After all this time?

2 Capitulo 1 - Love Story


Notas iniciais
Olá leitores! Eu falei que não demoraria a postar =D Cá estou eu com o capitulo 1. Muito obrigada pelos comentários carinhosos no prólogo, amei cada um deles! Espero que gostem e deixem a opinião de vocês!


We were both young when I first saw you

I close my eyes and the flashback starts
I'm standing there, on a balcony in summer air
See the lights, see the party, the ball gowns
See you make your way through the crowd
And say "hello", little did I know

That you were Romeo, you were throwing pebbles
And my daddy said "Stay away from Juliet"
And I was crying on the staircase
Begging you please don't go

And I said
Romeo, take me somewhere we can be alone
I'll be waiting, all there's left to do is run
You'll be the prince, and I'll be the princess
It's a love story, baby, just say yes


(Love Story — Taylor Swift)

Felicity Smoak

Dez anos atrás

Eu estava na varanda do meu quarto, eu gostava de ficar ali a noite apenas observando as estrelas e pensando na vida. Mas dessa vez eu não estava olhando para o céu, eu olhava diretamente para baixo observando Oliver escalar até a minha varanda. Eu me sentia como Julieta se encontrando com o seu Romeu.

Meu pai havia descoberto que eu estava matando algumas aulas e como consequência eu fiquei de castigo o mês inteiro. Um mês inteiro sem poder ver ou falar com Oliver, não que meu pai soubesse que era para isso que eu andava saindo de casa escondido.

— Oi — Falou um pouco ofegante quando finalmente chegou a minha varanda.

— Oi. — Respondi sorrindo, esticando a mão para Oliver e o levando para o meu quarto.

— Tem certeza que o seu pai vai demorar? — Falou em tom baixo ainda incerto se deveria estar aqui.

— Você precisa parar de temer o meu pai! Na verdade eu acho que já é hora de apresentar você a ele como o meu namorado. — expliquei, tudo seria mais fácil se oficializássemos isso logo, nós poderíamos parar de nos encontrar escondido e agir como um casal normal. Eu estava animada com essa possibilidade, de poder sair de mãos dadas com ele sem me importar com as outras pessoas.

— Felicity... Eu não sei se seu pai aceitará isso. — Falou calmamente. — Você é a filha do prefeito, e eu não sou ninguém. Eu não tenho nada a te oferecer. — Ele finalizou cabisbaixo, eu via que isso era algo que o fazia infeliz. Mas eu precisava que ele entendesse que eu não me importava se ele não tivesse dinheiro, ele me dava algo muito mais precioso, algo que o dinheiro nunca poderia comprar.

— Não tem nada a me oferecer? — Questionei indignada. — Oliver, você me deu algo que eu sequer imaginei que existisse! O jeito que eu me sinto quando estou com você, a forma como meu coração se alegra quando você se aproxima. Eu simplesmente não me imagino sendo feliz sem você na minha vida. — Joguei as palavras tentando fazê-lo ver o quanto ele era importante para mim.

— Você tem certeza disso? Tem certeza que está pronta para enfrentar as pessoas que serão contra o nosso relacionamento? — Perguntou-me ainda incerto.

— Eu estou pronta, eu não me importo com o resto do mundo, eu só me importo com a nossa felicidade. E, além disso, meu pai tem que entender que eu amo você. — Soltei, e rosto de Oliver se iluminou como o natal. Foi então que eu percebi que havia dito “as três palavras”. Eu estava as segurando a semanas, esperando o momento certo para dizê-las. Fiquei irritada comigo mesma por falar assim, do nada. — Oliver você não precisa dizer só porque eu... — Comecei a falar assim que notei que ele estava calado demais, porém logo fui interrompida.

— Eu quero dizer, na verdade eu preciso dizer.- a voz dele era urgente- Então Felicity Megan Smoak você pode, por favor, calar a boca e me deixar dizer que eu te amo também?

Não contive meu sorriso. Ouvi-lo dizer aquilo fez a expressão borboletas no estômago ter um sentido para mim.

