After the pain

13 Quedas com um final feliz!


Notas iniciais
capítulo dedicado a teenager Forever! espero que gostem

De manhã acordei mal disposta e nervosa. Tive de pedir à minha mãe para me ajudar a vestir as calças pois não estava a conseguir fazê-lo sozinha.

–MÃE!!!!

– O que se passa filha?? — Disse a minha mãe entrando no meu quarto de rompante preocupada.

– Que raiva não consigo vestir a porcaria das calças.

– Também com o pé assim, e se levasses uma saia.

– NÃO!

– Riley, calma não é o fim do mundo por levares saia.

– Mas mas...

– Nem mas nem meio mas. — A minha mãe dirigiu-se para o meu armário e tirou de lá uma saia preta por o joelho. E uma camisola branca com riscas pretas a condizer, ou será que era preta às riscas brancas!?

– Se tem de ser — disse eu dando me por vencida.

Tomei o pequeno almoço e fui para a paragem. Ao entrar no autocarro demorei uma eternidade a subir os degraus e quase não conseguia mas uma menina ajudou-me. O motorista foi simpático e não se importou que eu demorasse muito tempo. Chegando a escola demorei outro século a sair e a Lyla quando me viu quase que os olhos lhe saíam das órbitas.

– Cruzes Riley não nos vimos desde ontem e já vens nesse estado não te posso deixar sozinha que vens logo de muletas! — diz ela misturando brincadeira e preocupação.

– E tu não sabes da missa a metade! — digo eu piscando-lhe o olho.
Caminhava-mos pelo corredor enquanto eu contava tudo a Lyla ela fazia cada expressão e ria-se da minha miséria. Sempre útil esta minha amiga. Íamos a contornar a esquina do corredor quando um rapaz choca com a Lyla e ela desequilibra-se e ia cair quando de repente o Josh apanhou a nos seus braços. A Lyla só gaguejava.

Lyla POV

A Riley estava-me a contar a sua aventura louca enquanto andávamos pela escola, quando aquele parvalhão do Valentine me deu um grande encontrão. Eu ia cair quando sinto-me a ser amparada e quando olho para ver quem é o meu salvador, vejo a cara do Josh. Quase que me dava um ataque de coração.

– Estás bem? — Perguntou o Josh puxando me para cima com os seus braços grandes e musculados.

– Hum sim- respondi eu olhando para outro lado- obrigada- disse eu tentando me liberar dos seus braços ainda à volta da minha cintura. Depois encaramo-nos e eu fiquei presa no seu olhar doce. Volta a realidade Lyla Thomson.
Desliguei-me dos nossos olhares e voltei a caminhar com a Riley sem me despedir dele.

– O que raio foi aquilo? — pergunta Riley tirando-me da lua.

– Não sei!

– Devias ter visto a tua cara hilariante. — Riley estava agora a rir se com as mãos a volta da barriga.

– Ri minha cara enquanto podes. Quem Ri do seu vizinho, o mal já vem a caminho muahahahah — o minha tentativa ridícula de riso maquiavélico só fez com que nos ríssemos ainda mais. Fomos para as aulas que por incrível que pareça não foram assim tão mas.

Pov Riley

O momento embaraçoso da Lyla e do Josh tinha me proporcionado mesmo um momento para rir que nem uma perdida. Íamos ter aula de Educação Física. Espetáculo tinha uma autorização para não fazer. Também bastava olhar para o meu estado. Ia a descer as escadas quando:

– Aii!- não isto não me está a acontecer outra vez, por favor não. Tinha mesmo que tropeçar nas minhas muletas e estatelar-me no chão!

– Estás bem???? — perguntou uma voz familiar.

– Estou é só que... — tento explicar-me.

– Não perdes mesmo uma oportunidade para eu te ajudar. — diz ele com um sorriso divertido.

– Oh, cala-te Andrew! — Andrew já me agarrada na cintura e me punha de pé enquanto apanhava as minhas muletas e mas devolvia.

– Não era preciso. Eu cá me arranjava sozinha.

– Claro que sim! — Andrew revirou os olhos.

– Pára de pensar que tens o rei na barriga- disse eu explodindo.

– Quando tu parares de ser orgulhosa e teimosa.- disse Andrew encarando-me bem fundo nos meus olhos com um olhar ameaçador.

Fiquei atrapalhada.

– Ontem trataste-me super mal apesar de eu ter tentado ser simpático e ainda te levei ao hospital! Sinceramente não sei o que eu fiz de tão grave para merecer tanta antipatia da tua parte.

Mordi a língua para não dizer mais nada. É que era mais forte que eu. Eu detesto pessoas convencidas e o facto dele namorar com a maior parva do século não ajudava em nada a sua situação.

– Já percebi que não precisas de mim — saiu dando um ar de chateado. Acho que exagerei! Uma onda de culpa invadiu-me e apanhou-me de surpresa e só que desta vez a discussão foi feia e muito feia. De repente ele vira-se para trás e tive receio que ele dissesse ou fizesse algo estúpido.

