Agnes
7 Daddy? NO! HE IS A MONSTER!
Notas iniciais
PS: piada do meu twitter só pra descontrair: seu português é tão bom que o Kratos até se jogou do olimpo :3 (ignorem a miha pessoa suahsu)
Não se passara tanto tempo assim, mas Agnes se sentia como se fizesse parte da família Fairy Tail a muito tempo. Ela descobriu o valor de uma verdadeira amizade, a força do amor, o que talvez tivesse tido a chance te obter o tal antes de seu pai ir para guerra e assim destruir sua família.
Um mês. Não parece muito aos nossos olhos não é? É muito comum nós começarmos a reparar no quanto o tempo passara rápido perto do natal, quanto o ano esta "acabando", porém para Agnes, todos os dias deveriam ser aproveitados como seus últimos, o que a tornava um tanto impulsiva, mas sempre tomava as decisões certas.
Como nas antigas histórias que você ja deve ter ouvido, Agnes teve de aprender a "ser adulta" extremamente cedo, ela vivia em meio de uma guerra. Sua mãe foi morta a sua frente e logo sofreu uma tentativa de assassinato, por seu próprio pai. Sua mente nunca fora mais a inocente de uma criança de tal idade, aos olhos de muitos membros da guilda, ela ainda era parcialmente um bebê.
Ela já havia saído para inúmeras missões, maior parte delas era sozinha. Por sorte da mesma (ou azar) os outros servos que conseguiram sair do inferno, escaparam nos momentos em que ela estava sozinha, o que a deixava menos preocupada em "esquartejar" os monstros na frente de alguém.
Porém como sempre a um contraditório, algo nas leis do universo sempre fara com que nossa vida de errado, finais felizes são contos de fadas.
Recentemente fora lançada uma missão importante, na qual eram precisos muitos magos para atuar na mesma, para ser exata, sete deles, contando com a espartana. No panfleto dizia,que nas redondezas de um país próximo de Magnólia cidades estavam sendo atacadas por um homem estranho e algumas criaturas indefinidas.
De certo modo, Agnes tinha certeza de que os "seres indefinidos" eram os serviçais do falecido lorde Hades, porém, quem seria tal homem?
Logo, a pequena guerreira espartana, e seus companheiros, Natsu, Lucy, Levy, Erza, Gajeel, Gray, e seus respectivos exceeds seguiram para tal cidade, a qual pela conclusão seria a próxima a ser atacada. Algo naquilo dava calafrios na menor, uma sensação ruim, algo preocupante ocorreria em breve.
Por sorte, não havia nenhum sinal de tal homem, assim dito eles se dividiram em pequenos grupos para procura-lo. O número impar promoveu um pequeno trio, que no caso seria o tão amado por todos "casal" Gajeel e Levy, juntamente a Agnes, que insistira em ir sozinha, mas por conta do maior acabou cedendo.
Aquela sensação estranha continuava a martelar sua mente, ela sabia que algo ruim aconteceria em breve. Dito e feito. Pois é como dizem, a vida é uma caixinha de surpresas, e acho que isso vale em dobro quando se trata dos que buscam a caixa de pandora (ignorem isso e-e).
Um urro foi ouvido ao longe, uma cabana foi vista caindo ao chão, tudo isso em segundos, o que apenas cedeu tempo suficiente para se virarem assustados com o barulho. Sem pensar duas vezes a garotas das vestes brancas correu em direção a toda a poeira levantada no local. Ela deve ter se sentido arrependida por algo pela primeira vez na vida.
La estava ele, mais vivo do que nunca. Roupas rasgadas, alto, pele extremamente pálida, musculatura exagerada, e grandes tatuagens vermelhas pelo corpo, as mesmas as quais Agnes adquiria ao usar seu poder total em lutas.
- N-não...!- ela deu um passo para trás assustada
O homem então se virou ao perceber sua presença, espantado com a garota facilmente reconhecida como sua filha, pele esbranquiçada, cabelos negros, e roupas recentemente adquiridas no estilo grego.