— Ama? — Perguntei tolamente.

— Eu amo, amo, amo! — Falou mais alto dessa vez me erguendo em seu colo e me fazendo rodopiar. Eu ri, um riso leve e feliz. Quando Oliver me desceu, suas mãos ainda estavam em minha cintura. Nossas respirações estavam ofegantes pela brincadeira, nossos rostos muito próximos um do outro, e então nossos lábios se tocaram em um beijo ávido e um pouco desesperado, as mãos de Oliver apertavam o meu corpo contra o dele. Eu tirei a camisa que ele vestia, queria sentir os seus músculos rígidos sobre o meu toque.

E quando dei por mim já estávamos em minha cama o corpo dele sobre o meu, com Oliver me beijando e deixando sua marca em meu pescoço. Eu estava nas nuvens, nunca tínhamos ido tão longe. Eu queria mais, eu precisava de mais. As mãos dele estavam embaixo do tecido fino da minha camiseta e eu me senti estremecer quando ele a tirou, a sensação de ter a pele dele em contato com a minha era indescritível. Eu me sentia quente sob o seu toque. As mãos dele chegaram até o meu sutiã e eu ofeguei e então Oliver parou e se afastou de mim delicadamente.

Eu sabia que muitas vezes ele se segurava. E se afastava, como agora.

— Nós precisamos ir devagar. — Falou com a respiração entrecortada se sentando na beira da minha cama.

Eu não via sentido em esperar mais, eu poderia ser a garota certinha que meus pais queriam que eu fosse e fazer o que a sociedade moralista me impunha. Esperar até meus dezoito anos, mas o que isso mudava? Ou eu podia reivindicar que eu era a dona do meu corpo, e eu senti que estava pronta. E isso bastava pra mim.

Me aproximei dele e o abracei por trás. Oliver arfou com o contato.

— Felicity, você não está ajudando. Eu preciso que você se afaste. — pediu chateado.

— Eu não quero esperar mais. — Sussurrei em seu ouvido. Senti ele enrijecer com aquelas palavras. Oliver se virou para mim, tentando ver em meu rosto se eu estava certa daquilo. Seus olhos brilharam em reconhecimento da minha certeza e ele sorriu timidamente para mim. Suas mãos se colocaram ao redor do meu rosto e ele me olhou seriamente.

— Você tem certeza disso? — Perguntou, vi que ele precisava ter minha total aprovação.

— Eu quero ser sua. — confirmei, olhando diretamente em seus olhos azuis. Eu deveria ter mudado aquela frase, porque a verdade é que eu já era dele, nós só iríamos levar o nosso amor a outro nível.

— Eu serei cuidadoso, confie em mim. — ele não precisa pedir isso, eu confiaria nele sem hesitar, na verdade eu confiaria minha vida a Oliver.

E então ele começou a me beijar delicadamente a princípio, me colocou sobre a cama. O beijo se intensificou as mãos dele deslizaram pelo meu corpo e pararam no cós da minha calça e eu estremeci.

Oliver retirou a minha calça e a dele, e voltou a me beijar. Sem a barreira das roupas as coisas ficaram em outro nível, era surreal a forma como o meu corpo reagia aos toques e carícias de Oliver. Quanto mais ele me tocava mais meu corpo parecia precisar dele. Tudo aquilo era novo pra mim, mas ainda assim eu senti como se eu soubesse o que estava fazendo, eu só precisava acompanhar Oliver, eu só precisava tê-lo em mim.

Antes de me fazer dele, Oliver procurou por confirmação em meus olhos. Eu apenas assenti. Ficamos nos encarando por mais alguns segundos, eu vi nos olhos dele tantos sentimentos eu vi que ele queria fazer disso um momento especial, um momento que eu jamais esqueceria. Então eu sorri e me permiti ser completamente dele. Naquela noite eu entendi o que era realmente se doar de corpo e alma a alguém. Naquela noite eu fui de Oliver e ele foi meu também.

Eu entendi que amar era algo além de beijos e juras de amor, era muito mais profundo que isso. Amar era conhecer a alma de alguém e tocá-la.

