Notas iniciais
Olá amores! E então, preparadas(os) para conhecerem a nova Amber? Espero que sim e que gostem. Beijos e boa leitura, vidas :* *----*

Assim que abri a porta do apartamento, vi que Josh e a Scar já havia chegado e pela cara que os dois fizeram para mim, lá vinha bomba.

— Oi gente, vocês já foram à cafeteria que tem em frente a este condomínio? Os cappuccinos de lá são de outro mundo! Falei tentando quebrar o gelo.

— Por que saiu sem a minha permissão? Sem dizer aonde ia? Perguntou Josh com cara de desapontado.

— Ah qual é, Josh. Eu só fui lanchar porque estava morrendo de fome e não tinha nada que eu pudesse comer aqui. Eu não sei cozinhar. Respondi.

— Mas você tinha que ter me avisado, deixado um bilhete ou algo do tipo para que eu soubesse onde você estava. Amber, você não está mais nos EUA. Aqui é muito diferente de lá, aqui também é perigoso e você não conhece ninguém. Disse ele.

— Tá, mas eu só fui ali à frente. O que tem demais nisso? Eu estava quase morrendo de fome, você não entendeu? Falei fazendo gestos.

— Josh tem razão, Amber. Você devia ter deixado pelo menos um bilhete dizendo onde estava. Disse Scarlett.

— Está bem, gente. Desculpem-me, da próxima vez eu deixo um bilhete... Respondi revirando os olhos demonstrando total tédio por aquele “momento bronca”.

— Ah, Amber. Eu peguei suas lentes, estão ali na minha bolsa. Disse Scarlett sorrindo.

— Ah... Obrigada! Falei toda empolgada indo pegar.

— Não sei para que isso... Disse Josh fazendo cara de tédio.

— Para eu me livrar desses óculos. Respondi tirando-os e abrindo o potinho das lentes.

— Amber, você tem que estar com as mãos totalmente limpas para colocar essas lentes e terá que ter muito cuidado, porque é um material delicado, porém que pode te deixar cega. Disse Scar me alertando.

— Bem lembrado. Respondi fechando a caixinha e indo correndo até o banheiro.

Eu lavei minhas mãos, sequei-as e coloquei cuidadosa mente as lentes que eram somente de grau e não alterava em nada a cor dos meus olhos, até porque seria desnecessário, eu amo a cor deles. Assim que me olhei no espelho, percebi que eram perfeitas, pois eu enxergava perfeitamente, assim como estava com os meus óculos. Corri até a sala abraçando a Scarlett e o Josh e agradecendo. Eles riram de mim e assim foi aquele fim de sexta feira.

No fim de semana, nós três fizemos uns passeios turísticos por Liverpool e Scarlett me prometeu que nas férias me levaria à Londres e a cidade do filme do Harry Potter, e eu fiquei super empolgada, é claro, até porque esse era um dos meus sonhos. Nós fomos ao Teatro Playhouse, eu o achei lindo. Ela contou basicamente um pouco sobre esse teatro dizendo que foi feito por Williamson Square, na cidade de Liverpool, Inglaterra. O teatro tornou-se placo de inúmeras apresentações, aclamado novas produções, principalmente de peças antigas, em contraste com Everymen Theatre, que se concentrou em novos trabalhos.
Esse teatro é um dos mais belos e históricos da Inglaterra e também dá lugar a concertos musicais. No dia seguinte, fomos no domingo ao Jardim Botânico Wavertree, é um lugar incrível. Eu tirei várias fotos nesses dois lugares, sozinha e com os dois também. Foi um fim de semana bem legal e cansativo também. Depois que nós chegamos a casa, eu tomei um banho, arrumei todas as minhas coisas da escola, pois no dia seguinte seria o meu primeiro dia de aula na nova escola.

— E aí, gostou do passeio? Perguntou Josh, escorado na porta do meu quarto.

— Gostei, foi muito legal. Respondi bocejando.

— Está bem, agora vai dormir porque você está cansada e vê se coloca o celular para despertar bem cedo, até porque acabou a moleza. Amanhã você tem aula. Disse ele.

— Nossa, você falando assim parece até ser o meu pai. Confessei fechando a minha bolsa.

— Ah para, Amber. Nada a ver. Disse ele rindo.

