Afterworld-Recomeço

2 A Noite- Não mais segura


Notas iniciais
A frequência da fic vai ser a cada 2 dias, qualquer personagem pode ser enviado pra mim e eu posso encaixar, okay? ^-^

A Noite.

Lentamente avançando pelo céu junto ao por do Sol. Em Newcrest a noite não significa o período de descanso dos cidadãos de bem e o curto tempo em que alguns criminosos tinha, para realizar seus roubos e assasinatos.

Pelo menos não mais.

A seis meses uma onda de carnificina tinha invadido o país, especialmente as cidades no coração de Newcrest, todas as noites prédios importantes e abandonados, pessoas inocentes, criminosos e até mesmo os que deviam exercer a lei. Todos estavam a mercê de algo ou alguém, os poucos que tinham alguns minutos de vida restantes pra dizer algo estavam aterrorizados demais para fazer algo além de gritar ou ficavam em choque pela brutalidade presenciada no que restava das cenas, poucos destroços, chamas e poças de sangue nos dias que aquilo se sentia no direito de acabar com a vida de dezenas a centenas de pessoas em uma só noite, ninguém via o que entrava e os que viam o que saia não diziam nada, a não ser por uma única vez:

Um sorriso.

A única testemunha que tinham do último massacre era um adolescente de 17 anos chamado Steven, e ele parecia não estar muito chegado a realidade na mente de um dos últimos oficiais de alta patente responsáveis pelo policialmento daquela seção de Newcrest.O tenente-coronel entrou na sala e se sentou em uma das cadeiras de plástico, olhando fixamente para o rapaz tentando passar alguma segurança, geralmente, isso dava certo para ele, mas hoje parecia diferente. Hoje eles tinham uma pista do que diabos estava dizimando todo o país pelas beiradas.

Ou talvez não

Steven estava pálido, quase transparente e suando frio, afinal de contas, não é toda noite que você ve o monstro responsável pela morte de metade dos seus amigos sorrir e poupar você, sorrindo manchado do sangue deles e de vários outros e sumindo, simplesmente desaparecendo na sua frente. Concentrando toda a força de vontade que tinha, Steven começou, com a voz baixa e trêmula:

-E-ele ...e-ele m-matou eles...e-le matou eles.

O homem na frente dele foi rápido, segurando os ombros e o fitando nos olhos:

-Garoto, se acalme, ninguém vai te pegar aqui, está seguro.

O tenente-coronel esperou uns momentos até continuar:

-Por favor, descreva o que aconteçeu e o que puder lembrar "dele", qualquer detalhe importa.

-E-ele tinha um cachecol vermelho, casaco preto, calças cargo marrons, botas pretas e lutas pretas, olhos vermelhos, cabelo preto e aquele sorriso....ele não parava de sorrir.....ele......ele matou todos...e-ele

Steven parou e chorou, parando entre um soluço e outro para puxar o ar. O tenente-coronel parou e se afastou, levando uma das mãos ao coldre do revólver. O garoto estava pálido e com os olhos vazios e a respiração entrecortada, tremendo, ele se virou ao oficial e sussurrou:

-Ele está aqui.

Dito isso, Steven caiu no chão, o pescoço tinha uma sutil mas agora aparente marca de corte com uma borda esverdeada e as veias pretas ao redor. O tenente só teve tempo de engatilhar e apontar sua arma para a frente antes das luzes estourarem, uma a uma.

A noite tinha entrado.

Gritos de terror seguidos de um baque surdo de corpos caindo no chão só aumentava a motivação dele, as botas deixando pegadas sangrentas a cada passo que ecoava no silêncio, silêncio que era quebrado a cada vítima pega gritando de pavor. O último grito tinha abrido um sorriso em seu rosto, o cachecol manchado de sangue agora estava em um vermelho ainda mais vivo. Mais um, dessa vez um oficial armado e bem alto, parou na frente dele apontando a arma com um nervosismo bem visível:

-Não se mexe ou eu atiro! E-eu juro que atiro!

Como resposta, obteve um riso e um braço arrancado do ombro. Gritando com a cor, ele tentou correr.

Só tentou.

A coisa que vem com a noite o pegou, e ele ja podia se considerar morto.

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Outro grito, dessa vez do oficial de carceragem Reynolds.

O nervosismo do tenente-coronel só aumentava, o suor da testa ja lhe caia ao rosto e ao chão e ele não arriscaria um momento de distração para limpar, os olhos treinados e atentos esquadrinhavam cada canto, cada ponto cego em busca de movimento. A noite tinha entrado no único local que eles não esperavam e ja estava com o serviço adiantado, as vozes dos colegas se contorciam em gritos horrendos e cheios de medo, e os passos do que quer que tenha os pego estavam cada vez mais perto. Até que pararam completamente.

Ele começou a caminhar de costas, em direção a parede, bem devagar, fazendo o mínimo de som possível, um passo.

Outro passo.

O Tenente-Coronel disparou, iluminado a sala de um azul-neon por uns momentos, dessa vez ele pode ver o que era, pelo menos o sorriso dele e ficou surpreso com a voz:

-O que foi Chuck? Perdeu a vontade de me caçar?

Aquilo foi o golpe final. A voz era suave e zombeteira, uma combinação que não era vista a muito tempo, de algúem que não tinha nenhum medo de morrer e estava seguro que podia fazer tudo por si próprio. Então, finalmente perguntou:

-O que é você?

-Meu nome é Jason Insurge Frost Dough, e você é o tenente coronel das forças de policiamento de Newcrest Chuck Norwel, considere isso um pequeno presente por ter me apresentado, eu te deixei viver

Outro riso e aquela coisa sumiu, a única coisa que Chuck tinha certeza era de que ele não era humano.

Notas finais
Qualquer coisa podem me mandar uma mensagem perguntando
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.