Agora Ou Nunca
9 Um tormento chamado Neji
Notas iniciais
Tenten caminhava nas ruas londrinas. Tinha acabado de visitar uma de suas obras e estava satisfeita com o resultado. A obra caminhava de acordo com o cronograma. E agora procurava um lugar para comer. Estava próximo ao Parlamento e honestamente queria ficar o mais longe possível do lugar. Por ser um ponto turístico (tudo bem que é um lugar importante para o Reino Unido, mas não deixa de ser turístico), sempre estava cheio de gente.
Foi quanto estava caminhando, atravessando a rua, que avistou aquela cabeleira no meio de alguns turistas. Ele tinha brilhando de fascinação que não percebeu um moleque se aproximando dele. Com certeza ia assaltar Neji. Não gostava dele, mas não podia deixar uma coisa acontecer com ele. Precisava fazer uma coisa. Foi então que teve uma idéia.
— Meu amor! Desculpa pela demora. Fiz você esperar muito? – então Tenten ficou de frente para Neji e o abraçou.
Aproveitando que o moreno não via o seu rosto, lançou um olhar desafiador ao moleque. Ele que não se atrevesse a fazer o que estava pensando em fazer. Ela estaria de olho. E o garoto percebeu que o homem não estava mais distraído.
— Como é que? Finalmente percebeu que não adianta lutar contra e decidiu se render a mim? Gostei!
— Menos cabeludo, quase nada! Estava apenas te livrando de ser assaltado. Você não percebeu, mas tinha um delinqüente atrás de você pronto para levar essa sua câmera fotográfica.
— Poxa! Obrigado. Mas precisava me chamar de “meu amor”? Não poderia apenas chamar a minha atenção? E também me abraçou. Não que eu tenha odiado. Na verdade adorei. Aliás, quero mais um abraço. Você é quente. – Neji deu um passo a frente com braços abertos pronto para abraçá-la novamente.
— Sai Hyuuga. Quer saber? Não te ajudo mais. Faço uma boa ação e você já vem com abusos. Tchau pra você e infelizmente pra mim, até de noite.
— Não vá! – pede Neji segurando o seu braço, já que Tenten tinha dado as costas para ele, pronta para ir embora. – Já almoçou? Vamos comer juntos?
— Não.
— Vamos vai. Não conheço a cidade ainda. Não sei qual lugar é bom para comer.
— Não. Tchau. – e Tenten deu as costas e saiu andando sem esperar uma resposta de Neji.
Mas o moreno não se deu por vencido. Simplesmente decidiu ir atrás da Mitsashi.
— Então eu vou com você.
— Vai procurar o que fazer!
— Mas eu já achei! Ficar ao seu lado.
— Não quero você por perto.
— Por favor, Tenten. Ou então vou ficar atrás de você até você cansar.
— Saco! O que você quer?
— Eu já disse. Você! Mas não vamos falar disso agora. A verdade é que estou perdido. Acontece que só vou começar no novo emprego semana que vem. Então decidi dar um passeio pela cidade. Conhecer os principais pontos turísticos, mas acabei me perdendo. Não sei como eu volto pra casa. E ainda por cima estou com fome.
— Você é um caso perdido, Hyuuga. Olha, vou te levar até o metrô mais próximo daqui aí você segue as coordenadas que darei até você chegar em casa. É o máximo que conseguirá de mim.
— Mas estou com fome. Poderíamos almoçar juntos antes, o que acha?
— Não estou com fome.
— Então acho que você irá à marra.
— O que quer dizer com isso?
Mas Tenten não teve tempo de assimilar nada. Neji já a tinha pego no colo e jogado em suas costas, como se fosse um saco de batata.
— É bom dizer um lugar bom nós comermos ou então te carregarei assim o dia inteiro. – e saiu andando a lugar nenhum, afinal só queria chama a atenção da castanha.
— Me ponha no chão!
— Não. Me fala onde poderemos almoçar primeiro.
— Me ponha no chão! Estou de saia. As pessoas vão ver minha calcinha!
— Pena que eu não conseguirei ver. Iria apreciar, e muito, a visão. Me fala primeiro um restaurante.
— Por favor Neji. Ponha-me no chão e aí eu falo. Mas por favor, me ponha no chão.
— Promete?
— Prometo.
