. Por que estava me encarando? — Bah, você é desconfiada mesmo. Não quero matar você. Só achei você diferente. — Diferente? — Deu um riso nervoso— Diferente como? — Bah diferente, só diferente. Você não é daqui né? — Não, Sherlock, sou de São Paulo. — Agora entendi a desconfiança. Por que vocês de São Paulo são assim? Relaxa. — Você gosta de fazer perguntas. Mas agora é a minha vez? Eu sou a 10° ou a 11° que você faz esse joguinho? — Bah — Ele estava começando a se estressar — você não tem fé mesmo, é difícil acreditar que eu tô falando a verdade? — Na verdade é sim. Eu nem sei o seu nome, não posso ficar dando bola pra todo estranho que tem um rosto... Enfim acho que já passei mais tempo aqui do que deveria? Pode me ver 2 X-Burguer e 2 Tortas holandesas, para viagem, por favor? — Claro, mas você podia me falar seu nome, ser simpática às vezes não mata ninguém. — Okay, Helena e o seu? — Vicente, 987457655. — O que foi isso? — Desculpa, foi uma tosse. Ele fez os pedidos e colocou em uma sacola, paguei e fui para casa. Cheguei, coloquei as coisas em cima da mesa, percebi que tinha um papel dentro da sacola. Quando peguei estava escrito: "Vicente, 987457655". Ele realmente era insistente. — Tudo bem Helena? — A Clarisse já tinha acabado o banho e eu nem tinha me percebido. — Tá tudo certo. Foi na padaria e comprei X-Burguer e torta holandesa para nós. — Torta holandesa?! Como eu amo isso— Ela já tinha pegado o pote e uma colher e estava se deliciando. — Isso é divino!! — É muito bom, mas eu vou comer só depois do banho, deixa eu ir logo antes que fique muito tarde. Fui para o quarto enquanto tirava a roupa, peguei o celular e anotei o número que estava no papel. Até que ele era bonito, o que poderia dar errado? Mandei uma mensagem: " Av. Beiramar, 1300. 21:00h" Se ele fosse esperto como pareceu iria para lá. Deixar o celular na cama e fui para meu banho. Quando sai não sabia o que vestir. Se ele fosse eu teria que estar bonita, impressionante, pedi socorro a Clarisse: — Clarisse, o que você vai vestir? Não sei o que vestir, acho que tudo é muito básico. — Ela apareceu no quarto com um vestido preto de alças, no meio da coxa, com decote em V, ele era um pouco brilhoso. Ela estava muito bonita, com o cabelo solto, uma maquiagem esfumaçada.— Uau, você tá muito bonita. Me ajuda, preciso da sua ajuda! —Claro, criatura. Você trouxe aquele vestido vermelho? — Ela já estava mexendo na minha mala. — Acho que trouxe. — Achei, coloca ele, é bonito vai ficar legal. — O vestido era vermelho, com a saia um pouco mais rodada e na parte de cima tinha umas pedras. — Acho que ficou legal, vou com ele mesmo. Agora vou comer que tô com fome. Depois que eu comi, fiz o cabelo e já era 20:20 saímos de casa e pegamos um Uber até a avenida, quando chegamos lá era um pouco antes das 21:00, mas avistei de longe um garoto alto e loiro, era o Vicente. Ele veio na minha direção e falou no meu ouvido: — Você está linda! — Obrigada, você também está bonito. A Clarisse não estava entendendo o que estava acontecendo e disse: — Onde vocês se conheceram? — Em casa eu te conto tudo. Só não me procura essa noite. Ela nem me esperou para entrar e nos deixou a sós. Me coloquei na ponta do pé e falei no ouvido dele: — A noite é uma criança, não é mesmo? Quando eu terminei de falar isso ele só me puxou para mais perto e me deu um beijo. E ali a nossa aventura começava.
Notas finais
Gatos e Gatas me falem o que acharam preciso saber o que vocês querem!! Obrigada por lerem.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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