After that Everything Changed
28 Our Happy Ending.
Notas iniciais
P.O.V Marie Stewart
Depois daquele dia, nós continuamos saindo juntos, eu desisti de vez de seguir a carreira de modelo, o meu quase empresário quase que enfartou quando soube que eu não iria mais para a França com ele, mas depois ele me “entendeu”, eu acho. Eu e Henry alugamos um apartamento em Londres, para que ele estudasse lá e nós não nos afastássemos, eu não quis saber mesmo de faculdade, antes daquele dia eu tinha certeza de que seguiria a carreira, mas eu me desfiz dos meus planos e não me arrependo nem um pouco.
P.O.V Henry Arnecker
Agora, depois de alguns anos eu vejo que tudo o que passei valeu a pena, cada momento, seja triste ou feliz, seja como eu queria ou não, tudo foi preciso para que eu chegasse até aqui e descobrisse que o verdadeiro amor da minha vida estava bem aqui, o tempo todo embaixo do meu nariz e eu não percebi. Ela me faz tão bem, eu não tenho palavras para expressar o quanto a amo, acho que nem se eu escrevesse milhares de canções, livros e mais, nada me seria suficiente para expressar toda a minha felicidade e amor que sinto. Nós decidimos morar juntos até que eu me formasse em um apartamento e depois daríamos um jeito, e demos mesmo. Faltando poucos meses para que eu me formasse em artes, alguém na universidade soube que eu cantava e indicou-me a um empresário que me contratou e me ajudou a chegar onde estou no status de um interprete (cantor) conhecido internacionalmente. De início eu confesso que não concordei com a ideia, mas Marie me incentivou tanto que eu não fui capaz de dizer não para ela. Eu me formei e compramos uma casa em Londres mesmo e nos casamos naquele mesmo ano.
P.O.V Amber Connor
O tempo passou tão lento, mas tão depressa ao mesmo tempo... Nos meus primeiros dias na Stanford eu me escondia para chorar sentindo saudades daquele idiota, mas nós sempre conversávamos pelo Skype, mensagens e até ligações. Para mim era a melhor parte do dia ouvir aquela voz dizendo qualquer idiotice, fazendo palhaçadas ou dizendo que me amava que sentia saudades e que abandonaria a Yale para me ver, eu ficava como alguém que ganhava na loteria todos os dias e não conseguia dormir, quando não chorando de saudade, feliz por ouvir as fofices que o Scott dizia para mim. Nas férias nós nos encontrávamos e passávamos todas elas juntos, seja em Cleveland ou viajando juntos, mas sempre juntos. Acho que o que me fez aguentar esse tempo todo foi as nossas férias juntos, mas a última vez em que nos vimos não foi muito legal. Estávamos hospedados em Nova York, na casa dos tios dele. Fomos caminhar de mãos dadas pela Central Park e encontramos com uma coleguinha dele de faculdade.
— Simpson? Exclamou a loira peituda.
— Kirsey?! Respondeu ele sorrindo.
— Hm... Só aproveitando as férias e pelo visto sempre bem acompanhado. Disse ela arqueando a sobrancelha para mim.
Eu abri um sorrisinho falso e ele disse:
— É, esta aqui é a Amber, minha...
— Sou amiga dele, prazer. Respondi interrompendo-o.
Ele me olhou espantado e ela disse:
— Bom, eu achei que vocês...
— Achou errado. Respondi.
— Já que vocês não são nada a mais que amigos, nada mais justo que eu desfrutar um pouco de você, Scott, não acha? Disse ela dando muitíssimo em cima dele na minha cara.
O Scott me olhou com cara de confuso e eu falei:
— O que você acha disso, Scott? — Arqueei a sobrancelha.
— Uma resposta errada e um tiro na minha cabeça. Brincou ele.
— Então você quer desfrutar da sua amiga? Perguntei perplexa.
— Não coloque palavras na minha boca, Amber. Disse ele.
— Diz logo, Scott, pare de fazer doce, a sua amiga já está querendo mesmo. Respondi os deixando a sós para “se desfrutarem”.
