Agemo Jenny

1 Clube Agemo


Notas iniciais
Ai minha nossa senhora! Essa é minha primeira Fic gente, estou muito nervosa e só espero que gostem.E agradeço muito aqueles que pelo menos abriram o primeiro capítulo.Valeu.

_ Já estamos chegando Sammy, é logo ali naquele beco. Portanto pare de me lembrar sobre nosso trabalho amanhã, é uma missão como qualquer outra e vamos cumprir com tudo que nosso cliente pediu. Não acho que nos divertirmos um pouco antes faça mal ao nosso intelecto e muito menos a nossa força. — zombo da compulsão de Sam sobre ser sempre certinho principalmente em relação ao trabalho.

_ Diversão em um clube de stripper? Você chama isso de diversão para mim?

_ E por quê não seria? Não me diga que você não gosta mais de apreciar um bom corpo sarado. — sorrio maliciosamente para ele. _ Prefere trabalhar com Baltazar no laboratório em vez de se divertir em uma boa companhia?

_ Dianna! Você sabe o que acho sobre esse tipo de diversão. — ele enfatiza a última palavra com ironia na voz.

_ Não se faça de puritano irmãozinho, sei que dentro dessa sua cabecinha existe um homem sedento por algo quente. — bato de leve em sua bochecha e pego sua mão. _ Agora vamos, está quase na hora da apresentação começar.

_ Ainda não sei como você conseguiu me convencer a vir nesse lugar... — ele se deixa ser levado por mim e sorrio com isso. Sempre consigo o que quero dele.

_ Simples, é porque você me ama.

_ Sabe, isso não chega a ser uma justificativa válida para eu ter aceitado vir com você.

Reviro os olhos com esse comentário e continuo puxando-o comigo pela rua, atravessamos e entramos no beco.

Em poucos passos estamos em frente a porta do clube no fundo do beco, não era nada bonito aquele lugar, mas se os donos do clube se sentiam mais seguros ali, quem sou eu para dizer alguma coisa?

_ É aqui?

_ Sim. — me aproximo um pouco da porta, mas não previ o que aconteceria a seguir. Sam me puxa para perto de si e não permite que eu abra a porta.

_ Não tem nenhuma placa, nada na porta que indique que aqui seja o clube?

_ Não. Também estranhei na primeira vez que estive aqui, mas se você se aproximar da porta e reparar na maçaneta vai ver uma sigla que indica o nome do clube. Poucos são escolhidos para entrar aqui e sabem desse detalhe.

_ Escolhidos? — ele me olha surpreso com o que disse.

Mais cedo naquela noite eu não havia especificado muito sobre aquele lugar e ele também não quis saber muito. Na verdade eu nem precisei fazer muita força para convencê-lo de ir comigo, afinal, ele só estava ali para matar a sua curiosidade sobre uma pessoa que havia me encantado desde o primeiro dia que entrei naquele lugar.

Dean e Jenny... Não sei ainda qual das duas personalidades eu amo mais, não um amor carnal, mas sim quase fraternal. Pena que Dean não pensa assim.

_ Vai me dizer ou não o que você quis dizer com escolhidos?

Olho em seus olhos. _ Lá dentro te explico melhor.

Ele olha para porta e se aproxima soltando meu pulso, acho que ele não sabe decidir entre concordar comigo e me seguir num lugar que ele não tinha ideia do que era ou simplesmente me deixar ali sozinha e ir embora.

_ Você sabe que eu nunca te colocaria numa enrascada não é Sammy?

_ Duvido.

_ Nossa...

_ Não se finja de ofendida, você já me colocou em muitas enrascadas antes.

Fico de boca aberta com isso.

_ Feche essa boca e vem logo. — ele abre a porta e nos puxa para dentro.

Esqueci de avisá-lo de que quem toca na maçaneta da porta de entrada do clube ali no beco é instantaneamente colocado sob uma forte e inebriante substância química que deixa a pessoa com dificuldades em controlar seus sentidos.

Isso aconteceu comigo na primeira vez, mas das outras vezes tomei muito cuidado com isso, principalmente depois de saber por que aquela substância era aplicada naquela maçaneta todas as noites.