— Está bem. Agora me dê licença, porque vou escovar os meus dentes para dormir.

— Tá. Boa noite, tampinha. Disse ele indo para o seu quarto.

— Boa noite, gigante. Respondi, até porque ele tinha o dobro do meu tamanho, que injustiça.

Enfim, escovei os meus dentes e voltei ao meu quarto trancando a porta me jogando na cama.

No dia seguinte, acordei bem cedo para me arrumar. Eu estava muito nervosa, até porque além de ser o meu primeiro dia de aula, seria a primeira vez que eu iria estar com uma aparência diferente da anterior numa escola e isso era estranho para mim.

— E aí, pronta para ser uma das mais populares da escola? Perguntou Scarlett.

— Como assim? Não é só porque estou bem vestida que eu vou ser popular. Respondi.

— Então aguarde e verá. Respondeu ela bebendo o seu chá matinal.

Eu resolvi beber chá também, para ver se me acalmava um pouco. Josh acordou atrasado, se arrumou bem rápido, engoliu um suco de uva e disse:

— Vamos logo. A universidade é um pouco distante de sua escola.

— Tá. Eu vou só pegar a minha bolsa no quarto. Respondi indo até lá.

Ele e Scarlett já estavam na porta me esperando e então saímos. Entramos em seu carro e minhas mãos suavam de nervoso. Eles dois conversavam sobre algo que eu nem prestei tanta atenção, até porque estava quase tendo um treco de tanto nervoso e dizendo para mim mesma:

— Calma Amber, você consegue! Você vai conseguir.

Depois de um tempo estávamos em frente a escola e Scarlett, disse:

— Está entregue. Agora vai lá e arrasa.

— O quê? Não... Esperem um pouco. Pedi piscando várias vezes de nervoso.

— Vai logo, Amber. Nós estamos atrasados e não temos tempo para esperar você criar coragem. Anda! Disse Josh impaciente.

— Está bem, já vou. Respondi pegando minha bolsa e saindo do carro.

— Boa sorte — Disse Scarlett piscando para mim — Eu estou torcendo por você.

— Obrigada — Respondi sorrindo — Tchau.

Acenei para eles dois.

— Tchau. Disse ela.

— Amber, use os trocados que deixei com você para pegar uma condução para voltar para casa. Disse Josh.

— Tá bom... Tchau. Respondi acenando.

— Boa sorte e tchau. Disse ele indo embora.

Eu fechei os meus olhos respirando fundo, abri vendo aquela escola enorme e cheia de grupos de adolescentes que, eu não sei se era impressão minha ou não, mas pareciam estar olhando para mim. Eu tentei ignorar e entrei na escola. Era muito diferente da minha anterior, digo em aspecto físico, pois em relação aos alunos era quase igual. Eu confesso que fiquei um pouco perdida, não sabia para onde ir nem com quem falar. Uma garota chegou perto de mim, com um sorriso simpático e disse:

— Acho que você é a Amber Connor, acertei?

— Sim, você é?! Perguntei.

— Elizabeth, a responsável pelo comitê de boas vindas da escola. Eu sempre recebo os alunos novos e apresento todos os pontos de nossa instituição. Siga-me senhorita Connor. Disse ela sendo simpática.

Eu fiquei um pouco assim, porque eu não estava acostumada com as pessoas me chamarem de senhorita, era estranho, ainda mais tendo a minha idade ou quase isso.

Ela me mostrou todos os lugares, salas normais, de biologia, de artes, de química e física, auditório, quadra de esportes, ginásio de natação, refeitório, biblioteca, pátio, jardim, sala do diretor, sala dos professores, redação do jornal da escola, sala de música, resumindo, ela me mostrou tudo, me apresentou a todas as pessoas que passavam por nós, e todas elas foram super educadas comigo. Assim que ela terminou aquele “tur” em toda escola, me levou até a minha sala e disse que era do terceiro ano, mas que quando eu precisasse era só procura-la, eu assenti e entrei na sala um pouco atrasada. O professor de geografia parou a aula disse:

— Bom alunos, esta dever ser a aluna novata, senhorita Amber. Sei que a minha aula já começou, mas gostaria que você ao menos se apresentasse a toda a turma rapidamente.

