Agora Ou Nunca
2 Ressaca pós aniversário
Notas iniciais
Boa Leitura!
Dia seguinte. Quinta-feira. Não havia uma pessoa que não estava com dor de cabeça naquela casa. Mas tinham que acordar cedo e ir trabalhar.
É um dia normal, com uma rotina normal. Apenas o humor deles era que não estava nada normal. Devido a ressaca do dia anterior. Ninguém queria conversa. Sakura então, se já não ficava de papinhos com seus colegas de trabalho, imagina com a ressaca que estava. Não os queria por perto nem que a salvação da raça humana dependesse disso.
Entrou na Potter & Johnson e fez seu trajeto até sua mesa, como sempre fazia, desejando apenas bom dia às pessoas, como pedia a boa educação. Mas de bom não tinha absolutamente nada.
A Potter & Johnson é uma empresa de publicidade. Não é uma grande empresa, mas a cartela de clientes é grande e considerável. Sakura é a contadora, responsável não apenas pela parte fiscal, mas como também pelos reembolsos dos publicitários, quando estes fazem almoços ou jantares de negócios. A atenção era dobrada com eles. Sabia muito bem que eles queriam dar uma de espertos colocando notas fiscais diversos apenas para o cheque deles serem maiores. Já viu até nota fiscal da compra de um terno entre as notas de restaurantes. Ela conta com a ajuda de mais dois assistentes.
Sasuke entrou a pouco tempo. Exatos três meses. É o publicitário-chefe e neste momento está com um cliente grande nas mãos, ou seja, com a criatividade fervilhando em sua cabeça. Naruto, seu braço direito também é publicitário. A parte dos criativos conta ainda com mais quatro pessoas, todos homens e um mais machista que o outro.
Karin é a recepcionista. Ela divide a função com mais uma garota. Apesar de se vestir de forma provocativa, ela é discreta quando o assunto são as investidas no sexo masculino. Seu alvo seria Sasuke, mas como esse parece não notá-la, pois vive atrás da rosada, ela decidiu deixar pra segundo plano. Ontem jantaram juntos, mas em grupo, apenas porque Henry, um dos publicitários que trabalha com Sasuke, está interessado nela e a convidou. Pensou que seria sua chance de ouro com Sasuke. Henry deu em cima de Karin, que não notou, pois investia em Sasuke, que não reparou, pois estava de olho na mesa ao lado, onde estava Sakura com seus amigos.
Toda a empresa é administrado por Kakashi, o mais pervetido de todos os homens naquela empresa, pois mesmo casado dava em cima de todas as mulheres que lá trabalhavam, quer dizer... Quase todas, pois ele desistiu de investir na Sakura. Ela não dava brecha para ninguém. Parecia um cubo de gelo. Por isso o apelido "carinhoso" que seus colegas deram: "Senhorita Gelo". Kakashi apoiava seus funcionários a fazerem o mesmo que ele. E se conseguissem levar alguma pra cama, melhor ainda. Melhor o conceito que ele tinha.
Enfim... A empresa era uma bagunça sem fim.
Os publicitários (a ala criativa da empresa) estavam todos em volta da mesa de Sasuke definindo os últimos detalhes de uma campanha que tinham pego e estavam tendo dificuldades para entrar em um acordo. Afinal a campanha era de uma marca de absorventes internos. Homens não estão acostumados com essas coisas, aliás entendem pouca coisa sobre o assunto...
Sasuke desviou seu olhar para aquele monte de papeis, e não ouviu mais nada que o grupo falava, assim que avistou a rosada chegar.
– Com licença rapazes, mas acabou de chegar a minha dose diária. — E Sasuke caminhou até a mesa de Sakura.
Era incrível como ela ainda não tinha caído na sua lábia. Sabia do interesse que ele despertava nas garotas da Potter & Johnson, principalmente Karin, mas Sakura era diferente. Ela nem ao menos o notava. Sakura o intrigava, e muito. Seus colegas insistiam em fazer com que ele desistisse da Senhorita Gelo, afinal para eles era perda de tempo. Ela não conversava com ninguém, não saía com ninguém. Não valia a pena nem a energia gastada pelas investidas.
Mas Sasuke sabia que trás dessa mulher extremamente comportada, quase pudica, há uma outra extremamente provocante e sexualmente dominadora. E isso o exitava. Queria muito conhecer esse outro lado dela.
