Agridoce
1 Capítulo Único
A garota respirou fundo, sentindo o olhar profundo do homem sobre si. Carinhoso, observador, predador. Davina poderia olhar naqueles olhos durante horas, dias, anos. Seu tom claro, seu jeito de a ler sem a ler. Ela perdia-se naquele mar, se perguntando se ele era tão bonito antes; mas, de fato, não importava. O agora, o jeito que ele era agora e o jeito que ele a encarava agora, isso importava. Ela se pegava analisando o garoto-homem, seus cabelos acobreados ligeiramente bagunçados, alto e forte, sarado na medida certa. Seu sorriso sacana que tantas garotas seduzira ao longo dos tempos e seus traços delineados, que chegavam a lembrar uma estátua perfeita de um deus grego perfeito.
— Você vai gostar de mim, Davina Claire. — ele dissera. Seu ar despojado e despreocupado a desconcertavam, ele dizia aquilo como se comentasse o tempo — E, por um tempo, vou deixar que você finja que não sabe disso.
A garota arrepiou-se e, contra as tentativas dela, ele percebeu. E sorriu de canto, um sorriso que Davina amava, um sorriso que provocava arrepios como aquele. Ela podia passar horas só contando cada estrelinha, cada brilho nos olhos do outro e tentando decifrá-los. E cada hora seria em vão, ela não conseguiria; ele era indecifrável, e ela gostava disso. Ela gostava do jeito que ele a desafiava, do jeito que ele a fazia sentir viva. E ela gostava do jeito que ele a elogiava e tentava seduzir. Do jeito que ele a conseguia seduzir.
E foi esse jeito dele que a fez beijá-lo.
Se ele ficou surpreso, não demonstrou. Levou suas mãos às costas da garota, se garantindo que ela não fugiria. De fato, tal não era necessário, ela não seria doida a esse ponto. Suas mãos estavam na nuca dele, cutucando seu pescoço e acariciando seus fios de cabelos lisos e macios. O beijo era calmo e Davina queria que ele durasse para sempre, mas ele parecia ficar mais desesperado a cada momento e isso agradava-lhes. A garota não tinha grande experiência naquilo, mas Kol a guiava e como guiava. Era certo e errado. Ele era um pecado.
O beijo era necessitado e o ar dispensável, nenhum dos dois se importava com aquilo. As mãos de Kol desciam por todo o torso da garota e Davina fazia um cafuné em seu cabelo; ele a segurava fortemente e ela gostava. E se ele não tivesse se afastado, ela nunca o teria feito. Ele terminou o beijo com um selinho casto nos lábios doces da garota, o que não era nada o seu estilo. E, novamente, ela se perdia em seus olhos. Seus olhos penetrantes, observadores e predadores. Cinza no cinza. A santa e o pecador, ou talvez o santo e a pecadora.
— Sua definição de “por um tempo” é interessante, senhorita. — ele segurou uma mecha da garota, a colocando atrás de sua orelha para poder ter completa visão do rosto de porcelana da moça. — Você é interessante, Davina. — suas mãos desceram sobre a sua pele macia de seus braços desnudos, o olhar do casal de confidentes seguindo o trilho elétrico que os dedos do homem deixavam no corpo da garota. — Me deixa descobrir você. — sussurrou perto do ouvido da moça, mordiscando o lóbulo de sua orelha. Sua mão desceu até à cintura da moça, apertando bem levemente ali. Ele não a queria assustar, não queria parecer invasivo demais. Mas ele falhou.
Davina estava assustada, verdadeiramente assustada. Algo que não acontecia há bastante tempo. Não dele nem de estar com ele; de si mesma. Do que poderia fazer e das loucuras que poderiam cometer juntos. Estava apavorada. Tinha medo de se entregar e medo de prosseguir. Medo de não poder dar a Kol o que ele queria. Mas não medo dele. Nunca.
— Kol. — ela sussurrou, recebendo um olhar furtivo em resposta. — Eu tenho, ah… que ir.
— E se eu fizer você ficar? — ele desafiou, seus lábios brincando no pescoço da moça, apenas beijando levemente e seu nariz frio provocando arrepios gostosos na moça. — Me responda, Davina.
