Agony
4 Oh shit! oh pardon me!
Notas iniciais
Agradeço as novas leitoras que apareceram para alegrar meu fim de noite.
Sem mais delongas,Boa leitura!
Nada mudou no cenário anterior. Mello continua com seu pânico ao ver que ainda possuo minha expressão diabólica, Raito e Lawliet ainda juntam palavras em meio à nuvem de cigarro que paira sobre aquele velho cômodo e Beyond, este ainda está com a mesma expressão de antes.
Adoração.
O tempo parece parar num instante e vejo em que minha raiva chegou. Quase matei Mello por ter me deixado só novamente, estou com raiva de Raito por nunca me apoiar em meu amor e tenho um estranho sentimento em relação à Beyond.
Estranho igual a ele.
–M-Matt- sussura baixo Mello, tentando juntar qualquer fragmento de paciência em meu ato involuntário.
Não digo nada. Meus olhos ardem novamente querendo expulsar a todo custo às lágrimas, mas não as deixo cair. Não agora. Com cuidado, retiro a faca da parede, causando um baque metálico. Ergo meu olhar e encontro as orbes azuladas de Mello, um sentimento de culpa bate forte em meu peito, mas meu orgulho me manda sair daquele lugar imediatamente. Saio da posição anterior e sento no chão, apoiando minha cabeça em meus joelhos, chorando silenciosamente. Meu controle poderia ter gerado algo mais grave, poderia ter ferido realmente o loiro e isso não seria nada bom.
Não me importo com o fato do sinal ter tocado e nem de Near ter saído da sala levando todos embora. Minhas lágrimas saem sem nenhum pudor, molhando meu uniforme escolar. O cheiro de Mello ainda está aqui e erguendo o olhar, vejo Beyond e Mello estáticos na antiga cama do zelador, aguardando meu próximo passo.
–Poxa, o espetáculo já acabou? -Indagou Beyond com certo ar de desapontamento -Pena -Dirigiu-se a Mello-Queria-te ver morrer...
–Vai para o inferno Beyond!
–Matt, depois nos falamos. Minha presa já saiu daqui — Levantou-se e piscou para mim, saindo levando sua mochila e seu pote de geléia de morango, cujo cheiro já estava me dando enjôos.
Era de Near que estava falando?
Se for, talvez ainda tenha uma chance com Mello. Talvez.
Minha coragem para falar estava indo embora com as lágrimas. Senti meu corpo amolecer e os soluços involuntários estavam começando a predominar meu corpo e o sono parecia já estar tomando conta. Mello se aproximou de mim e me envolveu numa espécie de abraço, trazendo à tona todos aqueles sentimentos que eu relutava em mostrar novamente. Não fiz nada.
–Desculpa Matt -Sussurrou -Não sabia que estava tão mal assim — Mau?Estou péssimo! -Eu sei que ando pisando na bola com você.
–Você sempre diz isso -Falei seco -E sempre faz de novo. Como acha que me sinto Mello?Você me trocou pelo Near! -O afastei de mim e me levantei, olhando em seus olhos.
Sequei o resto das minhas lágrimas com a manga do casaco.
– Essa vai ser a última vez que você vai-me ver chorando por besteiras, seu idiota. Vai ser a última vez que ainda poderá me chamar de amigo, por que quando eu sair porta afora, saiba. A culpa é totalmente sua e poderá ficar a vontade com Near- As palavras jorravam da minha boca e pareciam ferir Mello, que me olhava incrédulo, tentando racionar o que estava ouvindo — Eu não tenho mais importância pra você.
Sai. O deixei sozinho. Como eu. Cheguei ao pátio com uma incrível dor de cabeça e uma alma lavada. Finalmente Mello saiu do meu caminho e espero nunca mais ter que chorar por alguém como ele.
Sentei novamente debaixo da árvore, tentando não deixar que o sono dominasse meus pensamentos. Sinto uma presença a se aproximar de mim como um animal prestes a laçar sua presa. Respiro fundo e sinto um adocicado cheiro, cheio de uma menina.
–Chorando por amor, Mail Jeevas? -Essa voz, me fez voltar novamente a tudo que me fazia feliz novamente.