— Acho que eu não estou entendendo mais nada aqui. Ouvi a Putiane dizer enquanto eu me afastava deles dois.
P.O.V Scott Simpson
Porra, nunca vi uma mulher tão complicada igual à Amber, cara... Eu só respondi aquilo brincando com as duas, eu não tive interesse nenhum de pegar a Kirsey em nenhum momento, mas eu não ia dizer isso na cara da garota, seria viadagem minha, então resolvi dar uma descontraída e me fodi do mesmo jeito. Vocês sabem o que é alguém ficar meses e meses sem pegar ninguém e não sentir vontade nenhuma, a não ser a pessoa que está longe? Era exatamente assim que eu costumava ficar nos períodos das aulas. Eu consegui me segurar meses e meses por ela e agora ela vai e fica bolada por eu ter brincado. Eu não respondi que pegaria a Kirsey, mas também não disse o contrário para não menosprezá-la.
— Foi um prazer te reencontrar, mas eu tenho que resolver a minha vida. Falei indo atrás da Amber correndo.
— Está bem, desculpe a brincadeira... Te vejo na Yale. Disse ela indo embora.
Eu corri bastante até alcança-la.
— Acabou o espetáculo? Perguntei.
— Acho que o palhaço deveria saber. Disse ela ainda puta.
— Para Amber. Você sabe que eu só tenho olhos para você. Falei pegando no rosto dela.
— Ah é? Pode até ser que tenha os olhos, mas e o resto do corpo? Hã? Será que você divide para as putas da sua faculdade? Até porque toda putinha tiete adora jogadores de basquete.
— Eu sou todo seu, porra! Será que você não entende isso, ou finge não entender? Eu só penso em você, só amo você e só quero você. Eu fico meses e meses sem transar por você, será que você sabe o que é isso? Ainda mais para um cara que transava sete vezes por semana na época do colegial? Sabe Amber? Perguntei.
— E você sabe o esforço que eu faço para acreditar que você realmente não está transando com ninguém lá? Sabe Scott? Perguntou-me invocada.
— Acho que não está dando certo... Murmurei.
— O quê? Perguntou-me confusa.
— Eu e você... Por mais que eu seja sincero e fiel a você, você não confia em mim... Respondi com os olhos cheios de lágrimas.
— Scott... Disse ela com as lagrimas rolando pelo seu rosto.
— Esqueça Amber, Acabou. Falei saindo de perto dela e enxugando disfarçadamente o rosto.
P.O.V Amber Connor
Ouvir aquelas palavras saindo da boca dele foi como uma facada no meu coração parecia que estou exagerando ou dramatizando, mas não é. Foi pior do que qualquer outra coisa que eu já tenha passado de ruim. Depois daquele dia, nós ficamos oficialmente sem nos falarmos, eu apaguei todos os contatos dele, o bloqueei das minhas redes sociais, rejeitei todas as suas ligações... Eu não queria mais vinculo algum com ele.
Dois anos depois que me formei me mudei para Nova York e passei a trabalhar no museu. Eu amava o meu emprego e nos meus momentos livres eu pintava quadros em casa. Alguns anos depois, meus colegas de trabalho juntamente com o meu patrão foram até o meu apartamento fazer uma festa surpresa para mim. Eu fiquei muito feliz e através dessa festa, meus chefes viram meus quadros e disseram que iriam providenciar uma exposição para minhas obras de arte. E eu, é claro, fiquei mais que radiante, ainda mais sabendo que receberia seis vezes a mais pela exposição e tinha possibilidade de ganhar ainda mais se essa exposição fosse um sucesso e, modéstia parte, foi mais que um sucesso. Mas o que me surpreendeu ainda mais do que a quantidade de pessoas que foram apreciar o meu trabalho, foi a presença do Henry que estava mais que diferente, mas também depois de todos esses anos até eu mesma mudei, um pouco, mas mudei.
— Será que eu mereço um autógrafo da artista. Disse ele ao pé do meu ouvido.
Quando me virei e o vi, eu o abracei bem forte sorrindo e dizendo:
— Eu não acredito que você está aqui, como soube?
