After the pain
19 Um jogo de futebol divertido!
Acordei e sentia-me como se não tivesse dormido nada. Sentia-me totalmente e incrivelmente cansada. Assim que me dirigi ao espelho notei que tinha umas olheiras bem marcadas e alguns hematomas espalhados pelo corpo mas felizmente não havia nenhum no rosto. Tive alguns pesadelos que por incrível que pareça não eram protagonizados pelo monstro do meu pai mas sim por outro. Fui para a escola e quando andava a procura da Lyla pois ela não se encontrava à minha espera como de costume, ouvi um choro. Uma rapariga a chorar. Procurei de onde vinha o som e encontrei Sarah sentada abraçada a si mesma e com a cabeça nos joelhos.
– Hey! Está tudo bem?? — Ela levantou a cabeça e levantou-se num salto abraçando-me. Eu fiquei sem reação mas retribui o abraço. Provavelmente era o que ela precisava neste momento.
– Foi o Valentine? — perguntei quando ela se largou de mim.
– Não, desta vez não foi ele. — diz ela com os olhos fixos no chão.
– Então? Podes contar me a minha boca e um túmulo. — Ela estremeceu e hesitou — Mas se não quiseres não precisas. Não te vou forçar se te sentires desconfortável.
– Os meus país vão separar-se.
– Oh! Lamento. Se precisares de ajuda não hesites em pedir, eu sei pelo o que estás a passar — "mais ou menos se retirarmos a parte que o meu pai é um brutamontes desumano e sem coração" penso para mim.
– E eu sou a culpada. — diz Sarah tirando-me dos meus pensamentos.
– Não isso não deve ser verdade.
– Eles passam a vida a discutir sobre mim — Eu voltei a acolhe-la nos meus braços. Tocou e nem sinais daquela moça desaparecida a que intitulava de melhor amiga. Deveria preocupar me? Fui com a Sarah para a sala. A Lyla faltou a primeira aula por isso assim que acabou liguei lhe. Ela disse que tinha ido a uma consulta de rotina e que só ia a parte de tarde. Convidei a Sarah para almoçar ao pé de mim.
– Não precisas de almoçar sempre sozinha Sarah! Eu e a Lyla apreciamos a tua companhia por isso podes almoçar connosco.
– Não gosto de incomodar.
– E não incomodas. Eu estou a falar a sério. Eu não daquelas que fala para agradar.
– OK — Sarah não conversava muito e eu também não andava muito faladora. Aquela história com o Andrew deixou-me a refletir sobre o tipo de pessoa que o Valentine era. Desde o primeiro dia que não tive boa impressão dele. Intimidava os miúdos mais novos, era um atirado do pior e parecia não se importava em tratar mal as raparigas. Ele tratava-as abaixo de cão e ainda assim havia algumas que se mostravam interessadas nele... se calhar por medo, quem sabe. Era misterioso já para não falar na companhia. Não é julgar as pessoas pelas aparências é só que eu nunca via sorrisos naquelas caras presunçosas a não ser quando estavam a preparar alguma. Mas agora eu tinha a certeza que não valia nada. Eu queria fazer alguma coisa para ajudar o Andrew mas o quê? Finalmente a Lyla chegou e fui tirada dos meus devaneios.
Dois dias depois
A Sarah tem andado comigo e com a Lyla. Ela é muito divertida. Só que a sua timidez esconde a sua personalidade. Ela e mesmo simpática e Lyla também gosta dela.
Estávamos as três na biblioteca a estudar pois a Sarah é muito inteligente principalmente a físico-química que é a minha pior disciplina e como ela está na mesma sala que nós e ajuda-nos. Fui à casa de banho e quando estava a percorrer sinto um empurrão e quando dei por mim estava dentro do armário da limpeza. Comecei a gritar mas era inútil. Já era tarde e não estava quase ninguém nos corredores da escola, principalmente perto da biblioteca. Eu e as raparigas tínhamos decidido ficar até mais tarde para estudarmos as três. Comecei a entrar em pânico. Ouço risadas do lado de fora. Eu não acredito, detesto espaços fechados. Comecei aos murros e aos pontapés na porta mas desisti pois por mais que me esforçasse não conseguia abrir a porta e apenas me magoava. Senti lágrimas de desespero a percorrerem me o rosto. Escorreguei pela porta e comecei a pensar num plano mas nada surgiu. Nem sequer tinha trazido o telemóvel. Esperava que Lyla e Sarah dessem pela minha falta. Mas eu não sei elas não me iriam encontrar ali dentro. Tinha a sensação que estava ali já algum tempo. Gritei uma última vez. Não esperava ser ouvida mas felizmente alguém estava a passar por ali naquele preciso momento que milagre.
– Quem está aí dentro? — ouço uma vez do outro lado a tentar conter o riso mas a falhar miseravelmente.