— Marcel… — ela tentava explicar — Eu tenho que voltar, ele vai me procurar e eles agora sabem quem você é, não vão aceitar que eu esteja com você.
Kol riu, uma risadinha cínica e prepotente. Então, ele contrapôs: — Eles não farão nada. E se fizerem, eu não morrerei. Pularei para outro corpo e poderemos continuar de onde paramos — terminou com um sorriso sacana.
— Eu gosto desse corpo. — Kol sorriu de um jeito convencido. Suas mãos voltaram às costas da moça, a puxando ainda mais para si. Desceram por seus quadris e cintura, parando um pouco acima da sua bunda e apertando levemente ali. A garota suspirou, sentindo os lábios do homem em seu pescoço e suas mãos por suas curvas. Então, reunindo o pouco de forças que lhe sobrava, murmurou: — Eu não vou transar com você num cemitério, Kol.
O Mikaelson levantou seus olhos, olhando a moça daquele jeito que ela amava e odiava. Agridoce. Então, com um sorriso de canto caraterístico seu, disse: — É sobre o lugar? Não seja por isso — Davina não esperava o que viera a seguir. Kol passara seus braços ao redor do corpo da menina, um dos braços sob suas costas e outro sob seus joelhos. A jovem bruxa soltou um grito adorável, segurando seus braços fortemente à blusa do homem, como se fosse se desequilibrar e cair.
Ele achou graça e riu, riu mesmo. Davina soltou um leve bico, pedindo em tom de ordem: — Me coloca no chão agora, Kol! — e foi ignorada com sucesso. Kol segurava-a fortemente, contra qualquer resistência dela. A garota, por sua vez, estava adorando aquilo, adorando o jeito que os músculos do bruxo estavam em contato com seu corpo. E odiava o jeito submissa que ele a deixava, do mesmo jeito que amava o jeito que ele a segurava.
Kol estava se divertindo ligeiramente com tudo aquilo, de verdade, ele achava Davina a garota mais adorável e interessante. Uns metros antes de chegarem ao carro da moça largou-a e esta caminhou na sua frente, se fingindo de brava. Com um sorriso de quem aceitara o desafio, Kol correu atrás dela, puxando seu pulso e girando-a, prensando suas costas na porta do carro. Então, disse: — Por que você não nos leva para aquela sua adorável cabana e nós terminamos o que começamos?
Davina tinha protegido toda a cabana com todos os feitiços possíveis, ela tinha sumido até de qualquer registo e Kol sabia disso. Ele era arteiro e travesso, e ela amava isso tanto quanto odiava. Ela poderia tê-lo afastado, ter-lhe provocado a maior dor de cabeça ou ter o chutado. Mas ela não o fez, ao invés disso, ela simplesmente concordou. E os dois entraram no carro, num silêncio constrangedor que ela detestava, enquanto que ele parecia se divertir às custas das desgraças dela. E, enquanto Davina guiava, focada na estrada e em seus pensamentos, a mão de Kol estava em sua coxa, a apertando e acariciando ali. Quem olhasse para o moreno poderia dizer por sua expressão que aquele era o mais inocente dos atos, mas Davina sabia melhor. Sua respiração estava acelerada e entrecortada, sua pele arrepiada e Kol sabia disso. Kol gostava disso.
Quando chegaram na cabana, Davina ficou sem saber como agir, estava confusa e reticente. Kol saiu do carro, seus pensamentos presos em tudo o que acontecera e em tudo o que estava por acontecer, e vendo as inseguranças da mais nova, abriu a porta para a moça se camuflando de cavalheiro. Por um momento, não havia Klaus, Mikael, Elijah, Finn ou Esther. Eram só eles. Era bom. Era puro e ao mesmo tempo era errado, soava com um pecado. E Kol, quando a viu desarmada, desceu sua mão pelo busto da garota que o encarou, se arrepiando. Ele sussurrara: — Por que não entramos? Ou eu posso levá-la num hotel de cinco estrelas, se estiver mais do seu agrado. — zombou.
Davina decidiu que não bancaria a boba. Soltou-se Kol e caminhou na sua frente com um jeito superior, sustentando o olhar expectante do homem. Não se deu ao trabalho de conter o rebolado e, então, olhando sobre seu ombro e jogando seus cabelos, disse, já parada na entrada da cabana: — Você vem ou não?