— Eu estou fazendo uma turnê mundial e, coincidentemente neste fim de semana eu cai para cá e vi alguns anúncios pela cidade dessa exposição... Meus parabéns. Disse ele sorrindo para mim.
— Obrigada. Eu é quem deveria está te pedindo autógrafo... Eu amo suas músicas. Respondi sorrindo.
— Obrigado, que nada. Não seja por isso, mas só te dou o meu se você me der o seu. Disse ele brincalhão.
— Fechado. Respondi brincalhona.
— Acho que a Amber não está se lembrando de mim, amor. Disse uma loira com um rosto familiar.
— Ela não se lembrou de você mesmo... Amber, essa é a Marie. Disse Henry a abraçando por trás.
Eu tentei puxar na mente e, é claro, como pude me esquecer dela? Ela está linda! E eles estão... Juntos?! Que lindos!
— Minha filha, eu te conheci pirralha e morena, como queria que eu me lembrasse de você? Você está linda, Marie. Falei indo abraça-la e ela riu de mim.
— Obrigada, Amber. Você também era loira e agora está morena e com os cabelos curtos e cacheados. Está linda. Disse ela sorrindo para mim.
— Obrigada. Fico muito feliz por vocês dois... Casaram? Perguntei.
— Sim, no ano retrasado. Disse Henry sorrindo para Marie e dando um selinho nela, bem típico de casal apaixonado isso...
— Mas você e o Scott? Perguntou Marie.
— Não deu em nada — Respondi um pouco cabisbaixa — Não nos falamos há anos, acho que ele nem se lembra mais de mim.
— Eu acho que não... Disse Henry olhando para trás.
Eu olhei para direção onde ele olhava e vi algo que me deixou literalmente boquiaberta, o Scott estava com um buquê de rosas vermelhas gigantesco, vindo em minha direção quase não se aguentando de pé. Eu ri por estar surpresa e ele sorriu para mim.
— Bom, acho que vamos os deixar a sós, afinal, tem muito do que conversar. Disse Marie levando Henry pelo braço.
— Flores para a mulher mais linda que já vi na vida. Disse ele me olhando do mesmo jeito sedutor de antes.
O filho da mãe não mudou nada, além de ter ficado ainda mais gostoso, ainda mais de terno. A vontade de arrancar aquelas roupas dele ali mesmo me invadiu, mas eu me contive.
— Será que sou? Perguntei arqueando a sobrancelha.
— Mais do que imagina... Disse ele colocando as flores em qualquer lugar e vindo me beijar.
Eu sabia que ele ia me beijar, mas mesmo assim falei:
— Se você acha que só porque veio até aqui e me trouxe rosas vermelhas que eu vou te perdoar está muito...
— Shiiiu! Disse ele enfiando a língua na minha boca e calando-me.
Eu pus meus braços envolta do seu pescoço e ele pôs as suas em minha cintura e nos beijamos ao som de aplausos de todos que estavam na exposição, se vocês acham que eu fiquei constrangida com isso, vocês se enganaram, saibam que eu pouco me lixei e continuei o beijando, porque fazia anos e anos que eu não sentia aqueles lábios nos meus, aquele gosto em mim, não sentia suas mãos em mim, o seu cheio e poxa, os prestigiadores que me desculpem, mas eu estava matando a saudade.
— Eu senti tanto a sua falta... Eu não quero mais passar mais nenhum segundo sem você, Amber... Disse ele se ajoelhando e pegando algo no bolso.
— O que você está fazendo, seu idiota? Perguntei começando a sentir vergonha por ter tantos olhos voltados a nós dois, ainda mais naquele momento de mico total.
Ele pegou uma caixinha preta, abriu mostrando um anel lindo e dizendo:
— Amber Connor, você quer casar-se comigo?
Naquele momento me deu uma crise forte de riso e eu não conseguia parar de rir, por mais que eu quisesse e me esforçasse, o riso não passava e aquilo estava me irritando.
— Amber? Perguntou Scott preocupado.
