Notas iniciais
Olá! Espero que gostem desse capítulo!

–Se você queria tanto saber meu tipo sanguíneo para vender meus órgãos no mercado negro, eu teria te dito.- Elizabeth disse com uma voz carregada de ironia quando a enfermeira se retirava do quarto e a ruiva entrava sem ao menos pedir permissão.

–Até que seria uma boa ideia, Elizabeth.- Ela lançou um sorriso debochado para a garota que estava sentada na cama do quarto de hóspedes de Bruce.- Mas infelizmente, preciso do seu sangue para fazer alguns testes.

–Então agora que você já tem o que quer, posso ir embora? Não sei se você sabe, mas as pessoas comuns precisam de empregos comuns. E céus, como eu preciso de um emprego!

–Não seja ridícula, Elizabeth. Você ficará aqui até o momento em que eu decidir, e esse momento não é agora.

–Bom, e eu posso fugir no momento que eu decidir.- Ela disse ironicamente, desafiando a vingadora.

–Boa sorte, garota.- Ela soltou uma gargalhada, pensando que seria impossível ela fugir daquela torre. Stark podia ser bem idiota às vezes, mas sabia como manter a segurança da sua equipe, e principalmente dele próprio, exceto quando divulgava seu endereço para um terrorista maluco.- Mas mudando de assunto, pode ficar a vontade nesse apartamento, vou mandar alguém trazer as suas coisas. A biblioteca da torre é no décimo quinto andar e as salas de treinamento são no vigésimo andar, sinta-se a vontade para usá-las. Ah, a geladeira está cheia, aproveite.

–Ah, é claro que eu irei aproveitar, até porque uma pessoa que mora no próprio carro sabe cozinhar.- Ela disse e bufou logo depois da saída da ruiva.

Irritada, por começar a se sentir claustrofóbica, o que era uma grande ironia, já que um fusca velho poderia dar essa sensação e não um apartamento grande e sofisticado. Ela podia ver a cidade inteira através das paredes de vidro, o que causava uma sensação de infinito e ampliação, mas estar presa naquele lugar, por mais incrível que fosse, a sufocava.

Ela bufou irritada e chutou uma almofada que antes havia derrubado no chão, logo depois deixando o quarto para vasculhar os outros cômodos.

E realmente, aquele apartamento era incrível. Era simples, mas ainda assim incrível. Mesmo sem o mínimo interesse pela culinária, os inúmeros apetrechos eletrônicos da cozinha a deixaram abismada, ela nem sabia o que a maioria daquelas coisas faziam, porém nada a deixou tão chocada como a enorme televisão da sala que parecia ser nova e intocada. Quando achava que nada mais poderia surpreender, encontrou uma biblioteca que dividia espaço com um pequeno laboratório, supondo que o comodo era originalmente um laboratório que com o tempo foi ficando abarrotado de livros de física, química e biologia, e ela não via a hora de poder devorar todos aqueles livros, exceto os de física, é claro.

Elizabeth estava começando a ficar realmente animada com sua expedição pelo apartamento, porém a porta do último comodo estava trancada, o que a decepcionou. Ela cogitou a hipótese de se jogar no sofá e ficar sem fazer nada até não aguentar mais, porém seu estômago implorava por comida. Ao vasculhar os armários da cozinha, encontrou vários pacotes de pipoca de microondas, deixando-a animada, mesmo com o fato de nunca ter lidado com um microondas, já que não possuíam esse eletrodoméstico no orfanato que ela tanto odiava.

Não deve ser tão difícil, ela pensou ao jogar o pacote, sem ao menos ler as instruções, no microondas e logo depois o ligando. Poucos segundos depois, quando a garota dos cabelos escuros bebericava um refrigerante que ela não gostava, porém raramente tinha a oportunidade de o beber, o aparelho começou a fazer barulhos estranhos, fazendo-a apenas dar de ombros, para logo depois ser lançada ao chão, sem saber se a causa era o susto ou a explosão de fato.

O alarme de incêndio começou a soar, fazendo seu vizinho, que ela ainda não havia conhecido, arrombar a sua porta e a apagar as pequenas chamas teimosas como se sua vida dependesse disso.

–Obrigada por quebrar a porta.- Ela disse ao notar um escudo jogado em um canto da sala.- Vocês heróis são tão dramáticos.- Sua ironia era perceptível, como sempre, fazendo o loiro rir do deboche da garota e se perguntar se aquela criatura baixinha não era um clone de Tony Stark, porém ao encará-la, percebeu que sua aparência passava longe do homem das armaduras. Ele havia ficado sabendo da sua chegada, mas esperava que fosse uma adolescente qualquer, porém aquela garota de olhos de jabuticaba que possuíam traços de um bom colega, possuía uma imponência que abalava até as estruturas de um bravo capitão.

Notas finais
Espero que tenham gostado! E comentem, vou adorar saber o que vocês estão achando dessa fanfic.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.