Não foi preciso repetir. Kol caminhou rapidamente em direção à morena e, quando a alcançou, ela poderia desejar que ele não o tivesse feito. Mas ela não desejava isso, ela não se atreveria. A porta foi aberta sem muito esforço pelo homem, sob o olhar atento da garota; porém, esta não olhou uma segunda vez. No instante seguinte, o casal encontrava-se dentro da casa e não tente nem lhe perguntar como, Davina não poderia responder, não com os músculos de Kol em contato com seu corpo, a prensando fortemente na parede e a beijando loucamente. Não pararam até chegar no quarto, chocando contra móveis e rindo sobre isso. Era apressado, necessário e urgente.
Quando chegaram no compartimento que abrigava a cama de casal do local, se separaram para tomar ar. Kol encostara a garota na parede, desta vez sem tanta força, apenas beijando e mordiscando o pescoço da moça, marcas que no dia seguinte a lembraria de tudo aquilo. Ela tentava afastá-lo, sem sucesso: — K-Kol… — ela murmurou, com certa dificuldade. Suas mãos foram até aos ombros do moreno, o tentando empurrar, sem sucesso. — Kol. — chamou novamente. A contragosto, Kol direcionou sua atenção à garota, perguntou:
— O que houve, querida?
Davina não sabia o que falar, não sabia como falar. Ela poderia ter passado por sacrifícios, vivenciado mortes e perdas, congeminado vinganças. E ainda assim, lá estava ela, no impasse do ato mais primordial de sua adolescência. E então, ela falou: — Eu nunca fiz isso, Kol.
O homem não se abalou. De fato, acariciou carinhosamente o rosto da garota e, apertando levemente sua cintura com a outra mão, respondeu: — Eu cuido de você. — distribuiu uma trilha de beijos por seu pescoço, aproveitando os arrepios e suspiros da garota. Então, mordiscando o lóbulo da garota, murmurou: — Me deixa cuidar de você.
A garota fraquejou, mas conseguiu dizer: — E-eu… Eu só tenho medo.
Kol parou o que fazia. Por uns segundos que mais pareceram anos, apenas encarou a moça e então, calmo e carinhoso, respondeu: — Você não precisa ter medo. — fez uma pausa, então continuando: — Veja, Davina, eu não posso lhe prometer um felizes para sempre e eu sei que você não me pediria por isso, não na realidade bagunçada em que vivemos. Mas lhe garanto uma coisa que nenhuns desses babacas de colegial lhe podem prometer: eu nunca lhe irei machucar, Davina, nunca. — fez um carinho casto na bochecha da moça então, com um floreio de sua mão, o quarto adquiriu uma luz fraca e aconchegadora, provocada por dezenas de velas agora espalhadas pelo quarto, acesas. O quarto estava quente e cheiroso, tudo aquilo era romântico demais e Davina sabia que aquele não era o estilo de Kol e que ele tivera que se esforçar bastante para conseguir aquilo. Ela adorou. — Me deixa cuidar de você, Davina?
Davina não respondeu, não foi preciso. Seus braços pararam no pescoço de Kol, o puxando mais para si. O homem desceu suas mãos pela cintura da garota, a segurando lá e apertando. E então, novamente, seus lábios estavam juntos, suas línguas procurando por espaço na boca um do outro. Era bom, era certo. Ou talvez não, talvez fosse simplesmente agridoce.
Kol desceu sua mão pela cintura da garota até sua coxa, a puxando para cima e entrelaçando as pernas da garota em seus quadris. Pressionou-a na parede, fazendo-a sentir seus músculos e sentindo seus seios fartos em seu peito. Seus lábios separaram-se e Kol não perdeu tempo, descendo sua cabeça ao pescoço da moça e chupando o local, enquanto Davina suspirava em seus ouvidos. Aquilo estava sendo ótimo demais, para ambos. E enquanto as mãos do homem desciam sobre as coxas e bunda da garota, as braços de Davina estavam sobre seus ombros, enquanto fazia carinhos em sua nuca e puxava seus cabelos bagunçados.