– O meu irmão pediu para te avisar que marcou uma consulta para ti na segunda as 19h. Já que tu te esqueces-te ele disse que se não pudesses para passar lá no centro e marcar para outro dia. — Eu assento com a cabeça desiludida comigo própria. O olhar dele enquanto me dizia aquilo era de pura indiferença... O resto do dia foi uma seca. Eu e o Andrew mal nos encarávamos, parecíamos dois estranhos. Jennifer como sempre não o largava, tudo bem que eram namorados mas ela não precisava de andar sempre agarrada ao pescoço dele como uma trela.

O resto da semana correu normal mas mais para o mal. Até a Lyla andava sem vida depois aquele acidente com o Josh super romântico e digno de filme, pensei que os dois ficassem mais próximos mas no dia a seguir vemos a Sasha e o Josh a caminharem de mãos dadas pelo corredor e depois ainda fizeram questão de nos tirar as dúvidas com um beijo bem longo mesmo a nossa frente. A Lyla quase que desmaiava. Sinceramente pensei que o Josh era diferente mas o que e que eu estava a espera afinal ele anda rodeado de Barbies e o melhor amigo é um convencido do pior e namora com a líder. A Lyla fez um esforço para não chorar mas eu percebi o quanto magoada ela estava e pousei a minha mão sobre o ombro dela demonstrando que estava a apoia-la.

– Lyla vamos ver um filme hoje em minha casa- disse eu sem se quer dar a entoação de uma pergunta e mais a entoação de uma afirmação.

– Ah!? Não estou lá com muita vontade. — Lyla estava na lua e a desilusão predominava no seu olhar. Estávamos a lanchar e Lyla nem sequer tinha tocado no seu pão com chouriço.

– E eu ralada! -Lyla sorria agora triste.

Fomos para casa e assistimos filme. O escolhido foi "Now is good", uma péssima escolha pois choramos que nem duas Maria Madalenas arrependidas até que desidratamos. Lyla acabou por desabafar a sua frustação em relação a tudo que a rodeava.

– Oh! Hoje é segunda tenho de ir ao médico. — Não me apetecia nada visto que o médico que me ia atender era Logan, o irmão do Andrew. Não sei, tinha medo que o Andrew partilhasse com irmão as nossas divergências.

– Queres que vá contigo? -perguntou Lyla tirando-me dos meus pensamentos.

– Oh! Não, não é preciso vai para casa e descansa. — Lyla não barafustou pois ainda estava triste em relação a Josh e nem eu a pressionei. Não disse à minha mãe que tinha de ir ao médico. Disse-lhe que ia ficar a estudar na biblioteca com amigos. Ela pareceu acreditar o que me deixou surpreendida.

Preparava me para apanhar um táxi quando:

– Precisas de boleia? — assim que olhei para o lado vi um BMW preto e Andrew lá dentro com uns óculos de sol preto. Porque e que ele não me pode deixar em paz!?

– Pensei que estavas chateado? — pergunto eu seca.

– E estou! Só não quero que gastes dinheiro quando eu também vou para lá.

–Não é preciso! — começo a andar auxiliada pelas minhas muletas em direção ao táxi que já esperava por mim.

– Pára de ser teimosa. — diz ele arrancando com o carro lentamente acompanhando o meu andar desajeitado.

Não me apetecia discutir devido à minha frustração emocional, por isso abri a porta toda atrapalhada. Ainda não me tinha ajeitado bem com o raio das muletas!

– Precisas de ajuda? — pergunta ele levantando os óculos de sol expondo os seu olhos verdes reluzentes.

– Não — disse eu direta e atiro-me para o banco do passageiro.

– Como queiras! — diz ele desistindo.

O caminho foi tão silencioso, que me enervou, até que ele liga o rádio e começa a dar uma música alegre (acho que "Uptown Funk") e eu até estava contente e a cantar interiormente juntamente com Bruno Mars até que ele da uma pancada no rádio e fala por entre os dentes " estúpido rádio" . Eu tremi com aquele gesto de raiva por parte do Andrew e só de saber que eu era o motivo daquele ódio deixou-me assustada e involuntariamente soltei um soluço. Acontecia quando eu estava perto de começar a chorar. Sem pensar virei a cara para a janela e tapei a boca com a mão antes de começar a soluçar compulsivamente e as lágrimas começaram a rolar por a minha cara. Eu tentava a todo custo prendê-las mas não estava a ter grande sucesso. A raiva demonstrada por ele fez-me lembrar do meu pai, daí o efeito negativo que causou em mim. O Andrew pareceu reparar e perguntou:

–Estás bem?

– Uhm!- disse sem sequer conseguir pronunciar uma palavra além disso de certeza que assim que dissesse uma palavra ia me denunciar e apenas assenti com a cabeça mas sem olhar para ele ou para outro sítio que não fosse aquela janela. Assim que chegamos eu saí do carro o mais depressa que pude sem encarar o Andrew. Assim que entramos no hospital uma enfermeira aborda me:

– Menina Collins, presumo!