Eu deveria ter sido mais inteligente, trancado a porta do meu quarto ou lembrado Oliver que ele deveria ir embora. Mas seus braços estavam ao redor do meu corpo e a respiração dele em meus cabelos, eu me sentia tão bem ali, que eu não queria deixar o conforto dos seus braços. E acabamos adormecendo.

Parece que a vida estava rindo de mim, me deu a melhor noite da minha vida só para em seguida fazer tudo desmoronar.

A manhã seguinte foi uma confusão, eu acordei com meu pai gritando comigo e com Oliver, então eu percebi a burrada que tinha feito. Meu pai estava furioso, e expulsou Oliver de nossa casa aos berros. Ainda me lembro do olhar triste em seu rosto quando ele saiu pela porta do meu quarto acompanhado por seguranças.

— Isso acabou Felicity! Eu não quero mais ver você com esse garoto! — Meu pai gritou comigo, aquelas palavras me machucaram profundamente, porque eu sabia que ele faria o impossível para nos afastar.

— Mas eu amo ele! — exclamei entre as minhas lágrimas. Mas meu pai me ignorou, andou até mim e sentou ao meu lado na minha cama.

— Ele não é nada querida, apenas filho de um mecânico. Você merece mais. — Disse como se estivesse explicando algo para uma criança de quatro anos. Fiquei indignada com as palavras dele, tudo isso era pelo fato de Oliver ser pobre.

— Mas pai... — Tentei argumentar. Mas ele não quis me ouvir, apenas me deixou de castigo, me trancou no quarto. Eu me lembro de chorar todas as noites no colo da minha mãe. Ela tentou conversar com o meu pai, mas ele foi irredutível. Estava até mesmo dizendo que iriam me mandar para um colégio interno. Eu não aceitaria ficar sem Oliver, não importa o que meu pai dissesse ou fizesse eu estava pronta para lutar por esse amor.

Eu estava com raiva do meu pai. Com raiva por ele não querer ver além da posição social de Oliver. Eu fui tola e ingênua, pensei que pudéssemos fazer como Romeu e Julieta só que sem o final trágico. Pensei que poderíamos simplesmente fugir para um lugar qualquer e sermos felizes. Mas eu era uma garota de dezesseis anos e ele um rapaz de vinte e um. Não foi difícil para o meu pai que na época era prefeito da cidade convencer as autoridades policiais de que aquilo era errado.

E quando meu pai me achou na casa de Oliver, ele chegou com uma dúzia de policiais algemando Oliver e o levando para a prisão. Ele dizia que fazia isso para o meu bem, que no futuro eu entenderia seus atos. Mas eu nunca entendi.

Meu pai pediu para que eu escolhesse: eu poderia ficar em Star City e ver Oliver ser preso e ter todo o seu futuro arruinado, ou eu poderia ir embora do país e nunca mais voltar, mas tendo a certeza de que ele tiraria as acusações.

Não foi uma decisão difícil de tomar. Eu amava Oliver e eu sabia que eu estava apenas o atrapalhando, ele já era um homem formado e eu era apenas uma adolescente. Eu não queria arruinar a vida dele assim. O pior de tudo nem foi ter que tomar essa decisão, mas meu pai me obrigou a escrever uma carta para Oliver dizendo para ele me esquecer, que nós dois éramos de mundos diferentes e que nunca daria certo. Nada me machucou tanto quanto escrever aquelas mentiras.

No outro dia eu estava no avião indo para Alemanha. Nunca mais vi Oliver, nunca mais falei com ele. Eu fui embora de Star City, mas eu deixei meu coração lá com um rapaz de olhos azuis.

Um ano depois minha mãe faleceu, meu pai perdeu as eleições e começou a jogar e a beber, mas eu só tomei conhecimento disso anos depois quando descobri que estávamos falidos.