_ Sammy calma! Espera. — faço ele parar comigo no meio da escada, faltavam alguns degraus até a real entrada do clube.

_ O que foi?

Tiro da minha bolsa um lenço umedecido e um pequeno cantil com vodca, sempre ando com um pouco de vodca dentro da bolsa para momentos como aquele.

_ Dá aqui a sua mão.

_ Como? Por quê?

_ Porque sim.

_ Você não deve se preocupar a mão que eu usei para abrir a porta é a sintética.

_ Reparei, mas do mesmo jeito, me dá sua mão aqui. — agarro sua mão a força, não sou tão fraca como as outras mulheres. Assim como ele tenho uma mão e um braço sintéticos.

_ Você é muita teimosa.

_ Assim como você. — jogo um pouco de vodca em cada uma das mãos dele e lhe entrego o lenço umedecido.

_ Pronto, está satisfeita agora? — ele joga o lenço no canto de um degrau.

_ Muito. Agora vamos, faltam poucos degraus para chegarmos na entrada.

_ Há outra porta para o clube?

_ É claro que sim, você acha mesmo que a entrada de um clube não teria nenhum segurança na porta?

_ Depois que você disse que as pessoas eram escolhidas para entrar aqui comecei a achar que sim.

Desço na frente. _ Só que não, temos que passar por dois seguranças nada simpáticos.

_ Acho que todo segurança não é simpático.

_ Concordo.

Quando chegamos ao patamar da escada somos recepcionados por dois seguranças como eu havia dito, Scott e Marlon.

_ Olha quem apareceu hoje de novo Scott, a atual favorita.

_ É mesmo, e ainda tem a ousadia de trazer um acompanhante. Dá pra acreditar Marlon?

Olho cinicamente para os dois. Como eles me irritam!

_ Vou fingir que não escutei nada do que vocês disseram. Nos deixe entrar.

_ Por que faríamos isso?

_ É, por quê?

_ Simples, porque Jenny quer que eu e meu irmão vejamos sua apresentação de hoje.

_ Ninguém nos avisou que você apareceria hoje.

_ É, e muito menos acompanhada de um gigante. — os dois riem com essa piada sem graça.

_ Vou arrancar a cabeça dos dois se eles fizerem mais uma piadinha como essa sobre mim Di. — Sam sussurra entre dentes ao pé do meu ouvido. Agarro e aperto sua mão esquerda para que ele se acalme. Um Sam nervoso num clube como aquele não seria nada legal de se ver.

_ Vocês vão parar de ser idiotas e nos deixar entrar ou não?

_ Se nossa resposta for não?

_ O que você vai fazer?

Odeio essa mania deles de completar o que o outro diz. _ Acho que vou ter que ligar para o Dean.

_ Ligar para...

_ Dean?

Ambos arregalam os olhos com isso, claro que estão com medo, não é para menos, Dean odeia que desrespeitem os escolhidos e os barrem na entrada por inveja do status quem possuem. Todos os seguranças não são autorizados a assistirem as apresentações de Jenny. Regras de Dean.

_ Então? O que vocês preferem?

Eles se entreolham. _ Acho melhor deixar eles entrarem.

_ Concordo.

_ Quem é Dean? — Sam sussurra em meu ouvido.

_ Irmão de Jenny, ele não gosta de imaginar nenhum dos seguranças assistindo as apresentações de Jenny, ninguém sabe ao certo por quê. — sussurro de volta.

_ Entendo bem o que ele deve sentir.

Até parece que isso acontece com ele também, não vejo como Sam pode se sentir do mesmo jeito que Dean.

Esperamos pacientemente enquanto os dois abrem a porta dupla atrapalhadamente, o que o medo não faz com o cérebro de uma pessoa? Chega a ser bem engraçado.

Assim que as portas são abertas um aroma doce e enebriante enche meus sentidos, era uma das coisas que eu mais gostava naquele lugar. Sam ao meu lado parecia quase chapado com o cheiro.

Passamos pelos dois até o corredor que dava ao salão principal, mas antes de seguirmos agradeço ironicamente os dois idiotas.