– Sim, sou eu — confirmei eu levando a enfermeira a proceguir.

– O doutor logan pediu que assim que chegasse para lhe pedir que entre. — seguia agora atrás da enfermeira que nos acompanhava até ao consultório e Andrew seguia atrás de mim sem pronunciar uma palavra que fosse, o que foi estranho visto que ele nunca se cala mesmo que não diga algo de jeito. Foi estranho agora as pessoas já não nos olhavam como da outra vez. Recordei o outro dia em que todos pensavam que ele era meu namorado. Mas que absurdo!

A enfermeira bateu a porta e pediu autorização. Assim que a porta se abriu vi o irmão do Andrew a preencher papéis e assim que nos viu esboçou um largo sorriso. Tinha um sorriso muito bonito e era parecido com o do Andrew porém o de Andrew era diferente num aspeto ainda desconhecido para mim, penso eu. A enfermeira foi-se embora deixando-nos aos três dentro do consultório.

– Olá Riley! — disse Logan e levantando-se e cumprimentando-me com um beijo na cara e fazendo me sinal para me sentar na cama. Olho para o lado e parece-me que Andrew ficou um pouco enciumado com o que irmão fez, mas deve ser ainda efeito dos medicamentos.

–Hum...olá!

–Então maninho, vejo que contínuas a ajudar a Riley. — Logan agora cumprimenta o seu irmão com um abraço e umas palmadinhas nas costas com gargalhadas à mistura.

– Bem sim, mas não foi por isso que eu vim — assim que ele disse aquilo senti um aperto no coração como se alguém o segurasse e o apertasse. Olhei para o meu pé tentando me distrair e disfarçar a magoa.- A mãe pediu-me para vir convidar te para ires jantar lá a casa com a Kelly.

– Oh!- disse Logan processando tudo aquilo. Acho que também ele se apercebeu da frieza do irmão em relação a mim — Podias ter ligado!

– Pois sim... Ambos sabemos que ligar-te em tempo de trabalho é o mesmo que não ligar. Nunca atendes!

– Pois tens razão. Espera por mim, o meu turno acaba dentro de uma hora e depois vamos juntos.

– OK — disse Andrew enquanto se virava e caminhava para a porta saindo do consultório e indo em direção ao desconhecido.

– Então Riley, vamos ver esse pé! — Logan caminhava para mim enquanto puxava uma cadeira e assim que viu o Andrew a sair perguntou lhe — então não esperas pela Riley?

–Não vale a pena. Afinal ela não precisa de mim! — disse Andrew enquanto me olhava com tristeza. De seguida bate com a porta o que fez com que eu me arrepiasse . Logan apercebeu-se se da nossa distância mas não mensionou nada. Disse que o meu pé estava a sarar bem e que não era preciso fazer um raio x. Ligou me outra vez o pé.

– Bem, estás quase como nova. Daqui a dois dias podes tirar as ligaduras e largar as muletas.
– Finalmente!- disse eu suspirando de alívio e levantando os braços em sinal de vitória o que fez com que Logan soltasse uma gargalhada.

– Vou só passar-te uma receita de uma pomada que quero que apliques no pé todos os dias até acabar. — eu assento e nisto entra o Andrew.

– A mãe perguntou se ainda demorava-mos. — Diz ele olhando para o chão e encostando-se na parte lateral da porta.

– Diz lhe que estou prestes a sair.

– Posso só ir a casa de banho? — pergunto eu tentando fugir daquele clima cheio de hostilidade.

– Claro! Vai lá, é naquela porta.- apontou para uma porta branca e pequena no canto do escritório. Eu caminhei e assim que entrei explodi em lágrima e soluços.

Lá dentro os irmãos conversavam e assim que eu percebi que era sobre mim fiz um esforço para ouvir sei que não foi ético mas...

– Andrew, o que é que se passa entre vocês?

– Nada! É só que discutimos...

– Outra vez!? Sóis piores que um casal de velhos quando lutam pelo controlo da televisão!

– Desta vez foi feio! Ela até chorou no carro no caminho para cá. — Logan lança um olhar reprovador a Andrew.

Recordei a nossa discussão tinha sido mesmo feia. Lembrei-me que já estava a algum tempo dentro da casa de banho e decidi sair antes que desconfiassem que alguma coisa se passava. Limpei as lágrimas e fui.

– Riley, aqui tens a receita! — peguei no pequeno papel. Agradeci e saí apressadamente. Liguei a um taxista em que a minha mãe confiava. Era para ele que ela ligava sempre que precisava de uma boleia.

Ele chegou rápido estava naquela zona. De repente ouço o meu nome a ser chamado e quando olho era o Andrew e a trás vinha Logan.

– Eu posso te levar a casa — ofereceu-se ele. Agora já não transmitia tanta raiva no olhar, mas ela ainda se fazia presente.

– Não é preciso! Como tu próprio disseste, eu não preciso de ajuda- disse seca e quase a chorar Andrew não argumentou e eu entrei no táxi.

Notas finais
bjs :D