Notas iniciais
Olá caros leitores, espero que gostem do cáp.

Ah e esse site aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=yflaD08Dlqs

o videos é o trailer do livro Fallen, muito bom vale apena ver.

Talvez eu estivesse louca, mas acho que me apaixonei por alguém que conheci há um dia.

Loucura não?

Quando voltei para a sala, ainda sorrindo bobamente, sentei-me ao lado de um garoto meio estranho, nunca havíamos conversado. A professora continuou passando a matéria, que para mim já não era tão interessante, pois já havia lido sobre ela.

E de repente minha visão ficou turva e desmaiei.

Imagens desconexas começaram a passar em minha mente: uma igrejinha destruída em chamas, muitas pessoas correndo, parecia estar frio na cidade, as pessoas que estavam fugindo falavam uma língua desconhecida para mim, mas a visão mudou agora um homem de olhos arroxeados me olhava sorrindo lindamente, e mudou novamente, o mesmo homem entregava-me peônias, uma flor de cada vez e eu lhe sorria timidamente soltando risinhos de vez em quando.

Quando voltei a abrir meus olhos uma luz branca e forte me cegou temporariamente. Estava sentada em uma cadeira branca de plástico, provavelmente levaram-me para enfermaria. Virei a cabeça para os lados e focalizei Mateus no fim da sala, ele me olhou.

– Lucy?! – ouvi Mateus me chamar, e então veio correndo até onde eu estava.

– Hm – murmurei desajeitada.

– Ah! Ela acordou –falou animado virando-se para Emili que também veio correndo até mim.

– Lucy?! Ah que bom que você acordou! O que houve com você para desmaiar do nada? Você tomou café da manhã hoje? Aposto que não! Lucy você tem que se cuidar. — Às vezes Emili era um pouco irritante com toda essa proteção, porém é isso que eu realmente gosto nela, ela se importa com seus amigos — Ah sabe o Daniel? Ele ficou preocupado, parece que você arrumou um pretendente em?! – ela falou colocando as mãos na cintura fazendo cara de espertinha.

– Ahn – foi a única inteligente que consegui responder.

– Srtª Santos – a enfermeira Noeli me chamou – Deixe-me medir sua pressão e a liberarei – ela pegou o aparelho e o colocou em meu pulso, e a sensação de um aperto se fez presente, sim eu constantemente tinha tonturas e quedas de pressão, e por um grande acaso minha mãe também era enfermeira, então ela tinha a grande satisfação de colocar aquele aparelho em meu pulso. – 11x8, sua preção está boa. Está livre – sorriu gentilmente.

– Vamos – Emili disse. Eu apenas a segui e para fora da sala.

– Luciana, eu preciso falar com você – se ele me chamou pelo nome inteiro é porque “o negócio” é sério.

– Tudo bem – respondi tranquilamente.

– Ok! “To vazando” – Emili disse levantando as mãos em sinal de rendimento.

– Venha, vamos para traz do colégio, o que eu quero conversar é serio – Mateus falou seriamente.

Eu acenei com a cabeça. Quando chegamos Mateus estava muito inquieto e continuava sério. Finalmente ele se encostou na parede e olhou-me profundamente.

– Lucy, você sabe que gosto de você não é? – ele perguntou.

– Sim – até hoje eu me lembrava de como havíamos nos conhecido.

Flash Back on:

Emili e eu estávamos brincando em frente a minha casa no gramado com as clássicas bonecas de pano que nossas mães haviam feito.

– Maria que tal irmos tomar um pouco de chá na comadre Luciana, descobri que ela tem uma nova filha, você poderá brincar com ela!

A voz melódica de Emili preencheu o ambiente.

– Claro, mamãe – respondeu fingindo ser a boneca.

Emili andou um pouco até chegar onde eu estava sentada.

– Olá, comadre Luciana, andei sabendo que tens mais uma filha, estou certa? – ela falava o mais cordialmente possível que seu vocabulário a permitia.

– Olá, comadre Emili, a sim tenho mais uma filha, ela se chama Ana. Ana querida venha cá – eu respondia tentando parecer ao máximo minha mãe. Levantei-me peguei a boneca de cabelos roxos que estava um pouco longe e a trouxe para perto. – Ana está é a comadre Emili e sua filha Maria, diga “Oi”- falei olhando para a boneca de olhos feitos de botões – Oi – representei a voz de “minha filha”.

Continuamos conversando até que um barulho de derrapada e osso batendo contra o concreto foi ouvido. Olhamos para frente e vimos um garotinho moreno caído no chão com seu joelho e antebraço ralados, ele olhava para seus ferimentos. Levantei-me apressadamente para ir ajudar o garotinho.

