After the darkness

6 Castigo dos ladrões


As duas semanas na Toca passaram mais rápido do Harry gostaria. Graças a Sra. Weasley, já havia reposto todos os quilos perdidos durante a busca das Horcruxes, e até alguns mais.

O retorno para Hogwarts estava chegando e na manhã de seu penútimo dia na Toca, todos receberam as cartas da escola com a lista de materiais junto com um esquema bem complexo de aulas, o que deixou Hermione animadíssima, e resolveram que as compras costumeiras no Beco Diagonal deveria ser aquela tarde. Finalmente a compreensão de que iria voltar a Hogwarts como um aluno tomou Harry e ele pode perceber o mesmo alvoroço em Rony e Hermione.

Naquela manhã, todos comeram animados enquanto a Sra. Weasley falava dos preparativos para a tarde.

– Seu pai conseguiu um carro do Ministério, Rony. Assim poderemos chegar ao Beco com mais conforto e segurança.

– Segurança contra o quê? — retrucou Rony sorrindo — Nós já cuidamos do Riddle, qualquer coisa depois dele é moleza!

– Ronald Weasley, se continuar com essa postura, o mais distante que você vai hoje é o celeiro!

– Mamãe, — interveio Gina — o Gui disse que passaria aqui hoje de manhã.

– Eu sei. — respondeu a Sra. Weasley — Ele queria falar alguma coisa com vocês — apontou para Harry, Rony e Hermione — antes de ir para o Gringotes. Já deve estar chegando!

Com a menção do local onde o trio invadiu, roubou e escapou por pouco em um dragão destruindo grande parte do salão principal, a cor fugiu do rosto de Harry. Ele nem precisou olhar para os amigos para saber que eles estavam pensando o mesmo que ele.

"Nunca iremos conseguir entrar lá novamente. — pensou Harry — Pior, nunca conseguiremos sequer passar em frente ao banco. Pensando bem, teremos que manter uma distância segura de qualquer duende de agora em diante,"

Como se tivesse sido conjurado, Gui saiu da lareira diante deles com uma expressão séria. Harry sentia toda a esperança de retornar para Hogwarts ir por água abaixo. E para piorar sua mente começou a criar os piores cenários possíveis. Ele já se via sendo levado para Azkaban, Gina chorando e terminando o namoro por não querer se envolver com criminosos, o Ministro dizendo que lamentava, mas não podia mudar a sentença, e Rony e Hermione o culpando por ter persuadido eles a entrar nessa situação maluca.

– Que bom que cheguei a tempo. — começou Gui — Eu gostaria de falar com esses três por uns minutos, mãe. Será rápido.

Enquanto a Sra. Weasley e a Gina se retiravam da sala, Harry, Rony e Hermione olhavam para o recém-chegado. Harry estava branco de preocupação, Rony assumiu um tom esverdeado e Hermione, que estava vermelha, olhou para Gui com a mesma expressão de determinação que usou para confrontar o antigo Ministro da Magia na leitura do testamento de Dumbledore.

– Sentem-se. — convidou Gui.

Os dois amigos se largaram derrotados no sofá, mas Hermione manteve-se rigidamente em pé e Harry teve que concordar com Scrimgeour que ela se daria muito bem no ramo de Direito da Magia.

– Eles não podem! — explodiu Hermione — Nós, tecnicamente, não roubamos nada, pelo menos não em benefício puramente nosso. O cálice era uma horcrux, precisávamos destruí-lo! Os duendes também não queriam a derrota de Voldemort? E quanto ao dragão, bem, ele vivia em condições terríveis. Foi frequentemente torturado e era cego, pelo amor de Deus! Tenho certeza que o Ministério não aprovaria o método de treinamento dos duendes. Ele merecia a liberdade!

O silêncio se estendeu pela sala. Gui, que pareceu tão espantado quanto Harry e Rony com o acalorado discurso de Hermione, foi o primeiro a recuperar a voz.

– Hermione, calma. É justamente sobre isso que eu queria de falar com vocês. Depois de horas e horas de negociação com os duendes, Kingsley conseguiu um perdão condicional para os atos de vocês.

– Fantástico! — levantou Harry.

– Já era hora de termos um Ministro da Magia competente! — exclamou Rony, que também havia se posto de pé, com o rosto já voltando ao seu tom normal.

Hermione, porém, ainda possuía uma postura rígida.

– Como assim um "perdão condicional"? Quais são as condições?

Com isso, Harry e Rony olharam sérios para Gui aguardando o veredito final.

– Eles não querem a presença de vocês no banco, até se mostrarem novamente merecedores de confiança. Ou seja, nunca, já que eles desconfiam dos bruxos de maneira geral. Então farão seus futuros saques e depósitos através de pessoas indicadas por vocês. Inclusive, Harry, tomei a liberdade de sacar o ouro necessário para suas compras no Beco. — Gui passou a Harry uma bolsa que, a julgar pelo peso, continha mais galeões que ele estava acostumado a levar. Como se tivesse lido sua mente, Gui acrescentou — Como você deixou quase todas suas coisas na casa dos seus tios e eu não sabia se pretendia ou não buscá-las, saquei um pouco a mais para que possa comprar tudo o que precisa.

– Ah... obrigado, Gui. — Harry ficou sem palavras diante da consideração do irmão mais velho de Rony.

– Não por isso. O mundo bruxo lhe deve muito, Harry.

– Não só ao Harry! A nós também! — disse Rony indicando a si mesmo e a Hermione, e o amigo pode ver que os dois já haviam voltado a atmosfera de animação e alegria anterior — Você pode me agradecer com uma bolsa igual a que passou para o Harry!

– Já se resolveram? — perguntou a Sra. Weasley reaparecendo na sala seguida por uma Gina curiosa — Arthur já está vindo com o carro. Chegará dentro de alguns minutos.

– Sim, mãe. — respondeu Gui — E eu inclusive devo partir agora para o Banco que a Fleur já deve estar me esperando.

Gui dirigiu a todos um breve adeus e voltou apressado para a lareira onde foi engolido pelas chamas verdes enquanto dizia claramente "Gringotes".

Harry relaxou e varreu para longe todos os pensamentos pavorosos que sua mente fabricou. Era um homem livre e poderia ficar com Gina. Olhou para a namorada e percebeu que ela lhe dirigia um olhar que exigia dele uma descrição detalhada da conversa que ela não pode participar. Mas antes que ele pudesse falar qualquer coisa, uma buzina soou do lado de fora da casa e todos saíram para encontrar o Sr. Weasley ao lado de um familiar carro do Ministério pronto para levá-los ao Beco Diagonal.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.