Notas iniciais
Usarei Matt Bomer como Lord Willage; quanto aos outros personagens, ainda não sei :c

No Castelo da Lua de Sangue, Lord Willage prepara mais um ataque, em seu quarto, com as portas trancadas. A pobre donzela não pode escapar, está desesperada, gritando... mas o homem não tem piedade; ao contrário, ele quer ver o sofrimento em seus olhos, quer ouvir seus gritos de desespero, quer que sua dor seja causada em mais de uma maneira, suas lágrimas eram um acompanhamento para seu sangue – e que sangue delicioso!

— Imploro-te milord... Deixe-me sair...

— Cara Angel, cale essa maldita boca, está me fazendo perder o pouco de respeito que tenho por você.

Ele sussurra em seu ouvido, com uma voz tão sexy, mas tão cruel, que a faz gritar mais alto do que deveria.

Puxando seus cabelos com tamanha força e a jogando na cama, ele ri.

— Maldita. Não sabe que não estamos sozinhos? Será que terei que lhe punir?

— Já me pune. Despreza-me e me fere, sendo que no momento em que nos conhecemos foi tão gentil, amável...

— Precisava de uma tática para lhe atrair pra cá, para me satisfazer. Sabia dos riscos de acompanhar um estranho, mas mesmo assim o fez. Eu não respeito ninguém, Angel.

— E se eu quiser liberdade? Ver-me livre de seu perfume e olhos inebriantes? Livre da sensação que me proporciona, ferindo e despertando meus sentidos ao mesmo tempo?

— Sabe que eu poderia lhe matar, correto? Mas você morrerá aos poucos com a falta e dependência de mim!

Dito isso, ele se apodera de seu pescoço novamente, causando-lhe uma dor tão prazerosa e bruta que imaginou que ela não seria capaz de suportar. Pois bem, assim que saciou de vez sua sede, ele a soltou e a fez abandonar o quarto, antes de lhe dar um tapa na pele já pálida da moça.

— Não é isso que quer? Liberdade? Está livre, Angel! Saia já daqui ou tua vida não valerá nem mais uma libra!

Desesperada, a moça sai do quarto; para sair do castelo não foi tão simples. Mas assim que se viu liberta de seu mestre sanguinário, não conseguia tirar o sorriso do rosto. O problema era a fraqueza, e as marcas de presas em sua pele eram mais visíveis do que nunca.

Podia sair da Inglaterra, iria pra França! Não, não, para a Itália. Qualquer lugar onde não houvesse monstros da laia de Willage. Andou até onde seus pés conseguiram, e pra sua sorte, um ser humano normal passava por ali.

— Pelos Céus... Poderia informar-me onde é a estação de trem mais próxima?