As mãos de Kol deram um apertão forte na bunda de Davina, que por sua vez gemeu baixinho no ouvido do homem e este, incentivado pela reação da moça, apertou uma outra vez, com vontade. Davina encontrava-se corada, em parte pela situação e pela adrenalina e excitação que a preenchiam, mas também por vergonha do som primordial que emitira. Aquilo era tudo novo para ela, mas ela estava adorando. Então, Kol subiu suas mãos à barra da blusa que a garota vestira e ameaçou puxá-la para cima, mas não foi até receber um olhar de incentivo da garota que ele avançou. Ela jogou seus braços para cima, ajudando-o a retirar a blusa.
A atenção de Kol voltou-se para os seios da garota, ainda cobertos pelo seu sutiã preto e discreto. O homem distribuiu beijos pelo colo da moça e pela zona de seu peito não coberta pelo tecido. A garota começara a desabotoar a blusa do moreno, se atrapalhando com os botões e provocando uma risadinha nasalada por parte de Kol, que acabou por ajudá-la. E enquanto Davina terminava de desabotoar os últimos botões da blusa do homem, este levava suas mãos às costas da morena na intenção de se livrar do sutiã da mesma. Ajudando o mais velho, Davina arqueou as costas e, finalmente, a peça foi jogada no chão do quarto. A garota se encolheu em vergonha, porém Kol, se apercebendo disso, sorriu de canto para ela e murmurou um “você é linda”. Suas polegares passearam pela lateral dos seios da garota, provocando um suspiro por parte dela.
A blusa do homem já estava aberta e seu peito nu em contato com os seios rígidos da garota era uma sensação que ambos gostaram. Davina arrepiou-se e soltou um gemido fraco, recebendo em resposta um resmungo de Kol. A garota aproximou suas mãos do colarinho da blusa do homem e empurrou-a até esta deslizar pelos braços do mesmo, caíndo no chão. A garota passou suas mãos sobre os braços fortes de Kol, seu peito e pescoço, raspando suas unhas levemente lá e provocando arrepios no bruxo. Por sua vez, o homem desceu sua cabeça ao peito da moça, distribuindo beijos, chupões e mordiscando lá, deixando a zona sensível, com a única banda sonora dos barulhos de sucção e dos gemidos altos da moça. Esta puxava os cabelos de Kol sem dó, mas ele não se importava e só era incentivado a continuar. Suas mãos seguravam os seios da moça, apertando ora levemente ora mais forte, provocando gemidos altos e convulsões na moça. Ela estava adorando aquilo.
Kol girou-os e levou-os até à cama do quarto, deitando Davina, cuidadosamente, lá. Ambos chutaram seus sapatos e ténis, juntamente com as meias, para algum lugar no quarto, enquanto que Kol desceu suas mãos pelo tronco desnudo da garota, engatando seus dedos na barra das suas calças jeans, acariciando seus quadris com os polegares. Desbotoando o botão e abrindo o zíper, ele desceu a peça, deixando a garota apenas vestindo sua calcinha preta, conjunto do sutiã. A face da garota avermelhou, mas Kol fez um carinho casto sobre a coxa da moça e sorriu tranquilamente para ele, ela amava aquele sorriso. Kol, por sua vez, levou as mãos aos quadris da moça, depositando um beijo em seu pescoço e girando-os, deixando uma Davina confusa sobre ele.
A garota não sabia o que fazer, mas ficar parada não a ajudaria. Ainda hesitante, Davina levou sua mão ao cabelo jogando-o para trás e deixando Kol com uma visão perfeita de sua cara perfeita. A bruxa deixou suas mãos percorrerem todo o peito de Kol, logo depois beijando e mordiscando o trilho que suas mãos outrora fizeram. O homem estava inquieto e soltava alguns gemidos deliciosos, Davina estava amando ser capaz de provocar tais sensações no ex-Original. Suas mãos caminharam por todo o torso do homem, desabotoando as calças desajeitadamente. A garota, ainda hesitante, avançou com sua mão para o volume sob a boxer do bruxo, massageando levemente ali.
Era grande demais, não? Caberia? Ela estava com medo. Kol soltou um gemido abafado e, percebendo a intensão da garota, Kol virou-os de novo e livrou-se das calças.