_ Obrigado garotos, não vou me queixar com Dean dessa vez. Mas da próxima vez que vocês fizerem isso não prometo ser tão gentil.

_ Sim Anna.

_ Pedimos desculpas por nosso inconveniente.

Passamos pelos dois que estavam de cabeça baixa agora.

_ Idiotas. — Sam diz ao passarmos por eles.

Rio um pouco com isso, aparentemente meu irmão e eu vemos os dois da mesma maneira.

_ Vamos, esqueça aqueles imbecis. — aperto sua mão de leve.

_ Tudo bem.

Caminhamos calmamente, saboreando os aromas daquele lugar. Aquele cheiro era muito gostoso!

_ Doce.

_ Maravilhoso.

Quase não reparamos quando chegamos ao salão principal, mesmo com o barulho de vozes conversando alegremente e corpos masculinos e femininos dançando em pole dances ao som da batida eletrônica que tocava alto. Só nos damos conta que estamos no salão do clube quando ouvimos o anúncio muito entusiasmado vindo dos alto-falantes.

Senhoras e senhores, peço que se acomodem como quiserem em seus respectivos acentos, desfrutem dessas beldades que dançam por todos os lados, aproveitem o máximo e podem até ir embora se quiserem, até aconselho que aqueles que se sintam mais fracos saiam o quanto antes, porque em 1h nossa bela serpente se apresentará e envenenará a alma e o coração de todos que aqui estão. Tenham uma boa noite e aproveitem ao máximo o que Agemo tem a oferecer.

_ Que voz foi essa?

_ Dean, ele deve estar nos bastidores. Jenny deve ter dito a ele que eu traria você hoje.

_ Então vamos vê-lo também?

_ Não, para minha infelicidade Sammy, tenho certeza que ele não vai aparecer, e tenho certeza também que você apreciará mais a presença de Jenny do que Dean.

_ Então ela é a serpente que ele falou?

_ De certa forma sim, agora venha, vamos encontrar um lugar para sentar. — caminhamos juntos ao redor do salão procurando um bom lugar para assistirmos a apresentação, afinal, não estávamos ali para apreciar o que Dean ofereceu aos outros frequentadores.

Mulheres e homens de diferentes aspectos esbarram de vez e quando em Sam enquanto andamos ao redor do salão, em mim ninguém encosta, até parece que tenho uma plaquinha na minha testa dizendo 'Propriedade de Dean'. Isso só está acontecendo porque ele não me teve e nem vai ter. Se eu tivesse me entregado a ele na noite que o vi pela primeira vez ele não estaria mais interessado em mim e isso atrapalharia meu plano completamente.

Prefiro só conversar com ele, nada de toques, ele não é o homem que quero.

A neblina rosa estava ficando mais densa, olho no relógio em meu pulso, 11:30 p.m., havia passado meia hora desde o anúncio. A neblina ali dentro fica cada vez mais densa com o passar do tempo, quanto mais próxima a hora da apresentação de Jenny mais densa a neblina fica e mais forte o cheiro doce se torna.

Conseguimos um lugar bem na frente do palco, aparentemente aquele lugar estava reservado para nós. Aquilo tudo estava se tornando cada vez mais divertido. Só espero sair com meu irmão inteiro dali depois que a diversão acabar.

_ Esse lugar até que é bem legal.

_ Sim.

_ E daqui temos uma ótima vista do palco.

_ Sim.

_ Acho que daqui a pouco começa a apresentação da Jenny.

_ Sim.

_ Sim? Você só sabe falar isso agora Dianna?

_ Não.

Sam me olha, rio da cara dele.

_ O que é tão engraçado?

_ Nada, só para de me olhar assim.

Ele sacode a cabeça em negação. Olho em meu relógio de novo, 12:00 p.m., hora do show.

_ Já vai começar.

_ Finalmente.

_ Sim, agora você vai finalmente conhecer Jenny. — sorrio.

Sam se ajeita melhor em seu assento e não olha mais pra mim, sua atenção está direcionada para o palco e para o que estava prestes a acontecer.

Espero que Jenny não exagere essa noite, não preciso de um irmão apaixonado para me atrapalhar na missão do dia seguinte. Preciso dos códigos de acesso e do meu irmão alerta, com isso a missão será fácil, sem uma dessas duas coisas provavelmente será um completo fracasso e odeio fracassos.