O moreno desde que começou a trabalhar na agência tem reparado em Sakura. E sempre observou uma discreta protuberância por baixo das saias que ela estava usando, sinal que usa meias avulsas e cintas-ligas, em vez de meias-calças. A ausência de marca do elástico na altura da barriga confirma suas suspeitas. Outro dia, quando se sentava diante dela e levava uma bronca por perder as notas dos restaurantes aos quais ia com clientes, notou uma pontinha de algo rendado por baixo da impecável blusa. Resolveu que ia sempre perder os recibos...
E assim, mais uma vez Sasuke caminhou a passos largos e se encostou na mesa de Sakura. Quem não estava gostando do que estava vendo era Karin. Ela realmetne achava que estava progredindo alguma coisa com Sasuke ontem, mas a chegada da rosada no restaurante foi como um balde de água fria nela. Definitivamente, Karin não gostava da Senhorita Gelo.
– Bom dia Saky! Pelo visto a festa ontem foi muito boa! — cumprimentou o moreno com um imenso sorriso.
Sakura ficou pasma com a intimidade do "Saky". Não gostava de intimidades no serviço. Mas mais pasma ainda ficou com o tom usado por ele para falar do encontro casual que tiveram no restaurante ontem. Afinal ele tinha reparado na sua conversa com seus amigos.
Ela sabia das investidas dele. Será que Sasuke não vai se cansar nunca? Ela sempre deixou bem claro que não quer nada com ele. Nem com ele e nem com ninguém. Afinal: antes só do que mal acompanhada!
– É foi sim. — Foi extremamente sucinta na sua resposta. Não queria prolongar a conversa. Afinal tinha serviço a fazer. — Veio trazer algum recibo de algum jantar para que pudesse acrescentar na sua conta? Afinal vocês sempre vêm à minha mesa para isso.
– Não, não trouxe nenhum recibo. Mas a idéia do jantar é uma boa. O que acha? Um jantar somente eu e você?
– Não.
– Tudo bem. Um drinque depois do expediente?
– Qual parte do "não" ainda não está claro?
– Ai... Como é cruel! Assim você parte o meu coração.
– Ótimo!
– Você é a mulher mais misteriosa que já conheci.
– Está precisando sair mais de casa.
Antes que a conversa se prolongasse, Naruto chega e pergunta para Sakura:
– Ei, Sakura! E aquela sua amiga de ontem? Qual o nome dela? Poderia me apresentá-la...
– Não sei se reparou, mas eu estava numa mesa com mais três mulheres. Uma descrição melhor de quem você está falando ajudaria.
– Aquela morena. Da cirurgia de redução dos seios. Gostei dela. Totalmente o meu tipo. Me apresenta.
– Esquece! Ela não é para o seu bico.
– Hei! Só porque você se faz de difícil e não tem ninguém, não quer dizer suas amigas tenham que ser igual a você: amarguradas!
Sakura sentiu o sangue ferver nessa hora. Respirou profundamente, estreitou os olhos em direção ao loiro que não consegue ficar de bico calado. Sasuke sentia que uma guerra iria dar início a qualquer momento, mas não iria impedir, afinal o seu amigo realmente falou mais do que deveria. Naruto por outro lado empinou o nariz e realmente achando que tinha razão, e também queria ver a Senhorita Gelo toda esquentadinha.
– Não falo por mim. Falo por ela. Se realmente falasse por mim, não teria problema nenhum. Até acho que vocês combinam. Acontece que ela está... — Sakura suspirou mais uma vez e totalmente a contragosto completou quase sussurrando: — namorando.
– Nossa! É impressão minha ou você não gosta desse namoro? — Sasuke se imtrometeu no assunto.
– Não só eu, mas toda a turma. Mas é como dizem. O amor é cego, surdo, e honestamente deve ser totalemtne drogado também. Mas ela gosta dele. Então o jeito é se conformar. Apesar de ainda achar que ela merece coisa melhor.
– Opa! Então eu tenho um bom conceito na sua opinião? — Naruto estava interessado na conversa. — Afinal você disse que eu e sua sua amiga combinamos.
– Disse sim. Mas não porque você é bem conceituado na minha opinião. — o sorriso de Naruto murchou na hora — Mas porque você tem características que faltam nela. Características que você tem em excesso.
Naruto não entendeu muito bem o que ela quis dizer com isso. Sasuke também não. E se fosse por eles a conversa prolongaria muito mais. Mas Sakura não estava afim.
– Bem, se era só isso que queriam comigo, poderiam se retirar por favor? Tenho muita coisa para fazer e estamos no final do ano fiscal e estou muito atarefada.