Seus lábios colaram-se, suas mãos percorreram todo o corpo da garota, busto, cintura, quadris, bunda, coxas; ele parecia querer tocar, marcar e segurar cada zona de carne livre ali, parecia querer marcar aquele momento. A garota suspirava entre o beijo, suas mãos nas costas do garoto enquanto este apertava sua bunda e massageava seus seios com a outra mão. As unhas da garota passeavam pelas costas do homem, castigando aquela zona de pele e ele não se queixava.
Eles estavam fervendo.
Kol desceu seus beijos novamente ao pescoço da moça, mordiscando e raspando seus dentes lá, Davina pegou-se se perguntando como seria conhecê-lo vampiro. Mas não importava, não naquele momento. Davina estava ofegante ainda, mas soltou um gemido forte quando as mãos de Kol desceram até à barra de sua calcinha, puxando-a lentamente para baixo e dando leves mordidas ao longo das pernas torneadas da garota. Ele olhava-a de um jeito sedutor, parecia querer hipnotiza-la enquanto tirava a última peça que a cobria.
Quando finalmente a garota se encontrava nua na sua frente, Kol sentiu-se vitorioso. Ele estava adorando ter sua vida de volta, estava adorando aqueles momentos bons naquela realidade bagunçada, estava adorando Davina e estava feliz que ela o estivesse adorando de volta. Com vontade, os dedos do mais velho percorreram a intimidade da garota, que gemia e puxava seus cabelos, sem se importar. Era desejo, era puro desejo. Primordial. Ela amava o jeito que Kol a explorava e a arrebatava, enquanto acariciava e massageava seu sexo. E ela estava adorando todas aquelas novas sensações, estava adorando estar fazendo aquilo. Com ele.
Calmamente, e não querendo assustá-la, Kol trilhou um caminho de choques elétricos pela intimidade da moça, até chegar a sua entrada. Com cuidado, introduziu um dedo lá e provocou um gemido na garota, num misto de prazer, desconforto e dor. Ainda assim, ela incentivou-o a continuar. Kol investiu lentamente, adicionando outro dedo, preparando o corpo da garota para o que viria. Então, abaixou sua cabeça até à intimidade da garota e o grito que esta daria perdeu-se em sua garganta quando sentiu a língua de Kol em seu clitóris.
Ele estava levando ela além das nuvens. Ela estava adorando.
Davina contorcia-se, sua mão agarrava o lençol, puxando-o e a outra puxava os cabelos de Kol, que estava amando o efeito que causava nela. Uma das suas mãos segurara a coxa da garota sobre seu ombro, enquanto a outra ainda estava em sua entrada e sua língua explorava toda a intimidade da garota. Era quente, fervente, sexy, urgente e necessário.
Kol estava a fim de torturar Davina e ele estava conseguindo. Retirou seus dedos da entrada da garota e afastou-se de sua intimidade, ouvindo um resmungo descontente por parte da morena. O bruxo subiu seus beijos pela virilha da garota, sua barriga e umbigo e seu abdómen. Davina, em êxtase, desceu suas mãos por todo o tronco de Kol, parando na barra de sua boxer e a puxando para baixo de um jeito visivelmente desesperado. Com a ajuda de Kol, Davina chutou a boxer e logo o homem estava completamente nu. A bruxa mordeu o lábio, observando o corpo do garoto e seus olhos pararam em seu membro, onde sua excitação era visível. Kol observava cada movimento da moça, atentamente.
Vendo o desconforto de Davina, o bruxo desceu suas mãos pelas curvas da garota e depositou um beijo casto em sua bochecha. Então, olhando-a profundamente, Kol perguntou: — Está tudo bem para você?
Davina respirou fundo, tentando formular uma frase decente. O que saiu foi: — S-sim… Deus, sim. — de fato, não foi algo muito decente não. No entanto, ela continuou: — Só não p-para. — atendendo ao pedido da mais nova, Kol acariciou levemente sua bochecha e desceu sua mão pelos seios da moça até sua coxa, afastando levemente as pernas da garota. Então, com um olhar sedutor e carinhoso que apenas fez Davina alucinar, ele avançou. Lentamente, seguro e cuidadosamente.Davina não conseguiu conter o resmungo de dor, sentindo seus olhos se encheram de lágrimas e suas mãos seguraram as costas de Kol como se este fosse seu porto-seguro. Bem, talvez fosse. O homem esperou pacientemente que a garota se acostumasse às novas sensações; suas mãos acariciavam todo o corpo da moça, tentando fazer com que ela descontraísse. Massageou seus seios e limpou uma lágrima que escorrera pelo rosto da morena, enquanto segurava firmemente uma das suas coxas.