Eu estava com os olhos um pouco arregalados, até porque não era mesmo minha praia ser o centro das atenções, mas eu tinha que mudar, então respirei fundo entrei na sala, fui até a frente de todos e comecei a falar sobre mim, minha nacionalidade e tal. Assim que terminei o professor me pediu que me sentasse e me orientou a chegar mais cedo nas próximas aulas dele, ou ficaria do lado de fora da próxima vez. Eu peguei meu caderno e o livro de geografia e comecei a prestar atenção na aula. Senti algo parecido com uma bolinha de papel bater na minha cabeça e olhei para o lado, vi que uma garota que parecia ser popular sussurrou para mim dizendo para ler o papel. Eu desamassei-o e li:

“Ao termino da aula, sente-se conosco no refeitório. Amei o seu blazer e seu Scarpin amarelo.”

Sorri agradecendo em sussurrou e assenti. Assim que tocou o sinal do intervalo, essa mesma garota veio até mim com mais duas meninas sorrindo e disse:

— Olá, Amber. Meu nome é Alice, estas são Marie e Lucy.

— Prazer. Respondi sorrindo.

— Onde comprou esse blazer? Ele é lindo. Perguntou Alice.

— Aqui em Liverpool mesmo. Eu achei o mesmo que você, por isso o comprei. Respondi.

— Você precisa me levar onde comprou um dia desses... Então, vamos almoçar? Sugeriu ela.

— Claro. Sorri.

Nós fomos andando até o refeitório, elas começaram a falar sobre elas, eu falei um pouco sobre mim, não contei nem um terço de tudo, porque não queria espantar as minhas novas amigas. Assim que chegamos ao refeitório, a fila estava enorme, mas como elas eram populares nem precisaram enfrenta-la, fomos até as moças da cozinha que já tinham nossas bandejas prontas. Eu só a peguei e as segui até onde elas sentavam. Eu estava adorando aquela vida de popular. Assim que chegamos à mesa, vi que o garoto da cafeteria estava lá também com alguns garotos. Nós nos sentamos e Alice fez questão de apresenta-me a todos eles.

— Então meninos, esta é a nova integrante do nosso grupo Amber Connor. Amber, estes são Henry Arnecker meu irmão, Rubens Blauth e Wallace Frank.

— Prazer. Sorri.

— Se lembra de mim? Perguntou Henry.

— É claro que sim. Sorri um pouco tímida.

— Vocês se conhecem? — Perguntou Alice — Por que não me contou? Ter irmão distraído demais dar nisso.

— Vocês são irmãos... Mesmo? Perguntei, até porque não se pareciam nem um pouco.

— Somos. Na verdade, somos gêmeos fraternais. Disse Henry.

— Que interessante. Confessei.

— Bom... Já que se conhecem, vamos comer. Disse Alice.

— Vocês estão sabendo da festa que a Elisa vai dar na sexta feira? Perguntou Lucy.

— Estamos sim, você quer ir, Amber? Perguntou Marie.

O quê? Eu nunca fui a uma festa assim... É claro que quero.

— Claro, vamos sim. Respondi sorrindo.

Depois disso, eles ficaram falando sobre várias coisas legais e engraçadas, realmente ser popular é bem legal. Depois do intervalo, voltamos para a sala, mas dessa vez eu me sentei perto deles. Eles eram diferentes dos populares de Ohio, eram estudiosos e inteligentes. Dá-lhe britânicos! Acho que agora eu sou uma deles. Depois disso o tempo foi passando, fomos à festa de Elisa. Foi muito legal, eu me divertir como nunca, dancei, ri e pela primeira vez bebi algo com álcool. Foi uma experiência um pouco embaraçosa, porém legal, tirando o fato de ter ficado um pouco zonza e ter atacado o Henry. Dias depois da festa ele sempre me zoava, me dizia que não imaginava que eu era tão foguenta, vê se pode? Eu morri de vergonha na primeira vez em que ele me zoou, mas depois eu batia nele sempre que entrava no assunto. Uma grande amizade estava nascendo entre a gente, ele era um garoto legal, divertido, palhaço, sério às vezes, carinhoso e muito gato. Mas não era por isso que eu era amiga dele e sim por seu caráter, seu jeito de ser e de me tratar. Eu fiquei com medo de confundir os meus sentimentos por ele e acabar estragando a nossa amizade no início, mas até que eu não fiz isso. Todos os dias nós nos víamos na escola, eu era super próxima de sua irmã também, nós sempre saíamos juntos nos fins de semana, tanto que meu irmão e minha cunhada ficaram com um pouco de ciúmes, mas pareceram entender que eles eram os meus amigos e me faziam bem.