Assim os dois saíram. Naruto intrigado com as últimas palavras de Sakura. Realmente gostou da amiga dela, só não gostou da parte onde ela disse que ela tem namorado. Já Sasuke ficou feliz, pois a sua conversa com ela estava caminhando para mais um fora que receberia, mas com a chegada do Naruto a fez esquecer de dispensá-lo e ela até foi um pouco simpática com ele.
Quando eles já não estavam mais por perto, Sakura ouviu:
– É isso aí garota! Eles são dois gatos! — era Meg, sua assitente.
Sakura virou-se para ela e quando ia repreendê-la, Meg foi mais rápida:
– Já sei, já sei. Cala a boca e volte a quebrar pedras, como os outros prisioneiros! — afinal Meg conhecia a chefe que tinha.
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Já era hora do almoço e Tenten não estava com o seu melhor humor também.
Tomou um porre no dia anterior, aniversário da Ino, ainda estava com dor de cabeça. Ainda não tinha comido nada, afinal a ressaca não deixava, se fizesse isso ia vomitar tudo. E hoje ia ficar o dia inteiro na rua para vistoriar uma obra sua.
Assim como Sakura, Tenten sempre vestia terninhos ou tailleurs para trabalhar. Mas ao contrário da amiga, Tenten vestia-se mais na moda. Algumas vezes de forma provocativa. Isso acontecia sempre quando tinha um alvo à vista. Mas hoje estava muito simples. Não estava com a menor paciência para escolher uma roupa. Vestiu o terninho mais antigo que tinha, porém muito confortável e ao invés de sapatos de salto alto, como de costume, colocou uma sapatinha. Não queria se preocupar em se equilibrar com o salto enquanto andava. Principalmente quando sua cabeça latejava. Não era a melhor visão que outras pessoas teriam dela, mas estava pouco se importando. Estava mais preocupada em estar confortável.
Tenten é arquiteta. Gostava de desenhar. Colocar no papel as idéias de seus clientes. Gostava mais ainda quando a sua função não terminava na apresentação dos croquis. Era fascinante quando vistoriava as obras que ela colocava no papel. E justo hoje era esse dia. O que era pra ser prazeroso tornou-se um verdadeiro martírio. A dor de cabeça não permitia se concentrar e para piorar o engenheiro da obra estava dando em cima dela, de novo.
Ele até que era bonitinho. Sairam uma vez para jantar e o resto da noite foi muito prazerosa. Mas tinha dois problemas: ela não conseguia lembrar o seu nome de maneira nenhuma, aliás ela nunca guarda o nome dos caras com quem se envolvia. Não queria se apegar a ninguém, afinal as mulheres sempre foram usadas pelos homens. Essa era a sua pequena vingança ao sexo masculino. E ela já não estava mais a fim. Uma noite era mais que suficiente para enjoar a cara deles. Outro ponto é a ressaca que não a deixava se concentrar direito no serviço, isso a deixava norvosa e mal humorada. Iria dispensá-lo, fato, mas só depois de conseguir colocar alguma no estômago. Essa era a atual preocupação. Comer tranqüilamente sem ficar com o estômago revirado devido a ressaca.
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Ino não estava nada alegre pós festa de aniversário, e isso não era devido a ressaca.
Ela até estava com ressaca, mas isso era o seu menor problema. Sua preocupação eram por dois motivos. O primeiro é com a atual fatura do seu cartão de crédito. Estava no limite de estourá-lo novamente. Como conseguiu chegar a esse ponto? Estava controlando direitinho... Quer quase direitinho, senão não chegaria a esse ponto. Tinha que tomar uma atitude drástica novamente e o melhor horário era agora que todos saíram para almoçar.
Outro ponto do seu mal humor era Sai. estavam juntos a quase onze meses. Era tudo maravilhoso ao lado dele. Ele só tinha um defeito: a mulher dele. Ela sempre atrapalhava a vida do seu amado. Agora era aquela viagem que ela tinha inventado. Sai precisou viajar a negócios ontem a noite, por isso não foi no restaurante comemorar seu aniversário. Voltaria amanhã a tarde se não fosse um pequeno detalhe: a esposa decidiu viajar junto, assim aproveitaria o final de semana juntos. Ah, que ódio que Ino tinha daquela vaca sem teta que é a mulher de Sai.
Será que ela não percebia que ele não a amava mais? Pra que insistir em um casamento já falido a mais de um ano? Eles nunca aproveitavam os finais de semana para sair como qualquer casal de namorados normal, afinal Ino sabia que era a outra naquela relação, mas sempre matavam saudade que sentiam nos dias de semana normais. Mas aquela situação era temporária, afinal Sai ia entrar com o pedido de divórcio e ficar com ela. Era só questão de tempo. Mas a loira se irritava toda vez que a mulher do Sai atrapalhava seus planos, e ela realmente atrapalhou a sua festa de aniversário ao lado do Sai. O máximo que conseguiu ontem foi uma ligação dele.
