Agora Ou Nunca
29 Segredo revelado
Notas iniciais
Agora vou demorar um pouco para postar. Estou escrevendo o novo capítulo e estou com um pequeno problema chamado inspiração... hehehe
Mas prometo não demorar muito.
Boa Leitura!
Sakura caminhava nervosa para a sala de reunião. Sasuke estava logo atrás dela. Naruto estava falando com Hinata.
– Mas quem é esse cara?
– Sasori Akasuna.
– SASORI?
– É... Eu sei. O famoso ator...
– Famoso o escambau! Naruto, escuta. Vai atrás da Sakura.
– Tá eu vou. Alguém precisa segurar essa rosada!
– Segurar? Deixa ela matar o cara! Quero que a ajude a fazer isso!
– Ei! Calma! Não é para tanto! Não vamos oferecer a Sakura à esse cara!
– Vá! Faça o que pedi.
– Tudo bem.
= = = = =
A porta da sala de reunião abriu num estrondo.
– Quero falar com ele. A sós!
– Sakura, escuta. Estamos negociando... – Kakashi tentava falar, mas foi cortado pela Haruno.
– NÃO OUVIU? QUERO FALAR COM ELE A SÓS!
Todos saíram, com exceção de Sasuke, que permanecia atrás de Sakura.
– Você também Sasuke. Saia, por favor!
– Deixe-me ficar, Sakura. Você está nervosa e eu não vou permitir que ele te faça nenhum mal.
– Ele não fará nada. Saia por favor.
– Sakura...
– Por favor, Sasuke.
O moreno saiu. Sakura fechou a porta.
= = = = =
Aquilo já estava ficando enjoativo. Sakura sempre de uma forma ou de outra faziam todos da Potter & Johnson pararem de trabalhar e assistir alguma coisa relacionada à rosada. Hoje não era diferente. Todos estavam de olho no vidro enorme que separa a sala de reunião e o pátio principal, onde a maioria trabalha.
Era notável a tensão que estava naquela sala. Sakura era a mais nervosa.
“O que está acontecendo ali?” perguntava-se Sasuke.
“Rapaz! Nunca vi a Sakura nervosa desse jeito!” se assustava Naruto.
“Desde quando ela conhece o Sasori? E o Sasuke não vai fazer nada?” admirava Karin.
“Nota mental: nunca arrumar briga com a Sakura! Coitada da mesa...” pensava Kakashi, depois do oitavo murro que a Haruno dava ma mesa.
= = = = =
Meia hora havia passado. Nada deles saírem. E por incrível que pareça, nenhum deles estava devastado da briga. Sim, briga. Mesmo não escutando nada, dava para saber que aquilo não era uma conversa amigável. Longe disso.
– CADÊ ELES?
– Lee? Calma! Estão ali na sala de reunião. – Naruto respondeu assim que viu o amigo da namorada espumando de raiva. Ele não era o único. Hinata, Ino e Tenten também estavam com uma aura assassina.
Quem não estava entendendo nada era Joshua, Gaara e Neji que vieram para tentar acalmar o namorado, namoradas e prima. O que não conseguiram.
Os múrmuros da sala cessaram assim que viram a Haruno dar um tapa no famoso ator. O pior não foi isso. Sasori revidou, fazendo-a cair no chão.
– FILHO DA PUTA! – Lee gritou e correu em socorro da amiga. Tenten, Ino e Hinata logo atrás.
– Vocês ficam. Isso é com a gente. – Hinata bloqueou um Sasuke nervoso e namorado das amigas e o seu próprio.
Depois o que se viu foi Lee entrando de supetão na sala e dar um soco na cara de Sasori.
– ENCOSTA UM DEDO NELA E VOCÊ MORRE! VOCÊ NÃO FARÁ MAIS MAL NENHUM À ELA SEU COVARDE!
A briga foi inevitável. Lee e Sasori trocavam socos e pontapés. Não era só de Lee que Sasori apanhava. Hinata e Tenten também entravam na briga. Ino ficou para acalmar Sakura.
Foi necessário chamar a segurança para acalmar os nervos daquela turma.
– ESTÁ AVISADO. FAÇA ALGUM MAL À SAKURA E NÃO HESITAREI EM TE PREJUDICAR DE ALGUMA FORMA! SUMA DE VEZ DA VIDA DELA!