***

Eu acabei perdendo a noção do tempo ali naquele lugar, me deixei levar pelas lembranças e quase me esqueci do motivo pelo qual eu havia voltado. Eu cuidaria da venda dos quadros, saldaria as dívidas e depois partiria sem olhar para trás. Usaria o resto do dinheiro — se sobrasse algum — para começar um pequeno negócio de assessoria em T.I.

Me levantei da cama e coloquei a foto sobre a penteadeira, segui para o banheiro esperando que a água quente do chuveiro relaxasse meu corpo, mas foi inútil. Sobre a cama coloquei o belo vestido branco, eu não podia me dar o luxo de gastar nesse momento por isso escolhi uma roupa que tinha sido da minha mãe. Era lindo, a seda caia perfeitamente sobre o meu corpo, sem marcá-lo demais. Havia pequenas pedrarias no decote arredondado que fazia as vezes de uma joia. Lembrava muito um vestido de casamento simples, quase etéreo se não fosse pelas costas que estavam desnudas dando a tudo um ar mais sexy.

Sentei-me diante da penteadeira e comecei a arrumar o meu cabelo e a fazer a maquiagem. Quando finalizei, olhei no espelho para o meu rosto recém maquiado e comparei a imagem da foto com meu reflexo. Eu estava mais bonita do ponto de vista estético. Minha pele era reluzente e não havia nenhum sinal de espinhas, algo tão característico da adolescência. Meus cachos rebeldes também não estavam mais lá, meu cabelo agora era bem comportado, ele estava preso em um coque baixo e requintado com pequenas mechas onduladas que se soltavam dele.

Eu não reconhecia aquela garota mais. Ela ficou perdida num passado onde sonhos se realizavam e amores duravam para sempre. Eu aprendi que a vida não é assim tão fácil, e que as vezes tudo o que podemos fazer é aceitar a vida que nos é imposta ao invés de perder tempo sonhando com a vida que nunca teremos.

Ouvi batidas na porta e vi meu pai adentrar no quarto, ele trajava um terno preto antigo. Ele parecia nervoso.

— Você está linda. Tão linda quanto a sua mãe. — Meu pai disse quando se aproximou de mim, colocou uma de suas mãos em meu ombro, e eu e encarei nosso reflexo. Se o tempo fez de mim mais bela, ele não foi tão generoso com o meu pai. Richard Smoak, não era mais um dos empresários mais importantes de Star City. Esses últimos anos o destruíram, ele não era mais o homem carismático de sorriso fácil que conquistara eleitores com seus discursos incríveis e motivadores. Não, depois da morte da minha mãe ele simplesmente definhou. Eu via nos olhos de meu pai que a vida dele havia se tornado uma coleção de arrependimentos, é por isso que eu permanecia com ele. Porque apesar de tudo o que ele fez no passado, ele só tinha a mim. Éramos a família um do outro.

— Obrigada pai. — falei tocando a mão dele, ele assentiu e tentou forçar um sorriso. Era triste ver ele tentar.

— Pronta para descer? — Perguntou-me. Não, eu não estou pronta pra me desfazer das únicas coisas que restaram da minha mãe. Eu não estou pronta para descer e fingir que me importo com as pessoas falsas que nos receberão com um sorriso no rosto, e logo que virarmos as costas nos criticarão. Eu não estou pronta para fingir um sorriso. Era isso o que eu gostaria de ter dito, mas me calei.

— Sim, estou pronta. — confirmei sem animação.

Meu pai sorria para mim orgulhoso, e eu correspondi com um sorriso mecânico daqueles que sequer chegavam a tocar os olhos. Eu havia me tornado uma expert nesses sorrisos educados e polidos. Eles eram ótimos para fingir que eu estava feliz, não que alguém realmente se importasse com isso.

Chegamos ao salão, e estava tudo lindo. Seja lá quem fosse o novo dono da casa ele tinha bom gosto. Definitivamente havia gastado uma pequena fortuna para fazer tudo isso, havia garçons circulando com bandejas de pratas repletas de canapés de caviar e o melhor champanhe estava sendo servido. Provavelmente era um desses ricos esnobes que gostam de aparecer. Pelo menos os quadros da minha mãe receberam a atenção devida, estavam espalhados pelo salão de forma elegante e tinham o destaque merecido.