Ino é Analista de Sistema. Trabalha com mais três pessoas, entre elas está Gaara, um grande amigo. Sempre tão compreensivo com ela. Tinha também o chefe deles, mas esse vivia em sua sala, mal saía de lá. Era como se ele nem existisse. Aliás, Ino sempre se assustava quando o via, pois nunca guardava a fisionomia dele.
– Então loira. Todos saíram. Chegou a hora. — Gaara chamou a atenção de Ino.
– Um momento que vou pegar a minha carteira.
E assim deram início ao ritual: tesoura e lixo, que Gaaara já tinha pego. A tesoura estava na mesa de Ino e o lixo ao lado dela. Ino pegou a carteira e de lá tirou três cartões de créditos.
Começou. Cortou o primeiro e jogou no lixo. Cortou o segundo e repetiu o procedimento. Fez a mesma coisa com o terceiro cartão de crédito.
– Agora não extrapolarei nenhum limite! Afinal não tenho mais cartão de crédito. Me sinto tão leve...
Era sempre assim. Ino gastava mais que podia pagar e o cartão de crédito era quem mais sofria. Todo mês era pelo menos um cartão cortado e jogado.
Depois ela ligava para o banco contando que foi assaltada e pedia um cartão novo. Ninguém sabia como eles ainda acreditavam nessa história. Era mais incrível ainda eles insistirem em dar um cartão novo.
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Hinata é professora. Tem verdadeira paixão por crianças. Gosta de dar aulas. Só não gosta de fazer isso quando no dia anterior bebia mais que o seu fígado pode aguentar. Aí ela começa a detestar crianças. Sempre gritando, correndo, chamando-a a toda hora. Naquele dia estava insuportável permanecer na sala de aula. Parecia que sua cabeça ia explodir! Ainda bem que faltava pouco para a última aula da manhã acabar. Logo iria almoçar com o seu namorado: Kiba.
O sinal tocou. Arrumou suas coisas e foi se despedindo dos petinhas. Tentava fazer a sua melhor cara angelical, mas sabia que a ressaca não permitia. Parecia mais que estava com dor de barriga.
Quando todos já tinham saído, seu celular vibrou. Mensagem de Kiba:
"Não poderemos almoçar juntos. Estou tendo problemas com um dos animais e vou demorar. Nos vemos na saída do seu serviço."
Kiba é veterinário. Provavelmente surgiu alguma cirurgia de última hora. Suspirou cansada. Queria muito vê-lo naquele momento. O dia anterior tinha sido terrível. Saía do serviço quando foi abordada por um homem que lhe pedia a bolsa. Depois, quando já tinha entregado e pensado que ia se livrar dele, poupaldo assim a sua vida, o homem olha bem para a morena fixa o olhar em seus seios. Sempre teve consiência do tamanho avantajado dos seus seios, mas nunca tinha acontecido algo como aquilo. O assaltante agora era um tarado olhando para aquele volume todo.
Quando ele a levou até um beco ficou desesperada. Ia ser molestada com certeza. Não sabe como teve forças para chutar suas partes íntimas e sair correndo de lá. Além do mais, lebrou de sua bolsa. Definitivamente a culpa era da adrenalina.
Para piorar no restaurante aparece um doido chamando não só a sua atenção e de seus amigos, mas do restaurante todo. Se as pessoas não estavam prestando atenção na conversa, começou a prestar depois do loiro escandaloso. É por essas e outras que loiros nunca fizeram o seu tipo. Preferia muito mais os morenos. O amigo dele fazia muito mais o seu tipo. Alto, cabelo bagunçado, corpo atlético e olhar sedutor. Mas parece que ele está interessado na Sakura. Garota de sorte a rosada.
O outro rapaz era muito bonito, mas ainda era mais o seu Kiba.
A morena foi tirada de seus devaneios com uma outra mensagem:
"Estou chegando no final de semana. Pode me pegar na rodoviária sábado às 7:20?"
Era seu primo Neji. Com tudo o que aconteceu ontem esqueceu de avisar suas amigas que seu primo iria se mudar para Londres e pediu para morar com ela temporariamente. Só não gostou da parte onde ia acordar cedo no sábado. Mas era pelo seu primo que não o via a anos.
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