– ISSO NÃO VAI FICAR ASSIM SEU BICHA! EU AINDA TENHO UM ACERTO DE CONTAS A FAZER COM ELA.
– SOU GAY SIM, NÃO ME ENVORGONHO DISSO. MAS BEM QUE VOCÊ LEVOU UMA VERDADEIRA SURRA DA BICHA AQUI! E CHEGA PERTO DELA MAIS UMA VEZ E VOCÊ MORRE!
– É O QUE VEREMOS!
Sasori saiu da agência com seu agente. Aquilo não saiu como o planejado. Mas não iria desistir tão fácil assim.
Lee ainda estava nervoso. Se tinha uma coisa que o tirava do sério era mexerem com suas amigas. Isso ele não permitia. Foi em direção à rosada, que ainda permanecia no chão, nos braços de Ino e chorando compulsivamente. Pegou-a no colo e foi em direção à saída. Sakura encolheu a cabeça nos ombros do amigo e o abraçou forte.
– Hina, pega as coisas da Sakura. Vamos embora.
– Lee, deixa comigo. Eu a levo.
– Sasuke, eu sei que você quer ajudar e a proteger. Isso é muito bom e é tudo o que ela precisa. Mas agora você só atrapalharia. Ela precisa de nós. Dos amigos dela de infância. Mas apareça lá na casa das meninas à noite. Ela estará mais calma.
– Mas...
Lee virou e saiu, com as meninas logo atrás.
– O que foi isso? – Joshua perguntou.
– Não sei. Mas não estou gostando disso.
– Olha, tem que ser algo muito grave para tirar o Lee de casa. Ele tem que descansar e toda aquela briga com certeza não fará bem à ele.
– Posso imaginar. Mas à noite eu vou até a casa delas para ver como a Sakura está.
– Bem vou indo. Eu também vou para casa delas. O Lee provavelmente passará o resto do dia lá e esquecerá de tomar os remédios.
– Tudo bem. A gente se vê mais tarde.
Todos que não trabalhavam lá saíram. Os que trabalhavam não conseguiam conciliar o serviço.
– Bem gente bonita! Acho que o expediente por hoje podemos dar por encerrado, não? Vãos todos embora e recomecemos amanhã. – Kakashi falou.
Não precisou falar uma segunda vez. Todos estavam encerrando o computador e pegando suas coisas. Sasuke foi o primeiro a sair. Iria direto à casa da rosada. Naruto foi junto. Não ficou surpreso quando encontrou não apenas Joshua, que tinha avisado que iria. Mas também Gaara, sua irmã Temari e o namorado dela, Shikamaru também estavam lá.
Gaara encontrou a irmã na porta do seu serviço. Iriam embora juntos, mas quando ele contou o que aconteceu com Sakura, ela quis ver como a mais nova amiga estava.
= = = = =
– Como ela está? – Sasuke perguntou.
– Dormindo. Demos um calmante para ela. – Hinata perguntou.
– Afinal de contas, o que foi aquilo?
– Senta. A história é longa. E é melhor saber por nós, do que por outra pessoa. – Lee respondeu assim que apareceu na sala. Estava vindo do quarto de Sakura.
Estavam todos sentados, na medida do possível, de forma confortável.
– Lee... Por favor, só me responda uma coisa. O que Sasori Akasuna tem a ver com a Sakura. Tudo bem que ele é um ator famoso, mas falar o nome dele para vocês é como se falassem um palavrão bem feio. – Sasuke queria saber de toda a história, mas a fixação de Sasori por sua namorada não o agradava, ainda mais o nervosismo da mesma e seus amigos estava deixando-o intrigado.
Lee respirou fundo antes de responder:
– Sasori é ex-namorado da Sakura. Isso foi a muito tempo atrás e o relacionamento não acabou de forma amigável.
– O que aconteceu? – Gaara perguntou.
– Ele tentou matá-la.
– COMO?
– Se acalme Sasuke. Será que agora podemos contar tudo desde o início?
– Mas... Tudo bem. Pode contar.
