Agora Ou Nunca

14 A briga de Gaara e Sai


Notas iniciais
Mais um capítulo para vocês. Achei muito fofa. Espero que curtam (assim como eu curti escrever).
O próximo estou pensando em fazer NejiTen. Por enquanto estou sem idéias de SasuSaku. Alguém se habilita? Queria uma cena engraçada, mas não está saindo...
Boa Leitura!

Ino não olhava e muito menos falava com Gaara. Isso já estava irritando-o. Ela mal tinha dado bom dia, e passou o dia inteiro calada. Nunca viu a loira tão quieta assim. Não podia ser apenas por causa da doença do Lee. Com certeza tinha mais alguma coisa perturbando-a. E iria tirar a história a limpo.

- O que aconteceu Ino? Você está muito calada.

- Nada.

- Te conheço. Tem alguma coisa te incomodando.

“Sim. Você!”

- Não é nada. É só essa coisa toda com o Lee.

- Tem mais alguma coisa. Não é apenas o Lee.

“É claro que tem. A bicha louca que se diz meu amigo quer que eu namore você. Agora po culpa dele não consigo olhar pra sua cara.”

- Não tem não. É só o Lee mesmo.

“Bem... De certa forma é por causa do Lee mesmo. Lee e suas idéias loucas.”

- Estou vendo que você não vai falar. Mas eu vou descobrir. Vamos almoçar juntos. Podemos comer naquele restaurante que você gosta.

- E a Matsuri?

- O que tem ela?

- Vocês sempre almoçam juntos.

- Ligo avisando que hoje não vai dar.

- Ela não vai gostar.

- Não estou nem aí. Ela tem que parar com esse ciúme bobo dela. E essa marcação que ela faz em cima de mim me sufoca.

- Bem... Independente dela. Não quero almoçar naquele restaurante.

- Por quê?

- É perto do serviço do Sai.

- E daí?

- Ele também pode não gostar. Vai achar que eu estou perseguindo ele.

- Deixe-o achar! Você não pode viver somente em função dele! É um almoço entre amigos. Ele não pode exigir nada de você.

- Vamos a outro.

- Lá é o seu favorito.

- Por favor? Faz tempo que não como comida japonesa.

- Há outros restaurantes.

- Lá é o melhor.

- Há alguma possibilidade de você levar em consideração o fato que eu não querer ir lá?

- Não.

- Está bem. Vamos.



Estavam caminhando rumo ao restaurante. Por coincidência deveriam passar em frente ao prédio onde Sai trabalha. Ino ficou um pouco nervosa conforme se aproximavam. Chegaram ao restaurante e escolheram uma mesa, com Ino sentada de costas para a porta.

Gaara tentava fazer Ino se abrir para ele. Tudo bem que eles não eram amigos de infância, mas mesmo assim eram grandes amigos. Ela podia contar com ele para qualquer coisa. Então porque silêncio de um dia para o outro? Ino estava muito estranha.

Já estavam quase terminando de comer quando um grupo chegou fazendo barulho. Eles estavam realmente muito felizes.

- Então Sai. Vamos comemorar com uma rodada de saquê! Aproveita. Suas noites calmas e tranqüilas estão com os dias contados. Ao futuro papai da cidade!

Os olhos de Ino arregalaram imediatamente. Será que ela tinha ouvido direito? Sai seria pai? Não pode ser! Ele tinha lhe dito que o casamento era só de fachada. Não havia nada entre eles. Ele inclusive ia se separar dela!

- Vocês foram espertos. Comemorar a notícia longe da cidade. Aposto que celebraram muito a notícia que serão pais na casa de praia que emprestei.

A conversa rolava alta o suficiente para Ino e Gaara ouvirem. A loira ainda estava estática. Já Gaara tinha os punhos cerrados. Sabia que ele não valia nada. Já tentou falar várias vezes para a loira, mas ouvir assim, não aliviava em nada a respeito do caráter daquele anêmico, pelo contrário. Sentia mais ódio ainda. Decidiu tirar Ino o mais rápido possível de lá.

Mas vacilaram um segundo, pois a voz que ouviram em seguida foi do próprio Sai:

- Pois é cara. Se esse filho já não tivesse na barriga da minha mulher, com certeza já teria feito um nessa viagem.

Os olhos da Yamanaka ficaram marejados. Gaara não pensou duas vezes. Pagou a conta e saiu com a loira abraçando-a, para passar conforto a ela. Porém os olhos delas estavam encharcados a ponto dela não conseguir enxergar direito. Por isso ela deu um passo em falso.

O barulho que se fez foi maior que as vozes dos homens felicitando Sai. Afinal esbarraram no carrinho de sobremesa. Isso chamou a atenção deles.

Sai por um momento ficou estático. Era Ino alguns passos na sua frete? Mas o que ela estava fazendo aqui? Será que ela tinha ouvido a conversa? Eram seus pensamentos.

Tinha que tirar essa dúvida. Foi atrás da loira.

- Ino? O que faz aqui?

- Ela veio comprar um kimono bem curto, bem sexy. O que acha palhaço? Estamos em um restaurante! Viemos almoçar.

- Não falei com você. E com tantos restaurantes na cidade, por que vieram justo aqui?