Beberico meu drink bem devagar. As luzes do salão diminuem gradativamente e a música começa a tocar.

Father Figure George Michael.

A neblina rosa e o cheiro doce chegam ao seu auge no momento em que as cortinas se abrem e Jenny aparece para deleite de todos. Não sei como descrever o que sinto naquele momento, das outras vezes foi da mesma maneira, mesmo sabendo o que havia por debaixo daquelas roupas deslumbrantes, Jenny me deixava com inveja de sua beleza.

Cabelos loiros e compridos, pele de seda clara, olhos verdes e boca sedutoramente carnuda. Ela é verdadeiramente linda.

Percebo que assim que Jenny aparece e sorri todos os homens, como era comum acontecer, ofegam de desejo, e Sam... Sam já estava mais que enfeitiçado por ela.

_ Sam?

_ Ela é linda Di... Linda... — ele não desgruda os olhos do palco e dos movimentos provocantes que Jenny faz acompanhando a batida sedutora da música.

_ Eu sei. — me acomodo no meu assento e aprecio o show quieta, não tenho mais o que fazer, somente esperar que a música pare para podermos ir ao camarim de Jenny conversar.

Jenny tira o roupão de seda rosa que vestia bem devagar, para deleite dos homens, e desce do palco ao som suave e sedutor da música. Ela se aproxima de nossa mesa e se insinua para Sam ao som suave da batida, ela passa sua mão pelo pescoço ao peito másculo de Sam, provocando a fera que ele mantém escondida dentro de si, ela não sabe o mal que está cometendo.

Sam só tem olhos para ela, hipnotizado e deslumbrado ele passa a mão em sua cintura por baixo do tecido da roupa que Jenny está vestindo. Nossa, era um babydoll vermelho muito bonito aquele, deixava as belas pernas de Jenny totalmente amostra. Para sorte de Sam, Jenny não o repreende pela ousadia de ser tocada, e para minha surpresa, ela afasta as pernas de Sam e aperta seu salto no meio delas, ele geme baixinho, mas antes que Jenny se afaste ele agarra e morde com força o lado de sua coxa. Ela geme alto e parece surpresa com isso, percebo que todos os homens no salão ficam loucos, vermelhos de raiva e inveja de Sam.

Ele nem percebe ou liga para isso, só tem olhos para Jenny. Nunca o vi assim antes, não imaginava que meu irmão tivesse esse lado do predador nele.

Quando Jenny se afasta vejo a marca dos dentes de Sam na coxa dela.

Ela volta a dançar ao som da música ao redor do salão, como se não tivesse acontecido nada de mais, se insinuando para os outros que estavam ali.

E Sam observando ela dançar por todo salão, estava inquieto. O sentimento de possessividade deve estar correndo em suas veias agora, a fera dentro dele não gosta somente de matar aparentemente.

Por fora pareço neutra com a situação, mas por dentro não acredito ainda no que meus olhos acabaram de testemunhar. Meu irmão que estava relutante em ir àquele lugar comigo havia acabado de tocar em Jenny! Tenho quase certeza que ele daria um show ainda maior se Jenny não tivesse se afastado.

De volta no palco depois que a música acaba Jenny sorri para mim maliciosamente antes que as cortinas se fechem, o triunfo brilhava em seus olhos.

Retribuo o sorriso, estou muito surpresa por ela ter deixado ser tocada daquela maneira, afinal, ela nunca deixou um homem em sua primeira noite no clube tocá-la, Sam estava sendo a primeira exceção. Interessante.

E aquele sorriso... Huumm... Ela sabia que o tinha em suas mãos, mas será que pelas reações que teve ela também sabia que ele a tem em suas grandes mãos? Talvez sim, talvez não. Mas seria muito divertido se Sam a conquistasse e fizesse o mesmo com Dean, isso seria algo que eu viveria para ver.

E a serpente de duas faces finalmente teria encontrado seu mestre.

Notas finais
Muito obrigado a quem leu, espero que tenham gostado e até o próximo capitulo! Bjs.