Agnes
9 Sorry
Notas iniciais
Agnes não se mostrava em vantagem, porém Kratos também não estava na melhor, a menina era forte, claro que não o suficiente para lutar assim com seu pai.
A garota não poderia contar com os servos infernais para essa batalha, nem ao menos para distrai-lo, para ela era uma questão de honra, fazer isso seria o mesmo que fugir, pura covardia.
“Vamos lutar do jeito de Esparta, papai”, Agnes pensou irônica com um meio sorriso formado.
Ela correu em direção a ele, aproveitando sua vantagem pela velocidade e habilidade maior que a do homem mais velho ela o atacou por trás sem que ao menos ele percebesse. Com isso, Kratos se virou para revidar, dando chance para a menina chegar até as espadas emaranhadas do outro lado.
Foi um pouco complicado desenroscar as correntes, mas não demorou mais do que segundos, ela então jogou o outro par de espadas para seu pai, queria de qualquer forma, uma luta justa. Ele riu.
A menina estava nervosa com a situação, nada estava fazendo efeito, ou seja, nada que ela fizesse iria mudar a luta.
Ela se aproximou muito mais do que o normal em batalha, ficando de frente e o atacando diretamente. Com mais varias sequencias de esquerdas e direitas a menina o atacou cada vez com mais força.
Ele não se esforçava de mais, mal dava o trabalho de se esquivar ou se defender, o máximo que ele fazia era uma vez ou outra se defender com as espadas em formação “x” a sua frente. Isso estava cansando ele.
“Chega de brincar”, pensou com raiva.
Finalmente o homem se pôs a atacar a menina, desta vez ela esta realmente encrencada, a força dele deveria ser no mínimo três vezes maior que sua própria, ela era frágil e sabia bem disso. Se defender com as espadas era difícil, certas vezes as laminas a pegavam de surpresa.
“Quando foi que essa luta teve um revira volta assim?!”, ela se assustou enquanto estava tentando o atacar com um belo chute no estômago.
O homem ficou parado por um segundo, porém logo continuou, fora escolha da menor tal luta, seria vergonhoso para-la depois de tudo aquilo. Eles não estavam brincando um com o outro, era uma luta de vida ou morte.
Ela foi atacada várias vezes nas pernas e na cabeça, assim como ele. Ela estava ficando fraca, seus braços doíam por conta de usa-los como suporte dos pequenos braceletes de sua armadura.
Ela então conseguiu feri-lo de verdade. Com um corte profundo no braço direito, o homem se enfureceu e a atacou novamente, por sorte ela conseguiu se esquivar, havia algo de diferente naquela espada.
As linhas de “decoração” da espada do caos que Kratos portava começaram a brilhar com mais intensidade, e quando lançada em direção a Agnes ela poderia pegar fogo, a garota se assustou e se lançou para trás em desespero por quase ter sido acertada.
Porém como se as dezenas de pequenos cortes que ardiam e sangravam não fosse o suficiente, ela finalmente fora acertada pela espada e pelo braço puxada para mais perto. Sua espada fora tomada novamente, e infelizmente ela não conseguiu se defender essa vez.
Sem pensar duas vezes, o homem apunhalou a menina próxima ao coração, ela não morreu no mesmo instante, mas seria o suficiente para faze-la sofrer até sua morte, que estaria mais próxima do que o imaginado.
A garota olhou-o nos olhos, o sangue escorria por sua boca, mas ela sorriu.
De qualquer forma, o homem a de se arrepender, ele acabou angustiado, ao tentar matar sua própria filha novamente.
– Isso podia ter sido evitado!- repreendeu ele com uma expressão triste
– Eu pouco me importo, esse era meu objetivo, terei de arcar com as consequências disso Kratos
“Não! Não me chame de Kratos!” prensava ele encarando a menina. Ele podia ser o tão temido fantasma de esparta, mas ele também era um homem humano, tinha um coração, ele era um pai. “eu daria minha vida, ao vê-la com o mesmo sorriso de antes, correndo em minha direção e me perguntando se eu tinha tempo para brincar com ela...!”
– Você podia ter me ouvido Agnes- suplicou o homem com lágrimas nos olhos- eu não queria fazer isso
– Não se preocupe comigo, se você me matasse ou não, você iria continuar, e todos nós iriamos morrer, eu só queria proteger meus amigos, aqueles que eu tanto amo, eu queria realmente entender seus motivos
O homem não aguentou por muito tempo, finalmente cedeu as lágrimas, colocou a menina no chão e se levantou.
– Eu realmente sinto muito, eu queria você viva, mas vejo que tem razão, você morta aqui ou não teria seu fim, por minha culpa de qualquer forma- ele se virou e deixou a menina no lugar
Ele queria matar a si próprio naquele momento, queria urrar aos céus, para que até mesmo Zeus ouvisse, tamanha desgraça que sua vida se tornou. Ele não olhou para trás, apenas caminhou em frente, com o sangue de sua filha que manchava suas vestes junto a poeira de toda a destruição que causou aquela vila. Ele apenas queria que ela seguisse junto com ele, mas fora escolha de sua filha, nada poderia fazer a não ser chorar.
– Papai!- ele escutou atrás de si, a menina chamando quase sem voz, relutante ele se virou- nos encontramos no inferno
E em meio as suas próprias lágrimas, a menina fechou os olhos, dando assim seu último suspiro.
Notas finais
pra quem não conseguiu ver o desenho direito aqui o link do com linhas pra ficar melhor e-e http://fanyh-chan.deviantart.com/art/Agnes-dead-with-lineart-364160919?q=gallery%3Afanyh-chan&qo=0 não usem sem permissão, Agnes e as ilustrações pertencem a mim
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