A garota abriu os olhos lentamente, sem se lembrar de os ter fechado. Kol perguntara-lhe como ela estava e ela só conseguia pensar numa palavra, maravilhosa. Então, respondeu: — Bem — sorriu fraco — Pode c-continuar. — respondendo ao incentivo, Kol movimentou-se lentamente, num vai-e-vem delicioso que Davina estava experimentando e adorando de primeira. A dor ainda se fazia presente, mas seria ela clichê ao pensar que agora o prazer se sobrepunha a tudo?
Davina gemia, seus braços contornando Kol e se segurando firme e fortemente a ele, sentindo seus movimentos que a levavam ao delírio. Kol estava mais rápido e forte agora, enquanto a garota apenas pedia por mais. Suas investidas eram urgentes, ferventes e a cada nova estocada Davina sentia como se todas as suas barreiras estivessem caíndo, Kol tinha a capacidade de fazer isso.
Kol investia fortemente, seu ritmo só tendia a aumentar e Davina amava isso, ela gemia alto e se contorcia, unhando as costas de Kol com vontade. Eles estavam fervendo, era insano, necessário, urgente.
Agora Davina está se aproximando de seu ápice o mais velho mantém um ritmo forte e firme. Kol desceu suas mãos pelas coxas da garota, pegando uma das suas pernas e a deixando sobre seu ombro, ainda estocando forte e rapidamente. Davina gemia fortemente, ainda arranhando as costas de Kol. Então, num grito agudo que atravessou sua garganta, Davina chegou ao seu ápice.
O bruxo ainda estocava fortemente, agora incentivado pelo prazer da garota. Segurou Davina pelos ombros, girando-os e deixando Davina sentada sobre si, peito contra peito. Suas mãos pararam na cintura da garota, a ajudando a se movimentar para cima e para baixo. Ambos gemiam, em sincronia. Os movimentos não paravam, gotículas de suor escorriam pela testa de Kol e Davina estava ofegante, já um pouco cansada – mas não paravam. A garota rebolava seus quadris contra o membro do mais velho, que a ajudava com os movimentos de vai-e-vem.
Eles estavam mais lentos agora, mas nem um pouco menos firmes. Aproveitavam cada movimento e cada espaço, cada sensação como se fosse a última – talvez você aprenda a viver desse jeito ao fim de um tempo. Talvez a vida, agora finita, de ambos, fosse instável demais para desperdiçar, os momentos de puro prazer e êxtase como aqueles. Talvez, de fato, eles apenas quisessem aproveitar ao máximo, lançando um dedo do meio para qualquer um que se opusesse.
Os movimentos não paravam, a respiração de Kol estava entrecortada. Então, Davina chegou ao seu segundo ápice da noite e após algumas estocadas, Kol gozou. Suas testas estavam coladas agora, os únicos barulhos no quarto eram as respirações ofegantes de ambos e a melhor sensação era seus peitos em movimento sincronizado. Os olhos de Kol estavam fechados, enquanto Davina se pegava observando a sua beleza.
Ele saiu de dentro dela, a abraçando e depositando um beijo sobre sua testa. Então, ameaçou levantar-se, mas não fez. Nesse momento, Davina segurou sua mão e pediu: — Fique.
Ele ficou. Não importava se Marcel o pegaria, talvez Klaus, Esther ou mesmo Mikael. Eles estavam seguros, porque eles tinham um ao outro. E isso bastava, não eram os bruxos ali, nem os sacrificados e nem os mortais que sangravam fácil – como Klaus diria. De fato, eles eram apenas eles. E isso era o suficiente. Porque, naquele quarto, eles se deitavam; abraçados e suados, com a memória do que viveram na sua mente. Dos momentos bons e de ter um ao outro, eles estavam realizados. Talvez fosse amor, ou talvez fosse simplesmente um pecado. Um pecado agridoce.
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