– Alguém que quer sair! — ouço mais risos do outro lado da porta mas tento ignorá-los pois se continuasse a dar-lhes importância seria pior.
– Desculpa princesa, não há nada que eu possa fazer! — parece-me a voz de Valentine do outro lado.
– São um bando de cobardes! — Não obtenho resposta. Passado algum tempo param as risadas e começo a ouvir passos mas estavam cada vez mais distantes. Provavelmente já se cansaram de mim e foram-se embora. Ao menos podiam ter a dignidade de me abrir a porta. Gostam mesmo de causar sofrimento.
Já que parecia que ia ficar dentro daquele cubículo durante algum tempo, mais valia tentar passar o tempo. Então começo a observar o lugar. Estava arrumado. Havia prateleiras cheias de produtos de limpeza e panos. No canto havia um balde com uma esfregona e vassoura. O lugar estava iluminado por uma luz fraca então resolvo procurar a fonte. Parte vinha das frinchas da porta, mas só isto não conseguia iluminar aquilo tudo e então reparo numa pequena janela no topo da parede que estava ao lado daquela em que eu me encontrava encostada. A janela estava fechada mas conseguia abri-la pro dentro e caso conseguisse podia chamar por ajuda. Mas como é que eu vou conseguir chegar lá acima? Começo a construir um esquema mental para alcançar a janela. Viro o balde da esfregona ao contrário e ponho-me em cima dele e tento alcançar a janela mas não é alto o suficiente.
– Vamos tentar de maneira diferente.
Vou até as prateleiras e encosto os produtos à parede traseira de modo a que conseguisse apoiar um pé numa delas. Ponho-me novamente em cima do balde e tento pôr o meu pé na prateleira.
– Boa! — Após ter conseguido impulsiono-me para cima ficando com uma perna estendida no ar sem apoio e tento alcançar a janela. É nestes momentos em que a Física ou a Química me podiam ajudar! À primeira tentativa consigo chegar à janela mas não me consegui agarrar. Tento mais uma vez e nada. — Bem, à terceira é de vez... — tento novamente mas só consigo agarrar-me com uma mão e com a outra consigo abrir a janela entrando uma brisa fresca. Espreito mas não consigo ver alguém a passar então tento descer para gritar por ajuda só que não consigo alcançar o balde e fico então com um pé na prateleira outro no ar e as duas mãos na beira da janela.
– Sério!? Tinha que ter uma crise de vertigens agora?
Olho para a porta e vejo uma sombra do outro lado da porta que se abre e a sombra ganha cor e volume. Era Andrew.
– Riley!? — eu senti-me corar. Porque é que tinha de ser ele a apanhar-me nestas figuras. Nisto desequilibro-me e caio, batendo com o rabo no chão. Nem sequer me preocupo com as dores ou em responder-lhe e saio disparada daquele armário maldito. Vou ter com as outras à biblioteca mas elas já não estavam lá. Olho para as horas e já está na hora dos autocarros e vou até à paragem. Quando lá chego já só encontro Lyla que vem até mim.
– Onde é que te meteste?
– Longa história! A Sarah já foi embora? — pergunto eu tentando mudar de assunto.
– Sim, eu disse-lhe para ir descansada que entretanto eu encontrava-te mas parece que foste tu que me encontras-te a mim. E quanto à longa história... eu tenho tempo, o meu autocarro ainda não chegou. — ela olha para mim com cara de quem não vai embora sem saber o que se passou e então eu conto-lhe tudo o que aconteceu. — O Andrew?? Porque é que eu não estava lá para ver a tua cara!
– É isso que tiras da história!? Um bocado de preocupação com o estado do meu rabo não fazia mal nenhum já que eu caí de uma prateleira a cerca de um metro do chão. — digo eu com cara de zangada
– Desculpa amiga mas a tua história é hilariante e eu precisava mesmo de me rir.
– Desta vez passa — digo sorrindo.
Entretanto chegam os nossos autocarros e cada uma vai para a sua casa.
No dia seguinte.
–Acalmem-se por favor! — pediu a professora de matemática pela quinquagésima vez. — Ouçam, o diretor da escola está a promover uma semana dedicada a actividades. Na segunda é o vosso dia de ir até às piscinas e depois um passeio pela floresta. Na próxima aula entrego-vos as folhas com o programa bem como as autorizações para entregarem aos vossos pais.
Torci os lábios. Eu e a água não nos dávamos muito bem. Só no copo e no chuveiro. A Lyla sorriu-me toda entusiasmada. Quase que caia da cadeira com o seu entusiasmo. Hey, a minha melhor amiga voltou de sei lá bem de onde é que tenha estado nestes últimos dias, se bem que a sua viagem até lá é compreensível. Retribui-lhe o sorriso e sussurrei-lhe
–Esconde melhor o teu entusiasmo ou a professora ainda arranja maneira de não irmos. — Ela fez beicinho como as crianças.
