Notas iniciais
se bruna existe graças a deus pq existe

A noite não demorou muito para passar, quando se deram conta, já havia amanhecido. Ambos estavam com o pensamento no ontem, ainda.

— Bom dia. – Humberto avistou Vivianne no corredor logo cedo.

— Bom dia. – Ela respondeu simpática.

Humberto sorriu e foi até o quarto de Juliana.

— O que quer com a Juliana? – Pergunta Vivianne antes dele bater na porta.

Ele sorri com sutileza e se vira. – Conversar.

— Conversar? – Ela chega mais perto. – Conversa comigo.

— Acho que você não vai querer conversar sobre você mesma.

Ela ri. – Não. Mas podemos conversar sobre outra coisa.

— Tipo?

— Tipo nossos sentimentos.

Ele a encara. – Tem certeza?

— Tenho. Ontem estava com os nervos à flor da pele. Aquele beijo inesperado piorou tudo.

— Me desculpe.

— Ta tudo bem. – Ela sorriu. – Vamos?

Ele olha a hora em seu relógio de pulso. – Temos uma hora antes da primeira gravação.

Ela sorri e eles entram no elevador.

— O que vai querer? — Pergunta Humberto depois de analisar o cardápio.

— Já escolheu? – Ela tira os olhos do cardápio e os joga em cima de Humberto.

— Já.

— O que vai pedir?

— Pudim.

— Pudim a essa hora, Humberto?

— Sim.

Vivi balança a cabeça rindo. Humberto chama o garçom e faz o pedido.

— Eu não queria ter falado aquilo ontem pra você. – Diz Vivianne.

— Ta tudo bem, Vivi.

— Não. Não está. – Ela desvia o olhar por alguns segundos. – Você não fez nada de errado, apenas agiu por impulso.

— Impulso?

— É, impulso. Na tentativa de saber o que estava sentindo ou se o que estava sentindo era mais forte quando esta comigo. – Ele apenas a observa. – Isso está tão confuso pra mim quanto para você. – Ela completa.

O garçom interrompe eles trazendo o que haviam pedido. Ambos agradecem.

— Eu não quero ser injusto com a Marcia, tampouco, com você.

— Eu sei disso. Vamos ver o que vai dar né?

Ele assentiu.
***

— Vivianne não esta no quarto. – Diz Juliana para Marat.

— Nem o Humberto. – Fabio entra na conversa.

Os três se olham e dão risada.

— Vocês não prestam. – Diz Juliana enquanto entram no elevador.

— E você presta muito né, Juliana? – Fabio zoa com Juliana.
***

— Olha só quem vem aqui. – Diz Humberto direcionando o olhar aos três que viam em direção aos dois.

Vivi sorri para eles.

— Já estão de pé, ora ora! – Juliana cumprimenta Vivi.

— Sentem com a gente? – Vivi diz.

Humberto olha novamente as horas.

— Acho que vai ficar para uma próxima. – Ele se levanta e vai até Vivi.

— Por quê?

— Hora das gravações.

— Ah, é mesmo. – Juliana diz.

— Da próxima os pombinhos não vão se escapar da garras de Fabio Assunção.

Vivi bate levemente nos ombros de Fabio.

— Palhaço. – Ela faz a volta na cintura dele e caminham até o local aonde irão se caracterizar para darem vida aos personagens.

A carga horária das gravações era um pouco exaustiva, mas só de olharem a maravilhosa paisagem a frente, tudo se resolvia.

Ao encerraram as gravações, Vivianne liga para os filhos.

— Oi meus amores. – Disse ela na esperança dos dois filhos estarem do outro lado da linha.

— Oi, mãe. – Responde Lara.

— Esta tudo bem por aí? Já estão sentindo falta da mamãe?

Lara ri.

— Esta tudo bem sim e como vai a senhora?

— Estou bem, meu amor.

— Se estamos sentindo saudade? Estamos com certeza. Ficar aqui no meu pai enjoa.

Vivianne ri. – Lara! – Ela chama a atenção da menina.

— Mãe, tenho que ir fazer o dever de casa, senão meu pai vai brigar feio

— Filha, cadê o seu irmão? Quero falar com ele.

— Ih, mãe, acho que agora não vai dá não.

— Por que, Lara?

— Ele ta dormindo.

— Dormindo essa hora? E o curso?

— Não teve curso hoje. Depois que almoçou foi direto pra cama e tá lá até agora.

— Ah, Deus! Ok então. A noite eu ligo, tudo bem?

— Ah-hã.

— Beijos meu amor. Eu te amo.

— Te amo. – responde a menina.

Vivi encerra a ligação com um sorriso do tamanho mundo.

— Falando com os filhos? – Humberto chega de mansinho fazendo-a ter um sobressalto.

— Que susto! – Ela sorriu (mais ainda). – Com a filha, o filho estava dormindo.

Humberto ri. – Garoto esperto!

— Estou com tanta saudade dos meus pequeninos.

— Imagino. Estou morrendo de saudades dos meus também. E olha que só uma ainda é pequena...

Vivi sorri.

Notas finais
o próximo eu já vou deixar programado pra amanhã, migues