Um dia, eles resolveram acampar e me carregar com eles. Eu não aceitei de primeira, mas depois eles conseguiram me convencer de ir com eles. As pessoas costumam pensar que quando jovens acampam, eles só comem marshimellows, fazem fogueira e dormem em barracas. É quase isso... Mas sempre tem um amigo pinguço que leva bebidas para que todos se divirtam um pouco. O nome desse amigo era Wallace, ele sempre carregava suas garrafas de vodca na mochila quando saíamos juntos. Nós brincamos de verdade ou desafio, eles sabiam que eu era a mais fraca de todos com bebida, então por isso sempre que parava em mim eu sempre escolhia verdade. Na primeira vez em que caiu em mim, foi Lucy quem me fez a seguinte pergunta:

— Você sente ou já sentiu atração por algum dos garotos que está aqui hoje?

Droga! Eu confesso que sinto atração pelo Henry, mas não queria dizer isso, porém não queria mentir.

— Não tem uma pergunta mais fácil? Perguntei fazendo todos rirem de mim.

— Não! Responda. Disse ela.

—Tá... Sim, eu já senti. Respondi.

— Por quem? Perguntou ela querendo ver o circo pegar fogo.

— É uma pergunta só, Lucy. Isso não vale. Respondi.

— É mesmo. Estou louco para chegar a minha vez. Disse Rubens esfregando uma mão na outra e girando a garrafa em seguida.

Nisso a garrafa parou no Henry e no Wallace, Henry escolheu desafio e Wallace o desafiou a beber e beijar a garota que ele achasse a mais bonita que estava ali. Ele bebeu e ficou olhando para Lucy, Marie e eu, até porque ele não iria beijar a irmã dele.

— Vai logo cara, que lerdeza. Disse Rubens impaciente.

— Calma cara. Disse Henry ameaçando pegar na mão de Marie, mas depois pegando na minha para que eu me levantasse, eu confesso que eu fiquei surpresa com a escolha dele.

Eu fiquei de frente para ele e ele disse:

— Você se importa?

Eu neguei e ele pegou em minha cintura me levando até ele e me beijando em seguida. Aquele beijo começou com selinhos lentos e depois o beijo foi evoluindo. Eu ouvia os risos das meninas e o Rubens dizendo:

— Acho melhor tirar os dois da brincadeira, porque eu estou vendo que eles não vão parar tão cedo.

Eu parei o beijo e falei:

— Quem disse que não? Eu quero continuar na brincadeira.

Agi como se aquele beijo não tivesse sido nada de tão importante e voltei a brincar. Fiz algumas perguntas e desafios para quase todos eles a altura do que fizeram comigo. Depois do fim da brincadeira, eu fiquei um tempo sentada perto da fogueira sozinha, pensando nos meus velhos amigos. Eu estava sentindo uma saudade tremenda mas tive que aguentar firme. Senti alguém senta-se ao meu lado, dizendo:

— O que se passa nessa sua linda cabeça?

Eu ri um pouco do jeito que Henry falou, até porque foi hilária a cantada.

— Meus amigos de Ohio... Eu sinto tanta falta deles. Confessei olhando para a fogueira.

— Imagino... Eu também senti muita falta dos meus amigos de Londres quando fui meio que obrigado a vir para Liverpool. Disse ele.

— Por que teve que vir? Perguntei voltando meus olhos a ele.

— Meus pais se separaram, meu pai decidiu colocar outra mulher no lugar de minha mãe dentro de casa, eu nunca aceitei isso, por isso vim embora junto com minha mãe e minha irmã. Respondeu ele parecendo estar ressentindo.

— Sinto muito... Sussurrei penalizada.

— Tudo bem, isso já faz muito tempo. Disse ele olhando para mim sorrindo, desta vez só para me agradar.

— Então quer dizer que você me acha mais bonita que Lucy e Marie? Perguntei mudando logo de assunto.

Ele riu abaixando a cabeça voltou seus olhos a mim e disse:

— Eu sempre a achei...

Eu fiquei um pouco sem graça e ele disse:

— Acho que eu deveria ficar tímido com isso, não você.