No mundo das cabeças ocas:
– Meninas temos de ir as compras — disse Jennifer
– Temos que comprar biquíni novos — concluiu Sasha.
De volta ao mundo "normal":
– Eu adoro água, pareço um peixe!- riu Lyla enquanto dava saltinhos como no infantário.
– Pode ser que alguém se afogue.- suspirei eu falando mais para mim do que para alguém ouvir.
Nisto houvesse uma voz a chamar por a Lyla. Era Josh que caminhava atrás de nós num passo apressado.
– Lyla esqueceste-te disto na sala — disse ele entregando a agenda de Lyla que mais parecia um mundo de fotos minhas e dela e outras coisas que ela lá colava.
– Obrigada — disse Lyla corando só de pensar que ele podia ter visto as coisas que estavam lá dentro e ambos se olharam quando as suas mãos se tocaram. Acho que não se aperceberam que ficaram longos segundos assim. Eu sussurrei que ia andando e sai de fininho para não interromper aquele momento. Ri interiormente mas logo o meu sorriso morreu quando vi Andrew a abrir a porta do seu carro e a Jennifer entrou mas antes ele deu lhe um beijo.
Normalmente era ela que fazia este tipo de coisas mas desta vez foi ele de livre e espontânea vontade e que tomou a iniciativa. O quê?? Mas o que é que eu estou para aqui a pensar!? Eles são namorados!!
Não me apetecia ir para casa por isso fui até ao Central Park. A minha tia tinha cumprido a promessa e por isso já tínhamos sido devidamente apresentados, eu e o parque é claro. O parque era lindo, grande com jardins bem tratados e flores lindas. Havia uma fonte no centro. Apesar de não estar nada bom tempo afinal o frio sempre arranja maneira de expulsar o sol de um dia para o outro e então tu sabes que o verão acabou.
Haviam casais de reformados a caminharem por caminhos já com folhas agasalhados e de mãos dadas. Fiquei levemente comovida. Afinal era o sonho de toda a gente ter um grande amor daqueles bem lamechas e pirosos que mesmo as pessoas que desdenham querem ter. Não estou a falar daquele amor em que as pessoas falam aquela coisas da boca para fora e que por mais que se tratem com tanto açúcar acaba por ser tudo uma farsa. Devia ser bom ter alguém ao nosso lado mesmo depois do cansaço de passar uma vida a trabalhar poder passear com essa pessoa mas mais do que isso ter a certeza que ela ia estar sempre ali enquanto a vida permitisse. E que permita por muito mais tempo.
Eu sempre imaginei a minha mãe no lugar daquela senhora de cabelo branco e que já caminhava com alguma dificuldade. Sempre pensei que os meus país ficassem juntos até serem muito velhinhos. Mas o amor não funciona só quando uma pessoa ama. A minha tia também não teve muita sorte nessa área. Ela apaixonou-se por um homem, mudou se para nova York casaram se e passados uns meses ele fugiu sem dizer uma palavra. As mulheres da minha vida não mereciam. Quem é que no seu perfeito juízo abandonava a comida da minha tia e a ternura da minha mãe.
Olhei para o outro lado do parque e avistei crianças a correrem e a jogar a bola pareciam felizes. Sentei me num banco de jardim perto das crianças e tiro da pasta um livro. Apesar dos gritos das crianças sentia-me bem. A felicidade dos outros nunca me incomodava. Passado algum tempo sinto algo bater nas minhas botas. Olho e vejo aos meus pés uma bola grande e redonda azul e branca já um pouco rompida de tanto ser chutada.
Pequei nela e olhei para ver quem a vinha buscar e vi uma criança pequena a minha frente. Olhei a com mais atenção. Aqueles olhos ternos, a pureza do seu sorriso e a alegria que todo o seu pequeno corpo transpirado erradicava. Eu conhecia-o. Ben! Ele sorriu-me e fez um gesto o que eu interpretei como sento um olá. Então dei-lhe um sorriso e entreguei-lhe a bola. Ele sorriu mais uma vez e começou a correr. Quando eu pouso os meus olhos no livro senti uma coisa estranha. Olhei para cima e vi alguns miúdos a encarar-me então Ben correu de volta para mim estendeu-me a mão e eu agarrei-a embora não fazendo a mínima ideia então ele puxou-me e percebi o que ele queria: que eu jogasse com eles. Os os outros meninos sorriram-me e disseram olá enquanto me cumprimentavam com um aperto de mão. Então um menino que devia ser dos mais velhos com 11 fez as equipas e eu fiquei na do Ben (acho que a pedido dele). Começou o jogo eu e sendo a mais velha conseguia fazer pior figura que eles o que é injusto pois eles já nascem a jogar futebol.
