Agony

18 Search for you


Notas iniciais
Primeira vez que tenho permissão para me revelar,estou até emocionado ^^
Dei-chan,mente criativa(ou não)Por trás da fic que já tem 17 leitores!
Falando nisso,agradecemos aos reviews e a falta deles,já que temos leitores fantasma...Quem ainda não deu o seu "oi" a nós,please,faça isso!A Danna-chan fica meio triste quando isso acontece.
Capítulo dedicado a Gabby-chan,que sumiu mas sei que amaria ver a Candece ter seu final feliz.
Lemon suas taradas,só no próximo,que vai demorar para sair...
Ah e também dedico a Lívia,a Alicia,a Lizzy,a Luiza e a Mizore,que mandaram seu amor e seu tempinho para a fic!^^
E também a Beyond-chan que voltou de viajem e postou um review no cap 13.Boa sorte sua linda,ainda tem mais para ler =p
Boa leitura á todas!

Acordei atônito, olhando para os lados do quarto, tentando aquietar minha respiração. Tive meu segundo pesadelo em um dia só e tenho a sensação de que as coisas vão piorar e muito. Me apoio na parede, respirando mais devagar possível e olhando para a figura largada de Beyond na cama. Fecho os olhos e os abro lentamente, sentindo meu corpo suado e me sento no chão, olhando para o piso de madeira que range de acordo com os passos.

–Já acordado Nate?-Pergunta Beyond ainda sonolento, esfregando os olhos e levantando devagar.

–Tive um pesadelo. Mais um. -Respondo ainda sentado no chão.

–Deixa-me adivinhar: Candece?-Palpita, indo em direção ao banheiro.

–Sim.

Ouço seus passos no banheiro e me pergunto o que dá na cabeça de Beyond para agir desse jeito.

Somos amigos há muito tempo, mas ainda não imagino o que se passa pela mente insana de Beyond. Conhecemos-nos quando tínhamos por volta de 7 anos, assim que entrei na escola primária. Estava tentando entender porque mais uma família havia me rejeitado e Beyond queria ajuda para matar um coelho que sondava o pátio da escola.

Flashback on

As flores acompanham o ritmo do vento ao meu redor. Estou sentado no gramado da escola, aguardando o sinal tocar e me perguntando por que não me escolheram.

Era mais um dia de inspeção e adoção no orfanato e eu quase fui escolhido para a lista de adotados.

Mas, algo nos olhos carmesim daquela mulher a impedia de enxergar os meus orbes escuros.

Peguei um graveto e comecei a cutucar a terra, tentando me distrai de pensamentos ruins que me rondavam no momento.

–Hey!O albino!-Uma voz suave, porém meio grave me chamou a atenção. Virei e me deparei com um menino, que aparentemente estudava na mesma escola que eu. Deveria ter seus 6 anos e segurava consigo uma pequena faca e um pote de geléia.

–...

–Pode me ajudar?-Se aproximou de mim lentamente, e olhei mais fundo para seus orbes vermelhos como sangue e senti meu corpo se arrepiar. Sua pele era mais pálida do que a minha e as únicas coisas que se destacavam em sua aparência era os olhos e sua cabeleira preta e arrepiada, levemente bagunçada. Ele me sorria gentil, mas senti um leve tom de maldade.

–Em quê?-Perguntei, me levantando e chacoalhando a terra do uniforme.

–Quero matar um coelho que está me atormentando. -Respondeu baixinho, como se me contasse um segredo.

–Mas coelhos são animais inocentes. -Ponderei e recebi um olhar de censura dele.

–Não para mim, albino. -Franzi o cenho, odiando o apelido.

–Eu sei que sou albino, não precisa falar assim. -Falei emburrado. O moreninho riu.

–Por que está pedindo ajuda para mim?

–Você é diferente. -Relatou como se fosse obvio. -Me parece confiável.-Ah, então tudo bem. -Me pus a andar, o acompanhando em direção a um canto isolado do jardim. -Quer uma armadilha?

–Oh sim. -Me olhou com apreço. -Sabia que era diferente.

–Se você diz. -Ironizei.