— Eu fico tímida com qualquer coisa, você nunca notou? Perguntei.

— Notei... Fica ainda mais linda assim. Disse ele se aproximando de mim.

OMG! Ele está encantando, pare com isso garoto! Eu fiquei sem palavras e então, obviamente ele me beijou. Foi um dos melhores beijos que eu já havia dado na vida.

Depois desse dia, o que eu considerava uma grande amizade foi se tornando amor, a gente estava cada vez mais próximos e íntimos um do outro. Ao invés de sairmos com toda a galera, houve uma época que só saíamos eu e ele, ele me levou a muitos lugares legais. Nós nos divertimos muito juntos. Depois de quase seis meses ficando, resolvemos começar a namorar. Nas férias nós fomos a Londres, ele me levou ao Big Ben, a Hogwarts onde fiquei fascinada por cada canto. Eu parecia uma criança, quis tirar foto de tudo, colocar as mãos em cada canto, cada detalhe, mesmo não podendo. Henry riu muito de mim, pois parecia uma fã bem louca. Ele tirou fotos minhas e eu tirei as dele. Depois ficamos no apartamento onde Josh alugou para que nós ficássemos, porém ele não esperava que Henry fosse conosco e o apê só tinha dois quartos e um deles tinha apenas uma cama de solteiro. Mesmo assim dormimos juntos, na cama de solteiro mesmo. Nós nunca havíamos feito nada do que vocês devem estar pensando, não antes da primeira vez em que tivemos que dormir num mesmo quarto, juntos, ou seja, naquele dia, depois do passeio por Londres.

Lá fora, na rua, estava bem frio, mas lá dentro estava bem quentinho. Eu tive que tirar toda aquela roupa que estava me sufocando, comecei com o sobretudo, depois a blusa de manga cumprida, ficando só de regata na frente dele. Ele ficou me observando e eu perguntei:

— O que foi?

— Nada... Disse ele parecendo estar estranho.

Eu me sentei na cama tirando as botas e meias, me levantei pedindo que ele se virasse para outro lado, pois eu ia tirar a calça e colocar um short mais fresquinho. Ele virou-se, mas eu sei que ele ficou me espionando, eu senti que ele estava fazendo isso. Depois que eu terminei, ele disse:

— Sabe, agora eu também estou sentindo calor.

E começou a tirar o casaco, a camisa ficando mesmo sem camisa, tirou o sapato, as meias e a calça ficando só de cueca box, bem na minha frente. Antes eu nunca o tinha visto nem só sem camisa e até que ele tem um corpo bonito, que abdômen lindo.

— Você não tem vergonha, garoto? Perguntei com uma das sobrancelhas erguida.

— Não. Disse ele deitando-se na cama.

— Tá. Respondi indo me deitar também.

Ele foi para cima de mim colocando uma de suas mãos em minha cintura e me beijando, eu correspondi aos seus beijos, ele foi deslizando seus lábios pelo meu pescoço, me fazendo ficar suspirando e toda arrepiada. Eu senti que ele queria ir além do beijo, mas não fiz nada que o impedisse, até porque eu queria me permitir ter aquela sensação, saber com é, ainda mais com ele, que eu gostava tanto. Ele me girou, me colocando sentada sobre seu colo, tirou a minha regata beijando-me com fervor, meu coração estava mais que disparado e eu suspirava alto. Ele me girou novamente, ficando em cima de mim e sussurrou:

— Você tem certeza de que quer mesmo isso?

— Eles não vão nos pegar? Perguntei me referindo ao meu irmão e Scarlett.

— Eles estão dormindo e a porta está trancada. Respondeu ele.

— Então eu tenho certeza. Respondi.

Ele sorriu para mim, voltando a me beijar com vontade, eu me senti segura para fazer aquilo com ele, porque ele era diferente, não era um babaca como Scott e me provou isso. Ele nos cobriu com os cobertores e me invadiu fazendo me ter emoções que eram inéditas e inexplicáveis para mim, naquele momento eu estava literalmente entregue a ele, eu era dele e ele, ele era meu.

— Eu te amo, Amber. Ele sussurrava entre suspiros enquanto olhava para mim e eu me desfalecia sob ele.

— Eu te amo, Henry. Minha voz saiu abafada como um gemido baixo.

