After the darkness

1 Despertar de uma nova era


Harry Potter acordou em sua cama de dossel no dormitório vazio. Não fazia idéia de quanto tempo permaneceu inconsciente, mas claridade da janela mostrava que deviria ser o início da tarde. Sentia dor em praticamente todos os músculos do corpo, mas isso seria facilmente remediado pela Madame Pomfrey. Aos poucos, os últimos acontecimentos foram lhe preenchendo a cabeça.

Um homem de cabelos oleosos e nariz avantajado morrendo na Casa dos Gritos.

“Olhe...para...mim.”

Uma mulher com longos cabelos ruivos, de aparência espectral sorrindo.

“Você tem sido tão corajoso!”

Um bruxo de aparência ofídica com olhos vermelhos, proferindo suas últimas palavras.

“Avada Kedavra!”

Um homem velho com barba prateado e nariz curvo com os olhos marejados de lágrimas sorrindo pra ele orgulhoso.

Então, tudo se encaixou e Harry sentiu um profundo alívio que percorreu seu corpo em forma de arrepio. Estava acabado. Finalmente, eles estavam salvos.

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Um pensamento meio bobo ocorreu a Harry enquanto atravessava um corredor no quarto andar. Ele imaginou como fariam com o livro Hogwarts: uma História, que descrevia a escola e os acontecimentos marcantes. Eles teriam que acrescentar algumas páginas, pois uma guerra dentro de uma escola de magia nunca havia acontecido, ele achava. Anotando mentalmente para perguntar a Hermione sobre o assunto, rumou para uma passagem secreta atrás da tapeçaria para chegar mais rápido aos andares inferiores.

O Salão Principal que estava decorado com a bandeira da escola, transparecia o sentimento de união que rondava como uma áurea a escola, havia voltado ao normal, assim como quase toda a escola. Os estragos foram arrumados com a ajuda dos professores, alunos e seus pais, entre tantos outros, mas o garoto sentia que o ocorrido ficaria para sempre cravado nas paredes de pedra a sua volta.

Harry foi caminhando a procura dos três rostos que mais queria ver, mas para sua surpresa não os encontrou no castelo, nem rosto algum. Ao passar pela janela que Neville usou para tacar Mandrágoras nos Comensais da Morte, percebeu o por quê . No jardim da frente encontravam-se um número extremamente grande de bruxos que olhavam fixo em direção ao túmulo de Dumbledore. Ele rumou apressadamente para as portas do castelo para se juntar aos outros.

Ao pisar nos primeiros degraus da entrada do castelo, Harry olhou para o céu e percebeu que o dia estava lindo. Não havia nuvens no céu que era de um azul claríssimo. O sol parecia mergulhar todos os presentes em um mar dourado. Sentiu como se os raios atravessassem sua pele e dirigissem direto para o seu coração, aquecendo-o, preenchendo-o.

Os bruxos lhe dirigiam sorrisos, saudações, alguns até colocaram as mãos em seus ombros, enquanto cruzava a multidão. Percebeu que os bruxos não eram os únicos que haviam se reunido nos jardins do castelo. Os elfos domésticos estavam agrupados ao lado de uma árvore e destacando-se deles, Monstro estava à frente ainda usando o cordão que havia pertencido a Régulo Black. Nas margens da floresta, havia um grande número de centauros, alguns ainda estavam se recuperando dos ferimentos da batalha. O lago fervilhava de cabeças que Harry reconheceu como sendo dos sereianos. Estavam presentes também o meio-irmão de Hagrid, Grope, e Bicuço que estava em um canto mais afastado da multidão. Mas Harry já não estava mais atento aos comprimentos destinados a ele, pois avistara o que todos olhavam. Perto do túmulo de Dumbledore, havia um memorial em mármore branquíssimo rodeado de todo tipo de flor, com letras douradas onde se lia:

“A verdadeira nobreza reside naqueles que tem a coragem de defender o quem amam.”

Abaixo, seguiam os nomes de todos que morreram na batalha tentando proteger Hogwarts e aqueles que estavam dentro dela. Harry estacou ao ver o primeiro nome da lista: Severo Snape. Sentiu uma ardência nos olhos e um nó se formar na garganta. Nesse momento sentiu três mãos conhecidas alcançarem seu corpo.

Notas finais
Espero que gostem!