Agony
6 For what do you hope to me?
Notas iniciais
Queria agradecer de coração pela carinhosa recomendação da Mizore-chan,que me deixou emocionada pela minha primeira recomendação e fico imensamente grata pelo apoio,te amo amiga!
Esse capítulo não tem um toque do Dei-chan,mas sim a sugestão da minha linda Gabby-chan que deu a vida a uma personagem que lerão mais tarde.Te adoro sua kawaii,obrigado pela confiança!
E também a BB e a todas as divas que estão me acompanhando desde o primeiro capítulo!
Recomendações serão bem vindas tá?Deixem uma autora baka muito feliz!
Capítulo todinho narrado por Near.
Boa leitura!
Como não ser rejeitado?Como ser amado por alguém que não seja por pena?
Desde que Mello me rejeitou estou pensando nisso.Numa forma de aplacar os sentimentos ruins que estão penetrando na minha mente e tirando aos poucos a vontade de viver.
Posso parecer inexpressivo, mas prefiro assim. Isso é mais uma forma minha de me prevenir contra o mundo cruel que insiste em me desprezar com gosto e satisfação, minha frieza e falta de compaixão só tendem a crescer dentro de mim.
Por que me tratam assim?
Não tenho amigos, não tenho família, vivo em um orfanato desde que me lembro e sou rejeitado por todos ao meu redor. Não tive culpa de nada na verdade, Mello me usou assim como tenta usar Matt, como um brinquedo.
Como os que têm guardados em meu quarto escuro e silencioso, como minha mente. Beyond tem razão em todas as vezes que tentou me dizer que eu iria me arrepender de confiar em Mello.
“-Eu amo sofrimento River. Mas não gosto de auto-piedade. Largue Mello e o deixe com aquele que sempre vai estar lá para amá-lo”
Matt.
Eu não odeio Matt como todos pensam, não tenho nada contra ele. Em todas as personificações dos outros eu sou sempre o odiado, o excluído, o que não deveria nem ter existido. Chega disso, Nate River.
Há uns dias atrás,quando ainda sentia o cheiro de chocolate todos os dias em meu quarto para me assombrar e me culpar por não o amor de Matt,passei a sentir outro cheiro a me enfrentar em silêncio.
Morango.
Estranho não?
Eu sinto que há alguém que me segue todos os dias quando volto da escola, quando estou na biblioteca e quando estou na sala de brinquedos. Essa presença está cada vez mais constante e está começando a aguçar velhos sentidos adormecidos.
Já perguntei a todos que habitam aquele velho orfanato sobre uma menina-Tenho certeza de que é uma-Que me segue aonde vou todos os dias desde que fiquei com Mello.
Mello...
Quando ele me contou que só ficou comigo para causar ciúmes em Matt, meu coração deu seu último grito e se recolheu em cinzas dentro de mim. Senti aquela faca cortar tudo em questão de segundos e quando ele virou as costas, me recolhi no vazio da minha cama e passei a noite em claro pensando que besteira eu tinha feito ao entregar meu coração a um idiota.
Sim!Eu amava Mello como amo todos os brinquedos que tenho no meu quarto, como o ar que respiro e como o branco de minha vida!
Amava.
Tudo ficou bem claro depois disso. Branco como tudo em mim.
No dia seguinte, tudo parecia ter voltado ao normal.
Minha máscara de frieza se instalou novamente e só BB notou o que tinha acontecido. Agradeço a ele a cada momento que me ensinou o que sabe sobre dor, até os cortes que fez um mim em acessos de raiva por minha frieza me ensinaram a não sentir dor e esquecer o havia acontecido
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Depois da aula, cheguei ao orfanato num istante, andando em passos lentos para voltar a me reservar em meu quarto escuro e só. O lugar tem uma aparência da era vitoriana, cercada de nostalgia de tempos que já se foram e cheira a madeira em todos os lugares. Os quartos já não têm mais aquele brilho de antes e graças à boa conservação do lugar, ainda residem crianças e adolescentes como eu aqui.
Nunca me esforcei para ser adotado. Várias pessoas vieram aqui para me ver, mas no final ninguém quer um menino albino que é viciado em brinquedos e se isola de todos ao seu redor.
Chegando ao quarto, me entrego há horas a fio para tentar me divertir com os brinquedos que tenho. Mas como me encontro, nem eles fazem mais sentido para mim. Caminho para a janela, vendo o tempo chuvoso que está se instalando em Kanto nesse momento.