– Você está bem? – perguntei ao estranho garoto.

– Hm, sim – ele respondeu.

– MATEUS! – uma voz adulta e feminina ecoou pela rua, uma mulher bonita saiu de dentro da casa e veio correndo até o menino que aparentemente era seu filho. – Ah, meu filho, como pode ser tão desastrado? – falou ajudando-o a levantar. – Vamos para casa que eu vou passar “Metiolate” em você.

– Obrigado – o menino me olhou e agradeceu. Mas foi só neste instante que a mulher percebeu nossa presença.

– Ah, olá – ela disse sorrindo – Somos os novos vizinhos – novos vizinhos? Mas eu não havia visto ninguém chegar ontem à tarde. – Chegamos ontem de madrugada, moramos a três casas daqui. – ela falou – Ah desculpe-me pela indelicadeza, prazer sou Rita e este é o Mateus – ela falou.

– Olá, eu sou Luciana e está é minha amiga Emili – falei educadamente.

– Prazer em conhecer, se não se importar tenho que levar esse menino para casa.

– Tudo bem – eu e Emili respondemos ao mesmo tempo, e eles partiram.

Quando eles entraram em casa, nós voltamos a brincar.

Flash Back off:

– Lucy, você sabe que tudo que eu faço por você é por que eu gosto muito de você não sabe? – ele perguntou.

– Sim Mateus, eu sei...

– Tudo bem agora me diga, você está gostando do Grigori não é? – perguntou apreensivo.

– Não – respondi rapidamente.

– Lucy eu sei do seu encontro com ele na biblioteca – ele falou com um tom enciumado?!

– Mateus, você enlouqueceu?!

– Não só estou dizendo o que eu vejo Lucy – ele olhou no fundo dos meus olhos – Você está realmente gostando dele não é? – às vezes tenho a impressão de que ele me conhece melhor do que eu mesma. – Droga! – exclamou. Eu não precisava falar nada, ele já deduzira o que eu sentia pelo Daniel. – Você tem que ficar longe dele! – mandou autoritário.

– Você não manda em mim Mateus – falei furiosa. – Você não tem o direito de me dizer o que fazer e o que não fazer.

– Com licença – Aquela voz me fazia tremer, atrapalhou meu acesso de raiva. – Atrapalho? – eu viro e me deparo com quem? Se você disse Daniel acertou, era ele.

– Sim, atrapalha – Mateus disse mal educado.

– Não, não atrapalha – eu disse olhando furiosamente para Mateus. – Nós já estávamos terminando por aqui, não é Mateus?

– Humpf, terminamos essa conversa quando não tiver ninguém para atrapalhar.

– Tudo bem – respondi mais calma por conta da proximidade de Daniel.

Mateus virou as costas e caminhou de volta aos corredores. Virei-me para Daniel.

– Soube que passou mal na sala de aula, e vim ver se estava bem — falou calmamente como se estivesse me medindo.

– Ah sim, estou melhor, obrigado. – respondi olhando dentro de seus olhos, e de repente eles mudaram de cor: do cinza para o arroxeado, parecendo inesperadamente com os do sonho. Ai Meu Deus, eu tenho sonhado com Daniel e não percebi!

No entanto tinha algo errado, no sonho ele parecia ser diferente, suas vestes. Uma forte dor de cabeça me atingiu, e me desequilibrei, e por sorte Daniel me segurou, sentando-me no chão.

– Tem certeza? – ele perguntou divertido, mas preocupado.

– Sim, obrigado de novo – sorri para ele.

Ele sentou ao meu lado me dando apoio, mas não falamos nada, absolutamente nada. Até que tocou o sinal.

– Temos que ir para a aula. – falei, mas não tinha vontade nenhuma de ir, eu queria ficar ali apreciando o calor que seu corpo emanava.

– Tem certeza, absoluta de que está realmente bem para ir para a sala?

– Sim – ri baixinho. – Eu estou bem.

– Ok, mas deixe-me te acompanhar até a sala pelo menos.

– Não preciso, eu estou bem – tentei argumentar.

– Só vou saber se está bem se te acompanhar até a sala, você pode desmaiar no caminho – e como sempre ele me venceu.

– Tudo bem então – rolei os olhos.

Ele me acompanhou até a porta da sala, e quando nos despedimos ele deu um beijo em minha bochecha, e eu é claro corei até a raiz dos meus cabelos, me despedi e fui enfrentar a aula.

Notas finais
Então gostaram? Deixem comentário please.

Bjocas Alexia Briel.
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Ps: Capítulo betado!