Tentativas depois e nada. O animal parecia saber que duas crianças estavam a sua espreita e sumiu. Os orbes do moreno faiscavam e senti que algo não estava bem. Num súbito acesso de raiva, ele começou a fincar à faca a terra diversas vezes, me levando a acreditar que a cada fincada, a raiva e frustração aumentavam. Aproximei-me de sua figura, mas num movimento rápido, ele passou a faca muito bem afiada em meu braço, causando um corte.

Afastei-me e gemi de dor. Logo, pequenas gotas de sangue manchavam meu uniforme e escorriam pela extensão do braço. Como não sou de chorar, me afastei dele. A cada passo que ele dava um em minha direção, eu me afastava mais e pensei em correr. Não havia pânico em meu olhar vazio, apenas nada.

–Me desculpe albino. -Falou cortando o silêncio do lugar. -Não queria te machucar.
Fiquei um silencio, olhando o corte e comecei a ficar tonto.

–Posso tocar nele?-Perguntou se referindo ao corte. Assenti e em poucos segundos, ele alisava meu machucado, com suas pequenas mãozinhas sujas de sangue. Olhei em seus olhos e vi que aquilo lhe agradava mais que caçar um simples coelho. -Não é lindo?O vermelho que sai.

–O sangue?Não acho bonito. -Fiz uma pausa. -Estou perdendo muito sangue, me ajude. -Falei com um fio de voz.

[...]

–Já está melhor mocinho?-Perguntou a enfermeira da escola. Encontrava-me na enfermaria, olhando os pontos que foram dados em meu braço. O moreno acompanhou todo o procedimento, dando leves gritinhos de excitação e alegria. A dor latejante parecia aumentar, mas a tontura havia passado.

–Estou, obrigado. -Saímos do recinto de volta aos corredores. Ele ainda estava ao meu lado, mas calmo.

–Nem nos apresentamos. -Começou risonho. Paramos no meio do corredor e me encostei-me à parede. Ele estendeu sua mãozinha para mim. -Beyond Birthday.

–Nate River, mas me chame de Near. -Apertei sorrindo um pouco.

–Near. Apelido legal. Onde mora?

–Num orfanato aqui perto. -Ele pareceu pensar um pouco.

–Posso ir lá?

–Claro. Se souber escalar.

Flashback off

Desde aquele dia, nos tornamos amigos. Logo conheci L e começamos a andar juntos. Foi nesse tempo que descobrimos a personalidade altamente perigosa de Beyond. Sai de meus devaneios quando o toque do meu celular encheu o quarto e Beyond bateu na porta do banheiro.

–Mochi-mochi?

–Que bom que me atendeu.

–Olá L. Beyond está aqui.

–Diga para ele que ligue seu parelho celular e atenda Melissa, antes que ela me enlouqueça.

–Recado anotado.

–Ah, e mande-o vir para casa o mais rápido possível. Temos assuntos para resolver.

–Ok.

–Obrigado.

Desliguei o telefone e fitei o dono dos orbes adentrarem meu quarto com uma toalha na cintura e outra no cabelo. Sorri um pouco.

–Beyond, está brincando de casinha no meu quarto?-Sorriu e voltou a andar até meu guarda-roupa, abrindo espaço entre minhas roupas e buscando uma calça jeans preta e uma camisa semelhante, além de uma boxer preta que estava junto das outras peças. -A moça da lavanderia pensou que eu mudei meu gosto por roupas. -Comentei, olhando para a janela.

–Gosto de ficar aqui. -Disse depois de se despir e vestir a camisa. (Danna-chan: Queria ser o Near agora)Como Beyond passa metade do seu tempo comigo, já estamos acostumado a nos vestir na frente do outro. Terminou de se vestir e pegou debaixo da minha cama uma caixa de geléias e pegou um pote. -Sabe disso.

–É. -Respondi, olhando a cena: Beyond sujando a camisa de geléia de morango. -Você tem recados.

–Manda.

–Beyond, eu e L não somos garotas de recado. -Ditei sério. -Pare de enrolar a Melissa.

–Não estou enrolando a Melissa, só estou me organizando.

–Ou seja, enrolando.

–Que seja. Nunca me canso dela.

–Ela também não.

–Vou pedi-la em namoro.