Lee começou:
– Nós temos um motivo para sermos muito unidos. E o motivo sou eu. Morávamos em uma cidade pequena e quando assumi minha homossexualidade todos os moradores começaram a me olhar feio, como se eu fosse algum doente, uma aberração, um ser mutante ou algo assim. As únicas pessoas que ficaram do meu lado foram minhas amigas: Sakura, Hinata, Ino e Tenten. Elas enfrentaram toda uma cidade, e o pior, toda a família delas em nome da nossa amizade. Quem não teve muitos problemas com a família foi a Sakura. Ela já tinha seu próprio drama pessoal. Sua mãe foi mãe solteira. Ninguém naquela cidade se aproximava de mãe e filha. Tratavam-nas como uma qualquer, mulheres da vida. Não queriam esse mau exemplo dentro de casa. Por isso ela vivia excluída na escola. E fui eu quem a acolheu. Depois veio a Ino, a Tenten, e por último a Hinata. Cada uma com seus dramas. Éramos o grupo ignorado na escola. Isso nos uniu mais ainda. Voltando à Sakura... Mesmo a sua mãe sendo solteira, ela sempre se deu ao respeito. Nunca colocou um homem dentro de casa. Mas a sociedade é hipócrita. A julgava sem a conhecer direito. E a verdade é que ela se apaixonou por um homem e quando ela contou que estava gravita, ele fugiu. Abandonou-a e nunca mais a procurou. Por isso as pessoas a olhavam torto. Todos os homens achavam que ela era uma mulher da vida e sempre tentavam levá-la pra cama. Inclusive os pais delas. – ele aponta para as amigas.
– Verdade. Mas a Sakura e a mãe dela nunca abaixaram a cabeça. Por mais que meu pai tentasse derrubá-las, elas se reerguiam de cabeça erguida e ainda mais forte. – Hinata falou.
– Seu pai tentou prejudicar a Sakura? Como? E ele tinha capacidade para isso? – Naruto estava confuso.
– Ele tentou prejudicar mais a mãe da Sakura, do a nossa amiga. E sim, ele tem poder para isso.
– Hinata não é pobre, Naruto. – Neji se intromete.
– Não?
– Não. Mas também não sou uma milionária. Meu pai tem um pequeno banco na cidade. Atende somente fazendeiros ou empresas grandes da região. Sem ele, muitas pessoas quebrariam. Isso faz dele poderoso por lá.
– Caramba!
– Continuando... – Lee interrompe. – Sakura teve um pouco de paz quando começou a namorar um rapaz no segundo ano do Ensino Médio. Sasori Akasuna. Dois anos mais velho que nós. Era o homem perfeito. Sempre educado, bom-moço, e sempre protegendo nossa amiga. Não tinha quem não gostasse dele. Até nós gostávamos dele! Foi com ele que nossa amiga perdeu a virgindade. Mas no final ele acabou mostrando ser um verdadeiro monstro. Sakura acabou ficando grávida. Já estávamos no último ano, faltando apenas alguns meses para nos formar. Sasori fazia cursos de teatro. Sempre quis ser ator. Mas ele não quis reconhecer a paternidade. Sakura ficou desesperada. Já não bastava sua mãe, agora a cidade inteira iria falar dela também. Cometer o mesmo erro da mãe era de mais para nossa amiga. Dizia que era alguma maldição. Foi então que o pior aconteceu. Eles brigaram. Ele queria que ela tirasse a criança. Ele tinha recebido um convite para fazer uma peça. Não queria que o aparecimento de um bastardo estragasse sua carreira. Eles brigaram feio naquele dia. Ele foi bem agressivo com a Sakura. Então a empurrou escada abaixo. Deixou-a lá gemendo de dor no chão e foi embora. Com muito custo ela conseguiu arranjar forças para pegar o telefone e ligar para mim. Corri para socorrê-la e levá-la ao hospital. Foi a sorte. Se demorasse mais um pouco ela acabaria morrendo, pois perdeu muito sangue. O aborto foi inevitável. Lembrando que gravidez na adolescência sempre é de alto risco, agora imagine uma carga de estresse, uma agressão física seguida de rolar escada abaixo. Sakura só não morreu porque cheguei a tempo.
– Nunca imaginei que Sakura tinha sofrido tanto assim. De todas sempre a achei mais fechada, mas não fazia idéia de toda essa história! – Temari foi a primeira a falar.
– Mas uma coisa me intriga. – Sasuke fala.
