Notas iniciais
eeeeh!!! e as tretas começaram >----< ia ter mais coisa mas eu resolvi começar a escrever muito tarde hehe e ai nao deu! entao vai so isso mas jaja ta saindo o terceiro capitulo!!! jaja mesmo, provavelmente hoje ou amanha !!!!

Já havia passado cinco dias e Nicolau ainda não tinha voltado.

Estava deitada na cama do meu novo quarto improvisado. Ficava no sótão. Adorava o fato de abrir a porta e ver uma pequena escada branca antes de entrar. Na frente de minha cama havia uma bow-window com um suporte que segurava um colchão branco com várias almofadas em tons pastéis que virava uma espécie de sofá numa pequena sala que havia no quarto. Levantei e fui em direção daquele pequeno cômodo.

Olhei pela janela com a esperança de achar Nicolau correndo pelo gramado dos fundos, no entanto não havia nenhum sinal. Resolvi procurá-lo mais uma vez pela propriedade, pois já estava agoniada após dias sem vê-lo. Fui ate a cozinha e encontrei minha tia fazendo um de seus famosos doces.

–Oh! Herba, querida! Finalmente acordou! Está com fome?- e me convidou para sentar na mesa, que estava cheia de comidas e doces para um baquete de café da manhã.

–Tia Teza, eu estou preocupada com Nicolau. Já se passaram cinco dias….

Ela colocou um pouco de suco de maçã em meu copo, seu olhos esverdeados me olharam atentamente.

–Ele só deve esta dando um passeio, Herba querida, essa propriedade é enorme, deve ter achado algum lugar divertido!

Dei um sorriso falso em resposta e fui para a porta que dava para o quintal.

Subi o morrinho com o pouco folego que me faltava. Caminhar por quase todo o terreno não foi uma tarefa fácil.

Andei pelos campos de flores olhando cada canto possível que Nicolau pudesse entrar. Gritar não dava mais jeito pois tinha gastado a voz em outros lugares. A cada passo que dava meu coração doía mais.

“ Aonde esse gato se meteu?!” eu gritava em minha cabeça freneticamente e com os olhos cheios de lágrimas.

Cai no chão em exaustão. Meu pé latejava e meu rosto ardia, deitei levando as mãos ao rosto tentando segurar o choro.

–Além de eu ter perdido a minha mãe, não poder ver meu pai e ainda ter que morar com uma estranha, você ainda tira meu gato de mim?! — Berrei com o pouco de voz que me restava.

Meu grito rouco ecoava ao fundo, o som do vento mexendo a plantas me fizeram lembrar um choro.

Abri os olhos e me deparei com uma placa de aviso, algo me dizia que aonde essa placa dizia ser perigoso era aonde Nicolau estava. Continuei andando pelo campo que depois de um certo tempo não tinha mais o mesmo ar, as flores pareciam sem vida e as brisas se tornaram leves gritos de puro horror. Me deparei com um muro, altíssimo e abandonado, havia buracos e plantas secas cresciam no pouco de muro que sobrara. Havia outro aviso.

“Cuidado! Perigo!

Região perigosa, por favor não entrar.”

Ler aquilo me fez sentir calafrios e me arrepiar, olhei entre um dos buracos e avistei uma floresta com árvores grandes, neblina e uma imensa escuridão, ah não ser pelo fato de um ponto brilhante em um arbusto. Tentei focar mais e.... “Nicolau!” passou em minha cabeça ao ver sua coleira vermelha com o sininho prateado. Passei por dos buracos do gigantesco e muro e corri em direção a floresta.

Aquele foi o último dia em que eu vi o campo de flores.

Notas finais
cheiro de merda no ar :v aguardem o terceiro capitulo!!!! u-u