Finas gotículas batem na janela do quarto e me pergunto em como seria bom estar lá fora e sentir o choro do céu em mim por um tempo.
Pensando bem, por que não?
Sem pressa, atinjo o pátio do lugar e como uma raridade, sorrio olhando para o céu que despejava toda sua dor junto comigo.
-Hey! -Virando-me, meu olhar se cruza a de uma garota que está logo a minha frente. Num istante, fico hpnotizado com seus orbes acinzentados como o céu acima de mim — Desculpe te atrapalhar, mais por que está na chuva?
Sua aparência é linda!Cabelos longos e negros como meus olhos, pálida como eu e vestida com um vestido rosa bem claro. Seu olhar pairou sobre mim e me prendeu por indetermináveis segundos. Seu perfume adocicado de morango está me inebriando lentamente.
-Então é você que está me perseguindo? -Disse ríspido, mas logo ao vê-La abaixando a cabeça, me senti mal por te-La destratado.
-Gomen. Eu não sabia como falar com você antes — Não havia resquício de mentira em sua voz e seus olhos logo voltaram a me fitar com encanto.
Encanto?
-Falar comigo?Não querendo ser grosso, mas o que iria querer falar como alguém como eu?
A chuva ainda batia em nossos rostos e minha estranha “amiga” já estava fungando.
-Vamos entrar. -Disse sem rodeiosEla sorriu tenramente e pegou em minhas molhadas mãos.
-Então vamos Near-chan! -Eu nunca tive um apelido antes, mas o jeito com que disse suavemente meu nome deixou-me arrepiado.
Em passos largos, chegamos à sala de brinquedos, que estava vazia no momento. Por mais que tentava soltar nossas mãos, não conseguia.
-Pode largar minha mão?-Perguntei
-Não.
-Como não?
-Temos que conversar Near-chan. -Sentou-se no chão e me puxou junto.
Meus instintos me diziam para me afastar dela, mas algo tão bom está-me cuasando que não dá para me separar. Seus cabelos estavam colados ao rosto que anes pálido, está corado
-Desculpe por te perseguir. Meu nome é Candece e tenho 15 anos. Vim para cá há uns dias atrá e te vi na biblioteca lendo — Seu semblante mudou drasticamente-Me parecia tão triste-Não tinha forças para falar, só sua voz importava no momento-Não fiquei com pena de você, só queria fazer você sorrir, seu fofo!
-Fofo?Candece acho que está enganada.
-Viu!A senhora com quem conversei me falou que nunca fala com ninguém. Aí eu passei a te perseguir. Na verdade, eu te amo Near-chan!
-HÃ?! -empalideci. Não podia acreditar no que estava ouvindo-Como assim Candece?
-Eu simplesmente eu apaixonada oras! -Seu rosto ficou vermelho e ela soltou minha mão. Senti falta do calor delas. -Por que não acredita?
-As pessoas mentem.
-Eu não!-Suspirou-Olha Near-chan, estou apaixonada e a culpa é sua!
Minha?Quem ela pensa que é?
-Deixa-me entender: Está me culpando por ter ficado apaixonada por mim, uma pessoa sem graça e Sem nada?
-Aham-Deu um largo sorriso- Mas tudo bem. Sei que estava com aquela garota estranha que é um menino no final. Sei que ele te largou e que está triste, Mas posso te ensinar a gostar de mim mais do que gosta de chuva e de brinquedos. Sabia que eu amo brinquedos?
-...
-Não precisa falar nada Near-chan. Eu só quero que me ame como eu te amo!
-Está compreendendo as palavras que estão saindo da sua boca?Eu mal te conheço!
-Quer me conhecer direito?
-Quero!
Epa, o que acabei de dizer para uma desconhecida?
-Que kawaii você é Near-chan!Como pode ter 15 anos e parecer uma criancinha — Corei
-Oras, não sou uma criança!-Com um sorriso sorrateiro nos lábios, se paroximou e colou seus lábios nos meus. Senti meu estômago embrulhar e meu rosto avermelhar-se rapidamente. Como um primeiro contato pode fazer isso com alguém como eu?
-...
Parecia que toda minha aflição tinha ido embora com a chuva. Só parecia estar eu e Candence no mundo. Seus lábios de morango, seu voz calma e transmissora de confiança, seus cabelos pretos e lindos, seu rosto corado e tão belo. Lentamente, lágrimas desceram de nossos rostos inexplicavelmente. Num impulso de minha parte, a abracei como se não quisesse que saísse dos meus braços. Senti seu aroma de morango e se ato de se aninhar entre meu pescoço, não havia frio, nem nada. Senti uma onda de calor e podia sentir sua respiração bater na minha nuca com força.