- Mas eu estou falando com você! E porque não comer aqui? Temos o direito de comer onde bem entendermos.

- Fica na sua! Ino vem comigo. Pode deixá-la comigo Gaara.

- Não, obrigado. Mesmo porque já estávamos de saída. Pode ficar aí comemorar a boa nova com seus amigos. A Ino está muito bem amparada. Pode ter certeza que está melhor comigo do que com você.

- É, mas é comigo que ela está.

- Estava. Depois de agora pouco tenho certeza que ela não quer mais nada com você.

- Ela é apaixonada por mim. Sempre estará ao meu lado.

- Deixe-a em paz! Ela merece viver a vida dela sossegada. Você já brincou de mais com o coração dela.

- Isso quem decide é ela. Tenho certeza que ela não vai me largar.

- Você é um crápula!

Gaara não disse mais nada. Acertou um soco que acertou o canto da boca de Sai, que se desequilibrou e caiu. Ino deu um grito.

O ruivo abraçou Ino, enlaçando seu braço no pescoço da loira. Não pensou em mais nada. Queria tirá-la dali. Deram as costas para Sai e saíram do restaurante.



Ino ainda chorava muito no ombro de Gaara. Estava desolada.

Sabaku achou melhor levar a Yamanaka até um lugar isolado. Por isso agora estavam na pequena sala do almoxarifado.

- Quer que eu ligue para suas amigas? Eu falo que é código azul, verde, amarelo, laranja. Sei lá que cor do arco íris. Assim elas vêm correndo.

- É vermelho. Por favor, não. Deixa-as onde estão. Não quero ouvir elas falando “eu te avisei” já basta ouvir da sua boca.

- Mas eu não disse nada! Quer que eu faça um chá. Acho que ainda tem umas bolachas na mesinha de café. É assim que vocês fazem né? Quando precisam dar consolo uma à outra?

- Mas vai dizer. É assim mesmo que fazemos. Chá com bolacha. Não precisa, obrigada. Quero ficar aqui por enquanto.

- Prometo que não direi nada. Agora chore, se isso te faz ficar melhor. Mesmo achando que ele não merece uma gota de suas lágrimas.

- Como pude ser tão burra?

- Quando estamos apaixonados ficamos assim. Não fica assim. Essa dor passa.

Gaara e Ino estavam sentados no chão do almoxarifado. Então o ruivo pegou-a e a fez sentar em seu colo. Uma das mãos estava em seu ombro e a outra por trás dos joelhos. A loira aninhou-se melhor nos braços dele. Ainda chorava muito. Gaara fazia cafuné.

Ino foi se acalmando aos poucos. Gaara aproveitou quês estava mais calma e enfiou a mão por trás da nuca dela e começou a fazer uma pequena massagem com o polegar e o indicador.

Ela fechou os olhos e deu um pequeno suspiro. Foi relaxando aos poucos, conforme foi parando de chorar.

Estavam muito próximos. Ino ainda estava no colo de Gaara com sua cabeça no ombro dele e sua boca voltada para o pescoço. Isso de repente incomodou-a. Lembrou do pedido de Lee. Não podia se aproximar de Gaara. Não com intenções românticas.

O Gaara é seu amigo. Trabalham juntos. Tem namorada. Não podia fazer isso.

Tentou desvencilhar dos braços dele. Ele deu um pequeno sorriso. Mas não a soltou. Ino tentou empurrá-lo mais uma vez. Nada aconteceu.

- Obrigada. – fungou e torceu o corpo em uma nova tentativa de se afastar dele. Estava ficando perturbada.

Gaara se inclinou ligeiramente. Ino prendeu a respiração e deu um pulo. Ele estava apenas afastando uma mecha de cabelo que caiu sobre a testa. Deu um novo sorriso. Continuou abraçando-a, sem sinal de soltá-la.

Ino fez uma nova tentativa de se desvencilhar.

- Ino – Gaara disse colocando a mão no queixo da loira levantando bem de leve seu rosto – eu não vou soltar você, portanto, pare de tentar escapar.

“Ai meu Deus! E agora?”

- Po-por que não? – gaguejou, mas olhando para ele.

Seu rosto pairou no ar. Suas bocas quase se tocando. Ele foi se aproximando cada vez mais, milímetro a milímetro. Inclinou a cabeça e colou os lábios sobre os dela. Ino retribuiu o beijo.

Retribuiu, pois de repente também sentiu vontade de beijá-lo. Não sabia se era por tudo o que o Lee falou, ou se foram os acontecimentos com o Sai que a deixava fragilizada. Só sabia que aquela aproximação mexeu de alguma forma com ela.

O beijo era calmo, lento e doce. Enquanto a beijava, Gaara acariciava suas costas. Um carinho, não havia malícia ali. Só pararam por falta de ar.

- Ino... Me desculpa, mas preciso te falar. Você não faz idéia há quanto tempo eu esperava por isso.

- Gaara...

Não puderam continuar. Ouviram vozes do outro lado da porta. É parece que o horário de almoço tinha acabado.

Notas finais
Gostaram? Como estou indo?
Críticas? Sugestões? Idéias? Vamos lá! Estou aceitando todas!