Depois daquele fim de semana, todos notaram que nós dois estávamos diferentes, por mais que negássemos, nós sabíamos que realmente estávamos diferentes e mais apaixonados um pelo outro.

O tempo foi passando, nós continuamos juntos até o fim do colegial, pois eu sabia que teria que voltar para a América para cursar a minha faculdade, mas antes eu teria que cumprir tudo o que prometi para mim mesma antes de viajar. Eu sabia que não poderia fazer tudo o que planejei estando com Henry, então, já sabendo que ele não aprovaria a minha decisão, eu pedi que meus pais me matriculassem na universidade Stanford, porque além de ser um sonho meu, eu recebi uma correspondência que dizia que eu fui aceita no curso de belas artes. No dia em que meus pais me ligaram, até porque a correspondência chegou a casa deles, eu vibrei ao receber a notícia, Josh e Scarlett que ainda estão juntos ficaram felizes, porém preocupados com Henry porque eles sabiam que ele gostava de mim de verdade e seria maldade eu deixa-lo para trás, sabendo da história que construímos juntos, do sentimento que nós tínhamos um pelo outro. Eu realmente o amava, mas eu precisava cumprir com o que prometi. Assim que dei a notícia para ele, ele ficou muito triste e chateado comigo, pediu de todas as formas possíveis que eu ficasse com ele, que fosse para a universidade que ele iria estudar em Londres, mas eu neguei. Nós brigamos muito e eu falei:

— Eu quero terminar.

— Ah, claro Amber. Ou você acha mesmo que vamos continuar juntos? Eu aqui e você em outro continente?! Quer saber, você é quem sabe. Disse ele revoltado indo embora e me deixando sozinha na sala do apartamento do meu irmão.

E assim foi a minha despedida com ele, antes de voltar para Ohio. Já tinha passado a nossa formatura, Josh decidiu ir comigo visitar nossos pais e levar Scarlett para conhece-los. Nós compramos nossas passagens, porém, Josh só iria ficar durante o fim de semana e eu, ficaria até o inicio das aulas em Stanford. Arrumei minhas malas, ansiosa para rever os meus amigos, meus pais e deixar muita gente boquiaberta com a minha mudança.

— Vamos logo, Amber. Se demorar assim nós perderemos o voo. Exclamou Josh que já estava me esperando com sua mochila, sentado no sofá da sala.

Eu desci e respondi:

— Ih, relaxa apressado. Já cheguei, vamos?

— Vamos. Disse ele.

E fomos até o aeroporto. Minhas amigas e amigos da escola foram se despedir de mim, todos menos Henry, eu fiquei um pouco ressentida, mas tentei fingir não me afetar com aquilo.

— Ele não quis vir. Disse Alice.

— Tudo bem. Respondi com um sorriso de canto.

— Se cuida, viu? Disse Wallace vindo até mim me abraçando.

— Obrigada, se cuide também, viu? E dê um tempo com suas vodcas. Respondi rindo com os olhos marejados.

— Sim senhora! Disse ele batendo continência para mim.

— Espero revê-la, beijoqueira. Caçoou Rubens se lembrando do dia do acampamento e me abraçando em seguida.

Eu ri e respondi:

— Eu também espero revê-lo. Até qualquer dia.

Eu ri e Lucy e Marie me abraçaram, dizendo:

— Promete vir nos visitar?

— Sempre que puder. Respondi sorrindo para elas.

— Espero rever você, se possível com o Henry de novo. Disse Alice me abraçando.

— Eu também espero, viu? Promete dizer a ele que eu o amo? Pedi com as lágrimas de saudade rolando em meu rosto.

— Prometo. Respondeu ela sorrindo para mim, enxugando o rosto.

— Vamos, Amber? Disse Scarlett.

— Vamos sim — Respondi soltando Alice — Tchau amores, amo todos vocês.

— Nós também te amamos. Responderam em coro.

Eu sorri para eles indo embora acenando e eles acenaram de volta. Eu me virei, respirando fundo, soltei um suspiro de saudade e, ao mesmo tempo de preocupação. Será que eu estou fazendo a coisa certa? Será que tudo ficará bem no final? Espero que sim.

Notas finais
E aí, o que acharam? Comentários são sempre bem-vindos! Beijos e até o próximo capítulo :* *----*