Palavras não poderiam descrever o que senti naquele momento.
Ao ficar abraçado com Candece, nada era realmente importante.
-Você é tão lindo para mim Near- Sussurrou no meu ouvido e me apertou mais ao seu corpo-Deixa-me ter amar!Eu te imploro
-Como eu poderia te negar algo?-Sussurrei
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-Que garoto baka Near-chan!Como pode te trocar?Você é lindo!-Estávamos em meu quarto a 2 horas conversando sobre sua vida. Contou-me que era considerada um estorvo para a família adotiva e tinham a mandado para cá há uns dias atrás. É nessas horas que se isolar do mundo não parece ser tão ruim assim.
-Nem todo mundo acha isso, sabia?-Sentados na cama, ela me abraçou e me deu um selinho. Será que estou amando-a? -Ainda estou bobo pela declaração sua Candece.
-Sério?-Entrelaçou seus dedos nos meus e pela primeira vez, me senti feliz de verdade. Abri um sorriso e a puxei para um beijo calmo e com gosto de morango
-Mas já Near-chan?-Sorriu convencidamente. Revirei os olhos e sorri.
-É... Vamos descer?Estou ficando com fome — Falei me levantando. Candence com um ar infantil saiu em desparada do quarto sem me esperar-Baka!
-Hahaha, me acompanhe se puder bobinho!
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A noite já havia caído devagar, como se nada pudesse ser tão sagrado como o anoitecer. Minha mente devagava em Candece e seu jeito apaixonante e parava em seu gosto de morango. Depois de tomar um banho e vestir meu pijama, ela disse que precisava ir embora e que me veria ao amanhecer antes de eu ir para a escola, já que ela estudava à tarde.
Também com um ar manhoso, disse-me que iria pensar em mim o resto da noite e me deu um beijo de despedida.
Lembro-me do tempo que conversamos e os conselhos que me deu-Inclusive aquele para falar com Matt-Mas esse eu resolveria depois. Guardei meus brinquedos espalhados pelo chão do quarto e me deitei sentindo seu cheiro de morango. O engraçado é que não pensei em Mello em nenhum segundo que estava aqui. Como eu posso ter mudado tanto em questão de horas?Vai entender o que o amor faz co os outros...
Ouço um barulho na porta. Levantando-me, vejo uma cartinha de cor lilás no chão. Abrindo-a, encontro a seguinte mensagem:
“Near-chan,
Obrigado por me amar em um dia, estou me sentindo à estranha mais feliz do mundo!Ah e a culpa é sua por eu me pegar pensando em você como uma criança. Nada me faz mais feliz do que ser sua amiga e namorada.
“Com amor, Candece.”
Namorada?
Ah Candece!Depois eu que sou criança...
Deai ni iro wa nakute monokuro
fukinukeruItami goto kimi yudanemashou
Kizuato tsuyoku nazoru youshanai aki ga kitte
Suzushii yubi temaneku mama ni
Toketa to no yakkai na koori mitai na watashi wo
Yasashiku sukutte uwakuchibiru de asobu
Hitori ni shinai de mou sasshite ayamete
Dono kotoba mo kimi no heya de wa surinukete
yuku noMidarete nemutte sore ijou wo oshiete?
Egao no toi ni mayou toiki tsuki dake ga miteru
Os golpes monocromáticos através de nosso encontro incolor
Vou confiar cada uma das minhas dores para você
O outono implacável, do qual rigorosamente marca minhas cicatrizes, vem
Enquanto seus dedos frios ainda acenam-me
Depois que eu tinha derretido, você carinhosamente salvou
O incômodo, gelado em mim e do brinquedo e em torno de mim como um beijo.
Não me deixe sozinho, aceite minha sugestão e me faça colorido já
Que palavras vão escorregar para fora do seu quarto?
Sendo confusos, adormecidos — Você irá me dizer sobre coisas além daquelas?
Somente a lua está olhando para os suspiros perdidos nas questões de sorrisos.
Notas finais
Mais uma vez,agradeço pelo apoio de vocês!
Ah,antes que eu me esqueça,o link da música para ouvir->http://www.youtube.com/watch?v=GwoeL82Qd_0
Quem gosta de Kuroshitsuji sabe do que estou falando *------*
Ja nee!
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