— Me desculpe, mas eu não consigo parar... Falei ainda rindo, acho que é minha reação após essa surpresa.
— Aceita ou não? Perguntou ele e todos ficaram apreensivos esperando a minha resposta.
— Eu... Aceito. Respondi conseguindo parar.
Ele sorriu para mim, muitos comemoraram aplaudindo, assoviando e outras coisas mais, eu sorri para ele que pôs o anel com pedras de diamante no meu dedo, beijou e se levantou pegando-me pela cintura e me dando um belo beijo. Agora sim, isso que é um belo clichê de Hollywood. Depois dessa exposição, ou melhor, desse pedido em público de casamento, nós saímos do museu e fomos para o meu apartamento fazer aquilo que todos vocês já devem estar imaginando... Foi fantástico, perfeito, maravilhoso, incrível! Ele sabe como me fazer bem e feliz e esse é um dos motivos para que eu ame esse idiota.
Depois de alguns anos, nós nos casamos e nos mudamos para Malibu, numa casa que era de frente para o mar. Tivemos uma filha, Rebecca que sempre foi a princesinha do Scott, o seu bibelô e aí de quem encostasse um dedo na sua menininha. Os anos foram se passando e consequentemente a adolescência dela chegou, e sabem, acho que minha filha puxou o pai. De dois em dois meses um namorado diferente, isso fazia sempre o Scott ficar mais que nervoso e tentar proibir a filha de sair de casa, mal sabia ele que era pior proibir... Eu sempre cumpri com o meu papel de mãe, de está orientando sempre a minha filhinha, mas sabem aquele ditado “filho de peixe, peixinho é?!” ele é literalmente válido para esses dois.
— Eu já falei que não quero você saindo com garotos! Exclamou Scott.
— E eu já falei que eu saio com quem eu quiser! Eu não quero sair com garotas, até porque eu não sou lésbica nem nada, então para de me proibir de ser feliz e me deixe viver que eu sou crescidinha e sei muito bem me virar sozinha! Disse Rebecca, que puxou um pouco do meu lado de ter sempre resposta para tudo.
E eu? Ficava sempre escondida rindo, porque eu tenho certeza que isso é castigo para ele, sabe-se lá quantas garotas ele fez chorar, agora a filha dele, a única não é lá tão “certinha” como ele queria que fosse. Ouvimos o som da campainha e ela disse:
— É Liam — e foi correndo até a porta toda empolgada.
Quando abriu a porta, tinha um garoto bonitinho por sinal e rockeirinho escorado na porta fazendo charme para ela.
— Fala sério que você vai sair com um estranho desses, Rebecca. Exclamou Scott para que o menino também ouvisse.
— Scott! Exclamei reprovando a atitude dele, até porque o menino não era estranho... Só um pouquinho, mas não se deve falar isso das pessoas.
—Tchau pai, tchau mãe... Disse ela saindo e fechando a porta.
— Amber, você vai deixa-la sair com esse esquisitinho? Perguntou ele perplexo.
— Meus pais me deixaram sair com você, não é mesmo?! Falei com a sobrancelha arqueada indo até ele e me sentando em seu colo.
Ele parou e pensou um pouco, dizendo:
— Seus pais não deviam ter feito isso...
— Concordo, mas já que fizeram nada mais justo que aproveitarmos a permissão deles... Respondi sorrindo e o beijando.
Ele me pegou no colo, se levantando e me levou até o quarto assim, eu fiquei rindo bastante, porque depois que Rebecca nasceu, foram poucas às vezes em que ele fez isso comigo e é divertido. Ele me pôs no chão, fechou a porta e namoramos mais uma vez...
Depois que tudo mudou, eu vi que coisas que eu poderia julgar impossível aconteceram, coisas que pareciam prováveis não tiveram chances de acontecer e o que era para ser foi... Sabem aquela velha história que dizem que “o amor e o ódio andam lado a lado?!” É verdade, eu acho que o ódio que alimentei por ele no passado foi o que mais me fez e me faz amá-lo hoje e em todos os dias da minha vida.
The end!
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