O jogo foi muito engraçado. Fiz brincadeiras com eles e quando Ben marcou um golo todos o fomos abraçar e eu peguei nele atirando ao ar gritando o seu nome sendo acompanhada pelos colegas de equipa. Ele estava muito feliz e orgulhoso de si mesmo. Todos os companheiros pediram que eu fizesse o mesmo com eles o que resultou mais tarde numa boa dor de costas. Todos as pessoas, a maior parte delas velhotes, assistiam ao nosso jogo e riam juntamente connosco. Marquei um golo para grande surpresa minha e todos me olhavam. Eu percebi que estavam a aprontar alguma pois aqueles olhares marotos não o escondiam mas quando fui a ver já estavam todos em cima de mim e a fazer-me cócegas.
Já estava escuro e já devia ser tarde. Fui ver as horas e já era um pouco tarde. Então começaram a aparecer pais e levaram os seu filhos mas antes estes vieram ter comigo e despediram se dando-me agora um beijo na face como pequenos cavalheiros. Uma mãe chegou a agradecer-me por ter brincado com eles pois assim ficou mais descansada. Todos os meninos moravam relativamente perto mas as estradas à volta eram movimentadas por isso todo o cuidado era pouco. Alguns dos idosos ali presentes eram avós dos meninos. Quando todos tinham ido vi que Ben era o último. Fui ter com ele antes de me ir embora.
– Então onde moras?? — Ele apontou para um prédio atrás das árvores do parque. — e a tua mãe ainda não chegou? -Ele fez um olhar triste. — Queres que te leve a casa? — Ele acenou com a cabeça e deu-me a mão entrelaçando os nossos dedos. Saímos do parque e quando os meus olhos pousam num carro azul, lá dentro vejo Andrew a rir-se. E então ele sai do carro e caminha até nós.
– Olá! — diz Andrew baixando-se e estendendo a mão a Ben. Este apertou-a e sorriu. Foi uma cena engraçada ver a mãozinha pequenina de Ben ser acolhida na mão forte de Andrew — tu és o famoso Ben do hospital. Eu estava lá com a Riley. — Ben olhou para mim e assenti sorrindo-lhe.
– Eu vou levá-lo a casa. — digo eu.
–OK, eu vou contigo.
– Não precisas.
– Mas eu quero — disse dirigindo-se para o outro lado do Ben e segurando-o pela mão. Ben dava saltos e nos puxava-mo-lo para cima elevando o no ar enquanto caminhávamos. Ele sorria totalmente satisfeito. Ben ia indicando o melhor caminho para casa e quando paramos à frente do apartamento ele bateu mas ninguém veio. Esperamos com ele até que o meu telemóvel toca.
"Não a minha mãe deve estar irada. Aí vida foi muito bom enquanto durou. Xau." digo mentalmente.
– Mãe, antes que te exaltes desculpa. Perdi a noção das horas, está tudo bem. Conto-te em casa. Não me mates por favor. — Disse eu aguardando sermão.
– Fiquei preocupada. Liguei-te centenas de vezes!
– Desculpa tinha-o longe de mim. Adoro-te mãe — despacho eu.
– Riley...
E desliguei. Mordi o lábio e afastei o cabelo do meu rosto.
Ben e Andrew entreolharam-se.
– Oh, muito obrigada por se rirem da minha miséria. Fiquem sabendo que as probabilidades de amanhã estar morta são grandes por isso é melhor irem comprar o fato para o meu funeral... se tiver direito a um! — Eles continuaram a rir. Comecei a fazer cócegas a Ben e dei uma palmada no ombro de Andrew. Ambos se fizeram magoados. Nisto chega a mãe do Ben que vinha preocupada.
– Oh, Deus Ben! Estava preocupada. Onde te metes te? Passei no parque e não estavas lá.
– Como anoiteceu decidimos traze-lo a casa para não ficar sozinho no parque. — intervenho eu.
– Muito obrigado. Riley.
– Sempre às ordens.
– Estou feliz por te ver de novo. O Ben gosta muito de ti. — diz a mãe de Ben penteando-lhe os cabelos com as mãos. Sorri sem saber o que dizer e olhei para Ben que se abraçou à minha cintura.
– Eu posso dar-lhe o meu número e assim pode ligar-me quando Ben quiser estar comigo ou quando precisar que alguém tome conta dele. Isto claro se confiar em mim.
– Oh claro que confio Riley! Já provas-te digna da minha confiança já que te preocupada com o meu filho e ele fica feliz quando está contigo.
Dei-lhe o meu número e despedimo-nos. Ben agarrou se ao meu pescoço e abraçou-me. Depois deu-me um beijo na bochecha e olhou-me com aqueles olhos doces e reconfortantes e eu sorri-lhe de volta e depois deu um daqueles cumprimentos à rapaz ao Andrew.
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