Agente Ruschel
4 O policial cansou se de guardar
Eu estava tão obcecada com o filho do diabo que a partir do momento em que ele me mandou a carta, comecei a pensar que ele poderia ser qualquer um. E ele poderia.
Amanheci pesquisando sobre Austin e Evan, e não encontrei nada.Austin George Bates — Escola Militar.Notas: Aluno exemplar, muito inteligente.Evan Starling — Sem registro escolar.Notas: ---------------------------Esses dois nomes estavam me incomodando a tempos, até que eu percebi que havia outra carta embaixo da minha porta. Quando li, minha boca se fez silente enquanto meu estômago estava embrulhado. Bella, Eu te vi ontem e estava maravilhosa. Vejo que seguiu meu conselho de andar com o cabelo solto, e eu adorei vê-lá assim. Parece que você anda gostando do seu companheiro, o Bates. Tanto que até passou um batom nesses lábios que eu tanto sonho, e uma sombra que quase não dá pra ver nesses olhos castanhos que tanto brilham.Ele também gosta de você, mais não tanto quanto eu, claro. Sinto que você anda com um pé atrás com ele, e deveria. Eu posso ser qualquer um, posso ser seu vizinho, seu primo, até mesmo Nicholas. Mas pra ser sincero, vocês formam um belo casal. Mas ele não vai ter você, por que eu não vou deixar. Está escrito nas estrelas Bella, você nasceu pra ser minha, como eu nasci pra ser seu. É como Romeu e Julieta, nosso namoro é impedido pelo fato de eu ser um psicopata obcecado por você á ponto de me tornar um serial killer, e você uma belíssima agente do F.B.I. e que daria a alma pra proteger aquilo. Afinal você fez um juramento.. Não é? Só queria te deixar meus comprimentos á você, eu estou de olho em você.Quanto mais você demora pra perceber quem eu sou, mais eu mato, e você será cada vez mais minha.Use uma blusa branca Bella. Isso destaca seus belíssimos cabelos pretos. O Filho do Diabo. Ele achava que eu era dele. Eu precisava falar pra Bates que eu ia sair dessa cidade o mais rápido possível, eu não poderia mais ficar aqui. Quando mandei mensagem pro Bates, ele disse que em cinco minutos estaria aqui, mais ele demorou mais dez. – O que houve? Você está bem? — E quando ele foi me tocar, percebi que ele estava de luvas. De novo. – Por que você usa luvas? Pra não deixar o DNA? — E logo fui empurrando-o. – O quê? Do que você está falando? Eu recebi informações do porteiro que alguém envia ameaças pra você, eu quero ajudar Isa, só isso. — E ele foi abaixando a cabeça. — Eu uso luvas, por que eu fui tirado no meio de um incêndio quando eu era criança, e isso me traumatizou. Pergunte pro doutor Cole, ele mesmo me incentivou a usar luvas. O que eu estava pensando? Eu estava ficando paranoica. Ele me abraçou. O abraço mais longo que eu já recebi na minha vida. E quando ele terminou, logo olhei nos olhos dele e sussurrei:– Desculpe. Eu não queri... — Ele não deixou eu terminar a frase. Ele me beijou.O melhor beijo que eu já tive em toda minha vida, até que ele olhou nos meus olhos e disse:– Eu te amo, Isa. Só faltava coragem pra eu te falar. Eu te amava desde quando você pôs os pés no F.B.I., e eu comecei a descobrir isso... Faz um mês. Mais eu não queria falar nada, por que eu gostava dele, sim. Mas não o amava. Alguma coisa nele me incomodava, e eu não sabia o que era. Pra não falar nada, eu o beijei. E ele retribuiu o beijo.
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