Melissa. Minha melhor amiga!
Levantei num pulo e a abracei com todas as minhas forças. Senti seu cheiro adocicado entrar pelas minhas narinas, expulsando qualquer cheior de chocolate que ainda restava. Não havia lágrimas, não havia Mello. Havia só eu e Melissa, abraçados em frente a uma macieira.
–Que saudades Matt, foi tão difícil te achar!-Seu jeito maduro e infantil ao mesmo tempo não apagou nada que havia em minhas sórdidas lembranças. Separamos-nos e nos encaramos. Ainda não podia acreditar que achei a pessoa que invadia minhas lembranças boas da infância.
Nosso tempo de amizade foi breve, mas me apeguei muito a ela. Nada havia mudado. Seus cabelos loiros ainda tinham aquele jeito especial, seu cheiro tinha me inebriado e seu largo sorriso em sua pele corada me fez esquecer minha tristeza num passe de mágica. Seus orbes azulados me traziam uma senssção de paz crescente e sua altura estava me incomodando, já que odeio ser baixinho para alguém.
–Saudades?Eu estava morrendo disso Mel-chan! -Meu tom de foz saiu infantil e empolgado -Vamos, sente-se agora senhorita e diga-me por onde andou!
Começamos a conversar animadamente. Mel me disse que quando foi adotada, foi parar aqui mesmo em Kanto, mas demorou a me achar. Quando entrou em contato com minha mãe, os pais dela haviam matriculado nessa escola. Pena que ele já tem 16 anos e não será da minha turma. Contou-me sobre as viagens que fez com os pais, de seu irmão caçula que era muito barulhento e adorável e de seu namorado-fiquei com ciúme nessa parte-Que tinha feito e que eu o veria mais tarde. Parecia que o tempo tinha parado e voltado num baque só.
Mãe conversaremos mais tarde.
–E o Mello?Era por ele que estava chorando?
Essa era a parte que temia em contar. Quando éramos crianças, meu amor pelo loiro era considerado amor fraternal, e agora, quase aponto uma faca em seu pescoço e o degolo.
Amor é assim?Duvido.
–É sim Mel-chan — Abaixo o tom de voz -Mas não preucupe, Mello é passado e não vou deixar que ele entre de novo aqui — Aponto para meu coração.
Ou pelo menos o que restou dele.
–Fico feliz e triste por você. Feliz por que se livrou daquele imbecil e triste que isso tenha chegado a esse ponto. Sempre pensei que ficariam juntos, Matt. Quem é o teme que atrapalhou isso?
–Eu. -Surge do nada Near e sua velha espressão de nada. Melissa o encara com uma fúria no olhar que nunca vi em nenhuma circunstância e ergue o olhar para mim,querendo saber se era ele mesmo de que ela estava falando,assenti.
–Mail Jeevas, estávamos te procurando feito loucos pela escola!
–Raito, eu agradeço, mas já tive um pai ta?
–Quem são eles?-Pergunta Melissa.
–Na ordem: Esse com o ar de pai é o Raito Yagami
–Tsc. É um prazer conhecê-la -Melissa cora e ouço L murmurar baixo algum palavrão em outra língua.
–O que está bufando em sinal de ciúmes é L.L pare de ciúmes e cumprimente Melissa.
–Oi.
–Esse você já conhece. É o Near.
–Olá Melissa — Mel não gostou do Near. Na verdade, ninguém gosta dele mesmo...
–Prazer teme-Não sei como ela consegue dar um sorriso falso e agradar ao mesmo tempo.
–Mel!
–Não me obrigue a gostar dele — Raito puxou L para sentarem na grama do pátio conosco. Near disse algo sobre almoçar e saiu sem mais delongas. Beyond chega acompanhado de seu pote de geléia e não tira os olhos de Melissa.
–Olá senhorita, é amiga do Matt?-Sinto que Mel ficou arrepiada com sua presença. Reviro os olhos.
–Beyond, pare de dar em cima da Mel-chan! — disse Raito
–Que intimidade é essa Raito-kun?