– Imagino... – Lee já sabia onde ele queria chegar.
– Sasori disse que tinha acerto de contas a fazer com a Sakura. A história deles não acaba nessa briga.
– Você se importa mesmo com ela.
– Não faz idéia!
– Me alegro em saber. Mas não a faça sofrer como aquele covarde fez...
– Nunca! Mas me conta. Tem algo a mais que eu deva saber, não é?
– Tem sim. Depois desse episódio, denunciamos Sasori à polícia e ele foi preso. Ficou poucos dias atrás das grades. Depois disso ele sumiu. Imaginamos que tínhamos nos livrado dele para sempre. Mas a cinco anos atrás ele apareceu. Estávamos na nossa cidade visitando nossos parentes quando o vimos. Ele queria saber do filho. Exigia os direitos dele como pai. Como tudo com que envolve Sasori acaba em briga, dessa vez acabamos na delegacia. Ele tentou bater na Sakura novamente e interferimos na discussão. Sasori acabou dormindo atrás das grades de novo, mas dessa vez, como ele já tinha influência, ele tratou de abafar o caso, ele conseguiu evitar a mídia. Alguns meses depois minha mãe me ligou contando o porque ele querer só agora reconhecer o filho. Ele se tornou estéril. Da primeira vez que foi preso os outros encarcerados deram uma verdadeira surra nele e por isso não pode ter mais filhos. E Sakura se tornou a última esperança dele ser pai. Mas nunca contamos a ele a história do aborto. Já basta todo o mal que ele causou a minha amiga!
– Que história mais chocante! – Temari estava boquiaberta.
– Chocante sim. Depois do episódio do aborto tratamos de nunca mais sofrer nas mãos de homem algum. Todas nós, e o Lee também, entramos para academia e aprendemos defesa pessoal. Por isso o Sai e o Kiba tiveram problemas com a gente. – Ino diz de uma forma sapeca.
– Como ela está agora? Mais calma? – Sasuke ainda estava preocupado.
– Não. Por isso demos um calmante à ela. – foi Hinata quem respondeu.
– Por que não deixaram eu cuidar dela? – Sasuke ainda estava chateado por não terem deixado ficar com ela.
– Você não sabia da história. E sempre fomos nós cinco. Um protegendo o outro. Confiamos um no outro. Por que você acha que sempre largamos tudo o que estamos fazendo e vamos socorrer aquele que grita Código Vermelho? Aliás, porque você acha que criamos o Código Vermelho? Foi depois desse aborto da Sakura. Ela quase morreu por culpa de um homem que agiu covardemente. Depois disso ela nunca mais confiou em homem algum. Conheceu outros, mas ninguém digno de confiança. Então ela foi se fechando cada vez mais. – Tenten explicava.
– Entendo...
– Agora que sabe a verdade, o que pretende fazer?
– Como assim? Ficar ao lado dela, é claro!
– Escuta Sasuke. Nunca contamos essa história a ninguém. Você é o primeiro e espero ser o único cara que se envolve com a minha amiga e contamos o seu passado. Se decepcioná-la, estará comprando briga com todos nós. Posso ser gay, mas não sou nenhum fracote, como pode ter percebido.
– Não pretendo sair de perto dela.
– Assim espero. – Lee ainda estava na defensiva. Queria proteger a amiga.
– Posso vê-la?
– Mas ela está dormindo... – Ino respondeu.
– Mesmo assim. Não quero que ela pense que vou abandoná-la.
– Tudo bem. Pode ir. Mas nós vamos ficar aqui. Também queremos ficar por perto quando ela acordar. – Lee permanecia irredutível.
– É incrível a sua dedicação a Sakura. – Gaara se pronuncia.
– Não é só com ela. É com todas elas. Foram elas que me deram força quando toda uma cidade me excluía, me agredia, não fisicamente, mas com palavras. É por isso que sou eternamente grato a cada uma delas. Por isso nossa amizade é indestrutível.
Sasuke foi em direção ao quarto de Sakura. Queria ficar ao lado dela, ser a primeira pessoa que ela visse ao acordar. Por isso sentou na cama da rosada, apoiando o tronco na cabeceira e ficou velando o sono daquela que ocupava seus pensamentos.
Notas finais
Bjs.
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