- Agnes...- ela andou em direção da menina com uma expressão serena
Ela queria dizer algo, mas não conseguia se mexer, palavras não saiam de sua boca, suas pernas tremiam, isso era ter medo?
- Eu não acredito que você esta viva- ele se aproximava mais
Ela tentou dar um paço para trás, mas seu corpo não a obedecia. Naquele mesmo homem, ela via o sangue de sua mãe, o fogo da cidade, a morte daqueles com os quais ela se importava.
- Fique longe de mim!- ela gritou com o pouco de força que aquela estranha sensação lhe permitia
O homem abriu mais os olhos em sinal de choque, e parou de andar.
- Não... Não chega perto de mim- ela disse abaixando a cabeça
- Agnes...- ele tentou se aproximar
- Fica longe de mim!
Ele parou novamente. Que sensação estranha, suas pernas tremiam cada vez mais, se coração acelerado, ela suava frio, lhe faltava voz, aquilo seria o medo? Ela não tinha tempo para descobrir tais coisas, com seu dever de guerreira, ela apenas matava sem exitar em suas escolhas.
- O que você esta fazendo aqui?- ela perguntou sem pudor com o seu tom frio, capaz de magoar qualquer pessoa com tal fala
- Eu vim te buscar... Filha- ele disse meloso
Ela queria retrucar tais palavras, que de algum modo lhe ofenderam, mas é como se houvesse um nó em sua garganta. Uma lágrima teimosa insistiu em descer pelo canto de seus olhos. Ela serrou os punhos e tomou forças para falar algo que veio em sua mente.
- Você acha mesmo que eu iria voltar com você para aquele lugar? Com você?- ela disse seca
- Me escute garota...- ele andou mais alguns passos
- Não chegue perto de mim!- ela berrou novamente
Chamando atenção assim de seus dois amigos que a encontraram facilmente, porém com um pequeno sinal de mãos da espartana recuaram alguns passos. Ela estava ficando nervosa por não saber o que estava sentindo, com ódio de estar tão próxima aquele homem, ela tinha a vontade de chama-lo de nojento, mas seu orgulho não era tão forte a ponto de passar assim por cima de tudo que aprendeu sobre o respeito a família, ou será que era?
- Você. Kratos!- ela disse alto, ja que sua voz falhava- não deveria ter vindo atrás de mim!
"Kratos, ela chama o próprio pai pelo nome, essa garota deve me odiar" pensou ele começando a se irritar com a situação.
- Athena deve ter avisado você do meu objetivo! Ela é sua aliada não é?- ela falou brava- eu não tenho piedade de ninguém!- ela gritou novamente
- Então é verdade...?- ele abaixou a cabeça se lembrando da conversa que teve com a deusa a poucas semanas- você não deve matar, seu próprio pai- ele suplicou, algo que nunca teria feito
Kratos podia ser o tão temido "deus da guerra", mas até se entende como qualquer um de nós, ele era um humano, e por mais que não parecesse ele tinha um coração. Um coração carente, que sentia falta da sua mulher e de sua filha, que no momento em que viu a adolescente de pé se encheu de alegria mas acabara se enchendo de magoas por saber o que o tempo fez com a mesma.
Os dois magos que assistiam tudo muito atentos se assustaram com a fala do mesmo, arregalando assim seus olhos, "pai?!" pensaram eles.
- Eu tinha mudado de ideia, eu não ia mais atrás de você!- ela disse levantando a cabeça e o encarando com ar de superioridade- eu encontrei meu lugar, me tornei uma pessoa boa! Eu encontrei a Fairy tail!- ela gritou autoritária- aquilo que a guerra tirou de mim, eu ganhei ao receber o carinho deles- ela falou baixo com um sorriso- Você não deveria ter vindo aqui!
- Filha por favor me perd- ele foi interrompido
- Monstro!- ela estava furiosa- Não me chame de filha! Você perdeu o direito de me chamar assim no mesmo momento em que pisou naquela casa com suas espadas empunhadas!
Notas finais
PS: leitores fantasmas pro favor comentem!!
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