-L, pare com ciúmes!-Raito vira e diz algo no ouvido de L, fazendo-lhe corar e sentir calafrios. Não sei o que disse, mas fez Melissa rir e Beyond revirar os olhos em desaprovação.
–Melissa? -Diz Mello enquanto se aproxima do grupo, trazendo tudo que estava temendo. Mel o encarou com um brilho assasino no olhar.
–MELLO SEU MALDITO!- Melissa se levantou com toda sua força e partiu para cima de Mello.
Levamos 15 minutos para desagarrar Melissa do cabelo de Mello, causando um total alvoroço na escola. Parece que todos que estavam no recreio saíram em desparada para ver a briga de Mello-que estava perdendo feio- Para uma menina descabelada. Mel foi levada na confusão por suas amigas para o banheiro feminino. Beyond estava filmando a briga com seu olhar assassino e fugiu quando Raito tentou levar sua câmera com ele. L e eu saímos daquela multidão ávida por sangue e fomos levar um Mello cheio de arranhões e com o cabelo desgrenhado para o banheiro masculino.
–Ela me paga — Choramingou enquanto saímos pelo corredor afora fugindo dos inspetores para o banheiro.
–Mello a culpa é sua!-Disse L, se apoiando na porta do banheiro para impedir que mais alguém entrasse lá — Ninguém mandou magoar Matt daquele jeito, Ela só o estava defendendo.
–Obrigado L — Esbocei um sorriso e Mello bufou.
–Vou pegar uma caixa de primeiros socorros. -Disse se dirigindo a saída. -Já volto.
Mello parecia atordoado e confuso enquando balançava em vão seus cabelos no reflexo do espelho. Nenhuma palavra ousava sair da minha boca, eu nem sei por que fui ajudá-lo. Deveria ter deixado Melissa arrancar fio por fio da sua cabeleira loira. Num impulso gentil da minha parte, o encostei-me ao mármore da pia e o virei para mim, o fazendo me encarar.
–Relaxa Madonna, dou um jeito nisso — Com as mãos, comecei o árduo trabalho de colocar no lugaros fios desgrenhados de Mello. Notei que com o toque, ele estremeceu e parecia estar gostando que eu estava fazendo.
Estou a um ponto de perder o controle novamente. Meu coração começou a bater mais rápido e respirar estava ficando mais difícil do que eu esperava e temia mais uma vez pelos meus sentimentos, que faziam com tudo que tinha feito e dito a Mello parecessem uma grande mentira.
–Matt, você me perdoa por seu um idiota?-Posso sentir sua respiração acelerada bater em meu rosto e sua voz ecoar ma minha mente-Não quero perder sua amizade, sabe que eu não seria nada sem você, não é?
–Não Mello, na verdade não sei.
–Posso parecer um completo imbecil por ter feito você chorar, mas não sabe como me fez mal quando quase me matou lá no refúgio-Disse sério.
–Mello
–Olha, se te serve de consolo, não estou mais saindo com aquele filho da puta do Near-Nesse instante, tudo pareceu melhor. Terei minha Madonna para mim?
–Tá falando sério?!
–Quer uma prova disso?Aqui vai.
Encostou seus lábios suavemente nos meus, fazendo-me ter uma corrente elétrica ravessar meu corpo. Minha mente parecia ter ficado em branco. Entreabri os lábios e deixei que sua língua avassaladora entrasse e se misturasse a minha. Senti um viciante gosto de chocolate e as mãos de Mello passearem na lateral do meu corpo despreucupadas. Será erro meu deixar que ele tome posse do meu coração?Será que Mello está encarando isso como uma prova de amizade?
Quando senti o ar fazer diferença na minha vida, nos separamos ofegantes. Os finos lábios de Mello estavam avermelhados e sua repiração descompassasa como a minha. Será que se eu disser que não o acredito repete a dose?
–Acredita em mim agora? -Um sorisso malicioso surgiu, me fazendo ter arrepios. Mas isso não me abala. Por mais que eu queira repetir, continuo o encarando. Travei legal.
Melissa Me ajuda aqui?
Notas finais
Talvez eu poste amanhã(ou não)
Ja nee!
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