Eu recebi alguns dos convidados, muitos eram amigos da nossa família que simplesmente desapareceram quando nós falimos. Eu reconheci alguns rostos da época da escola, agora mais velhos. As mulheres ostentavam joias caras e me lançavam um olhar de superioridade. Sei que muitas delas estavam contentes com a minha atual situação, os homens por sua vez pouco se importavam se eu não tinha mais dinheiro, eles estavam ocupados demais analisando o meu corpo com evidente cobiça, nem se importavam com as esposas que seguravam orgulhosamente em seus braços. Me mantive altiva e alheia a tudo isso, querendo apenas que toda a encenação acabasse logo.

Pedi licença para o casal chato com o qual conversava, estava querendo procurar o anfitrião da festa e tentar convencê-lo a começar logo com o leilão.

E então eu o vi, descendo as escadarias da mansão. E foi como se o mundo parasse de girar, porque ele estava ali na minha frente. Eu ainda conseguia ver o jovem de olhos azuis que conquistou o meu coração há dez anos, ele ainda o mantinha cativo. Mesmo depois de todo esse tempo, meu coração era, e sempre seria dele.

Oliver Queen estava ainda mais bonito do que antes, o rosto de um jovem dera lugar aos traços marcantes de um homem. Agora ele usava seus cabelos curtos e bem aparados, a barba por fazer dava a ele um ar mais charmoso. Os braços fortes que antes eram frutos do trabalho pesado hoje pareciam moldados em uma academia. Ele usava um terno caro com caimento perfeito, ele estava lindo, mas não parecia com o meu Oliver. Não parecia com o garoto humilde que escalou as paredes de casa até o meu quarto em uma noite estrelada de verão.

E então ele me viu, seus olhos se fixaram intensamente nos meus e eu senti toda aquela estranha ligação voltar, senti meu corpo ser atraído para o dele tão forte quanto a gravidade. Mas ele não parecia exatamente surpreso ao me ver. Não, na verdade ele parecia satisfeito. Ele começou a caminhar em minha direção, e eu prendi a respiração, minhas mãos gelaram e o coração. Meu Deus! Meu coração estava tão acelerado que eu tive medo que ele pudesse sair de dentro de mim.

Respirei fundo quando ele se aproximou ainda me olhando fixamente, ele estava tão próximo que eu sentia o perfume dele... Não sei o que eu esperava, mas definitivamente eu não imaginei que ele passaria por mim com um evidente desprezo, não imaginei que ele me lançaria um olhar gélido. E principalmente não imaginei que enlaçaria pela cintura a morena que estava ao meu lado.

Meu olhar os seguiu, seus braços deixaram a cintura da bela morena e ele subiu no pequeno palanque improvisado. Seus olhos frios se fixaram nos meus mais uma vez, ele aproximou do microfone e lançou-me um sorriso cínico antes de falar.

— Sejam todos bem vindos ao leilão das pinturas de Donna Smoak. Em breve iniciaremos com os lances, por hora aproveitem o champanhe! — Pronunciou e ergueu a taça, todos os que estavam presentes o aplaudiram.

Me dei conta do que estava acontecendo. Oliver Queen era o comprador, ele havia comprado a minha casa, ele estava oferecendo esse leilão para vender os quadros da minha mãe. De alguma forma, nos últimos dez anos ele havia ganhado dinheiro suficiente para fazer tudo isso, chegava a ser irônico como a nossa situação havia se invertido. Ele agora era o rico e o respeitado pela sociedade, enquanto meu pai e eu éramos os párias.

Quando o vi na escada eu pensei que ele pudesse ter vindo aqui por mim, quanta ilusão! A triste realidade era que Oliver apenas queria jogar tudo o que ele havia conquistado na minha cara.

Ele não parecia mais com o meu rapaz de olhos azuis.

Notas finais
E então... Gostaram? Pensando em um Pov do Oliver, o que acham? Beijos e obrigada por lerem!