After the Apocalypse

1 Capítulo 1 – Antes de Tudo Começar


Notas iniciais
Isso mesmo, passamos por uma reforma. Pra mim, a história não estava boa. Mas agora vai ficar ♥ Pelo menos eu acho. Os dois primeiros capítulos vão contar sobre a vida deles no dia em que o apocalipse começou no Brasil. Boa leitura, eu realmente espero que gostem.

Acorda logo Bruna! — sinto meu corpo se chocar contra o chão.

Aii sua filha da puta! — grito de dor.

Mals aí neném — Ana me diz.

POR QUE DIABOS VOCÊ ME ACORDOU AGORA?!? — grito

Porque temos aula, e você já está atrasada.

Te vejo em cinco minutos na mesa do café — ela diz enquanto bate a porta do quarto.

Chata! — digo e vou até o banheiro. Faço tudo que tenho que fazer.

Mas estou sentindo um pressentimento estranho. Como se fosse acontecer alguma coisa ruim. Deve ser só impressão mesmo. Saio do quarto e vou até a cozinha.

Finalmente! Eu tinha dito cinco minutos lembra? — a criatura abençoada diz.

Ah cala a boca! — sento na cadeira a sua frente.

Come logo, temos que passar na casa da Johanna pra pegar ela, a Julia e o Geovanni.

Hmm... Falando nisso, cadê o João? JOÃO! ANDA LOGO! — ela grita.

Não precisava disso tudo... — ele aparece saindo do corredor.

Olha quem apareceu... Vamos gente, já acabei de comer! — digo enquanto me levanto da cadeira.

Mas eu nem comi ainda... — ele diz.

Porque demorou demais, vamos de uma vez. — Ana diz enquanto puxa João que pega uma maçã da fruteira.

Corremos até o carro da Ana, que com 16 anos já tem carteira de motorista, só porque o pai dela trabalha na auto-escola.

Sento no banco de trás, pra deixar o casalzinho não casalzinho ficar de rolinho ali na frente.

Queridos, antes de vocês começarem a se pegar e a Ana nos matar batendo o carro, o Luan e o Guilherme tão aonde? — faço piada, mas mesmo assim Ana começa a dirigir.

Eles tão na casa do Guilherme, tinha jogo ontem, mas eu e os meninos não fomos porque estamos suspensos — João diz.

E por que vocês foram suspensos? — Ana diz brava.

Batemos no moleques que estavam nos zoando — ele diz como se fosse a coisa mais normal no mundo.

Que ridículo, deviam aprender a controlar sua raiva. — diz Ana nos fazendo rir.

Você não é nenhum pouquinho calma sua besta! — digo gargalhando.

Ah calem a boca — ela diz e paramos a frente da casa de Johanna.

ANDEM LOGO! FALTAM SÓ 5 MINUTOS PRA AULA COMEÇAR! — Ana buzina.

Ela acordou a cidade inteira! — Geovanni diz saindo da casa, seguido de Johanna e Julia.

Bom diaa! — Johanna diz entrando dentro do carro.

Bom dia, como foi a suruba? — pergunto.

Foi ótimaa, maravilhosa. — Julia diz fechando a porta.

Que mentira, todos nós sabemos que o Geovanni tem o pinto pequeno, não dá conta nem da Julia, vai dar conta de duas? — diz João me fazendo rolar no banco de tanto rir.

Vai tomar no cú — Geovanni retruca.

A bunda dele compensa — diz Julia.

Credo, com esse cú arrombado ai? Duvido. — diz Ana, enquanto faz uma curva tão estranha que todo mundo cai pro lado.

Não passamos de hoje com essa motorista ai. — diz Johanna e Geovanni.

Eu sou Ayrton Senna reencarnado. — Ana diz enquanto estaciona na praça em frente a escola.

Hmm... vai nessa — dizemos em coro enquanto descemos do carro.

Atravessamos a rua e nos posicionamos na fila para passar a carteirinha pra entrar. Como estou na frente dos meus amigos, tento ver quem está na minha frente.

Guiii !! — dou um susto em Guilherme, que dá um pulo.

Bruu! Sua idiota, me deu um susto — ele diz enquanto me abraça. Gui é meu melhor amigo, agradeço a Deus por ter colocado ele na minha vida.

Eu sei bobo! — digo enquanto nos afastamos.

Eai Bruninha? — diz Luan saindo da frente de Guilherme.

Eai Luanzinho? Como foi o jogo? — respondo enquanto nos abraçamos.

O de sempre, com um jogador como eu no time, ganhamos é claro — ele tira vantagem.

Larga de ser mentiroso, você é o pior — diz Guilherme enquanto passa a catraca.

Não sou nada — retruca Luan, enquanto passa para dentro.

Admite, você ficou no banco não foi? — o provoco enquanto atravesso — Bom dia moço! — digo ao porteiro.

Bom dia — ele diz.

Vou seguindo os dois até a sala, com Ana, Julia, Johanna, Geovanni e João atrás de mim.

Entro, deixo minha mochila no meu lugar e vou até a quadra, onde sempre ficamos sentados até o sinal bater.

Aos poucos todos chegam, e começamos a botar o papo em dia, até parece que não nos vimos ontem no shopping.

Cadê o Rodrigo e o Lucas? — pergunto.

Vão chegar no segundo horário, foram pra casa ás duas da manhã, estavam na festa da Lara. — Geovanni me responde.

Ah, é mesmo, ela me chamou mas eu queria dormir, então... — respondo.

Ela me odeia por isso não me chamou, né? Ela é tão previsível. — Julia diz.

Ela não te odeia, vocês só não se dão bem. — diz Guilherme.

O seu santo não bate com o dela, resumindo — diz Ana.

Exatamente — diz João, gente apaixonada sempre concorda com o que o outro fala.

Ai, ai, ai gente. Era pra gente ter feito a viagem dos sonhos ano passado né? — diz Johanna.

Teríamos feito, se os Estados Desgraça Unidos não tivesse sumido, literalmente do mapa. — digo.

Olha, não sei vocês, mas eu não viajaria até lá, nem se me pagassem, vai que coisas mortas invadiram o país e matou todos mundo? Seria demais! — diz Geovanni.

Cuidado com o que você deseja. — diz Julia.

Eu desejei uma princesa, ai apareceu você — ele diz.

Aahh não gente! Eu vou vomitar! — Guilherme diz.

Para com isso Gui! — diz Ana rindo pela primeira vez na manhã.

Isso, deixe eles serem viadinhos — diz Luan.

Nossa essa foi boa — diz João, recebendo em troca um olhar mortal de Ana.

Então, o que vamos fazer hoje? — diz Johanna.

Você não cansa não? Que fogo no cú, meu Deus — brinco com ela.

Cala a boca. Vamos ao cinema? Tá passando um filme brasileiro, Meu Passado me Condena 2. — ela diz.

Brasileiro? — Gui pergunta.

É ué, todo mundo dos Estados Unidos sumiu, incluindo os atores animal. — Ana diz.

Pode ser. — Julia diz, e o sinal toca.

Sete horas, gente. Agora vamos. Biologia agora, e eu não preciso de mais uma recuperação. — João diz e vamos para a sala.

Notas finais
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