Afternoon
1 Me + You = Love! Don't you think?
Notas iniciais
Levy corria pelos corredores da Fairy Tail, a Guilda a qual pertencia, um punhado de livros em suas pequenas mãos, o que ela estava fazendo? Estava em mais uma de suas “matinês de leitura”, quando se enfiava no meio das páginas infinitas de um livro e esquecia de tudo que estava aconteceu a sua volta.
— Ei Levy! – Seus parceiros de time Jet e Droy vieram correndo a seu encontro. – Vamos fazer uma missão?
— Agora não garotos. – Os olhos da garota corriam apressadamente pelas folhas. Agora ela não estava usando os óculos de leitura mágica, mas sabia ler rápido de qualquer jeito. – Estou ocupada.
E a seguir, podia-se ouvir os dois garotos discutindo como se o fato de Levy não poder ir na missão, fosse culpa de algum deles.
Só que houve um problema, Levy ficou a tarde inteira lendo, seus amigos falaram com ela, mas a azulada nem sequer notou a presença deles, e apenas uma pessoa poderia tirá-la daquele transe, o Dragon Slayer de Ferro, Gajeel, e outro problema apareceu, o mago estava em missão.
Você me pergunta o que eu sinto por você.
Eu não ia dizer que não gosto de você
Você poderia estar chorando? Aah
Você pode ser bem linda,
E mais algumas horas se passaram, e Levy, cansada e estranhando o silêncio a seu redor, decidiu encerrar sua leitura, fechou seu livro e olhou ao redor, soltou um gritinho de surpresa, quase engasgando.
— Mas o que?! – Olhou para a porta da Guilda, e pela primeira vez a estava vendo fechada e trancada, nem mesmo Mira estava lá, porém...
— GeeHee... – Aquela risada, Levy girou nos calcanhares, encarando Gajeel que estava recostado sobre o balcão, com algumas colheres na boca. – Acordou só agora baixinha?
— Ah, Gajeel! – Podia-se ver a felicidade nos olhos da maga Solid Script, mesmo Gajeel a chamando de todos os apelidos referentes a sua altura possíveis, o sentimento positivo de Lvey não se esvaiu em nenhum momento. – Eu fiquei lendo a tarde inteira, não quer dizer que eu estava dormindo!
— Pra mim, leitura igual a sono. (Leitura = sono) – O Dragon Slayer mastigou uma colher. – E aí? Como você pretende sair daqui?
— Hum... – Levy pensou por alguns minutos, se rendendo a pior alternativa possível. – Gajeel... Você... Poderia abrir a porta pra mim?
Seria tão bom se existisse um guia pro amor
Porque existem muitas coisas que eu não entendo
Seria tão bom se existisse um professor pro amor
Eu + Você = Amor! Não acha?
O garoto olhou para sua amiga, ele não acreditava que ela tinha largado seu orgulho, mas ele não ia ceder tão facilmente.
— He! E o que eu ganho em troca?
— Se você abrir eu falo! – Levy já tinha uma ideia em mente, será que ela conseguiria finalmente se declarar para o garoto?
— Irei atender seu pedido somente hoje, baixinha. – E deixando uma Levy emburrada para trás, Gajeel tirou uma chave do bolso e a azulada achou incrível como ele ainda não havia engolido a colher.
Agora, com a porta aberta, Gajeel se virou para a garota, esperando o que viria em troca, Levy se aproximou, temendo a própria vida.
Quando eu fecho meus olhos eu vejo o seu brilho
Algo profundo dentro do meu peito esta gritando
— Gajeel, fehce os olhos. – O garoto achou suspeito, mas obedeceu ao pedido da amiga. E cuidadosamente, se colocando na ponta dos pés, Levy passou seus pequenos braços pelo pescoço do moreno e aproximou seus lábios dos de Gajeel, mas infelizmente, o garoto resolveu abrir os olhos e vendo o que Levy planejava fazer, passou seus braços em volta da cintura da garota, a trazendo para mais perto e a levantando um pouco do chão, a garota parou no meio do movimento, hesitando, mas Gajeel forçou o movimento e o concluiu com um lindo juntar de lábios, Levy sentiu suas pernas que não encostavam no chão fraquejarem, deu graças a Deus por Gajeel a estar segurando.
Se separaram ofegantes, as bochechas de Levy brilharam em vermelho e as mãos de Gajeel afrouxaram um pouco o aperto, permitindo a Levy voltar ao chão com segurança.
— Eu... Eu não sou muito bom com palavras baixinha, mas... Espero que você já tenha entendido. – O garoto levou a mão à nuca, envergonhado.
— Eu entendi Gajeel, e a baixinha aqui corresponde aos seus sentimentos. – Levy sorriu timidamente, cerrando seus olhos levemente, podia não parecer, mas a garota desejava sair dali, estava morrendo de vergonha. – Bem, te vejo amanhã.
— Amanhã não baixinha. Agora. – E Gajeel colocou Levy nos ombros estilo “saco de batatas” e a levou para sua casa.
É, essa tarde foi realmente longa.
Eu + Você = Amor! Não acha?
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