–É mesmo?E o Matt?

–Ele pertence à Madonna, não quero esfaquear meus amigos.

–Se diz. Estava pensando no dia em que nos conhecemos.

–Eu ainda não peguei aquele coelho.

–Você é inacreditável, Beyond Birthday.

[...]

Ando pelas ruas sem destino. Uma súbita esperança de encontrar Candece passa pela minha cabeça, mas não tenho nenhuma noticia dela e não faço a mínima idéia de onde começar a procurar. Avisto uma pequena praça de onde estou no outro lado da rua.

Maybe I know somewhere

Deep in my soul that love never lasts

Talvez eu saiba em algum lugar

No fundo da minha alma que o amor nunca dura.

Entro no local, avistando as arvores e pessoas que se sentam nos bancos de madeira do lugar e admiram a paisagem ao redor. Ao andar, reparo em duas crianças que correm em direção a uma menina que está de costas para mim, com os cabelos ao vento. Aproximo-me mais deles, com a esperança que possa ser Candece.

Tenho a confirmação quando vira distraída com os menores com um sorriso, que foi desfeito a me ver.

–Candece?-Me aproximei e fiquei frente a frente com ela. Seu semblante era uma mistura de alívio e de irritação.
Eu também.

–Oi Near-chan. -Disse doce.

Acho que senti saudades até da sua voz. Ficamos em silêncio por um tempo e logo fui rodeado por seus braços em forma de um abraço. Abracei mais forte seu corpo e senti seu cheiro de morango visitar meus sentidos novamente.

–Porque sumiu sem me dar noticias?-Perguntei sem desfazer o abraço.

–Estava meio triste com você. -Respondeu.

–Hey Can!Parou de brincar?-Perguntou uma das crianças que corriam em direção a nós, um menino com cara de tédio. -Quem é ele?

–Namorado dela. -Respondi rápido, e tanto Candece quanto o menino ficaram sem reação.

–O que disse Near-chan?

–Sou seu namorado, não sou?

Das diversas reações que eu esperava daquela cena, se desfizeram com o susto que levei ao ouvir um grito histérico e um beijo que poderia durar para sempre.

And I've always lived like this

Keeping a comfortable distance

And up until now i had sworn to myself that I'm content with loneliness


E eu sempre vivi assim

Mantendo uma distancia confortável

E até agora eu jurei para mim mesmo que era feliz com a solidão.


–Nunca mais faça isso, está me ouvindo?-Falei sério. -Sabe o quanto fiquei preocupado com você?

–Desculpe. Eu iria ser adotada, então naquele dia acabei ficando chateada atoa e briguei contigo. Não foi por mal que fiz isso, só pensei que não ligava mais para mim.

Fiquei em silêncio para raciocinar em tudo que estava sendo contado para mim.

–Vamos nos sentar, precisa me contar direito.

[...]

–Tudo bem. Naquele dia,quando brigamos,eu fiquei sabendo que tinha um casal interessado em mim. -Fez uma pausa e retornou. -Quando fui te contar, você parecia chateado e pensei que tinha sido por que o Mello brigou com o Matt e você ficaria feliz com essa briga e voltaria a ficar com ele.

–Nunca mais vou ficar com Mello. -Entrelacei minha mão na dela e puxei seu corpo para mais perto de mim. -Vou ficar com você. Quando eu fizer 18 anos, vou me mudar do orfanato e assumir uma pequena herança que tenho guardada a minha espera. Você vem junto comigo.

–Jura?

–Mais é claro.

–Eu te amo, Near-chan.

I've got a tight grip on reality, but I can't

Let go of what's in front of me here


Tenho um forte controle sobre a realidade, mas não consigo

Deixar o que está aqui diante de mim.


–Eu também te amo.

You are the only exception

Well, you are the only exception


Você é a única exceção

Bem,você é a única exceção


Oh, and I'm on my way to believing

Oh, e estou quase acreditando

Notas finais
E aí?Alguém morreu de diabetes aí?
Reviews,recomendações,amor,carinho,boas vindas a mim,estamos aqui!
Música escolhida para o capítulo-The only Exception,Paramore.
Sou fã de Paramore!:3
Beijos a todas!