— Ao contrário de você, eu confio em você.
E assim ele a colocou finalmente no chão.
— Você é louco.
— A culpa é sua. Você me deixa assim.
— Tá, tá. Chega de papo. Vamos até o metrô.
— Você prometeu almoçar comigo.
— E vamos. Só que não aqui. Conheço um lugar mais tranqüilo e a comida é ótima.
— Hum... Estou começando a gostar do lugar. Dependendo poderemos jantar lá também o que acha?
— Andando Hyuuga.
Tenten saiu na frente. Não queria encarar o moreno que forma alguma. Nunca sentiu tanta raiva por alguém como estava sentindo por ele.
A verdade é que poucas às vezes dispensava um homem, principalmente um bonito e charmoso e justo quando decide fazer isso, ele se tornava um tormento em sua vida. Ia acabar com a graça dele. Só não sabia ainda como.
O almoço correu tranqüilo. Isso se considerar as cantadas e olhares sugestivos que Neji lançava à Tenten e as dispensas que ela dava a cada investida dele. Mas o moreno queria conhecê-la um pouco mais. Queria quebrar aquele muro que ela estava construindo para que ele não se aproximasse. E hoje, totalmente ao acaso acabou sendo um ótimo dia para isso.
Já Tenten estava desesperada para se livrar dele, mas isso estava se tornando uma missão quase impossível, pois assim que acabaram de comer notou que Neji parecia não querer seguir seu rumo. Estava mais interessado em seguir o mesmo rumo da Mitsashi.
— Vai ficar me seguindo até quando?
— Até voltarmos pra casa. Juntos.
— Me erra! Segue o teu rumo.
— Obrigado. Prefiro ficar com você.
— Já passou pela sua cabeça que eu não quero você por perto?
— Já sim. E quer saber? Problema seu. Eu quero você sempre perto de mim, então você terá que me agüentar.
— Por quê? Investe em outra garota. Desista de mim. Eu não quero nada com você. Me deixa em paz!
— Já disse. Gostei de você. Você me fascina, por isso não desistirei. E sei que você só está com medo, mas no fundo também me quer. Por isso não desistirei até você finalmente se render a esse sentimento.
— Tenho que trabalhar. Por isso fora!
— Desista de trabalhar. Já perturbei seus pensamentos de mais. Não conseguirá se concentrar. Vamos aproveitar o resto do dia e passear um pouco. Bem... Claro que se você recusar meu convite posso te levar carregada igual mais cedo antes do almoço.
Neji falou com um sorriso de canto, olhando fundo nos olhos de Tenten e fazendo um carinho no rosto dela.
Realmente aquele convencido a tinha perturbado, e muito com toda aquela proximidade. Mas não poderia fraquejar. Tinha que se livrar dele.
— Desculpa, mas realmente tenho que trabalhar. Ainda não sou dona do meu próprio negócio. Devo satisfações do meu serviço ao meu superior. Além do mais, tenho outro cliente para visitar.
— Está querendo fugir de mim, isso sim.
— Não estou querendo fazer o meu trabalho bem feito e você não está deixando. – Tenten já estava exasperada. Porém não mentiu para ele. Realmente tinha um cliente para visitar.
— Tudo bem. Não vou insistir. Mesmo porque nos veremos em casa. Mas até lá, sentirei saudades. Te esperarei ansioso.
Neji segurou o rosto de Tenten com as duas mãos e abusado como era, deu um beijo no canto da boca dela. Quem andasse na rua e tivesse prestado atenção apenas na última frase dele acharia que se tratava de um casal que estavam se namorando enquanto de despediam.
O Hyuuga não esperou pela reação de Tenten e assim como fez no dia em que se conheceram, deu as costas e saiu. Deixando para traz uma Mitsashi totalmente bestificada. Novamente piscou os olhos várias vezes e tentou reorganizar suas idéias.
“Sujeitinho abusado!” Pensou, virou à esquerda pronta para ir embora e voltar ao serviço. Estancou, olhou em volta e constatou que estava do lado contrário. A empresa fica do lado direito. Tomou o rumo certo e foi. “Ainda por cima estou perdendo o meu senso de direção. Nenhum homem me deixou assim, não será ele que fará. Concentre-se Tenten, concentre-se.”
Fale com o autor